Restos de Colecção: Fotografia e Cinema
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3 de julho de 2026

"Photographia Ingleza" de "J. & M. Lazarus"

A casa "Photographia Ingleza" foi fundada em 1 de Maio de 1909, na Rua Ivens, 53, em Lisboa., pelos irmãos ingleses Joseph Lazarus (1876-1940) e Maurice Lazarus (1866-1949), girando sob a firma "J. & M. Lazarus".  Decorridos três dias após a inauguração foram oficializados com o título de fotógrafos da Casa Real. 


1901


Joseph Lazarus (1876-1940)


Rua Araujo num postal da autoria de "J. & M. Lazarus"

Estes dois irmãos, naturais de Durham Sunderland, Nordeste de Inglaterra iniciaram a sua actividade de fotografia na cidade de Lourenço Marques, em Moçambique, por volta de 1899, após a sua família judia ter rumado a Durban (África do Sul) em 1883.

Em 1899, Joseph Lazarus com 23 anos e Maurice Lazarus com 33 anos partiram de Durban para Lourenço Marques e inauguraram, um dos maiores e bem sucedidos estúdios fotográficos com o nome comercial "J. & M. Lazarus". Tiveram uma loja de fotografia na Rua Araújo e depois no Avenida Building, em Lourenço Marques entre os anos 1890 e cerca de 1908. Foi o primeiro estúdio fotográfico em Lourenço Marques na produção em série de postais ilustrados e na publicação do primeiro álbum fotográfico designado de "A Souvenir of Lourenço Marques" (1901) seguindo-se mais dois álbuns fotográficos "A Souvenir of Beira" (1902-1903) e "Views of Lourenço Marques" (1906).

 



Cais de embarque de passageiros para os navios


1906

As fotografias de Lourenço Marques e Moçambique, numa fase de mudança de uma sociedade agrária e rural para os primórdios da modernidade, foram editadas em diversas revistas, jornais nacionais e internacionais. Produziram registos fotográficos de elevada importância documental e cobriram a visita oficial de Luís Filipe de Bragança, Príncipe Real de Portugal, no Verão de 1907, às colónias portuguesas em África.

Depois de terem vendido a sua loja e estúdio em Lourenço Marques a Sidney Hocking, entre 1908 e 1909, os dois irmãos emigram para Lisboa e instalam um estúdio na Rua Ivens, 53, inaugurado em 1 de Maio de 1909, onde trabalhara o fotógrafo João Carlos Coutinho entre 1906 e 1908. Provavelmente essa mudança para Lisboa se deu na sequência da viagem do Príncipe D. Luís Filipe às Colónias, cuja passagem por Moçambique foi profusamente documentada pelos irmãos Lazarus e publicada na imprensa ilustrada de Lisboa, como a revista "Occidente". 


20 de Julho de 1907

Lembro que desde 1897, nesta Rua Ivens, no nº 28, já funcionava a "Photographia Julio Novais", desde que Julio Novaes tinha abandonado a gerência da "Photographia Bastos", sita na Calçada do Duque 19-25. Neste endereço na Rua Ivens, 28 tinha funcionado, até 1896, o "Instituto Photographico" , de "Arnaldo Fonseca & Commandita".


12 de Janeiro de 1902

Chegados a Lisboa, Joseph e Maurice Lazarus cedo se distinguem pela qualidade dos seus trabalhos e manter-se-iam em actividade até 1939.


1 de Maio de 1909


Loja com o toldo, nº 53 onde esteve instalada a "Photographia Ingleza". Mais tarde mudou-se para a loja ao lado, nº 59 (loja fechada com porta central e duas montras e fachada em ferro)


Dentro do rectangulo a amarelo localização na Rua Ivens da loja, nº 59 onde funcionou por último a "Photographia Ingleza"

A "Photographia Ingleza" veio ocupar a loja onde tinha funcionado a "Photographia de Lisboa" , entre 1906 e 1908 e propriedade do fotógrafo João Carlos Coutinho.


1908


1 de Julho de 1912


25 de Agosto de 1913


1915


25 de Agosto de 1916

Produziram fotografias e postais coloridos da mais elevada qualidade gráfica do seu tempo e foram autores de várias capas da "Ilustração Portuguesa".


