Restos de Colecção

3 de maio de 2026

"Alliança Hotel" e "Hotel Leiriense"

O "Alliança Hotel" teve a sua origem no "Hotel Atlantico (Novo)", listado no "Guia Indispensavel do Forasteiro" para 1898, e que ocupava o 3º andar do nº 42 da Rua d'Assumpção, esquina com a Rua dos Correeiros, em Lisboa. Lembro que nesta mesma Rua d'Assumpção, e fazendo esquina com a Rua do Arco do Bandeira, funcionava o famoso "Café Montanha", ali fundado em 15 de Fevereiro de 1865.

Postal


No "Guia Indispensavel do Forasteiro" para 1898


1903

O mesmo "Hotel Atlantico (Novo)" já não aparecia no "Almanach Palhares" para 1901 (editado em 1900), e em seu lugar era referida uma "Casa de Hospedes" que ocupava além do 3º andar , também o 4º andar. No 1º andar vivia Antonio de Macedo Papança (Conde de Monsaraz e Par do Reino) e no 2º andar funcionava uma firma negociante de tecidos "Pereira de Sá & Filhos". Julgo que esta "Casa de Hospedes" já pertenceria a Maria Galinha Azevedo, a mesma que em 22 de Maio de 1902 deu entrada com o pedido de registo do nome "Alliança Hotel" que seria aprovado, ainda no mesmo ano. Por consequência no "Almanach Palhares" para 1903 (editado em 1902) o "Alliança Hotel" já constava na lista de "Hoteis, Hospedarias e Casas de Hospedes".


1900


Pedido de registo do nome "Alliança Hotel"


1903

1903

Em 1904, um anúncio publicitário ao "Alliança Hotel" referia:

«Este hotel, situado n'um dos mais centraes pontos da cidade, proximo da estação do Rocio, dos theatros, bancos e casas commerciaes, torna se além d'isso recommendavel pelo excellente tratamento que offerece aos seus hospedes, para o que tem magnificos quartos bem mobilados, bonitas casas de jantar, sala de visitas e boa casa de banho. Serviço de jantar e almoço, mezas pequenas para 2, 4 e 6 pessoas
Tem empregados a todas as chegadas de comboios, para prestarem todos os serviços que lhes sejam precisos, tanto em despachos como em bagagens.»


13 de Maio de 1906


1909

Em 1913, era publicitado no "Guia dos Caminhos de Ferro de Portugal" o "Hotel Leiriense" que estava instalado na mesma Rua da Assumpção, 52 - 2º andar na esquina oposta com a Rua dos Correeiros, e do mesmo lado da Rua da Assumpção e em frente do "Alliança Hotel". Propriedade de Gertrudes Rolão, com os seus 18 quartos, oferecia «soberba cozinha, esplêndidos quartos e rádiotelefonia».

1913

"Pensão Leiriense" no 2º andar deste edifício, em foto de 1955

Nota: pode-se observar na foto anterior de 1955, que o "Hotel Leiriense" já tinha sido despromovido a "Pensão Leiriense", e segundo consegui apurar já desde 1939. ...

O "Hotel Leiriense" como se pode observar na lista de "Hospedarias mais conhecidas por Albergues" de 1900, que publiquei no início deste artigo, tinha estado instalado na Rua dos Alamos, 18 -2º no bairro da Mouraria. Tinha extensões (ou melhor dizendo quartos) na mesma rua, nas portas 32-2º andar e 42.

«Alamos (rua dos) segunda á esquerda na rua do Arco do Marquez d'Alegrete, indo do Poço do Borratem e finda na rua Silva e Albuquerque, freguezia de Santa Justa, 2 a 44 e 1 a 41.» in: "Roteiro das Ruas de Lisboa e Concelho de Loures" de Eduardo 0. Pereira Queiroz Vellozo (1878).

Nos "Almanach Palhares" para 1903 (editado em 1902) e para 1904 (editado em 1903) o "Hotel Leiriense" já aparecia sómente na Rua dos Alamos, 18 -2º andar, e um outro mencionado como "Novo Hotel Leiriense" na Rua do Arco do Marquez do Alegrete, 89-1º andar. As antigas instalações na mesma Rua dos Alamos já pertenciam à "Hospedaria Rocha". O "Hotel Leiriense" ter-se-á mudado para a Rua da Assumpção, com as demolições na Mouraria e que ditaram o desaparecimento da Rua dos Alamos. 


