Restos de Colecção

23 de maio de 2026

"Botequim do Gonzaga" e "Café Freitas"

O "Botequim do Gonzaga" e o "Café de Freitas", vinham na sequência de outros mais antigos como o "Botequim do Nicola" ,de Nicolau Breteiro, e que já existia em 1787, o "Botequim das Parras", de Jose Pedro da Silva, ao lado do Nicola desde 1803. Todos localizados na ala ocidental do Rocio.

Quarteirão onde se localizou o "Botequim do Gonzaga"

Nota: gravura anterior referente à Formatura dos Regimentos de Voluntários Reais do Comércio, no Rossio - Nicolas Delerive (1815). Esta gravura também já apareceu referenciada, em 1947, como: "Junot passando revista às tropas no Rossio", no "Catálogo da exposição de documentos e obras de arte relativos à história de Lisboa, MNAA".

Comecemos pelo "Botequim do Gonzaga":

«O botequim do Gonzaga não era o maior nem o melhor de Lisboa - mas era o mais popular. Estava no centro de operações, arrumado no Rocio, próximo do antigo Mattos Moreira, onde hoje é o Gelo, e tinha a apparencia incaracteristica dos estaminêts Luiz Philippe. Por dentro era fúnebre. Logo de manhã, ao arejar, quando a porta se abria, um cheiro a bafio escapava-se, de roldão com pontas de charuto e cascas de laranja envoltas em serradura suja. As mesas de freixo vinham, então, a limpar junto da valeta, e o casarão, desembaraçado, tomava o aspecto d'um corredor soturno, encaminhado entre dois roda-pés de azulejo, d'altura d'homem, esbotenados pela phantasia destruidora dos clientes. Três enormes candieiros de petróleo, dependurados, um outro d'azeite, no topo do balcão massiço e negro, entornavam, de noite, uma luz escassa e desbotada. reflectida tristemente nas paredes de escaiola, manchadas, aqui e alem, pelo lapis delirante dos freguezes. Os bancos extensos de palhinha enfileiravam as mesas polidas pelos cotovelos dos ociosos, riscadas pela sarapilheira indolente do moço que as espanejava. Tudo aquillo tinha o ar vetusto e desalentado d'uma mina. Por detraz do balcão, o Gonzaga ia amontoando, com serenidade descuidada, todo o lixo do estabelecimento, entre guardanapos que nenhuma barreia desencardia e garrafas vasias de licor de tangerina. (...)


No "Almanak Popular" de 1849

Era um burguez alemtejano, nédio, baixo, roliço, vermelho, com olhos redondos de mocho e pernas talhadas como fiambres. Era uma caricatura á ingenuidade, bondoso, facilmente enganavel, aberto para todas as propostas, enternecido para todas as misérias, perdoando dividas, jogando o bilhar com os freguezes, emprestando ás meiasmoedas, exuberante e vivo, orador rasgado, falando constantemente em Honra e em Pátria, palavras que pronunciava com solemnidade, a propósito de tudo e de nada. (...)
Pela noite adeante outros mac-farlanes iam chegando e os grós succediam-se, abundantes como os lumes do ceu. A aguardente transmudava o cochichar lúgubre do concilio n'uma gritaria de possessos. O botequim era, n'esses momentos, tão agitado, tão tumultuoso como uma reunião do club dos Jacobinos em noites de peroração de Gouthon ou de Robespièrre. Gonzaga esquecia a sua qualidade de proprietário ; abancava e rugia - sempre nédio e roliço. Gibatanho, o moço, entornava, então, os licores pelas guèlas insaciáveis, sem fundo como o tonnel das Danaides. A confusão crescia, por entre o fumo as ameaças vinham morrer na chamma amarellada dos candieiros, junto dos trucidados exangues de Fernão Cortêz. Havia urros, havia silvos. Era a orgia politica em toda a sua amplitude. No canto dos parceiros do dominó a embriaguez da palavra alastrava, as pedras plácidas voavam com trajectórias de projéctil. Era o paroxysmo, uma tempestade de vozes desencadeadas: - Basta! - A elles, pois! -- Vamos! - Gloria! - A Pátria d' Albuquerque! - Arranco-lhe a vida! Constituição! - Quero beber-lhe o sangue! - Pátria livre! - E, n'uma acalmia, entre duas rajadas, o botequineiro Gonzaga, com a apparencia desconcertada de Silêno, com a alma forte de Camillo Desmoulins, berrava, exasperado :
- Eis os funestos resultados da oppressão ! - Mas, filhos, eu tenho de fechar a porta !
A grita continuava no passeio. Gonzaga levava a freguezia até á valeta. Depois entrava, de novo, solitário, no seu campo de Pharsalia, cogitando na marcha que a revolução havia feito pela palavra quente dos seus consumidores. No enlevo arrebatado do seu ideal politico, Gonzaga desejava ser guerreiro, ter a espada de Marceau, porque sentia em si a pura integridade de Pichegru. E só voltava á realidade das coisas com o riso diabólico de Gibatanho, Gibatanho Lúcifer, Mephistopheles, que levantava os braços ao ceu e, sobre os destroços da peleja, gritava com voz de stentor :
- Ninguém pagou ! » (1)


