Restos de Colecção

22 de julho de 2015

Estações dos CTT do Chiado e Santa Justa

Em Janeiro de 1963, era inaugurada a nova “Estação Urbana de Santa Justa”, dos CTT em Lisboa. Na pagela de inauguração que abaixo publico pode-se ler:

«A nova estação de Santa Justa que é hoje inaugurada, é a 45ª e destina-se a servir a baixa comercial de Lisboa. Foi Possível instala-la a 550 metros de cada uma das três estações que até agora serviam os utentes dessa área, no Terreiro do paço, no Socorro e nos Restauradores.»

Interior da Estação dos CTT de Santa Justa inaugurada em Janeiro de 1963

Pagela da inauguração

Estação CTT Santa Justa.3

Estação CTT Santa Justa.4

A nova “Estação Urbana do Chiado” dos CTT, em Lisboa, inaugurada em Dezembro de 1963 e instalada na esquina da Praça Luís de Camões com a Rua da Horta Seca, foi resultado da reinstalação da "Estação Urbana do Chiado", existente no mesmo local desde 1932, em edifício adaptado aos serviços pela "Delegação dos Edifícios para os Serviços dos CTT", dependente da "Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais".

Interior da Estação dos CTT do Chiado inaugurada em Dezembro de 1963

Pagela da inauguração

fotos in:  Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Portuguesa das Comunicações

21 de julho de 2015

Antigamente (120)

“Estádio do Campo Grande”, do “Sport Lisboa e Benfica” e inaugurado a 5 de Outubro de 1941

O "Estádio do Campo Grande", que se manteve activo até 1957, encontrava-se desactivado desde 1937, após ter sido abandonado pelo “Sporting Club de Portugal”, que alugou nesse ano o estádio do Lumiar (antigo "Estádio José de Alvalade", submetido a grandes obras em 1947 e em 1956).

´”Soda Póvoa, SARL” inaugurada na Póvoa de Santa Iria em 1935

“Estádio Náutico”, do “Sport Algés e Dafundo” fundado em 15 de Junho de 1915

Parede, Estrada Marginal e praia

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

18 de julho de 2015

Hotel da Nazaré

O “Hotel da Nazaré”, foi inaugurado em 9 de Junho de 1960, no Largo Afonso Zuquete, na vila da Nazaré. Propriedade da firma “Abel & Henrique Baptista dos Santos, Lda.”, foi projectado pelo arquitecto João Simões, tendo custado 4.500 contos.

“Hotel da Nazaré”, em 1961

  

 

À data da sua inauguração este Hotel com 7 pisos, oferecia 26 quartos com casa de banho privativa, rádio, telefone e aquecimento, contando com restaurante e salão de chá no último piso, assim como um solário, e «boite» na cave.

1 de Julho de 1960

Etiqueta de bagagem e anúncio em 24 de Dezembro de 1960

                             

Em Junho de 1962, inauguraria a sua ampliação, aumentando a sua oferta para 78 quartos, e quatro apartamentos, entre quartos duplos e suites sendo classificado com a categoria de 3 estrelas e considerado de utilidade turística. A sala de jantar foi alargada, foi construído um bar, um 4º piso, um novo salão de estar assim como um novo terraço topo-mar. Foi também instalada uma boite na cave com capacidade para 140 pessoas. O resultado dessa ampliação, fica aqui expresso nas fotos seguintes:

“Hotel da Nazaré” depois de ampliado, em 1964

 

 

 

Actualmente, ainda se encontra, em funcionamento, sendo, propriedade da firma “Joaquim Batista dos Santos (Filhos), Lda.”.

 

 

 

fotos in:  Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

17 de julho de 2015

Teatros “Phantastico” e “Rocio Palace”

O “Theatro Phantastico” ou “Salão Phantastico” situado na Rua Jardim do Regedor, em Lisboa, abriu as suas portas em 8 de Março de 1908, apresentando peças de teatro e fitas cinematográficas, funcionando desse modo, também, como animatógrafo - tendo sido um dos primeiros de Lisboa. O primeiro animatógrafo de Lisboa tinha sido o Salão Ideal, inaugurado em 1904 na Rua do Loreto.

Notícia da inauguração na revista “Risota” em 8 de Março de 1908

Palco e companhia do “Theatro Phantastico”


gentilmente cedido por Carlos Caria

A sua decoração era arrojada para a época. O interior da sala tinha uma atmosfera diferente devido essencialmente à decoração do tecto que ostentava estalactites feitas de pasta de papel, que aliada a uma iluminação bem conseguida causava no espectador a sensação de estar dentro de uma gruta.

10 de Março de 1909

3 de Outubro de 1909

01 de Outubro de 1910

Fevereiro de 1912

Junho de 1912

1913

Em 20 de Junho de 1915 muda de empresa exploradora e também de nome, passando a designar-se "Paradis". Um ano depois, em Junho de 1916 volta a mudar de empresa exploradora passando a designar-se de “Salão Ruby”. Em 25 de Junho de 1916, terminam as exibições de fitas cinematográficas e o local passa a ser utilizado como teatro, recuperando o nome “Teatro Fantastico”, onde, aliás, chegou a actuar a actriz Maria Vitoria. Encerraria definitivamente em 1918.

Até 1907 as futuras instalações do “Theatro Phantastico” tinham sido ocupadas pela “Auto-Palace

 

Outra sala de teatro e cinema, abria em 28 de Junho de 1910, meses antes da implantação da República, a 5 de Outubro, o “Theatro Rocio Palace”. Propriedade de E. Anedda e A. Malmer,  incluía «Animatographo e Museu Ceraplástico». Este Teatro estava instalado no 2º andar do “Palácio Regaleira” no Largo de São Domingos em frente à igreja com o mesmo nome. O Palácio deve o nome ao seu proprietário, o Conde de Regaleira e na época para além do cinema no 2º piso nele se localizava também um “Centro Republicano” que ocupava o 1º piso.

“Palácio Regaleira” onde esteve instalado o “Theatro Rocio Palace” a partir de 26 de Junho de 1910

 

“Theatro Rocio Palace” com a peça “A Casta Joanina” em exibição

                                                 1910                                                                                       1911

 

1911

gentilmente cedido por Victor Rodrigues

1912

                 
gentilmente cedidos por Carlos Caria

                                               1912                                                                                          1914

         

O “Theatro Rocio Palace”, apesar da sua localização privilegiada, esteve aberto ao público apenas durante 4 anos, tendo encerrado em 1914.

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Hemeroteca Digital