17 de Novembro de 1913 (foto da "Photographia Ingleza" )

Em 3 de Dezembro de 1925 o jornal "Diario de Lisboa" publicou uma entrevista a Joseph Lazarus que passo a transcrever:

«Desde 1908, que Lisboa está a par do melhor que lá fora se faz em fotografia.
Porque, desde 1908, raro é o ano em que a Fotografia Inglesa de J. & M. Lazarus, não envia a lnglaterra e a França o seu proprietario, sr. Joseph Lazarus-que é um apaixonado pela sua arte e que lhe conhece todos os segredos.
Justamente agora, o sr. Joseph Lazarus acaba de regressar de uma dessas viagens de estudo. Não havia, portanto, melhor pretexto para ouvir da sua boca algumas impressões que interessassem o leitor.
Foi no seu «atelier» da rua Ivens, onde ha uma multidão de fotografias, de aguarelas, de aguas.fortes e de molduras nacionais e inglesas, que nos encantam pela sua beleza, que se realizou a conversa :
-Visitei agora quasi toda a Inglaterra e Paris, em busca de coisas novas em fotografia. Vi tudo quanto se faz de mais moderno e de mais perfeito. E devo confessar que na provincia encontrei trabalhos muito melhores do que propriamente em Londres.

-Novos estilos ?
- O nosso estilo deste ano, que já iniciámos, é a fotografia representando aguas-fortes. E' o que ha de mais moderno. Em Inglaterra, só os melhores - e muito poucos - estabelecimentos o fazem, por agora. E isto, sobretudo, porque é um genero muito dificil, exigindo bastante estudo e cuidado.
-E em Portugal ha artistas que o possam fazer desde já?
-Lancaster - o artista da nossa casa - é, desde muito novo, um admiravel pintor a oleo, a aguarela, etc., e um retratista do maior gosto artistico. Para esta especialidade, fizemos com ele um novo contracto. E vamos agora abrir uma nova exposição permanente dos trabalhos realisados. A nossa casa está completamente renovada, possuindo actualmente uma explendida sala de exposições que pode ser visitada por toda a gente, sem obrigação de mandar fazer qualquer fotografia.
-Na Exposição das Artes Decorativas de Paris ...
-Adquiri numerosas gravuras, aguas-fortes, coloridas e «pointes sèches» que estão já á venda, juntamente com aguarelas inglesas.
Falámos de molduras-que a casa Lazarus foi sempre a que melhores e mais belos modelos apresentou:
-Temos uma fabrica propria, onde fabricamos bastantes. E estamos agora a executar la os melhores modelos adquiridos em Londres e na Exposição de Paris. Além disso, constantemente nos chegam molduras de Inglaterra.
-Tem algum plano de futuro?
-O meu plano é hoje o de sempre: fazer o melhor possivel pelo menor preo possivel ...»



Corpo Médico Militar em 1917 (foto da "Photographia Ingleza" )

"J. & M. Lazarus" foi responsável pela produção de retratos de uma elite burguesa. Joseph Lazarus,  cerca de 1930, viria a ser agraciado com uma condecoração do governo português.

«Por ocasião da nomeação de Oliveira Salazar para o cargo de Presidente do Conselho, a quatro de Julho de 1932, conheciam-se muito poucos retratos seus. Na maior parte dos casos a sua imagem era representada com o recurso a uma fotografia realizada na Fotografia Inglesa, muito provavelmente aquando da sua primeira e fugaz passagem pelo governo da ditadura militar, em 1926.»


Doutor Oliveira Salazar, em 1928, e em foto da "J. & M. Lazarus"



Na "Revista do Ar" de Fevereiro de 1938


1942

Tendo mantido a atividade da "Lazarus" (antiga "Photographia Ingleza" ) até cerca de 1944, os dois irmãos permaneceram em Portugal até às suas mortes. Joseph faleceria em 1940 com 64 anos e seu irmão Maurice em 1949 com 83 anos. Ambos seriam sepultados no cemitério dos judeus em Lisboa.