Exemplo de um botequim, aqui na pintura "Taberna da Severa" de Alberto de Souza (1880-1961)

Gonzaga, já cansado do negócio arranjou um sócio de seu nome Francisco Caetano de Freitas, «menos exaltado nas ideas partidárias e mais pratico no amealhar do custo dos respectivos liquidos.» , e ...

«(...) O proprietario do café, onde tantos dramas intimos nasceram, e se desenlaçaram, o gordo Gonzaga, associara ao seu negocio um chamado Freitas, que apenas teve tempo para assistir ao desmoronamento da commum empreza.
Quando o Gonzaga viu o caso mal parado, deitou o coração á larga, e poz-se a jogar a manilha, ultima reminiscencia dos seus serões alemtejanos, terminados, como convite á socéga, por um bom paio de Souzel, e uma garrafa de vinho velho de lavra propria.» (2)

Passemos ao "Café de Freitas" ...

Eduardo de Noronha, no seu livro "Estroinas e Estroinices", de 1922 escreveu:

«A parte occidental do Rocio, muito mais irrequieta e bulhenta que a oriental, povoou-se sempre de cafés, focos e pontos de partida de quantas arruaças germinam na capital. Tudo leva a crer que o "Freitas" date de 1845. Coincide com este anno a conclusão dos prédios do duque do Cadaval, obrigado a substituir os antigos barracões pelos actuaes edifícios. Aquelle titular, que procedeu a esses melhoramentos com accentuada má vontade, viu n'um instante tudo arrendado : moradias e lojas. Estas para armazéns, estabelecimentos de vários géneros e em especial botequins.»


Localização do "Café de Freitas", dentro do rectangulo a amarelo, no Rocio


3 de Abril de 1852

4 de Junho de 1852

Quanto a 1845, não estou muito de acordo. Francisco Caetano de Freitas seria dono da "Loja de Freitas" sita na Rua dos Fanqueiros, 81 desde, pelo menos, 1843. Era uma loja que se vendia desde panos, tecidos de linho, toalhas, guardanapos e também presuntos, carne ensacada, fiambres, etc. Esta loja existiu até 1850 segundo anúncios publicitários da época. Ao mesmo tempo que desparecem os anúncios à "Loja de Freitas", aparecem os anúncios ao "Café de Freitas", a partir de 1852. Coloco duas hipóteses: ou Freitas chegou a manter as duas lojas em simultâneo por poucos anos - talvez enquanto unicamente sócio de Gonzaga -, ou o "Café de Freitas" começou a funcionar como tal a partir de 1850/1852, e não 1846. Talvez Eduardo de Noronha tenha considerado o início da sociedade com Gonzaga, o início do "Café de Freitas". Isto tudo são apenas suposições minhas ...


5 de Agosto de 1843

17 de Abril de 1848


18 de Ouubro de 1850

A "Loja de Freitas" em 1880 era propriedade de Antonio Francisco Ribeiro Ferreira.


