Restos de Colecção

1 de novembro de 2026

"Angulo" - Relojoaria

A relojoaria "F. Angulo" terá sido fundada em 1876, pelo relojoeiro espanhol Faustino Angulo y Barrio (1831-1897), na Rua Bella da Rainha (actual Rua da Prata), 148, junto à esquina da Igreja de São Nicolau, em Lisboa.  Apesar de pequena, teve a sua importância chegando a ter relógios com a sua marca. Curiosidade o facto de a relojoaria se situar numa esquina, que na altura se designava por «angulo» - neste caso, angulo da Rua Bella da Rainha com a Rua de S. Nicolau - coincidir com o nome do proprietário. Pura coincidência ou provavelmente não.

Tabacaria no primeiro toldo, onde funcionou a "Angulo" Relojoeiro, em foto dos anos 50 do séc. XX


21 de Julho de 1876


Mostrador de relógio de bolso, em esmalte de "F Angulo"


24 de Agosto de 1876

Por altura da provável fundação da relojoaria "F. Angulo", o jornal "Diario Illustrado" de 9 de Novembro de 1876 recomendava:

«E' digna de recommendação a relojoaria do sr. F. Angulo, na Rua da Prata nº 148.
Alem do variado sortimento de relogios de ouro, prata e americanos que possui, recebeu directamente de Paris relogios de primeira ordem, proprios para casa de jantar, escriptorio, e para viagem por preços sem competencia.»

13 de Outubro de 1877

No ano seguinte, o mesmo jornal, em 13 de Outubro de 1877, informava:

«E' admiravel o sortimento de relogios que se encontra na acreditada relojoaria do sr. F. Angulo na rua da Prata, nº 148.
N'este estabelecimento fazem-se as transaccoes com a maior lisura, o que tem dado muitos creditos, e merecidos, ao seu proprietario.»

Praticamente desde a sua fundação esta relojoaria teve sempre como seu vizinho, na porta 146 o conhecido "Rodrigues Oculista", onde o seu fundador Marcos Jose Barreiros ali tinha iniciado a sua actividade em 1787. Acerca da história deste oculista consultar neste blog o seguinte link: "Rodrigues Oculista".

Em 1880 a relojoaria já tinha alterado a sua denominação de "Relojoaria F. Angulo" para "Angulo" Relojoeiro. Em 13 de Junho de 1880, o "Diario Illustrado" informava ... «A relojoaria Angulo estabelecida na rua da Prata, 148, é uma das que apresenta melhor e mais variado sortimento de relogios, tanto de parede como de algibeira. Os que ultimamente recebeu de Paris são lindissimos e bastante reduzidos no preço.»

12 de Junho de 1880

Em 1885 já também negociava com bilhares, intitulando-se como «Unica e exclusiva agencia em Portugal dos acreditados bilhares francezes de Durand & C.ª, para palacios, palacetes, casas particulares, casas de campo, praias e estabelecimentos.»

1885

1886

Faustino Angulo y Barrio faleceu em 1897, passando a propriedade da relojoaria para a viúva, D. Maria José Gonçalves Angulo y Barrio, pelo que em 1904, já a denominação da relojoaria aparecia como "Viuva de Angulo".


1904

Nota: excerto de lista de Relojoarias, retirado do "Anuario del comercio, de la industria, de la magistratura y de la administración" na "Hemeroteca Digital" da "Biblioteca Nacional de España".

Em 1918, a relojoaria já tinha sido trespassada a Antonio P. Gomes, que a altera a denominação para "Casa Angulo", permanecendo no nº 148 da Rua da Prata até ao ano de 1922, ano em que se muda para o outro lado da Rua da Prata, para o nº 149., mesmo em frente ao 148, mas já não sendo num «angulo».


6 de Novembro de 1918


Já na nova loja, em 25 de Dezembro de 1922

Não sei quando a "Casa Angulo" terá encerrado definitivamente, mas aqui fica o último anúncio publicitário a que tive acesso ...


