Restos de Colecção

29 de janeiro de 2023

Balanças Romão

Romão Antonio Fernandes fundou, em 1778, nas Cruzes da Sé, em Lisboa, a oficina de ferraria e serralharia "Romão", ajudado pelo seu filho Ângelo Fernandes. 

Do livro "Da Minha Terra: Figuras Gradas; Impressões de Arte." de José Queiroz e publicado em 1909 pela "Typographia Libanio da Silva", retirei as seguintes passagens:

O mais remoto dos seus donos ou mestres é um tal Romão, que dizem ter morrido com 103 annos e que deu o nome á celebre officina. D'este, não sei se como representante da familia, se como continuador do supposto fundador, a casa passou para Nicolau Antonio Fernandes, natural de villa de Oleiros, ahi pelo segundo terço do seculo XVIII. Fernandes falleceu em 1848, deixando tres filhos: Domingos Antonio Fernandes, Antonio Joaquim Fernandes, que foi forjador do Arsenal do Exercito, e Antonio Romão.
Os netos de Nicolau, João António Fernandes e Romão Antonio Fernandes, são os actuaes proprietarios e gerentes da tradicional ferraria. (...)


Lojas da "Romão & C.ª em prédios seguidos, dos nos 13 ao 19 , da esquerda para a direita



Continuação das lojas dos nos. 21 ao 29 e artigo no "Diario Illustrado" de 10 de Junho de 1874

Nos seus systemas, encontram-se as balanças propriamente ditas (as que se fundam no principio da alavanca): Ordinaria, Romana, Decimal, ou de Quintzen, de Roberval e Hydrostatica, a destinada á medição das forças magneticas e electricas, que, entre outras denominações, é conhecida por balança de Coulomb, Aerostatica (baroscopio), Elastica (dynamometro), etc.
Arte, só a tenho encontrado nos typos chamados Ordinaria e Romana.
As seis peças que as gravuras reproduzem, (...) attribuo parte a uma antiga serralharia, que ainda hoje trabalha em Lisboa, e de que ha noticia existir, no mesmo local, já no meado do século XVIII.
Refiro-me á officina do Romão, ás Cruzes da Sé.


Nalgumas mercearias, talhos e mais estabelecimentos da capital e provincias do reino, que vendem a peso, encontram-se ainda bons exemplares, que as officinas de Romão forneceram aos antigos freguezes; alguns raros datados de 177... e muitos outros marcados: Romão & Comp.ª.
Foi na officina do Romão que, pela primeira vez entre nós (1850) se fabricou a balança decimal, tomando a direita, como construcção e solidez no fabrico, aos eguaes productos estrangeiros; como foi alli sempre e em primeiro logar que se obstou á concorrencia, não só d'aquelle, como d'outros typos vindos de fóra. (...)
Hoje mesmo, é a mais importante casa, no genero, de todo o paiz; occupa um pessoal de vinte operarios e é ella que produz as balanças de grande preço, quando os extravagantes se lembram de fazer-lhe alguma encommenda artistica.
Até 1824, não se limitaram os ferreiros das Cruzes da Sé ao trabalho das balanças: fizeram tambem relogios de torre. O do velho templo de Lisboa, que tão perto do laboratorio que o construiu sôa as horas, tem no mostrador interno: Romão & Comp.ª o fez em Lx. no anno de 1824. (...) Dizem estes obsquiadores artistas que a porta de ferro principal da velha egreja dos alfacinhas, feita depois de 1755, é obra da sua ferraria.»

Após várias sucessões foi em 1908 que o herdeiro de Romão António Fernandes procedeu a grandes reformas, mas foi Emílio Augusto Fernandes que estabelece um acordo com a empresa alemã "August Sauter", de Ebingen, detentora da patente das revolucionárias balanças de equilíbrio automático de leitura de cinco voltas do ponteiro, que continuam ainda hoje a ser copiadas e produzidas por múltiplos fabricantes. Assim, a "Romão & Comp.ª" voltou a ser pioneira em Portugal, à semelhança do que acontecera com a primeira balança romana centesimal, fabricada em 1850. 


