Restos de Colecção

22 de fevereiro de 2026

Teatro Eduardo Brazão

O "Teatro Eduardo Brazão" foi inaugurado no Bombarral em 27 de Fevereiro de 1921. A sua construção foi realizada por subscrição pública entre os habitantes do Bombarral, tendo no actor amador Evaristo Judicibus o seu grande incentivador, e projectista o arquitecto Coelho da Silva. Evaristo Judicibus assumiria a direcção da "Empresa Recreativa do Bombarral", instituição responsável pela gestão do teatro.

Na inauguração do "Teatro Eduardo Brazão" foi representada a comédia em 5 actos "Dom César de Bazan", original de Dumanoire e d'Ennery,  e interpretada por um grupo local. Entre os convidados encontravam-se os actores Eduardo Brazão (1851-1925) e a actriz e fadista Ilda Stichini (1895-1977) que recitaram monólogos, o primeiro, de "Leonor Teles" e "Padre Nosso da Madrugada", e a segunda, de "A Mãe" e "Nas Trincheiras".


O actor Eduardo Brazão, nasceu em 6 de Fevereiro de 1851. Estreou-se no "Theatro Baquet", no Porto, em 1867, no galã da peça de Leite Bastos, "Trapeiros de Lisboa" e na comédia "Precisa-se de um Preceptor". Viria a estrear-se  em Lisboa, no "Theatro do Príncipe Real", também em 1867, na peça "Os Dois Anjos" de Dumas, passando nesse mesmo ano ao "Theatro da Trindade". Passou depois ao "Theatro do Gymnasio", «onde bastante agradou» e fez varias digressoes ao Brazil, «onde muito se desenvolveu como artista e onde deixou nome considerado. Entrou mais tarde para o D. Maria, onde primeiro foi escripturado e discipulo do grande Santos, passando depois a sócio da firma emprezaria Biester, Brazão & Cª e em seguida sócio da empreza Rosas & Brazão. N'esta empreza seguiu para o theatro D. Amelia, onde esteve até que a sociedade se desfez, e voltou então ao theatro de D.Maria II, onde se conserva como societário de mérito transcendente. Eduardo Brasão é hoje dos primeiros e o mais brilhante dos actores portuguezes. A' força de estudo e aproveitamento dos grandes dotes que possue conquistou o logar proeminente em que se vê collocado.» in: "Diccionario do Theatro Portuguez" (1908) de Sousa Bastos.


Eduardo Brazão (1851-1925)


Na revista "Palco" de 20 de Março de 1912

Companhias teatrais de que Eduardo Brazão foi membro fundador:

  • "Biester, Brazão & C.ª" em 1876. Actor Eduardo Brazão, autor dramático Ernesto Biester e D. João de Menezes.
  • "Menezes & Brazão" em 1877. Actor Eduardo Brazão e D. João de Menezes.
  • "Rosas, Brazão & C.ª" em 1880. Actores João Rosa e Eduardo Brazão.
  • "Sociedade Artística" (Theatro Nacional D. Maria II). Actores Eduardo Brazão, João Rosa, Augusto Rosa, Pinto de Campos, Virgínia, Rosa Damasceno e Carolina Falco.
  • "Rosas & Brazão", em 1898. Actores Augusto Rosa e Eduardo Brazão.

Eduardo Brazão, João Rosa e Augusto Rosa

Além de actor e ensaiador teatral, efectuou algumas traduções para teatro e foi actor em filmes mudos como "Rainha Depois de Morta" (1910), "As Pupilas do Senhor Reitor"(1923), "O Fado" (1923) e "Os Olhos da Alma".


Ambos os filmes (mudos) de 1923


A sua carreira terminou a 20 de Novembro de 1924, com uma récita no "Teatro Nacional de S. Carlos", tendo sido considerado o melhor actor português de estatura shakespeareana do seu tempo. Viria a falecer em 29 de Maio de 1925.