Anúncio de 1 de Abril de 1924 (o texto era igual ao de 1922)

Atualmente, a loja onde funcionou a relojoaria "Angulo", alberga uma loja de T-Shirts estampadas, de seu nome "Teevolution", e que possui sucursal na Avenida Guerra Junqueiro, em Lisboa.


Onde funcionou a "Angulo" Relojoeiro. Hoje a "Teevolution", na Rua da Prata, 148

fotos in: Hemeroteca Digital de Lisboa, Arquivo Municipal de Lisboa, Estação Chronographica, Biblioteca Nacional Digital

28 de outubro de 2026

Restaurante "A Gondola"

O restaurante italiano "La Gôndola", (após 1957 denominado "A Gondola"), foi fundado pelo casal italiano Enrico Mandillo e Maddalena Ranedda, em Julho de 1943, na Avenida de Berne, 64, em Lisboa. Abria primeiro restaurante italiano em Lisboa. Para tal, arrendaram numa moradia construída, na Avenida de Berne, em Lisboa, por Júlio Salustiano Rodrigues em 1928, tendo sido propriedade do médico e arqueólogo Fernando António de Almeida e Silva Saldanha, desde 1939, que a arrendou ao casal de italianos, pela quantia de 3.200$00 mensais. 

Restaurante "A Gondola" em 1971


Localização de "A Gondola" na Avenida de Berne, junto à Praça de Espanha


Alçado principal do projecto final, de 1928

«La Gôndola conheceu a luz do dia poucos meses depois de Enrico Mandillo e Maddalena Ranedda fugirem juntos de Itália e se instalarem em Lisboa, no fim da Segunda Guerra Mundial. Ele um poeta, jornalista, oficial da Marinha e adepto do fascismo italiano. Ela, quem dominava o requinte de uma cozinha italiana e, mais tarde, portuguesa. Enrico e Maddalena não viveram o suficiente para ver hoje as cinzas do que foi, em tempos, o primeiro restaurante italiano de Lisboa.» in: "Diario de Notícias" de 1 de Setembro de 2018.

Enrico Mandillo, Maddalena Ranedda e filha


14 de Julho de 1949

Com o mesmo nome, e em 1940, era fundada por italianos, em Leça da Palmeira, Matosinhos, uma fábrica de conservas com a mesma denominação: Fábrica de Conservas "La Gondola", que foi das primeiras industrias conserveiras no Norte de Portugal. Ainda está actualmente em pleno funcionamento.

Por escritura pública de 27 de Fevereiro de 1951 "La Gondola" passa a funcionar sob a firma "Restaurante A Gôndola, Lda." constituída entre José Bom Rodrigues e Joaquim Alberto Pereira, com um capital social de 20.000$, pertencendo uma quota de 10.000$ a cada sócio. A nova gerência entraria em funções a partir de 1 de Março de 1951.

21 de Maio de 1951

Em 17 de Abril de 1951 o jornal "Diario de Lisbôa" publicava o seguinte artigo intitulado « "La Gondola" um maravilhoso restaurante com serviço no jardim e uma elegante esplanada»:

«Ao grandioso esforço, persistencia e muita vontade de dois rapazes se fica devendo esta grande iniciativa. Numa artéria tão populosa e desenvolvida, onde se têm levantado nestes ultimos anos majestosos edificios, aberto muitas casas comerciais e industriais e onde se conta já grande numero de escritórios de consignações e representações, sentia-se a falta de uma casa com condições de bem servir sem ser necessário recorer aos restaurantes da «Baixa».
Assim, numa acertada visão, os srs. José Bom Rodrigues e Joaquim Alberto Pereira, dois nomes sobejamente conhecidos no nosso
ramo culinário, pois são dois hábeis ex-«maitre» do Aviz-Hotel, não hesitaram meter mão á obra, e, numa moradia própria, na Avenida de Berna, n.° 60, junto de Palhavã, abriram um elegantissimo restaurante a que deram o nome de «La Gondola».
Numa rápida visita que nos foi proporcionada tivemos o prazer de admirar algumas das dependencias já concluidas como sejam uma vistosa sala de jantar bem decorada e elegantemente mobilada e o acolhedor «bar» abastecido de todas as qualidades de bebidas nacionais e estrangeiras. Apesar de ainda não esterem abertas todas as dependencias, estão já em laboração estas duas com serviço de almoços, jantares e «bar» e a maneira como se apresentam assim como o seu optimo serviço são a garantia de um êxito certo. A Outra sala de jantar do «La Gondola» de grandes dimensoes que brevemente se inaugura servira para receber excursionistas, organizar banquetes, «cock-taills», lanches de casamento, festas, etc.
Outro grande melhoramento nos espera: adaptação do seu lindo jardim para receber os clientes, onde serão servidas refeições á sombra de lindos roseirais e árvores de frutos, num ambiente totalmente diferente do pouco que entre nós existe neste género. Uma esplanada servirá igualmente para passar alegres noites onde uma melodiosa orquestra tocara trechos de musica clássica e ligeira.
Desta forma toda a Lisboa poderá, dentro de breves dias, admirar tão util empreendimento onde predominara a colónia estrangeira, principalmente a italiana, pois a cozinha de «La Gondola» é tipicamente italiana e o pessoal falará vários idiomas, especialmente o inglês, francês e italiano.
E' digno de louvor o empreendimento dos srs. Jose Bom Rodrigues e Joaquim Alberto Pereira e estamos certos de que o publico, cada vez mais exigente, saberá dispensar-lhe o devido acolhimento.»


29 de Fevereiro de 1952


7 de Dezembro de 1953


Postal


30 de Outubro de 1958

Em 28 de Julho de 1986, por ocasião dum aumento de capital de 400.000$ para 1.000.000$ a sociedade "Restaurante A Gondola, Lda." era constituída pelos sócios Garcília das Dores Borges Fontinha e José António Teixeira.


Nova alteração do pacto social, ocorreria em 20 de Junho de 1994. A sociedade passava a ser constituída por Garcília das Dores Borges Fontinha, João Pedro Borges Fontinha e Rui Manuel Borges Fontinha.

Finalmente em 12 de Janeiro de 2001, Garcília das Dores Borges Fontinha cessa as funções de sócia-gerente e a firma, cujo capital social é aumentado de 1.000.000$ para 6.000 €, passa a ser constituída por Mário Reis Ribeiro e Luis Alberto Pinho Dupont. Este último cessaria funções de gerência em 31 de Julho de 2003.





Em 14 de Novembro de 2011, os gerentes D. Júlia Ribeiro e Eduardo Street relatavam à revista "Nova Gente":

« "La Gondola vai acompanhando o percurso de várias gerações. Clientes que têm filhos, fazem casamentos aqui e os filhos têm netos", contam, acrescentando que o segredo da casa, além de aromas bem confecionados e apurados, é um leque vasto de eventos, que mostram as valências dos clientes. "Todas as quartas-feiras temos música ao vivo, desde fado de Coimbra a canções de jazz. Também fazemos exposições de pintura, de clientes que são grandes mestres", explica Street.».

Aquando do encerramento definitivo de "A Gondola", em entrevista a João Pedro Pincha do jornal "Público" em 31 de Julho de 2017, a proprietária D. Júlia Ribeiro lamentava-se:

«O La Gondola, restaurante "irrepetível" de Lisboa, fecha esta semana.
"Isto faz parte do nosso colectivo emocional. É irrepetível”, diz, já no fim da conversa, quando se levanta a hipótese de continuar o projecto noutro local. O La Gondola é um restaurante, sim, mas é mais do que isso. "Não é apenas um refúgio, é um estado de espírito", como certa vez escreveu um crítico gastronómico mistério na revista Sábado, que afinal é cliente assíduo da casa. “Procurei um espaço com estas características, não apareceu. E o que apareceu foi a preços incomportáveis”, explica Júlia Ribeiro, sentada a uma mesa daquela esplanada, onde quase se esquece o incessante barulho dos carros a passar.»