1900


Factura de 17 de Novembro de 1910

Como se pode ler no próximo anúncio publicitário, publicado na revista "Semana Portuguesa", de 10 de Dezembro de 1933,  o "Hotel Leiriense" já era propriedade de M. E. Laura Rodrigues.


10 de Dezembro de 1933

De referir que já em 1926, e na cidade de Leiria, na Rua Barão de Viamonte, nº 55, existia a "Pensão Leiriense", propriedade de Emilia Caiado Leitão & Caetana da Conceição.

Já agora, e do outro lado da Rua da Assumpção (ou melhor, ainda, Travessa da Assumpção), mas em 1881, outro Hotel ...

28 de Agosto de 1881

Voltando ao "Alliança Hotel", este terá encerrado em definitivo por volta de 1917. 


8 de Janeiro de 1915

1916


Edifícios onde estiveram instalados o "Alliança Hotel" (à direita) e o "Hotel / Pensão Leiriense" (à esquerda), em captura de Julho de 2024, via Goggle Maps

26 de abril de 2026

J. Castello Branco

A firma “J. Castello Branco”, foi fundada por José Castello Branco em 1903 na Rua do Socorro, 12 em Lisboa. A exemplo da "Casa Favorita" de "F. Santos Diniz", - fundada nos anos 90 do séc. XIX na Praça dos Resturadores, 50 e 52 -  a casa "J. Castello Branco" iniciou a sua actividade, a vender bicicletas, da marca holandesa "Simplex". Estas bicicletas eram fabricadas pela "Simplex Automatic Machine Company" fundada em Utrecht, na Holanda, em 1887 pelo inglês  Charles Bigham.

Rua do Socorro. A 1ª loja da "J. Castello Branco", nº 12, a seguir ao nº 10 à direita


1 de Dezembro de 1903


Primeira loja de "J. Castello Branco" na Rua de Santo Antão. Sucursal da Rua do Socorro


Segunda loja de "J. Castello Branco" na Rua de Santo Antão (em substituição da primeira)


Localização da "J. Castello Branco" na Rua de Santo Antão, 82

Em 1904, José Castello Branco abre a sua segunda loja, na Rua de Santo Antão, 82 também em Lisboa, exclusivamente para a venda de discos e machinas fallantes alemães, os grandophones "Odeon". A partir de 1905 a "J. Castello Branco" cria a sua própria marca de discos double face "Simplex" da firma recém criada “Disco Simplex”: «marca registada, propriedade exclusiva de J. Castello Branco» que editariam discos pelo menos até 1915.


1905

1905

Entretanto, e em 1906, a loja de "J. Castello Branco" onde comercializava as bicyclette "Simplex", "BSA", "Humber" e outras, na Rua do Socorro, já tinha mudado do nº 12 para o nº 48.

15 de Junho de 1906

15 de Julho de 1906


12 de Novembro de 1906

Para melhor entender a actividade comercial de José Castello Branco vou transcrever o seguinte texto, depois de traduzido para português, e cuja origem informo na bibliografia:

«No início do século XX, foi estabelecida em Lisboa a Sociedade Fabricante de Discos – Disco Simplex C. B., uma empresa de gravação que criou um catálogo contendo um número significativo de discos. Este esforço empreendedor foi impulsionado pelo empresário local José Castello Branco e começou como uma loja na Rua de Santo Antão. Este espaço comercial importava originalmente bicicletas holandesas, artigos que a empresa publicitava regularmente nos periódicos da época. Na altura, as bicicletas estavam a ser introduzidas em vários países como uma mercadoria moderna e de moda, um processo que corre em paralelo com a criação de um mercado para produtos fonográficos. 

Em 1905, a Simplex começou a anunciar, juntamente com as bicicletas, discos e máquinas falantes. Isto evidencia uma expansão do negócio da empresa para outras mercadorias e tecnologias. De acordo com uma fotografia tirada por Joshua Benoliel no início do século XX, a loja Simplex comercializava produtos fonográficos (o cartaz mencionava discos de dupla face) do seu próprio catálogo e da marca alemã Odeon. Isto alarga o espetro geográfico da discussão sobre as companhias de gravação internacionais ativas em Portugal que, até este momento, estavam sediadas ou em França (como a Pathé) ou na Grã-Bretanha (como a The Gramophone Company, cuja fábrica de prensagem se situava em Hanôver – embora a construção de uma nova instalação em Hayes tivesse começado em 1907). Leonor Losa e Susana Belchior enfatizam o papel que as marcas alemãs desempenharam neste período ao afirmarem que “durante as primeiras décadas do século XX, a atividade das marcas alemãs foi o motor que tornou possível o estabelecimento de um mercado de fonogramas em Portugal.” Além disso, atribuem este facto à “falta de investimento por parte das companhias internacionais e ao deficiente sistema de agenciamento e distribuição de fonogramas” neste país durante este período.


