Restos de Colecção

8 de março de 2026

"Hotel Garantia" em Famalicão

O "Hotel Garantia" foi inaugurado em 19 de Junho de 1943, em Vila Nova de Famalicão, sendo seu proprietário a "Companhia de Seguros Garantia" (1853-1994). Projectado pelo engenheiro e arquitecto Júlio José de Brito, esteve localizado no gaveto da Rua Adriano Pinto Basto com a Rua de Santo Antonio, em Famalicão, sendo constituído por três frentes, duas alongadas pelas artérias citadas, de piso térreo (comércio) e superior (quartos) e uma, correspondendo à fachada principal, de fachada simples, possuindo no telhado, um terraço onde funcionou uma esplanada. 


Acerca da origem do "Hotel Garantia", do jornal  "Notícias de Famalicão" de 31 de Outubro de 1938, retirei o seguinte excerto dum extenso artigo acerca do grande famalicense Amadeu Correia Mesquita Guimarães, secretário da Associação Comercial e Industrial:

«Os Voluntarios Famalicenses haviam adquirido uns excelentes terrenos junto do edificio da Electrica para a construção dum quartel admirável. Os factos tristes ultimamente passadós atirariam-no para uma praça os referidos terrenos. Amadeu, que teve sempre disto conhecimento, não adormeceu e naturalriente, uma noite, a ideia incandesceu-lhe a cabeça. Voltou-se para o outro lado. Teria levantado a sua cabeça para ter a certeza que não se tratava de sonho. Podia ser uma realidade? No dia seguinte Amadeu Mesquita seguiu para o Porto.
Delegado na mesma terra duma importante Companhia de Seguros - «Garantia» - e possuindo uma carteira de seguros enorme, era justo que a semellmoça do que à referida Companhia tem feito, alguma das suas «reservas» fossem aqui empregadas. Estudando o assunto a referida Companhia concertou com o seu Delegado a obra.
Amadeu guardou sigilo e com a certeza que a obra se faria , esperou.
A «Garantia» comprometeu-se a construir na nossa terra um Hotel condigno ...» 

Nesta altura era Joaquim José de Carvalho o principal corpo dirigente da "Companhia de Seguros Garantia", fundada no Porto em 25 de Maio de 1853. Capitalista dinâmico e empreendedor, desnvolveu uma acção reformadora na Companhia, criando novos ramos de seguros. Em 1940, a sua actividade estendia-se aos ramos de seguros «Marítimo», «Incêndio», «Vida», «Acidentes de Trabalho», «Agrícola», «Transportes» e «Diversos». Considerado por alguns, a maior seguradora do Norte, o seu património imobiliário era valioso de onde se destacam: a sede da Companhia, no Porto; "Palácio da Garantia" no Porto; antigo edifício dos "Armazéns Nascimento", no Porto; o "Coliseu do Porto" e o "Hotel Garantia".


"Palácio da Garantia" na Rua Ferreira Borges, no Porto, em foto de 1928

Noutra página do mesmo jornal podia-se ler:

«Causou a mais agradavel surpresa no nosso meio, a boa nova de que a importante Companhia de Seguros « Garantia », com séde no Porto, por sugestão do seu Delegado no nosso concelho, sr. Amadeu Mesquita, comprou o terreno entre o edifício de «A Electrica, Limitada» e o palacete da família Pinto da Silva, para construir ali uma «Pousada» com todos os requisitos modernos.
Essa iniciativa esta prendendo o interesse de todos os famalicenses, pois vem dar satisfação plena a uma aspiração antiga, que não tinha sido ainda possível resolver apesar de se terem ocupado dela algumas entidades oficiais.
Trata-se de um melhoramento de indiscutível importância para Famalicão, que não possue, no momento e propriamente dito, qualquer estabelecimento com a categoria de Hotel. Isso nos faz prever que a Companhia «Garantia» vai obter compensador resultado na empresa a que se abalançou, a qual também não deixará de desdobrar-se em motivos bastantes para que a sua carteira de seguros, neste concelho, aumente consideravelmente.
Notícias de Famalicão, felicita-se e felicita todos por mais um motivo de engrandecimento local, e faz votos para que a importante seguradora nortenha encontre novas oportunidades para aplicar, na nossa terra, parte das suas já muito consideráveis reservas.»