No "Almanach Commercial de Lisboa de 1885

Do conjunto de fabricos da "Romão & Comp.ª", de realçar um braço balança da Real Casa da Índia, construído pelo filho de Romão António Fernandes, Matheus António, em 1803; as grades e portões do adro da Sé de Lisboa, hoje retiradas para dar passagem aos eléctricos; bem como o relógio da torre, construído em 1824, como já atrás mencionado. São múltiplos os exemplos de braços de balança de boa qualidade que ostentam a marca "Romão" e que ainda hoje estão impecáveis pela qualidade do aço e forjagem utilizados. Foi localizada uma balança "Romão" para pesagem de café num departamento da Alfândega no Brasil, assim como muitas balanças antigas da "Romão & Comp.ª" à venda em sites brasileiros.


Balança de Suspensão "Romão & Comp.ª"


Balança "Romana" até 200 kgs. "Romão & Comp.ª"


Balança de pratos em bronze "Romaão & Comp.ª" 

No período de 1921 a 1968 e daí aos nossos dias, assiste-se a uma grande revolução tecnológica, primeiro com equipamento de leitura electro-óptica, depois com codificadores absolutos e incrementais, células de carga, cordas vibrantes, variação do campo magnético, etc. Muitas das balanças de rua para pesar pessoas, e que muitas davam um papelinho com o peso e a sina, eram fabrico da "Romão & Comp.ª".


Balança de rua "Romão & Comp.ª"


É preciso ter azar ...


31 de Dezembro de 1930


16 de Maio de 1931


1 de Janeiro de 1954


Stand na FIL em 1960



Na mesma FIL a concorrência também presente ...

Em 1963, a "Romão & Comp.ª" equipou a fábrica da "Sociedade Portuguesa de Petroquímica, S.A.R.L." básculas de funcionamento automático. Num apontamento publicitário à "Romão & Comp.ª", intitulado "182 anos ao Serviço da Indústria Nacional", publicado no jornal "Diario de Lisbôa" por ocasião da inauguração da fábrica da S.P.P., foi escrito o seguinte:

«(...) Variadíssimos são os modelos fabricados por Romão & Comp.ª, mas em todos eles existe como qualidade comum absoluta e notável precisão.
Diversifica-se no entanto a sua actividade e os vários sectores de produção a que dedica a sua atenção demonstram o alto grau de eficiência dos seus artífices.
Desde a balança de maior sensibilidade - a balança químico-analítica que pesa até 0.001 de miligrama - com amortecedor electromagnético e leitura directa do resultado da pesagem, a básculas capazes de pesar 200 toneladas, com 22 metros de ponte, registadoras munidas de dispositivo contra falsas pesagens e de controle a distância da ponte, de funcionamento automático por comando electrónico, para enchimento rápido de embalagens.
Toda esta vasta gama de produção da Romão & Comp.ª sustenta galharda competição com a produção estrangeira congénere, facto de que muito justamente se orgulha, pois, com efeito, não se produz melhor no estrangeiro, tanto sob o ponto de vista de acabamento, como de durabilidade ou precisão. (...)
Assim para a Sociedade Portuguesa de Petroquímica, forneceu básculas de funcionamento automático (não há intervenção ou qualquer acção ou movimento de homem, para conhecer o resultado da pesagem). O carregamento ou esvaziamento dos depósitos é acompanhado com a vista.
Essas básculas possuem um complexo electrónico, a fim de registarem os diversos elementos necessários ao controle de fabrico e saídas. Os reservatórios são acoplados às básculas, fazendo por assim dizer, parte integrante destas. (...)»

Balanças "Romão & Comp.ª" em três diferentes estabelecimentos



Tendo a "Romão & Comp.ª", o futuro como horizonte foram instalados os primeiros equipamentos electro-mecânicos nas "Rações Valouro, S.A." em 1978, mas foi no entanto em 1980 que foi instalada a primeira báscula totalmente electrónica em Portugal na empresa "Uniteca - União Industrial Textil e Química, S.A.", em Estarreja. Em 1993, foi abandonado o fabrico de básculas e balanças totalmente mecânicas, sendo substituídas exclusivamente por equipamento electrónico.