1906

1907


1908

Ao analisar os periódicos da época, é possível datar a publicidade da Simplex a fonogramas e máquinas falantes em 1905; em agosto do ano seguinte, o Boletim da propriedade industrial (mencionado acima) incluiu o registo de uma marca de discos pela empresa. De acordo com os discos sobreviventes, a produção da Simplex espelha a oferta das outras companhias de gravação em Portugal, concentrando-se em canções teatrais (principalmente extraídas da revista) interpretadas por figuras como Duarte Silva, Eduardo Barreiros, Isabel Costa, Júlia Mendes ou Reinaldo Varela. Isto reforça a ideia de que a indústria discográfica em Portugal dependia de um pequeno número de artistas que gravavam regularmente e cujos contratos não contemplavam exclusividade (quer de artista, quer de repertório). Losa e Belchior notaram ainda a dependência dos agentes portugueses em relação a bens e técnicos importados, o que motivou uma relação simbiótica entre comerciantes locais e empresas estrangeiras. Portanto, em resultado da ausência de equipamento de gravação e de engenheiros em Portugal (facto que impedia os editores discográficos locais de produzirem o seu próprio catálogo), estabeleceu-se uma relação mutuamente benéfica entre empresas estrangeiras e pequenos editores de discos portugueses.


Entrada do pedido na "Repartição de Propriedade Industrial" e recusa do mesmo no ano seguinte

Devido a esta dependência, José Castello Branco teve de confiar em empresas estrangeiras para gravar e lançar o repertório da Simplex. Isto resultou no que Leonor Losa e Susana Belchior designaram por uma “série mista” de gravações. Neste contexto, empresas como a Beka, Odeon ou Homophon utilizavam prefixos específicos para identificar gravações portuguesas nos seus catálogos. Inversamente, os números de catálogo ou de matriz de algumas etiquetas portuguesas conformavam-se às séries numéricas dos catálogos das companhias transnacionais. Isto significava que as gravações portuguesas eram disponibilizadas tanto por marcas de lojas locais como por companhias internacionais. Losa e Belchior dão o exemplo de um grupo de discos da Simplex e da Homophon de 1905 que apresentam uma correspondência entre os números estampados no espelho do disco, apontando para a sua gravação por um engenheiro da Homophon (identificado por Gronow como Hermann Eisner, então gerente/proprietário e diretor técnico da empresa) numa única expedição que teve lugar em maio de 1905. Além disso, tanto os fonogramas da Simplex como os da Homophon gravados em 1905 começavam com um anúncio (uma prática comum na época, publicitando a empresa/retalhista e identificando a gravação) dizendo “Disco Simplex”, facto que indica a intenção de lançar estas gravações pela primeira empresa referida. Acresce que esta ocorrência e o facto de as gravações terem sido feitas pelo mesmo técnico reforçam a hipótese de os discos lançados por ambas as empresas terem sido fabricados na mesma unidade de prensagem. Portanto, os discos Simplex seguiram um modelo de negócio diferente das companhias de gravação transnacionais (como a Pathé ou a The Gramophone Company), criando uma parceria com empresas estrangeiras com o objetivo de gravar e publicar os seus discos. Além disso, o mercado português correu em paralelo com outros mercados periféricos no que diz respeito à relação entre empresas locais e multinacionais. Neste contexto, o crescimento de um mercado discográfico dependeu da atividade de um pequeno número de empresários locais que estabeleceram uma relação estreita com empresas sediadas na Alemanha, principalmente associadas ao grupo Carl Lindström. Esta dinâmica internacional, na qual os interesses comerciais eram partilhados e negociados entre empresas locais e estrangeiras, foi a estratégia adotada por estes agentes, revelando uma relação de proximidade entre eles que difere marcadamente da posição “mais distante e imponente” adotada tanto pelas companhias francesas como pelas inglesas.» (1)


1908


Ambos de 1909

Os últimos anúncios publicitários da "J. Castello Branco", a que tive acesso, datam de Maio de 1911, em que o título dos mesmos eram "Automóveis", e que publico de seguida. Pelo que, deduzo que a sua atividade comercial terá terminado por esta altura. Nesta altura a loja da rua do Socorro, já funcionava no nº 23-B.