Bibliografia:

- Tese de Doutoramento em História de Arte "Estrelas e Ases: o retrato fotográfico em Portugal (1916-1936)" de Paulo Artur Ribeiro Baptista - FCSH - Outubro de 2015

fotos in: Hemeroteca Digital de Lisboa Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, The Delagoa Bay World, Africa in the Photobook

7 de junho de 2026

"Photographia Achilles & C.ª "

A "Photgraphia Achilles & C.ª " foi fundada por Achilles Friscioni em 1898 na Rua dos Anjos, 36 em Lisboa. Achilles tinha sido empregado do fotógrafo João Francisco Camacho na sua "Photographia Camacho", um estúdio de fotografia fundado em 1878 numa dependência do "Hotel Gibraltar", que estava instalado no 2° andar da ala sul "Palacio Barcellinhos", na Rua Nova do Almada, e propriedade do Visconde de Ouguella, no Chiado.

Existe uma grande confusão, alimentada por postais e publicidade da própria casa Achilles, quanto ano da sua fundação, e que reproduzo mais abaixo. Contudo, e consultando anuários e almanaques da época, chega-se à conclusão que o ano da sua fundação terá sido, por volta de 1898. Instalou-se na Rua dos Anjos, 36, em Lisboa, desde a sua fundação até ao ano de 1902.




20 de Novembro de 1900

A partir de 1903, a  "Photographia Achilles & C.ª" já funciona o Largo do Intendente Pina Manique,7 , em Lisboa, num edifício próprio ao lado do chafariz do Intendente. A partir de 1905, passa a funcionar sob a denominação de "Photographia Achilles", na mesma morada, até 1907.




Ambos os postais referem dois anos diferentes da sua fundação, mas não ficou por aqui ... ver no final

Aqui ficam as listas de fotógrafos e ateliers de fotografia no "Alamanch Commercial de Lisboa" de 1885 e de 1886:


1885

1886

Em 1907 o edifício onde funcionava a "Photografia Achilles" é demolida para dar lugar a outros dois, e o estabelecimento muda para a Avenida Rainha D. Amelia, nº 1-E, futura avenida Almirante Reis, após 1910. Este estabelecimento  de fotografia teria uma vida longa, pois existiu até finais dos anos 60 do século XX.


Edifícios construídos entre 1907 e 1908 no lugar do edifício da "Photografia Achilles"


À esquerda na foto, a nova loja da "Photographia Achilles", a partir de 1907


Vista nocturna da "Photographia Achilles", nos anos 40 do século XX


18 de Maio de 1933


14 de Agosto de 1938


14 de Novembro de 1938


3 de Setembro de 1939


"Fotografia Achilles" à esquerda do carro preto que está de frente (rectangulo a branco)


18 de Maio de 1948


24 de Dezembro de 1950


9 de Dezembro de 1953


16 de Novembro de 1964

A "Fotografia Achilles", ou "Foto-Achilles", terá encerrado definitivamente pouco tempo depois deste último anúncio que publiquei.

15 de março de 2026

"Photo-Velo-Club"

A "Photo-Velo-Cub" foi fundada em 1899 por Raul Teixeira e Jayme Ribeiro Pereira (também velocipedista), - que para tal formaram a sociedade "Raul Teixeira & Jayme Ribeiro" - e estava localizado na Rua de Sá da Bandeira, nº 232 e 234, no Porto. Este estabelecimento associava a venda de artigos para fotografia e pintura a bicicletas. A comercialização de bicicletas "Adler" (que na década seguinte já era marca de  automóveis) deveu-se ao facto de, nos finais do século XIX, verificar-se um interesse crescente na actividade velocipedista, em Portugal. Quanto à velocipedia na cidade do Porto existia o "Club Velocipedista Portuense", fundado em 9 de Março de 1880 e que em 1893 passou a "Velo-Club do Porto". Em 1894, com o desaparecimentos destas agremiações, foi fundado o "Real Velo Club do Porto".