Segundo o "Diccionnario do Theatro Portuguez" (1908) de Sousa Bastos, os actores mais notáveis do teatro Português de então eram: «Antonio Pedro, Assis, Augusto de Mello, Augusto Rosa, Bernardo, Carvalho, Cezar de Lima, Cezar Polla, Domingos Ferreira, Eduardo Brazão, Epiphanio, Ferreira da Silva, Francisco Fructuoso Dias, Furtado Coelho, Gil Vicente, Heliodoro, Izidoro, João Rosa, Joaquim d'Almeida, José Antonia do Valle, Leoni, Maggiolly, Marcolino, Moniz (pae), Pedro Antonio, Pereira do Gymnasio, Pinto de Campos. Ribeiro, Rosa (pae), Santos, Sargedas, Taborda, Tasso, Theodorico Theodorico Junior,·Vasco, Ventura e Victorino».

Caricatura de Amarelhe, no jornal "Teatro" de 8 de Maio de 1913

Quanto a actrizes, o mesmo diccionnario referia: «Adelina Abranches, Amelia Barros, Amelia Vieira, Angela Pinto, Anna Cardoso, Anna Pereira, Barbara Leal, Barbara Volckart, Carlota Talassi, Catharina Talassi, Cecilia Rosa d'Aguiar, Claudina Rosa Botelho, Delfina do Espirito Santo, Emilia Adelaide, Emilia Candida, Emilia Eduarda, Emilia Letroublon, Emilia das Neves, Esther de Carvalho, Eugenia Camara, Florinda Macedo, Florinda Toledo, Gertrudes Rita da Silva, Herminia, Josepha Mesquita, Josepha Soller, Lucilia Simões, Lucinda do Carmo, Lucinda Simões, Ludovina, Manuela Rey, Margarida Clementina, Marianna Torres, Palmyra Bastos, Pepa Ruiz, Rosa Damasceno, Thomasia Velloso, e Virginia.»

Em 9 de Janeiro de 1928 o jornal "Diario de Lisbôa" noticiava: «Estreia-se hoje no Teatro Eduardo Brazão, no Bombarral, a Companhia Nascimento Fernandes que seguirá depois para Leiria, Aveiro e Ovar.»

Na década de 30 do século XX, e depois de pelo seu palco terem passado importantes companhias teatrais nacionais e estrangeiras, o "Teatro Eduardo Brazão" passa a funcionar como cinema. Em 1941 um ciclone derruba a cobertura, destruindo o tecto, que então era em masseira, decorado de apainelados com representações pictóricas emblemáticas, alusivas ao teatro, com a inscrição "O Mundo é um vasto teatro e o Teatro é o espelho do mundo" Entre 1951 e 1953 o teatro é alvo de importantes obras de reconstrução, resultando uma redução da lotação de 458 para 399 lugares. Em 1952 a "União Cultural e Recreativa do Bombarral", passa a gerir o teatro. Em 1962, são introduzidos melhoramentos, nomeadamente na sala de festas com a instalação de um bar e de um aparelho de televisão.

Na década de 70 dos século XX verifica-se uma crescente degradação do "Teatro Eduardo Brazão". Num artigo da autoria de Maria Catarina Carvalho e Maria Rita Silva no "Jornal de Notícias", de 31 de Outubro de 2025 pode-se ler: «Com o tempo, começaram a surgir sinais de degradação no edifício, como fungos nas paredes. Ainda tentaram preservar o espaço, mas acabariam por ceder à necessidade de uma restauração. Nem tudo, no entanto, correu como esperava. São Cardoso lamenta o período em que o teatro esteve ocupado pelo grupo SATI (Saltimbancos Teatro Independente): "Chegaram a fazer sardinhadas dentro do teatro e até o pintaram de bordô. A cor original era azul e dourado." A descaracterização do espaço durante aquele período continua a ser um dos episódios que recorda com mais desagrado, por "representar um afastamento da sua identidade original" (...) A artista amadora recorda também outros tempos, em que a divulgação dos espetáculos acontecia em contacto com a população. "Existia uma carrinha que fazia publicidade através de um megafone por todas as ruas. Alguns dias antes das peças, tirávamos fotos nos ensaios para colocar nas montras."». E em  2002 é aprovada a candidatura para co-financiamento no âmbito do PORLVT e é apresentado um projecto de obras de recuperação e restauro, prevendo uma redução da lotação para 316 lugares. Viria ser reabilitado em 2004.