Projecto de 1939


O "Hotel Garantia"  viria a ser construído, no gaveto da Rua Adriano Pinto Basto com a Rua de Santo Antonio onde tinha existido a "Pensão/Hotel Vilanovense", no ,então, Campo Mouzinho de Albuquerque. Fundada em 1854 por Antonio Ferreira Guimarães e Eugénia Maria Silva, oferecia 21 quartos. Em 1939, só tinha a concorrência da sua vizinha "Casa Trás da Capela", também no Campo Mouzinho de Albuquerque, propriedade de Joaquim Oliveira Mesquita e oferecia 14 quartos.


"Hotel Villanovense"


1913

Acerca deste Hotel, Fialho de Almeida (1857-1911) incluía-o «no tipo de hotéis de província, feitos à imagem e sabor dos caixeiros de amostras que lá passam: cozinha porca, por onde se passa para o comedor tapando as ventas; nos fruteiros da mesa, peritas murchas e lívidos margotões por sazonar - toalha de nódoas, garrafinhas de vinho verde sem rolha, pratos rachados, contas a lápis nas paredes…». in: "Machado, JA"

A construção do "Hotel Garantia" tomou menos de um ano, mais precisamente 50 semanas, tendo a inauguração tido lugar em 19 de Junho de 1943, numa «requintadamente elegante festa inaugural»

"Hotel Garantia" em construção (foto restaurada por IA)

« (...) O novo hotel, propriedade da Companhia de Seguros Garantia, e construído por iniciativa da Direcção da mesma companhia que por esta forma, altamente louvável, colabora na obra de ressurgimento nacional, aplicando as suas reservas num empreendimento da maior utitilidade para o desenvolvimento da região, foi construído inteiramente de novo sob projecto do eng. e arq. Júlio José de Brito, no local de uma antiga pensão de precárias condições, como tantas outras que infelizmente ainda existem por êsse país fora.

Em estilo regional tanto na sua construção como no mobiliário e decorações, pode considerar-se um modêlo no género, como o demonstram alguns dos aspectos que se reproduzem nesta págira.
Os seus trinta e dois quartos amplos, cómodos e dotados de todos os requisitos do confôrto, a enorme sala de jantar com os seus artísticos lustres em ferro forjado, o seu mobiliário do mais moderno acabamento e tôdas as decorações do artista António Nascimento Neto, o cuidadoso arnanjo e a impecável instalação de tôdas as suas  dependências, dão a esta obra um conjunto de condições que a tornam um grande exemplo a seguir.» in: revista "Panorama" de Outubro de 1943

Entre outras individualidades, regista-se a passagem pelo "Hotel Garantia" ainda no ano de 1943 de António Ferro, diretor do "Secretariado de Propaganda Nacional" (SPN), tendo regressado no ano seguinte. Ferro viu no "Hotel Garantia" «um bom serviço prestado ao turismo português». O antigo Agente Geral das Colónias, Júlio Cayola, também teceu palavras elogiosos sobre o hotel, confessando que «terei poucas vezes encontrado num hotel um conjunto tão completo». Também estiveram no "Hotel Garantia" nos anos seguintes o subsecretário de Estado das Obras Pública, José Frederico Ulrich, Júlio Botelho Moniz, Ministro do Interior, Nuno Simões, a equipa de futebol do "Sporting Club de Portugal". Há igualmente registos da passagem de José Caeiro da Matta, Ministro dos Negócios Estrangeiros, tendo tecido um elogio ao hotel: «Na minha vida de judeu errante, tendo conhecido todos os grandes hotéis da Europa, dificilmente tenho encontrado casa como esta, em que tudo é de molde a merecer o nosso inconfundível aplauso.»




Existem, igualmente, inúmeras referências à realização de bailes de Carnaval, noites de Santo António, aniversários, homenagens, passagens de ano, festas de empresas e até consultas médicas. 



