Restos de Colecção: Electricidade
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19 de outubro de 2023

Baterias "Tudor"

A "Sociedade Portuguesa do Acumuldor Tudor, Lda.", foi fundada pelo engº José de Castello Branco em 1 de Junho de 1920. Era, na altura, apenas um pequeno escritório e armazém na baixa de Lisboa, com a primeira fábrica inaugurada no Dafundo. Nesta altura eram as baterias "Willard" que dominavam o mercado.

A "TUDOR" em Espanha em anúncio publicitário de 5 de Setembro de 1900

A marca Tudor, tem a sua origem no engenheiro luxemburguês Henry Tudor que, em 1884, que desenvolveu o primeiro acumulador portátil, iniciando em 1920 a comercialização de baterias em Portugal, sob a designação de "Sociedade Portuguesa do Acumulador Tudor, Lda.".


Dezembro de 1925


Janeiro de 1927

De seguida, anúncios de dois concorrentes, em anúncios de 1929. Por razões de cronologia histórica, existe outro no final deste artigo, da "Exide".


1929

Em 1935, inaugura a primeira fábrica em Portugal no Dafundo, na Rua Policardo Anjos, 62, povoação do concelho de Oeiras.

Fábrica no Dafundo em anúncio de 29 de Junho de 1959


1941


1948


1948

Em 1950, a "Sociedade Portuguesa do Acumulador Tudor, S.A.R.L." já com a sua sede na Avenida Fontes Pereira de Melo, 12 (vinda das antigas instalações na Rua Rodrigues Sampaio, 15-1º Dto.) constrói na Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, uma nova fábrica que, na altura, se destinava à produção de baterias para automóvel, submarinos e tracção. 


1951

1952

No "Relatório e contas do exercício de 1950" e publicado em "Diário do Governo" em 1951, a sua nota introdutória referia:

« (...) Manifestamos o nosso reconhecimento e gratidão a todo o pessoal técnico, administrativo e operário, que, com o seu esforço e trabalho, revelou dedicação e interesse e contribuiu para os bons resultados deste exercício.
Como prémio e como estímulo foram atribuídas gratificações àqueles que mais se distinguiram.
Em 1950 tomaram grande incremento as obras da nova fábrica de Castanheira do Ribatejo, que esperamos poder inaugurar este ano.
As novas instalações foram previstas, desde o início, para assegurar todas as necessidades do País, metrópole e províncias ultramarinas, tendo em linha de conta o progressivo aumento de consumo num largo período de anos.
Para festejarmos os trinta anos da fundação da nossa Sociedade proporcionámos a todo o pessoal uma visita às obras da fábrica de Castanheira do Ribatejo, seguida de almoço e festa de confraternização, em que se achavam presentes todos os directores, engenheiros, empregados, encarregados, operários e famílias, num verdadeiro ambiente de camaradagem e alegria. (...) »


1 de Abril de 1955


4 de Abril de 1955


7 de Junho de 1959


1963


Recibo da sua delegação de Angola, em 1963


1964


1973


1973

Um artigo na revista "Electricidade" de Fevereiro de 1974 elucidava-nos bem acerca da história desta empresa:

«A Sociedade Portuguesa do Acumulador Tudor, S.A.R.L., fabricante de acumuladores eléctricos para todas as aplicações, foi fundada na baixa de Lisboa em 1 de Junho de 1920. O motivo da inclusão do nome TUDOR na razão social da Sociedade é devido ao Senhor Henri Tudor, cientista Luxemburguês que viveu entre 1859 e 1928, o qual inventou um processo especial de fabricar Placas Empastadas para Acumuladores de Chumbo. A TUDOR ao adquirir para Portugal o direito de fabricar segundo o processo de Henri Tudor, obrigou-se a comercializar com a marca Tudor, as baterias que viesse a fabricar.



A Sociedade Portuguesa do Acumulador Tudor, S.A.R.L. tem a sua fábrica localizada cm Castanheira do Ribatejo, onde emprega 350 operários para além de 60 outros empregados, técnicos e administrativos. Através das suas Associadas, Sociedade Moçambicana do Acumulador Tudor S.A.R.L., Sociedade Angolana do Acumulador Tudor, S.A.R.L. e Pilhas Secas Tudor tem ainda fábricas respectivamente, em Lourenço Marques, Luanda e Dafundo, onde trabalham cerca de 1200 pessoas.


"TUDOR" na Matola em Moçambique


11 de Março de 1974


Calendário de 1976


1978

Para além das normais baterias «Tipo Arranque» que os nossos carros utilizam, a Tudor fabrica outros tipos de baterias com a designação genérica de Baterias Especiais para: Centrais Telefónicas. Iluminação de Emergência, Subestações, Aviões, Empilhadores Eléctricos e Navios. A sua completa gama de fabricação permite cobrir todas as necessidades de fonte de energia suplementar. 

Mais recentemente, a TUDOR iniciou a fabricação de Carregadores também para todas as aplicações, os quais vieram resolver uma lacuna que existia no nosso mercado, principalmente nos sectores de Iluminação de Emergência das Centrais Telefónicas e de Tracção Eléctrica. A partir de agora Bateria-Carregador, formam um conjunto único, fabricado e concebido pelo mesmo fabricante do que resulta um melhor aproveitamento das possibilidades da bateria.