Em 2008, foi criada a empresa "Romão Ibérica - Sistemas de Pesagem e Automação, Lda.", sediada no Centro Empresarial Quinta da Bela Vista em Frielas, para garantir a continuidade de venda, instalação e assistência técnica a equipamentos fabricados, vendidos e ou instalados no mercado, pela fábrica familiar centenária "Romão & Comp.ª". Tendo João Romão Fernandes como gerente, a primeira prioridade foi a integração do quadro técnico qualificado das Balanças Romão como forma de incrementar a solidez da empresa garantindo a continuidade do apoio a equipamentos já instalados e integração de novos produtos.


Antigas instalações da fábrica "Romão & Comp.ª" nas "Cruzes da Sé", via Google Maps (2009)


A "Romão Ibérica", comercializa os seguintes produtos: Balanças, Básculas Rodoviárias, Básculas Ferroviárias, Balanças Analíticas e Precisão, Balanças Plataforma, Células de carga, Indicadores e Controladores de Peso, Dinamómetros, Porta Paletes Balança, Acessórios e Componentes Pesagem, Pesagem Dinâmica em Tapetes, Pesa Rodas e Eixo, Sistemas de Dosagem e Enchimento, Sistemas de Controlo Estatístico, Plataformas de Pesagem Industriais, Balanças Check-In, Sistemas de Contagem , Programas de Gestão Pesagem, Equipamentos de laboratório e Balanças Determinação Humidade.


Báscula Ferroviária


Báscula Rodoviária



Stand da "Romão Ibérica" na FIL

Esta empresa , por elementos que consegui apurar, será a sexta empresa mais antiga do país, ainda em funcionamento. Aqui ficam:

1670 - "Warren's & C.ª, S.A." - sucessora da "Burgoyne & Jackson" - Vila Nova de Gaia - Vinho do Porto
1715 - "Quinta do Noval-Vinhos, S.A." - Vila Nova de Gaia
1732 - "Livraria Bertrand, S.A." - Livraria mais antiga do Mundo - Lisboa 
1756 - "Garland, S.A." - sucessora da "Garland Laidley" - Lisboa - Transportes
1775 - "Farmácia Azevedo" - Praça D. Pedro IV (Rossio) - Lisboa
1778 - "Romão Ibérica" - sucessora da "Romão & Comp.ª " - Lisboa - Balanças

Bibliografia:  site "Romão Ibérica" (História)

fotos in: Hemeroteca DigitalBiblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Mário Novais), Arquivo Municipal de Lisboa, Romão Ibérica

22 de janeiro de 2023

Casa Moreira de Sá - Música e Instrumentos Musicais

 A "Casa Moreira de Sá", foi fundada em 20 de Dezembro de 1900, pelo músico e maestro Bernardo Valentim Moreira de Sá (1853-1924) na Rua de Santo António, 105-109, na cidade do Porto. Até então, a loja tinha sido ocupada pela firma de instrumentos musicais e editores de música "Castanheira & C.ª", sucessora de "J.F. Arroyo".


Localização da "Casa Moreira de Sá" na Rua de Santo António


30 de Novembro de 1900

20 de Dezembro de 1900

José Francisco Arroyo fundou, em 1855 um armazém de venda e importação de instrumentos musicais e de partituras. A primeira loja situava-se no mesmo prédio da sua residência, na Rua Formosa, 212-213, no Porto. Dois anos mais tarde, em 1857, mudou de instalações para o número 79 da mesma rua e em 1864 para a Rua de Santo António, 105 - 109, onde usufruía de um espaço maior e mais adequado para a exposição dos instrumentos, especialmente, os pianos de cauda. Foi dele a primeira fábrica de instrumentos musicais do País, fundada em 1 de Setembro de 1860, a "J. F. Arroyo", futura "Castanheira & C.ª ", em 1888. A "J. F. Arroyo", em 1886, já tinha mudado de instalações para a Rua de Santo António, 105-107. A partir de 1900, a loja da “Castanheira & C.ª ” instalada na Rua de Santo António, desde 1888, passou para a Rua do Almada, 170, donde mudou para o nº 166 recentemente.