Lista de caffés no "Novo Guia do Viajante em Lisboa e seus Arredores", de 1853

Continuando no livro "Estroinas e Estroinices" ...

«Frequentavam o Freitas com chronologica assiduidade, depois da Regeneração, Pinto Carneiro, polemista ferrenho e mais tarde general de divisão ; o acirrado miguelista Cabral Maneta ; Costa Camarate, também general de divisão com o rodar dos annos ; Daniel da Silva, mathematico e lente da Escola Naval ; Mendes Leal, Rebello da Silva, Dr. Luiz da Costa Pereira, Luiz Augusto Palmeirim, Lopes de Mendonça, folhetinista ; o actor Rosa, pae ; José Vaz de Carvalho, Gonçalves Lobo, o aspirante Figueiredo, do 14; o Sant'Anna de Vasconcellos ; quatro desempenados mocetões capazes de jogar as cristas com os mais valentes.
Conspirava-se no "Freitas" como agora no "Gelo",por toda a parte. A maioria dos lisboetas nunca deixa de conspirar. Uma noite, após a "Patuléa", na esperança de que os sargentos de caçadores 2 trouxessem o batalhão para a rua, sahíram d'alli Manuel de Jesus Coelho, Moraes Mantas e Brito Aranha. (...)


Gravuras de Rocha Vieira (1883-1947)


A' esquina do Rocio, onde hoje existe o elegantíssimo Stand da firma Rugeroni & Rugeroni, quasi pegado ao "Freitas", abria as portas o café do "Balão", designação que lhe provinha do appellido do seu proprietário. Decorridos dez ou doze annos, em 1854 ou 1856, passou a denominar-se do "Moreirai" depois do " Hespanhol" ou do"Canto do Muro". Este ultimo apodo incluia um qualificativo pouco agradável para a sua frequência, classifícavamn'a os malidecentes de indivíduos semelhantes aos que surgiam aos viandantes n'aquelle teniido sitio do pinhal da Azambuja.
Alongava-se até á rua do Príncipe. Em 1868 melhoraram-n'o e intitularamn'o "Café Europa". Acabou em 1872, para ceder o logar á livraria Mattos Moreira, inaugurada no anno seguinte, em 1873.» 


Ambos de 13 de Abril de 1864



19 de Abril de 1864


Lista de Botequins ou cafés no "Novo Guia do Viajante em Lisboa e seus Arredores" de 1880

Possivelmente por morte de Francisco Caetano de Freitas, o "Café Freitas" encerra e dará lugar por volta de 1899, ao "Café do Gêlo". A firma "Januario & Matheus Baptista" constituida pelos irmãos Januario Ferreira Baptista e Matheus Ferreira Baptista, foi a sua primeira proprietária.. Pode consultar a sua história neste blog no seguinte link: "Café Gêlo".

"Café do Gêlo" nas portas 64 e 65

Bibliografia:

(1) - "Lisboa do romantismo (Lisboa antes da Regeneração)" de Mario de Almeida, 1916
(2) - "Os excentricos do meu tempo" de Luis Augusto Palmeirim, 1891

fotos in: 
Hemeroteca Digital de Lisboa
Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Arquivo Municipal de Lisboa

17 de maio de 2026

"Electrolux" em Portugal

A "Electrolux, Lda." , foi fundada em 29 de Setembro de 1925, em Lisboa, como subsidiária da sueca "AB Electrolux", fabricante de electrodomésticos, e que tinha sido fundada em Estocolmo em 1 de Agosto de 1919. 

Loja e exposição da "Electrolux, Lda." na Rua Primeiro de Dezembro", em Lisboa

Loja da "Electrolux", entre a pastelaria "Casulo" e a perfumaria "J. Pires Tavares"


Loja da "AB ELectrolux" em Estocolmo em 1919

 

Quanto à portuguesa "Electrolux, Lda.", nada melhor que transcrever a sua história desde a fundação até 1945, disponibilizada pelo livro "Praça da Lisboa", organizado por Carlos Bastos, em 1946: 

«Esta firma, em regime de sociedade por quotas, foi constituída em 29 de Setembro de 1925. São seus actuais sócios : Gustavo Redin, Simon Hansen e Per Personne, com o capital de cento e cinquenta mil escudos, estando a administração a cargo do primeiro dos sócios, como Director-Gerente.