Pouco tempo antes do seu encerramento definitivo

O Restaurante "La Gondola", ainda gerido por D. Júlia Ribeiro e Eduardo Street, encerrou definitivamente em 6 de Agosto de 2017. O terreno onde estava implantada a moradia, pertença do "Montepio Geral", estava destinado à construção de um edifício de serviços, que nunca chegou a ser construído, restando, ainda hoje em 2026, uns tapumes da CML  ...

O espaço outrora ocupado por "La Gondola", actualmente (via Google Maps)

Em Bragança existe , actualmente, um restaurante pizzaria com o nome "A Gôndola".

fotos in: Hemeroteca Digital de Lisboa, Arquivo Municipal de Lisboa

25 de outubro de 2026

"Pérola da China"

A "Perola da China" foi fundada como armazém de chá e café, por Francisco Manuel Pereira, em 1 de Janeiro de 1880, na Rua Nova da Palma, 123, em Lisboa. Tinha como vizinhos na porta 125 a ourivesria e relojoaria de José Eduardo da Silva Gomes e nas portas 129 a 137 o armazem de vinhos de Jose Manoel de Sousa. 

"Perola da China" à esquerda na foto


"Perola da China" últimas 4 portas no edifício de 3 andares à direita na foto de 25 de Março de 1927


Localização da "Perola da China" (rectangulo a vermelho) na Rua da Palma

Até 1890, a loja de chás e cafés de Francisco Manuel Pereira, não tinha a denominação de "Perola da China". Apenas "Armazem de chá e café de Francisco Manuel Pereira". 

A primeira ampliação da loja de Francisco Manuel Pereira foi a aquisição do trespasse da sua vizinha, a ourivesria e relojoaria de José Eduardo da Silva Gomes, no nº 125, em 1882. Seguir-se-ia a aquisição do trespasse das lojas nas portas 129 e 131, que eram parte do armazém de vinhos de Jose Manoel de Sousa, que ainda ficaria com as lojas nos 133 a 137, que mais tarde viriam tambem a ser adquiridos por Francisco Manuel Pereira.


6 de Janeiro de 1895


1896

A rua Nova da Palma que tinha sido aberta entre 1554 e 155, tornando-se numa das principais vias de saída da cidade pela forma como permitia um mais direto acesso da zona do Rossio a norte, em direção à Estrada de Sacavém. Viria nudar a sua denominação para Rua da Palma, por edital de 8 Junho de 1889.

A "Perola da China" estava para a Rua da Palma como o "Jerónimo Martins & Filho", na Rua Garrett, estava para o Chiado. Era uma mercearia fina, charcutaria, casa de chás e cafés, loja de brindes e novidades. 

O registo do nome "Perola da China", foi concedido em 20 de Fevereiro de 1896 ao seu proprietário Francisco Manuel Pereira.


24 de Fevereiro de 1902


24 de Dezembro de 1903

22 de Dezembro de 1907

A "Perola da China" viria a ser assaltada pelos populares em Maio de 1917, por ocasião das sublevações populares da apelidada "Revolta da Batata". Em resultado da nossa infeliz participação na I Guerra Mundial (1914-1918) verificou-se um agravamento na escassez de alimentos, gerando fome na população que levou a revoltar-se. Ao longo deste período, sucederam-se greves, comícios, motins e outras manifestações contra a carestia de vida, a inflação, os salários baixos, assim como contra os racionamentos, a especulação e os açambarcamentos de produtos de primeira necessidade. Em maio de 1917, tiveram lugar, na região de Lisboa, assaltos populares a mercearias, padarias, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, em consequência da falta de víveres.


Na revista "Ilustração Portugueza" de 9 de Junho de 1917

A "Pérola da China" enquanto propriedade de Francisco Manuel Pereira, por altura do Natal, oferecia um prato diferente todos os anos, aos seus fregueses mais dedicados. O prato mais antigo que tive conhecimento da sua existência (mas não imagem) foi de 1889 e que celebrava a Exposição Universal desse ano, e que penso ter sido o ano de fundação deste estabelecimento.