Espectáculos em 2016 e 2017



28 de Novembro de 2025

Rui Viola, presidente da "União Cultural e Recreativa do Bombarral" afirmaria: «Este teatro é um pouco de toda a gente porque toda a gente tem um pouco de si lá e ele faz parte da vida de todos».







Ambos os espectáculos em 2025


Ambos os espectáculos em 2026

Outros dois teatros com o nome de Eduardo Brazão foram construídos em diferentes localidades:

  • "Theatro Eduardo Brazão" em Santo Tirso:


"Theatro Eduardo Brazão" em Santo Tirso, na "Illustração Portugueza de 17 de Julho de 1911

Notícia inserida na revista "Illustração Portugueza", de 17 de Novembro de 1911, destacando a inauguração do "Theatro Eduardo Brazão", ocorrida em 28 de Junho de 1911, em Santo Tirso. A construção deste edifício (no Parque D. Maria II) começou com o lançamento da 1.ª pedra em 17 de Janeiro de 1910 e, após inauguração, manteve uma actividade regular até 8 de Outubro de 1953, data em que encerrou definitivamente. 

  • "Cine-Teatro Eduardo Brazão", em Valadares:

"Cine-Teatro Eduardo Brazão" foi inaugurado em 12 de Fevereiro de 1928 com um espectáculo pela célebre Companhia de Teatro de Amélia Rey Colaço - Robles Monteiro. A sua construção ficou a dever-se a Alexandre Marta da Cruz, seu fundador, homem notável, chegado a Valadares em 1921, oriundo de África, grande impulsionador do desenvolvimento local.  


fotos in: Hemeroteca Digital de Lisboa, UCRBombarral Teatro Eduardo Brazão, Delcampe.net

18 de fevereiro de 2026

"Maison Louvre"

A "Maison Louvre" foi inaugurada em 31 de Maio de 1920, na Praça de D. Pedro (Rossio), 106 pela  firma "Carreira, Nogueira & Santos, Limitada.". Esta sociedade era constituída pelos seguintes sócios: Manuel Fernandes Carreira, Antonio Nogueira da Silva e Manuel Gomes dos Santos. António Nogueira dos Santos era irmão de outro comerciante do mesmo ramo Rui Nogueira da Silva, que era nesse ano proprietário da "Loja Suissa" - ex- "Casa Suissa" - especializada também em confecções e artigos para criança, enxovais para bébé, etc.

"Maison Louvre" em foto entre 1921 e 1925

Mais uma vez, recorri ao livro "Praça de Lisboa", organizado por Carlos Bastos, em 1945, donde retirei o seguinte texto:

«Dentro da sua modalidade, confecções para criança, a Maison Louvre é hoje a primeira casa especializada de Lisboa, podendo afirmar-se sem exagêro, que com ela nasceu a moda infantil, em Portugal não havendo qualquer similar que, de perto ou de longe, possa concorrer com o relevante lugar que ocupa no ramo. Dispondo de pessoal técnico devidamente habilitado, a Maison Louvre, sob a competente orientação do seu proprietário, tem levado a todo o o País verdadeiras obras primas de originalidade, actualidade e bom gôsto, criações inexcedíveis na arte de vestir as crianças.
Caminhando na vanguarda das casas que exploram tão difícil ramo, a Maison Louvre criou um nome cheio de prestígio e iniciou uma honrosa tradição que se tem mantido inalterável através de vinte e cinco anos de trabalho dignificante e progressivo.
Fundada em 31 de Maio de 1920, a montagem desta brilhante casa deve-se à feliz iniciativa da firma Carreira, Nogueira & Santos, Lda, constituída entre Manuel Fernandes Carreira, António Nogueira da Silva e Manuel Gomes dos Santos, personalidades de inconfundível relêvo nesta praça, onde a sua actividade foi considerada com respeito e apreço.