No "Jornal do Porto" de 4 de Novembro de 1863


No "Jornal do Porto" de 13 de Outubro de 1888

«Este estabelecimento recentemente reformado, acaba de inaugurar os seus vastos armazens, expondo á apreciação dos profissionaes e amadores um enorme sortimento de pianos dos mais acreditados fabricantes.»


Loja da "Castanheira & C.ª " na Rua do Almada

Quanto a Bernardo Valentim Moreira de Sá (Guimarães, 14 de Fevereiro de 1853 - Porto, 2 de Abril de 1924), foi exímio músico, concertista, maestro e professor, tendo-se consagrado como violinista. Percorrendo vários países da Europa e América, em tournées com seus amigos Viana da Motta, Pablo Casals e Harold Bauer. Foi discípulo na Alemanha do eminente violinista Joseph Joachim, que tinha sido director da Escola Superior de Música de Berlim, e discípulo de Schumann e Mendelssohn.

Exerceu funções de professor no ensino secundário, leccionando Português, Francês, Inglês, Alemão, Matemática, Música, vindo a ser, até à sua morte, Director da "Escola Normal do Porto".


Bernardo Moreira de Sá (com bigode e pêra) e sua filha, no segundo banco do carro, em Potsdam

Fundou sucessivamente a "Sociedade de Concertos", a "Sociedade de Música de Câmara" em 1883, o “Orpheon Portuense” - fundado em 12 de Janeiro de 1881 é a mais antiga sociedade de concertos da Península Ibérica - e o "Quarteto Moreira de Sá". No "Orpheon Portuense", além de um dos seus fundadores e seu diretor, foi nomeado como sócio Honorário.

6 de Novembro de 1895

Foi responsável também, em grande parte, a organização do "Conservatório de Música do Porto", que dirigiu. Deixou publicada uma vasta obra de história e temas de Música. De destacar "A História da Música" e "A História da Evolução Musical", além da "Teoria Matemática da Música", elaborada em língua francesa em finais do século XIX.


No "Annuaire des artistes et de l'enseignement dramatique et musical" de 1 de Janeiro de 1905

Foi membro honorário de inúmeras sociedades culturais, da "Academia das Ciências de Portugal", da "Academia Real de Málaga", etc.

«Algumas das maiores casas comerciais do Porto, como a de José de Melo Abreu, à Cancela Velha, ou a de Bernardo Valentim Moreira de Sá, na Rua de Santo António, converteram-se, em muitos momentos, em pontos de encontro musicais, numa versão portuguesa das famosas “Shubertiadas” que tiveram lugar na Alemanha, na residência de Franz Schubert. Estas reuniões acabavam com frequência em improvisados concertos de Música de Câmara, com um elevado nível artístico, como acontecera quando o violinista espanhol Pablo Sarasate (1844 – 1908) visitou o Porto em 1887». in blog "Porto de Antanho"



Pelo papel de carta anterior, pode-se retirar que a "Casa Moreira de Sá", à data, era sócia-gerente da "Casa Mello Abreu" fundada em 1853. Para consultar a sua história consultar neste blog o seguinte link: "Casa Mello Abreu".



Publicidade em 14 de Abril de 1914


Capas de partituras

A "Casa Moreira de Sá" perdurou após a morte de Bernardo Moreira de Sá" em 1924, e pelo que tenho conhecimento, até pelo menos 1931. O último anúncio publicitário a esta Casa a que tive acesso, data de 13 de Junho de 1931, na revista portuense  "Pirolito".