8 de Abril de 1899


"Photo-Velo-Cub" na Rua de Sá da Bandeira

Como instrumento de propaganda publicava a revista mensal ilustrada "Boletim do Photo-Velo-Club”. O seu primeiro núnmero foi publicado em Agosto de 1899 como «Revista Mensal Illustrada de Photographia, Pintura e Bicycleta e orgão do Photo-Velo-Club". Teve 8 números, entre Agosto de 1899 e Dezembro de 1900, em que informou acerca de eventos de fotografia a nível nacional, assim como alguns apontamentos de Belas Artes, artigos de cariz técnico no campo da fotografia.

Primeiro número, em Agosto de 1899


No "Boletim Photographico" da "Worm & Rosa" de Fevereiro de 1900

Ao mesmo tempo a "Photo-Velo-Cub" crescia e gozava de grande receptividade, já que em 1901, outro novo sócio, César dos Santos vai a Paris com o propósito de adquirir automóveis para a firma. Ainda em 1900, organizou uma exposição de fotografias de amadores com o apoio de alguns dos maiores expoentes da Arte Fotográfica do Porto, como Antero de Araújo, Joaquim Damásio Bastos e Constantino Paes, e que se anunciava como a primeira de uma série «(...) de exposições que hão de agitar o nosso pequeno meio»


Frente e verso


15 de Abril de 1901

Estas iniciativas granjearam um enorme sucesso como se verifica pelos artigos que se publicam no próprio "Boletim do Photo-Velo-Club” e também no jornal portuense  "Primeiro de Janeiro". Em 1900, coloca à disposição dos amadores um «quarto escuro» (câmara escura), bem como uma escola de fotografia para a qual já contava com a participação de Domingos Alvão (1869-1946), que tinha vindo da casa "Emilio Biel & C.ª ", e que se transforma em atelier fotográfico onde se finalizavam trabalhos de amador. Não constituindo propriamente novidade, pois a "Emilio Biel & C.ª " já o fazia na década de 80 de século XVIII ou a "Photographia Guedes" desde 1898, este tipo de actividade desenvolvida no âmbito do "Photo-Velo-Club", porque mais vocacionado para o apoio aos amadores, terá obtido uma maior receptividade. Foi aqui, no "Photo-Velo-Club", que se terá consumado um dos primeiros furtos de material fotográfico ocorrido em Portugal, no valor de 150$000 réis, o que denota, quer o volume de comércio já alcançado pela firma, quer o aumento da procura que permitia encontrar um receptador para aquele material por forma a rentabilizar o produto do crime.





Em Janeiro de 1902, e por iniciativa do sócio Raul Teixeira, tendo como operador gerente Domingos do Espírito Santo Alvão, inaugura-se, agora com novas instalações, um atelier e ascola de fotografia na Rua de Santa Catharina, nº 100. Já Domingos Alvão gozava de um carinho especial por parte da imprensa e dele se diz já «(...) um operador distinto e de fina têmpera.(...)»”


Domingos do Espírito Santo Alvão (1869-1946)

Novas instalções (já como "Photographia Alvão"), na Rua de Santa Catharina, nº 100

Na "Revista Moderna" de 3 de Fevereiro de 1902, pode-se ler: Raul Teixeira «(...) abandonou as salas e atirando-se aos mares da vida... pôs uma photographia à vela! Trabalhos finamente executados, bom gosto, distinção e muita amabilidade, tudo se encontra na nova photographia do Photo-Velo-Club. À testa do novo atelier está o Domingos Alvão (...)».

As responsabilidades do atelier fotográfico foram completamente assumidas por Domingos Alvão, a partir de 1903, que, ao autonomizar-se, se passa a designar "Photographia Alvão". É também neste ano que José da Silva Pereira, ex-empregado do "Centro Photographico" assume a gerência da loja de fotografia que, em 1904, passa a "Photo Iris", com «um completo sortido para fotografia, pintura e illuminação por incandescencia». Enquanto propriedade de "Cruz Borges & C.ª", a firma também editava e vendia bilhetes postais. Em 1905, saldou a sua existência de máquinas fotográficas, com um desconto de 50%, e que também se dedicava à edição e venda de bilhetes postais.

22 de Dezembro de 1903

Não esquecer que ...