Manuel Fernandes Carreira

Manuel Fernandes Carreira, pessoa muito viajada e culta, fez a sua formação comercial no Brasil onde, mercê das suas qualidades, grangeou ótima situação e largas possibilidades de negócio. Em 1919 veio a Portugal com o intuito de aqui descansar algum tempo e visitar depois a Europa, a-fim de colher algumas representações para a sua casa na república sul americana. Foi nessa emergência, e a instâncias do seu amigo Nogueira da Silva e de seu padrinho Gomes dos Santos, que deliberou desistir do regresso e entrar para a sociedade com que os três vieram a explorar a Maison Louvre.
Êste estabelecimento era então uma loja modesta, sem qualquer especialização que a recomendasse. Sob a orientação dos novos proprietários tomou, porém, largo incremento e, de progresso em progresso, transformou-se na ótima casa que hoje todos nós conhecemos, dispondo de grandes sortidos e de uma clientela  escrupulosamente escolhida.

"Maison Louvre" em fundo, entre a "Pérola do Rossio" e a Tabacaria Santana", nos anos 40 do séc. XX


4 de Janeiro de 1941

Havendo enveredado para a confecção infantil, a Maison Louvre adquiriu reputação excepcional e, actualmente, dirigida por Manuel Fernandes Carreira, alicerçou em bases sólidas o seu bom nome, de modo a obter acentuada preferência de uma enorme freguesia. Aquêle distinto comerciante, com uma compreensão lúcida do negócio ao serviço dum espírito de rasgada iniciativa, pôde grangear um prestígio que não só honra a Maison Louvre como afirma a sua singular capacidade organizadora.

Dêsse espírito e dessa actividade que não pára, e em permanente contacto com a vida moderna, muito há a esperar ainda. Acompanhando o progresso mercantil, artístico e social, certamente que chegará a oportunidade da Maison Louvre surgir renovada, num quadro de novidade e beleza que a tornará então o verdadeiro paraíso das crianças.»


Outra loja de roupa para criança, a "Loja Infantil" da firma "Suzano & Pinto", na Praça de D. Pedro IV, 114-116 em 1925


Mas antes, tinha sido a "Loja Suissa" de Raul Nogueira da Silva

Nota:  Raul Nogueira da Silva, - ex-dono da "Casa Suissa" trespassada para ser substituída pela "Pastelaria Suissa" - por volta de 1916 tomou de trespasse o estabelecimento nas portas 114-115 da Praça de D. Pedro, e aí fundou a "Loja Suissa" no mesmo ramo de actividade, roupa para criança.

Como já foi referido no início, a primitiva sociedade tinha sido constituída como "Carreira, Nogueira & Santos, Limitada", tendo sido a sua denominação alterada para "Carreira & Nogueira, Lda.".

1943

Em 23 de Dezembro de 1947 a "Carreira & Nogueira, Lda", cujo capital social era de 300.000$00, era composta pelos seguintes sócios: Manuel Fernades Carreira; Caetano da Fonseca; Maria Helena Gomes Carreira, Maria Tereza Gomes Carreira; Maria manuela Gomes Carreira e Maria do Carmo Simões Gomes.

Em 17 de Dezembro de 1969, o capital social é aumentado para 1.200.000$00 ficando com a seguinte composição societária: Ilda Simões Gomes Carreira (600.000$); Maria Helena Gomes Carreira Coucelo (200.000$) ; Maria Tereza Gomes Carreira da Silva (200.000$) e Maria Manuela Gomes Carreira Serra (200.000$).


"Maison Louvre" em 1961


"Maison Louvre" dentro do rectângulo a a amarelo

Em 1967, a "Maison Louvre" promove profunda obras de remodelação no seu interior e exterior, encomendando o projecto ao arquitecto Francisco Conceição Silva (1922-1982).