Prato mais antigo a que tive acesso (1890)


Prato com a gravura da "Perola da China" e do seu fundador Francisco Manuel Pereira


Prato mais recente a que tive acesso (1898)


24 de Dezembro de 1923


31 de Dezembro de 1928

Nota: no anúncio anterior o apelido do fundador, na denominação da firma impresso, deveria ser Pereira e não Ferreira, como está apresentado.


Concurso de montras "Nestlé" em foto de 16 de Dezembro de 1930

No final de 1934 o seu proprietário, Amadeu Teixeira inicia obras de remodelação e modernização na sua "Perola da China" e que viriam a ser inauguradas em 27 de Janeiro de 1935. 

27 de Janeiro de 1935

Na ocasião o jornal "Diario de Lisbôa", em 31 de Janeiro visitou as novas instalações e publicou um artigo do qual retirei a seguinte passagem:

« (…) Para melhor podermos informar as nossos leitores, fômos visitar este estabelecimento, completamente renovado com instalagões amplas e higienicas, sendo digna de referência a magnifica disposição dos artigos que apresenta.
Os cafés da «Perola da China» gozam de grande fama, devido aos seus lotes especiais, sendo igualmente apreciadíssimos os seus esplendidos chás, que têm tanta procura como as massas alimentícias, entre elas italianas, tão preferidas pela sua grande clientela.
O seu proprietário sr. Amadeu Francisco Teixeira, a cuja inteligencia, proficiencia e dedicação está confiada a Gerencia, recebeu-nos com a mais franca cordialidade. Na sua modestia, que bem caracteriza o seu extraordinario valor, visto o que é bom não precisa de reclamo, pois se enaltece por si, disse-nos após uma minuciosa visita a todas as secções:
- Como vê, não se trata dum estabelecimento de luxo exterior. O que apresentamos é bom e procuramos por todos os meios tornar os nossos artigos acessiveis a todos os clientes. Roupamos em ostentação e beneficiamos a qualidade e os preços.
- Efectivamente assim era: Tudo o que ali se vende em genero de mercearia e especiarias é tudo de primeira qualidade e por preços mais que razoaveis.
- E porquê? Tão sómente porque «Perola da China» tomou por lêma sortir-se dos melhores artigos e ganhar pouco para vender muito.
Durante esta semana, a «Perola da China» oferece um brinde a todos os clientes cujas compras atinjam 50$00. (…)»

E em 28 de Agosto de 1942, no jornal "A Capital", com o título «Um Abono» …
«Ha anos, o empresario José Loureiro precisou umas cenas e mandou-as pintar a um conhecido cenografo, cujo nome não vem para o caso. No proprio dia da encomenda, o pintor, alegando compra de material-papel, pano de orlar e tintas-pediu um abono de cem escudos, pois sem isso, dizia ele, não poderia trabalhar.
José Loureiro abonou a quantia exigida e pouco depois, por acaso, passou pela Perola da China e foi encontrar o cenografo em frente de uma montanha de compras.
- Mas que é isso? Então os cem mil réis eram para material e você está para ai a gastar o dinheiro em comestiveis?
- Então ... isto tambem é material.
- Mas não é para pintar.
- Não é para pintar, mas é para alimentar ...
E' material interno.»


26 de Março de 1944

Com as demolições na Rua da Palma, a "Perola da China" seria transferida, em 1952, para um dos novos pavilhões na nova Praça Martim Moniz, o "Pavilhão 3". 

Novas instalações da "Perola da China" no "Pavilhão nº 3" (rectangulo a vermelho)


6 de Julho de 1952

Ficaria ali por muito pouco tempo, pois em 31 de Maio de 1953, Amadeu Francisco Teixeira noticiava a mudança de instalações para a Avenida de Roma, nº 8-A, em Lisboa.

31 de Maio de 1953


"Pérola da China" na loja de esquina à esquerda na foto