29 de Maio de 1911


29 de Junho de 1911

Bibliografia:

(1) - "Music, theatre and the nation: The entertainment market in Lisbon (1865-1908)" de João Luís Meireles Santos Leitão da Silva - Submitted in fulfilment of the degree of Doctor of Philosophy -  Newcastle University School of Arts and Cultures - September 2011.

fotos in:  Hemeroteca Digital de LisboaArquivo Municipal de LisboaFotold

16 de abril de 2026

Horácio Alves, S.A.

A empresa "Horácio Alves, Lda." foi constituída em 7 de Janeiro de 1921. Com a sua sede e estabelecimento comercial na Rua Augusta, 49 a 51, em Lisboa, e com um capital social inicial de 80.000$, foi fundada pelos seguinte sócios: Horácio Nunes Alves; João Félix da Silva Capucho; e Carlos de Assunção Grizi.

"Horácio Alves, Lda.", na Rua Augusta, loja e 1º andar


1933


Julho de 1936

Acerca da sua história até 1946, passo a transcrever um excerto do texto histórico acerca desta casa comercial, publicado no livro "Praça de Lisboa" e organizado por Carlos Bastos:

«Em 1921, por exemplo, ainda a instalação da firma Horácio Alves, Lda, nesse ano constituída, ocupava um prédio de traça antiga, na Rua Augusta, 49 a 51, onde anteriormente funcionara durante muitos anos a firma do mesmo ramo, P. Rodrigues da Costa.

Hoje, a referida firma não só alargou também aos números 43 a 47 as suas instalações, como estas são, dentro do ramo, das mais modernas de Lisboa. Desde a fachada, recoberta de largas montras, até ao salão de vendas e escritórios no primeiro andar, as dependências de Horácio Alves, Lda, constituem um conjunto admirável, segundo um projecto de arrojada visão construtiva concebido pelo distinto arquitecto Jorge Bermudes e executado pelo engenheiro Virgílio Prêto, dois nomes prestigiados a quem o embelezamento urbano da capital deve algumas obras de notável vulto.


1942


1946


6 de Junho de 1966 (durante uma procissão)

A transformação da sede, realizada em 1942, culminou um período de incessante labor e traduziu o incremento tomado pela firma após dezanove anos de apreciável êxito. De facto, formada a sociedade em 1921 entre João Félix da Silva Capucho, Carlos de Assunção Grizi e Horácio Nunes Alves, a sua actividade começou cautelosamente com o capital de oitenta contos e dispondo apenas de três empregados. No entanto, actualmente Horácio Alves, Lda. possui um capital de oitocentos contos e dá serviço a cêrca de cinquenta empregados, possuindo, além da vasta sede, grandes armazéns de retém na Rua dos Correeiros, Bêco dos Apóstolos e Rua das Flores.

Muito embora a colaboração do ilustre industrial João Félix da Silva Capucho e de Carlos de Assunção Grizi muito contribuíssem para a solidificação da firma, o seu engrandecimento resultou em grande parte da actividade de Horácio Alves, que desde o princípio dirigiu tècnicamente a casa.


Uma das montras


1 de Janeiro de 1947

Com larga prática profissional, porquanto servira durante anos na extinta firma F. Street & C., L.4a, ao Conde Barão, Horácio Alves, quando lhe foi confiada a árdua tarefa de superintender na orientação da firma a que emprestou o nome, já dera sobejas provas dos seus conhecimentos e proficiência administrativa. Assim, conjugando à experiência uma perfeita visão comercial, pôde conquistar para a firma um lugar de relêvo no nosso meio mercantil e colocá-la na vanguarda das melhores e mais conceituadas casas do ramo. Representando várias fábricas estrangeiras reputadas, importando  directamente dos centros produtores o material, Horácio Alves, Lda alargou a todo o País e Ilhas a sua esfera de acção, e os seus viajantes têm agora clientes nas mais afastadas terras do Império Português.