"Maison Louvre" em obras



28 de Agosto de 1972


23 de Dezembro de 1978


"Maison Louvre" à direita (na foto) da "Pérola do Rossio" (foto de Mladen Milinovic)

Creio que terá sido em Maio de 2013 que a "Maison Louvre" se terá mudado para a Rua do Carmo, 51-A,  já no segmento de moda para homem e senhora. Após ter assinalado o seu centenário em 31 de Maio de 2020, viria a encerrar em definitivo em finais de 2023, dando lugar à loja de artigos desportivos  "Força Portugal" ... 

"Maison Louvre" na Rua do Carmo, em foto de 2013

fotos in: Hemeroteca Digital de LisboaArquivo Nacional da Torre do Tombo, Arquivo Municipal de LisboaBiblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Mário Novais)


15 de fevereiro de 2026

"Avenida Palace Club"

O "Avenida Palace Club" abriu no ano de 1923, e veio substituir o "Club Mayer" (aberto em 1919),  no "Palácio Lima Mayer", localizado na esquina da Rua do Salitre com a Travessa do Salitre, em Lisboa. Era propriedade da firma "Júlio de Resende, Lda.", de Júlio César de Resende, fundador do "Majestic Club" em 1918.

"Palácio Lima Mayer" onde estava instalado o "Avenida Palace Club", com a entrada do "Avenida Parque" à esquerda


20 de Fevereiro de 1925

Construído em 1900 por Adolfo de Lima Mayer (1878-1919), o "Palácio Lima Mayer", projectado pelo arquitecto Nicola Bigaglia (1841-1908), viria a ser, em 1902, o primeiro "Prémio Valmor" a ser instituído. Após a morte de Adolfo de Lima Mayer, o palácio viria a ser alugado para aí funcionar o "Club Mayer", mui conhecido «do jogo, das danças e dos banquetes e jantaradas.».

1900

O espaço exterior do “Palácio Lima Mayer” viria a ser adquirido em 1920, por Artur Brandão, primeiro promotor do “Avenida Parque” (futuro "Parque Mayer"), tendo sido comprado no ano seguinte por Luís Galhardo (1874-1929). Jornalista, escritor e empresário e considerado um dos criadores da “Revista à Portuguesa”, com outros dez sócios, constituiu a “Sociedade Avenida Parque, Lda.”. Era, também, sócio gerente da firma "Ciclo Teatral" que explorava o "Eden-Teatro" desde a sua abertura em 25 de Setembro de 1914.

"Palácio Lima Mayer" em 1902


Banquete de Ginestal Machado no "Avenida Palace Club", em 28 de Fevereiro de 1926


1926


7 de Dezembro de 1926


Bilhete de identidade de «sócio extraordinario», em 1927 (*)

Já em 30 de Novembro de 1919 ...

Entre o final da década de 10 e o final da década de 20 do século XX , o "Palácio Lima Mayer", era «considerado vagamente «perigoso», muitas senhoras de sociedade entram sob anonimato da mascarilha. Chega a dançar-se de mascarilha mesmo sob contrato para a sala de espectáculos, anexa ao salão de jogo.». Foi, entre 1919 e 1929, um dos mais conhecidos e badalados clubes nocturnos de Lisboa, onde além de muita e alta jogatana, havia espectáculos, dançava-se o tango e podia-se jantar e cear até tarde.

As «madames» com máscaras


30 de Dezembro de 1927


18 de Fevereiro de 1928


8 de Fevereiro de 1929


11 de Fevereiro de 1929

O "Avenida Palace Club", viria a encerrar em finais de 1929. No ano seguinte de 1930, o "Palácio Lima Mayer" foi comprado pelo governo de Espanha para aí instalar o seu Consulado, e que ainda ali funciona actualmente. O negócio foi rodeado de escândalo. O intermediário espanhol terá metido dinheiro ao bolso, o que o levou à sua prisão em Espanha. Os contornos deste negócio levou a imprensa lisboeta a comentar: «A burla substituiu a batota no Palácio Mayer.» ...

(*) Bilhete de Identidade in: "Lisboa Desaparecida" Vol VIII, de Marina Tavares Dias