Anúncios de 8 de Outubro e 2 de Dezembro de 1948

A exploração do hotel foi passando por várias mãos. No ano da inauguração é entregue ao proprietário da "Confeitaria Arcádia" do Porto, mas em 1950 já se fala de um eventual encerramento. Segundo a imprensa «diz-se que o Hotel Garantia é grande de mais» para a localidade. Entre as razões são apontados os preços elevados, afastados a população local. Certo é que em Abril de 1950 este já se encontrava encerrado, gerando preocupação pela aproximação da feira de Maio e do Verão. O Hotel viria a reabrir a 8 de Maio do mesmo ano. Em menos de um ano volta a ser noticiada uma «angustiante crise»  que assolava o hotel, com as gerências a sucederem-se, e o acumular de prejuízos. No ano seguinte, e na sequência dos problemas que iam surgindo, é aberto um café e restaurante virado para a Rua de Santo António fruto da transformação do outrora salão do Hotel. Certo é que, em 1956, o "Hotel Garantia" voltou a fechar.

22 de Setembro de 1950

1952

Em 6 de Janeiro de 1956 o jornal "Notícias de Famalicão" informa:

«O Hotel Garantia, que tem passado por varias crises, acaba de fechar. 
É de lamentar que tal tenha sucedido, pois Famalicão não pode conservar encerrada uma casa que muito honra a nossa terra.
Dizem-nos que aquele Hotel fechou por não ter movimento de hóspedes compensador.
Infelizmente assim deve ter sido.
Construiu-se um hotel, mas não se procurou rodeá-lo de um recinto ajardinado, onde as famílias, em vilegiatura, pudessem passar depois das refeições umas horas agradáveis.
No Verão passado houve pessoas, que vinham na disposição de passar uma temporada no Hotel.Garantia, apenas lá ficaram uma noite, alegando o facto que acima expomos. (...)
Oxalá que as suas portas de novo se abram, pois Famalicão precisa daquele estabelecimento e, por isso, se deve interessar por ele.»

O "Hotel Garantia" oferecia aos seus clientes, nessa época, espaços que nenhum outro hotel possuía, barbearia privada, cabeleireiro, café-restaurante no terraço, ótimos quartos, salas de estar de excelência, entre outras mais valias, únicas na região minhota naquela época.

Etiqueta de bagagem

Entretanto, e ainda no mesmo ano, e em 28 de Setembro de 1956 reabre sobre o formato Café-Restaurante-Hotel, com pequenas alterações criadas pelo arquiteto Fernando Barbosa, aproximando-o dos desejos dos famalicenses. Afinal de contas, a relação distante com os habitantes locais tinha sido apontada como razão para os primeiros problemas de viabilidade. 

«Passaram-se algumas, semanas de. ansiedade até que a boa nova surgiu, trazendo a tranquilidade, à nossa gente: o contrato da «Garantia» com o Sr. Antonio da Silva Barbosa, de Joane, autorizando-o a fazer, na parte ocupada pelo hotel do seu imóvel as obras necessárias ao arranjo concebido pelo. segundo: um moderno Hotel Café-Restaurante.
Pois as novas instalações do «Garantia» foram anteontem inauguradas e diga-se sem sombra de exagero que as impressões de agrado que inspiraram excederam as expectativas dos mais exigentes!» in: "Estrela do Minho"
de 30 de Setembro de 1956.

No entretanto, em 1952, tinha aberto a "Pensão Ferreira", propriedade de Avelino da Costa Ferreira. Funcionando inicialmente como residencial e restaurante, viria a ser uma séria concorrente do "Hotel Garantia", também ela ponto de encontro para jantares comemorativos, nomeadamente dos alunos do "Externato Camilo Castelo Branco", mas também eventos religiosos e de homenagem, incluindo uma festa de  homenagem a Amadeu Mesquita, em 1956.


O "Hotel Garantia" encerraria definitivamente as suas portas no ano de 1985. Após o seu fecho, o edifício permaneceu abandonado e em estado de degradação durante quase quatro décadas, tornando-se uma figura descrita popularmente como «assombrada» no coração da cidade.