O "Photo-Velo-Club" funcionaria, assim, como trampolim de modo a que Domingos Alvão tenha instalado a sua própria casa fotográfica, que derivava, quer nas funções, quer nas instalações, dessa firma. 

«Algo controversa é, de facto, a data atribuída à fundação da Fotografia Alvão: se, derivando do Photo-Velo-Club, como se comprova nos vários artigos de jornal, nos é apontado o ano de 1903, já posteriormente, seja em publicidade da própria firma, seja em artigos de homenagem - como sucede aquando da comemoração das Bodas de Prata ou de Ouro ou em outras ocasiões” - é sempre indicada a data de 2 de Janeiro de 1902? e também acontece ver-se a data de 1901 no papel timbrado da própria firma.“ Consideramos, assim, esta última como a data da sua fundação, ainda que julguemos existir alguma confusão entre a criação deste Atelier, pertença do Photo-Velo- Club, e a da Fotografia Alvão naquelas instalações“. Tendo em conta que é Domingos Alvão quem assume a orientação daquela dependência desde o início, somos levados a crer que os contemporâneos de Alvão consideravam a fundação da Fotografia Alvão o momento em que, sob orientação do mestre, se criou o anexo do referido clube.
É curioso verificar-se que ainda em Abril de 1903 a publicidade feita ao Photo-Velo-Club na Imprensa (por exemplo: Diário da Tarde, 1.04.1903) refere, além dos outros ditos, «Atelier de Photographia - Santa Catarina, 100» e, simultaneamente, no mesmo jornal e na mesma página, os anúncios feitos à Fotografia Alvão indicam a mesma morada, sem fazer qualquer referência ao Photo-Velo-Club (a esse respeito apenas diz que tem «Laboratório especial e sala de trabalho para amadores»). Ainda com algum interesse parece-nos ser o facto deste anúncio à Fotografia Alvão, na fonte supracitada, aparecer inicialmente com o título «Alvão, photographo» e só depois de 7 de Abril se referir «Photographia Alvão», sendo, no entanto, o conteúdo dos dois igual.» (*)

De referir que em 1903, os principais ateliers fotográficos no Porto eram os seguintes: "Photographia Guedes", "Sala & Irmão Photographia", "Photo Velo-Club", "Photographia Lusitana - A. Santos", "Emílio Biel & Cª", "União - Fonseca & Companhia", "Atelier Photographico de Peixoto & Irmão".


A "Photographia Alvão" instalar-se-ia no espaço antes ocupado pelo atelier e escola de fotografia do "Photo-Velo-Club" na Rua de Santa Catarina, nº 100, quase junto do cruzamento com a Rua Passos Manuel, como se pode ver numa fotografia realizada pelo próprio Alvão e reproduzida anteriormente 

As instalações já muito antigas e o repectivo edifíco, seriam substituídos mais tarde por um novo edifício, que receberia os nº 118-120, em vez de 100. No prédio a seu lado instala-se-ia o famoso "Café Majestic". Em 1924, a "Photographia Alvão" passou a pertencer à firma "Alvão & C.ª, Sucessor Azevedo & Fernandes, Lda.", altura em que Domingos Alvão se associou a Álvaro Cardozo Azevedo, seu discípulo e companheiro de trabalho desde 1906.


Artigos Fotográficos "Alvão & C.ª, Sucessor Azevedo & Fernandes, Lda." e "Café Majestic"


1934

Após a sua morte, em 1946, a empresa continuou pela mão do seu sócio Álvaro Azevedo e, no final dos anos 70 do século XX, com a morte de Álvaro Azevedo em 23 de Novembro de 1967, a "Fotografia Alvão" foi adquirida por Arnaldo Soares, que manteve o mesmo nome.

(*) - Texto retirado de ... ver Bibliografia

Bibliografia:

"Nacionalismo e Pictorialismo na Fotografia Portuguesa na 1a metade do século XX: o caso exemplar de Domingos Alvão" - Dissertação de Mestrado em História da Arte, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa - Novembro de 2000 - Filipe André Cordeiro de Figueiredo.

fotos in: Hemeroteca Digital de LisboaArquivo Nacional da Torre do Tombo, Foto-Porto (Facebook), Delcampe.net