Duas secções constituem o negócio principal da firma a que nos estamos referindo, uma de ferragens e ferramentas e outra de cutelarias, artigos para ménage e para brindes. Em qualquer dessas modalidades, Horácio Alves, Lda. possui o mais completo sortido. Dos melhores fabricantes e das mais acreditadas marcas estrangeiras, tem sempre em armazém variado stock de ferramentas, ferragens, parafusaria, tubos de ferro, bombas para água, torneiras e válvulas, metais diversos e outros artigos para tôdas as artes e ofícios, desde os mais simples aos mais complexos. O industrial ou o operário encontram sempre nos armazéns desta firma a utensilagem que desejam, de procedência assegurada e excelente qualidade de fabrico, sem que tal superioridade contribua para o aumento do preço da mercadoria procurada.


Interior de parte da sua loja


24 de Dezembro de 1947


1 de Janeiro de 1948


1951

Talheres nacionais e estrangeiros de aco inoxidavel, alpaca cromada, polida ou prateada, tesouras, canivetes, navalhas e demais cutelarias existem em abundância na casa Horácio Alves, Lda. que dispõe igualmente de quaisquer géneros de louças, máquinas e utensílios que possam dar confôrto a um ménage. Em objectos próprios para brindes apresenta as últimas criações e a sua secção de utilidades satisfaz plenamente as exigências da clientela mais exigente.

Personalidade de apreciável projecção comercial, Horácio Alves tem nesta casa uma obra que justifica plenamente a sua capacidade mercantil e o impõe como um dos mais activos elementos do ramo a que se dedica com inconfundível destaque.

Graças aos seus persistentes esforços, que desconhecem obstáculos ou hesitações, a firma Horácio Alves, Lda. é hoje, adentro da especialidade, daquelas que mais eficientemente contribuem para o fomento económico da praça de Lisboa, não só pelo volume das suas transecções como também peia maneira criteriosa com que serve os interêsses e as exigências do público, mesmo até quando lhes tem de sacrificar as suas próprias vantagens - mercantis facto pouco vulgar e digno de aprêço.»


1955

Por escritura pública de 6 de Maio de 1975, a "Horácio Alves, Lda." ficava assim constituída: 

«O capital social é de 2 400 000$, está integralmente realizado, em dinheiro e nos valores do activo constantes da escrita, e corresponde à soma das quotas dos sócios, que são: uma de 400 000$, de D. Maria do Carmo de Figueiredo Alves Quirino; quatro de 200 000$ cada uma, pertencendo uma a cada um dos sócios Carlos da Assunção Grizi, João Félix da Silva Capucho, António Emídio Ferreira Mesquita da Silva Capucho e Maria Fèrreira da Silva Capucho de Arbués Moreira; quatro de 175 000$ cada uma, pertencendo uma a cada um dos sócios Mário Renato Castelhano Grizi, Carlos José Castelhano Grizi, Maria Lucflia Castelhano Grizi Faustino e Maria Helena Castelhano Grizi; duas de 143 750$, uma de cada um dos sócios Rosa Maria Teles Alves e Horácio António Teles Alves; uma de 112 500$, pertencente a Solina Viegas Teles Alves, e uma de 100 000$, de Horácio Nunes Alves.»



23 de Dezembro de 1969

Em 28 de Dezembro de 1988, e, igualmente, por escritura pública a "Horácio Alves, Lda." passa a sociedade anónima de responsabilidade, alterando a sua denominação para "Horácio Alves, S. A.", e o seu capital social aumentado para 57.600.000$00, que, por sua vez, viria a ser aumentado para 150.000.000$00 em 29 de Junho de 1989.

A última alteração, ocorreu em 24 de Janeiro de 2005, em que o capital social foi fixado em 748.500 euros e reconduzido o seguinte conselho de administração, que tinha sido nomeado em 12 de Novembro de 2001: presidente - José Messias Escada,; vice-presidente: Maria Filomena Rodrigues da Costa; vogais: Jorge Alexandre da Silva Nunes; Manuel Augusto Duarte Rodrigues; e Aida Cristina Campos Vilas Boas.

A empresa "Horácio Alves, S.A.", viria a ser liquidada e dissolvida em Dezembro de 2009.

fotos in: Hemeroteca Digital de Lisboa,Arquivo Municipal de LisboaBiblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Mário Novais)