Abril de 1930

13 de Junho de 1931


Antiga "Casa Moreira de Sá", recentemente (Google Maps)

15 de janeiro de 2023

Joalharia Eloy de Jesus

A "Joalharia Eloy de Jesus" teve a sua origem na Ourivesaria e Relojoaria "Antonio & Eloy de Jesus", situada na Rua de S. Paulo, 146, em Lisboa. A firma era propriedade de um ourives António Augusto Pereira (filho de actores teatrais) e de sua mulher Mathilde Pinto Eloy de Jesus Pereira.


A loja onde funcionou a "Ourivesaria e Relojoaria Antonio & Eloy de Jesus", na Rua de S. Paulo, 146   


1887


29 de Novembro de 1888

Ambos tiveram três filhos: Mário Eloy de Jesus, Raúl Eloy de Jesus e Mathilde Eloy de Jesus


Mathilde Eloy e António Pereira de Jesus


António Pereira e seus dois filhos Mário Eloy e Raúl Eloy (da esquerda para a direita)

Dos filhos, ficou famoso Mário Eloy (1900-1951), que enveredou pela carreira de pintor. Mas um carácter desequilibrado e uma doença psicomotora degenerativa, acabariam por levar Eloy, em 1945, ao internamento num hospital (Casa de Saúde do Telhal) para alienados mentais até à sua morte, em 1951. Quanto ao seu irmão Raúl juntou-se ao pai no negócio de joalharia.

Mário Eloy (1900-1951)

Cerca de dez anos esteve a ourivesaria e relojoaria na Rua de S. Paulo, vindo a mudar-se para a Rua Garrett em 1897, com a mesma designação. 


Ourivesaria e Relojoaria Antonio & Eloy de Jesus no segundo estabelecimento, com um pequeno alpendre com a designação, a seguir à "Tabacaria Estrella Polar". Por ocasião da visita do Rei Eduardo VII de Inglaterra em Abril de 1903

26 de Agosto de 1897

No início da primeira década do século XX, a frontaria da loja é alterada, - com fachada em ferro com desenhos de motivos vegetais e nas duas portas o monograma da firma pintado a dourado - e a designação também, para "Joalharia Eloy de Jesus", sempre «com preços convidativos».

Lembro que a loja que esta joalharia ocupava, já tinha sido anteriormente «uma Tenda Suissa, um engraxador chic, uma papelaria e o Magalhães das Barbas, que, no seu dizer, tratava de tudo». in: A Capital


15 de Janeiro de 1905


A "Joalharia Eloy de Jesus" a seguir ao "Salão de Barbearia" de M. Luz Silva


1909

Segundo o livro "Um Judeu de Lisboa", de Joshua Ruah, a "Joalharia Eloy de Jesus", a para da "Casa Havaneza" e de "A Brasileira" do Chiado, era um lugar de tertúlia de escritores e artistas:

«Até a ourivesaria Eloy de Jesus, também na Rua Garrett, quase a chegar à Rua Ivens, tinha uma tertúlia. Na parede de uma dependência interior, um quadro de Abel Manta mostrava aquelas personagens típicas da zona. Uma delas era o meu ainda primo Jacob Levy, um intelectual, colunista do Diário de Lisboa, que vivia na Rua da Trindade e passava a vida entre o Eloy de Jesus, A brasileira e a loja de discos e instrumentos musicais Valentim de Carvalho.»


1913

22 de Janeiro de 1931

Consultado o "O Comércio Português" - Boletim da Associação Comercial de Lojistas de Lisboa, de Janeiro de 1928,  a firma proprietária da "Joalharia Eloy de Jesus" já aparecia como "A. Pereira & C.ª, Lda." (A. Pereira de António Pereira de Jesus, o fundador).

No filme português "O Grande Elias", realizado por Arthur Duarte em 1950, «Colaboraram gentilmente nêste filme as seguintes firmas:»


1966

Encerrou, definitivamente, em Janeiro de 2012. Daria lugar à loja "Intimissimi" ...

Montra da "Joalharia Eloy de Jesus" exibindo uma cópia do auto-retrato de Mário Eloy (fotograma RTP)

fotos in: Estação CronographicaHemeroteca Municipal de LisboaArquivo Municipal de Lisboa