Graças à inteligente orientação que Gustavo Redin imprimiu aos negócios da casa e à valiosa utilidade dos artigos a cuja exploração se dedicam, a Electrolux Limitada viu a sua actividade acolhida com acentuada preferencia, alcançando rapidamente um lugar priviligiado adentro da sua especialidade.


Almoço de confraternização com a direcção e gerência da "Electrolux, Lda.", em 1944

Dedicando-se à venda dos aspiradores de pó, enceradoras electricas, frigoríficos e filtros, produtos da sua representada de Estocolmo, A. B. Electrolux, esta firma colheu excelente êxito no nosso mercado, tendo a venda anual ascendido, para os aparelhos electricos, a mais de 1 milhar e para os frigoríficos, a mais de meio milhar de unidades.


Stand na "Exposição da Luz e da Electricidade aplicada ao Lar" em 28 de Novembro de 1930 e respectivo anúncio



1930

Tal resultado comprova o bom acabamento do material de fabricação sueca e a eficácia da organização comercial da casa. De facto, não só os frigoríficos beneficiam da vantagem de poderem funcionar a electricidade, gás ou petróleo, como a venda dêstes produtos e dos restantes ser feita directamente à clientela para o que Electrolux Limitada possue angariadores e vendedores que, com o demais pessoal, totalisa um número de cêrca de oitenta empregados.


Postal de 1938 (frente e verso)



Stand na "Feira Popular de Lisboa" em 13 de Junho de 1946

A fim de melhor servir a zona norte do País, esta firma dispõe de uma sucursal no Pôrto, à Praça da Liberdade, 123-3.° Para depósito do seu vasto stock tem também quatro armazéns de retém, dois em Lisboa e dois no Pôrto. Além da representação referida, Electrolux Limitada representa e distribue em Portugal os motores de fora de bordo («outboards») de uma outra não menos importante fábrica de Estocolmo, a A. B. Archimedes.


Ambos os anuncios de 1 de Janeiro de 1946



Máquina de lavar louça redonda "Electrolux D10", chamada "Lata Redonda" em 1959


1 de Janeiro de 1960


1 de Janeiro de 1961

Através de vinte anos de uma actividade séria e progressiva, a Electrolux Limitada assumiu um desenvolvimento altamente significativo do seu valor comercial, dispondo actualmente de justificada reputação em todos os centros mercantis de Portugal, onde os seus artigos mereceram uma aceitação que bem comprova a sua utilidade e excelente categoria técnica em relação a outros artigos similares que abastecem o nosso mercado sem conseguirem estabelecer séria concorrencia aos aparelhos da Electrolux Limitada.»

Stand de exposição na Rua Pascoal de Melo, em foto de 12 de Agosto de 1969


Inauguração da "Escola de Formação e Aperfeiçoamento Electrolux", na Rua Pascoal de Melo, em 11 de Março de 1970



Postal de 22 de Outubro de1970 (frente e verso)

A "Electrolux" em Portugal, e actualmente com sede no "Tagus Park", em Oeiras, comercializa os seguintes produtos: fornos e placas; chaminés; máquinas de lavar loiça; máquinas de lavar roupa, aspiradores; frigoríficos e congeladoras; micro-ondas; máquinas de café; ar condicionado; batedeiras e liquificadoras; filtros de água e barbecue.

Instalações do "Electrolux Group"" no "Tagus Park" em Oeiras

No site institucional da "Electrolux Group", pode-se ler: 

«Electrolux Group é uma empresa global líder em eletrodomésticos que tem contribuído para melhorar a vida das pessoas há mais de 100 anos. Recriamos experiências de sabor, cuidado e bem  estar para milhões de pessoas, procurando sempre estar na vanguarda da sustentabilidade na sociedade, através das nossas soluções e operações. Sob o nosso grupo de marcas líderes de eletrodomésticos, incluindo Electrolux, AEG e Frigidaire, vendemos produtos para o lar em cerca de 120 mercados todos os anos. Em 2024, o Electrolux Group registou vendas de 136 mil milhões de SEK e empregava 41.000 pessoas em todo o mundo.»

fotos in: Hemeroteca Digital de LisboaArquivo Municipal de Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, SpaceUp 

14 de maio de 2026

Ourivesaria Mário da Cruz Pimenta, Lda.