«Já nem sei quando ocorreu o fecho. O derradeiro. Porque aconteceram interlúdios, períodos de carência absoluta que se conseguiam colmatar com novas gerências. E tenho bem presente a imagem do Café, no rés-do-chão, já com o pano dos bilhares esburacado, mas ainda imponente nos seus vitrais, a ventoinha gigante bufando no aperto do calor, e os empregados de lacinho no pescoço, os enormes copos com guarnições metálicas e os bolos de arroz que eram o meu lanche antes de partir para mais um treino de judo ... »  in: "Machado, JA"


"Hotel Garantia" encerrado definitivamente

O edifício foi adquirido pela construtora "Gabriel Couto, S.A." que encetou, a partir de 2023, a sua requalificação. Será um novo empreendimento residencial e comercial. Com tipologias T2, T3 e T4, com áreas entre os 108 e os 209 metros quadrados, o futuro ‘Garantia Residences’, assim será denominado, será composto por 18 apartamentos. No rés do chão, o "Garantia Residences’" mantém a estrutura anterior com um conjunto de lojas de dimensões diversificadas com entrada por uma galeria que circunda o edifício, pela Rua Santo António e pela Rua Adriano Pinto Basto. Todas elas com destino para comércio e/ou serviços com áreas que vão desde os 11 aos 140 metros quadrados.




Bibliografia: 

- Boletim Cultural  do Município de Famalicão "Famalicão: Terra do Turismo? Passado e Presente" , com texto de Vítor Sá (2022)
- Boletim Cultural do Município de Famalicão VI, nº 2 de 2022
- Blog: "Machado, JA" de João Afonso Machado

fotos in: Hemeroteca Digital de LisboaArquivo Nacional da Torre do Tombo, Boletim Cultural do Município de Famalicão, Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, Gabriel Couto, Portimagem

4 de março de 2026

"Lincuri" - Concessionário "Ford"

A concessionária "Ford" para Lisboa, "Lincuri, Lda.", foi fundada em 8 de Maio de 1946 na Avenida António Augusto de Aguiar, letras J, N e T (futuro nº 21), em Lisboa. Na altura começou por comercializar as marcas "Mercury" "Lincoln" e "Continental", todas do universo "Ford" e importadas pela "Ford Lusitana" sediada na Rua Castilho , em Lisboa, desde 22 de Junho de 1932.

Localização do stand da "Lincuri" na Avenida António Augusto de Aguiar, (rectangulo a branco)


No programa do filme português "Três Espelhos" de 1947


"Lincoln" Continental em 25 de Fevereiro de 1947 no stand "Lincuri" 

A sociedade "Lincuri, Lda." foi constituída, com um capital social de 500.000$00, correspondendo à soma das quotas iguais de 125.000$00 cada, pertencentes aos sócios Manuel Duarte, Vítor de Sousa Cabral, José Catarino Duarte e Martinho Ricardo Frederico Stichaner Lacasta, fixando a sua sede e estabelecimento na Avenida António Augusto de Aguiar, letras J, N e T, em Lisboa.


1947



1948

A "Lincuri, Lda.", por ali ficou apenas cerca de dois anos, tendo mudado as suas instalações para a Avenida da República, 32, em Lisboa em Dezembro de 1948. O seu stand de vendas ficou instalado nas duas lojas do edifício projectado por Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957) em 1946. Continuou a comercializar as marcas que já detinha adicionando os automóveis "Ford" e camionetas e tractores "Fordson", tudo do universo "Ford".


Stand da "Lincuri" na Avenida da República, 32



31 de Dezembro de 1948


Participação ds "Lincuri" na preparação do "Allard" V-8 vencedor do "Rallye Nacional de Miramar", que pode consultar neste blog.


31 de Agosto de 1949


1955

Para se ter uma ideia do mercado automóvel em Portugal de 1946/47 aqui fica um excerto dum artigo publicado no jornal "Diario de Lisbôa" em 27 de Dezembro de 1948:

«Donde vieram, pois, os carros que os portugueses utilizam, vamos dizê-lo em seguida, lembrando que, apesar de termos muitos carros de luxo, as preferencias vão para os utilitários com motor de 4 cilindros e carroçaria fechada. As marcas que se destacam nas estatísticas são, em primeiro lugar, os «Austin» ingleses, depois os «Ford» americanos, a seguir os «Renault» franceses. E vêm depois dos três países atrás representados todos os outros fabricantes das 64 marcas restantes, incluindo a Suécia, que nos mandou 62 automoveis.
E, já agora que estamos a falar de marcas convém acrescentar o que respeita aos 880 carros pesados para mercadorias, importados até princípios de 1947, e aos 15 destinados ao transporte de passageiros: o «Ford»» ocupava então o 1º lugar na importação e o. «Chevrolet» reaparecera, parece que disposto a reocupar um d'os primeiros lugares que tinha antes da guerra.
Por outro lado, talvez seja interessante acrescentar que nestes 71 mil carros estão já incluídos cerca de 3 mil pertencentes ao Estado, para senviço dos 12 ministérios e Presidencia da Republica, comportando-se nestes automoveis ligeiros para passageiros, camionetas de carga e motociclos. No entanto, nestes numeros não se incluem os carros pertencentes ao Exercito pois estes se mantêm em sigilo, como segredo de Estado que são.
Acrescentaremos, entretanto, que dos 62 mil carros existentes no ano de 1946, 43 mil eram particulares e so 9.500 se destinavam a aluguer.
Os mapas estatísticos ensinam-nos que o distrito mais povoado de automoveis é o de Lisbca - 14 mil carros - e o de menor densidade o de Bragança, com seus 241 veículos, Depois deste, pode citar-se Beja, com 700 carros, para demonstrar que não são as condições do terreno - Bragança queixa-se de que não tem estradas - que fazem tocar os extremos.»


1949


1949


29 de Novembro de 1950


4 de Maio de 1952


7 de Março de 1955

O edifício onde a "Lincuri, Lda." mantinha os seu stand de vendas ligava internamente com outro na Av. Miguel Bombarda, 6, onde funcionavam as oficinas «serviço Ford».


Oficinas «serviço Ford» no edifício Av. Miguel Bombarda, 6




28 de Maio de 1959


30 de Maio de 1959


30 de Setembro de 1959

Quanto ao números de vendas da "Ford" em Portugal no mês de Abril de 1971, a "Ford Lusitana" fez publicar a seguinte nota no jornal "Diario de Lisbôa", de 5 de Maio de 1971:

«A Ford Lusitana entregou, durante o mês de Abril, aos seus concessionários 1070 automóveis, o que representa um «record» mensal superior a qualquer outro mês de 1970.
De Janeiro a Abril do corrente ano, as entregas foram 11% superiores a igual período de 1970.
O mercado português mostrou-se firme durante o passado mês, como provam as 1028 entregas feitas aos compradores pelos concessionários Ford.
A Ford Lusitana tem actualmente ao seu serviço 1002 empregados, tendo durante o mês de Abril inaugurado um novo armazém de Peças na área de Lisboa, a fim de aumentar a sua capacidade de fornecimentos e rapidez nas entregas aos seus compradores.
O sr. Traver C. Smith, director-gerente da Ford, Lusitana, declarou que a Ford Motor Company se mostra muito optimista quanto ao desenvolvimento da economia portuguesa e ao potencial do mercado que no futuro se virá a manifestar em relação a automóveis e camiões.»



20 de Janeiro de 1966

6 de Abril de 1971

Em 22 de Janeiro de 1981o capital social inicial de 500.000$00, da "Lincuri, Lda.", foi aumentado para 5.000.000$00, ficando dividido pelos sócios da forma seguinte: Vítor de Sousa Cabral 2.125.000$00; Vasco Silva Cabral 1.500.000$00; Dr. Pedro Gustavo Pereira de Sousa Cabral, 1.250.000$00; e uma quota em comum e indivisa de 125.000$00 pertencente aos sócios Vítor de Sousa Cabral e Vasco Silva Cabral. A sua sede já era na Avenida da República, 32 A e B.

Não tendo conseguido obter mais nenhumas informações relevantes, resta-me informar que a sua liquidação e dissolução teve lugar 3 de Outubro de 2012.

E, actualmente, no lugar da "Lincuri" ...


fotos in: Hemeroteca Digital de LisboaArquivo Municipal de LisboaBiblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Horácio Novais), Casa ComumArquivo Nacional da Torre do Tombo