A ourivesaria de "Mário da Cruz Pimenta, Lda.", ex- "Antigo Barateiro dos Anjos" fundado em 22 de Janeiro de 1891, na Rua dos Anjos, 16-A, em Lisboa. A firma "Mário da Cruz Pimenta, Lda." era  constituída por Mário da Cruz Pimenta e sua esposa Rita de Jesus Ribeiro Pimenta, funcionava como ourivesaria, joalharia e relojoaria, vendendo ouro e prata a peso.

"Ourivesaria Mário da Cruz Pimenta, Lda." em foto de 7 de Junho de 1938


16 de Junho de 1938


1942

Em 6 de Fevereiro de 1958 Rita de Jesus Ribeiro Pimenta cede a sua quota de 75.000$00 a seu filho José Ribeiro Pimenta, que recebe de seu pai Mário da Cruz Pimenta parte da quota de seu pai no valor de 20.000$00. Pelo que a sociedade "Mário da Cruz Pimenta, Lda." fica constituída por José Ribeiro Pimenta com uma quota de 95.000$00 e com a gerência exclusiva da firma, e por Mário da Cruz Pimenta com uma quota de 5.000$00.

Com o falecimento de Mário da Cruz Pimenta, sua esposa Rita de Jesus Ribeiro Pimenta.e seus filhos José Ribeiro Pimenta, Mário Ribeiro da Cruz Pimenta e Rosália Guilhermina Ribeiro da Crua Pimenta Silveiro, através de escritura lavrada em 11 de Abril de 1964, autorizaram a continuação da utilização do nome do marido e pai Mário da Cruz Pimenta como designação da firma da sociedade comercial por quotas "Mário da Cruz Pimenta, Lda.".


"Ourivesaria Mário da Cruz Pimenta, Lda." (rectângulo a vermelho), junto ao "Cinema Lys"

Estando localizada junto ao "Cinema Lys", justificava-se a inserção de publicidade sua nos Programas desta sala de espectáculos, como os dois anúncios seguintes:


Fevereiro de 1958

Em virtude do falecimento, a sociedade é refeita, com a substituição do falecido Mário da Cruz Pimenta pelo novo sócio José Liberato Testas, com uma quota de 51.000$00 e continuando José Ribeiro Pimenta com uma quota de 49.000$00. Ficaram os dois como gerentes.

Julho de 1968

Estes últimos por escritura pública de 27 de Dezembro de 1978, vendem a "Mário da Cruz Pimenta, Lda." a dois novos sócios: António Alves Lopes com uma quota de 50.000$00 e Isidoro Barreiro Gonçalves com uma quota de 50.000$00, ficarando ambos gerentes.

Aqui ficam duas relojoarias vizinhas no Largo de Santa Bárbara, aos Anjos, nas portas nº 15 e nº 19 respectivamente.


Em 16 de Novembro de 1982, a "Mário da Cruz Pimenta, Lda." é adquirida por Imatilal Quimji e Ramila Bai, que ficam como únicos sócios, com um capital social de 50.000$00, ficando o primeiro como gerente. Este capital social viria a ser elevado para 400.000$00 em 13 de Julho de 1992, distribuído equitativamente pelos dois sócios. No mesmo ano, e em 18 de Novembro, a firma passa para a posse dos novos sócios Lacximicanta Dulobdas e Rajan  Lacximicanta, mantendo o valor das duas quotas em 200.000$00 cada.

Em 26 de Novembro de 2001 estes últimos sócios passam a sociedade a dois novos sócios: Infaba Giquina (2.500 euros) e Mamadu Califa Giquina (2.500 euros).


Motorizada encostada à porta ondulada onde funcionou a "Mário da Cruz Pimenta, Lda.", em captura de Abril de 2024 (Via Google Maps)