Calendário de 1979


1979

A TUDOR tem desde sempre primado pela qualidade das baterias que fabrica o que, a par do serviço que presta aos seus clientes, a eleva ao lugar de Primeiro Fabricante Português de Acumuladores Eléctricos. Para a boa qualidade que tem mantido ao longo dos anos. muito têm contribuído as exigentes Normas observadas durante a Fabricação. Além de Normas Próprias quiçá as mais exigentes, as suas Baterias são fabricadas segundo as Normas Militares Americanas e obedecem ao especificado nas Normas «C. E. I.». 

No futuro cremos ler a TUDOR um papel preponderante a ocupar no mercado de Acumuladores Eléctricos se. como se prevê, o automóvel de Tracção Eléctrica vier a ter a expansão que se lhe augura. Se há 50 anos as Baterias TUDOR substituiram a manivela do automóvel, amanhã quando lodos possuirmos o revolucionário automóvel eléctrico, poderemos substituir actual fonte de energia dos automóveis dos nossos dias. A TUDOR fabrica já Baterias Especiais para Tracção Eléctrica de «Elementos Tubulares» as quais equipam mais de 90% dos Empilhadores Eléctricos existentes no país.»


1981

Em 1979, a "Sociedade Portuguesa do Acumulador Tudor, S.A.R.L."  dá início à construção de uma nova unidade de produção, também na Castanheira do Ribatejo, para fabrico de baterias de arranque em polipropileno. 

Em 1984, foi fundada a "Sonalur - Sociedade Nacional Metalúrgica, Lda." na Azambuja, a fim de se iniciar o processo de reciclagem de baterias de chumbo. É a única empresa do ramo a operar em Portugal.

No Relatório do conselho de Administração de Março de 1988, do Relatório e Contas de 1988 (publicado em 31 de Março de 1989), e relativo às Vendas era referido:

«A concorrência interna continua a fazer-se sentir e cada vez mais agressiva.
Graças ao dinamismo e perseverança dos serviços comerciais o volume de vendas no mercado interno atingiu níveis satisfatórios.
As vendas de produtos exteriores ultrapassaram os 10% das vendas totais, o que demonstra a acpacidade da nossa rede de distribuição e o realismo com que, no passado, apostámos na diversificação das vendas.
Na exportação ultrapassámos as metas estabelecidas, não só porque ampliámos e consolidámos a ligação com os serviços de exportação da Sociedad Española del Acumulador Tudor, S.A., como também iniciámos as vendas à Sociedade de Macau do Acumulador Tudor, Lda., a quem facturámos mais de 17% das baterias de arranque que exportámos.
A Tudor-Macau vendeu as nossas baterias de arranque para os mercados da República Popular da China, de Hong-Kong, de Taiwan, de Macau, do Japão e Austrália. O êxito verificado na aceitação e preço das nossas baterias dá-nos confiança para novos empreendimentos.
(...) A recente aquisição da Hagen Batterie, AG - Soest - República Federal da Alemanha, efectuada pela nossa maior accionista Sociedad Española del Acumulador Tudor, S.A., é um marco importante na história daquela empresa.
AS previsíveis consequências desta aquisição são de molde a esperar uma maior rentabilidade para o grupo Tudor e, consequentemente para a "Sociedade Portuguesa do Acumulador Tudor, S.A.»


1982


1983


1986

Em 1995, dá-se a integração com o grupo americano "Exide Technologies" sucessor da "Electric Storage Battery Company" fundada pelo americano William Warren Gibbs em 1888, que, em 1996, inicia um plano de reestruturação da fábrica, convertendo a unidade para a produção de baterias industriais, deixando de produzir baterias de arranque.

Após a aquisição da "Sociedade Portuguesa do Acumulador Tudor, S.A." pela "Exide Technologies",  adopta definitivamente o nome de "Exide Technologies", em 2006, para toda a Europa, e fixa a sua sede europeia em Gennevilliers, França. Actualmente, para além da fábrica, em Castanheira do Ribatejo a "Exide Technologies" conta ainda com um armazém na região do Porto, empregando cerca de 500 funcionários em Portugal.

Calendário de 1991

Uma curiosidade: As baterias "Exide", já eram representadas em 1929, e em exclusivo, pela firma em nome individual "Engº Roberto Cudell" (de Gustavo Roberto Adolfo Cudell), na Rua Passos Manoel na cidade do Porto.

Na revista "Guiauto" de Setembro de 1929

O grupo "Exide Technologies", em Portugal, detém a fábrica de produção de baterias da "CH" (abreviatura usada internamente para a fábrica da Castanheira do Ribatejo) e a unidade de reciclagem de baterias "Sonalur - Sociedade Nacional Metalúrgica, Lda." na Azambuja. A produção na "CH" é feita mediante três tipos de tecnologia: Baterias de ácido livre (Planté); Baterias seladas de fibra de vidro absorvente (AGM); e Baterias com o electrólito gelificado (Gel).

Em 2021, a "Exide Technologies" e a EDP lançam uma instalação solar de última geração nas instalações de produção de baterias portuguesas da "Exide" em Castanheira do Ribatejo. É apoiado por um sistema de armazenamento de energia usando a tecnologia de bateria de gel "Sonnenschein" A600 de alto desempenho da "Exide", permitindo maior controle e autoconsumo de energia. Em 2020, a "Exide" já tinha introduzido uma instalação solar na sua instalação portuguesa de reciclagem de baterias Sonalur - Sociedade Nacional Metalúrgica, Lda.", na Azambuja, e agora a empresa tem uma capacidade combinada de 4,5 MWp nas duas instalações.



Bibliografia: Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Engenharia Química: "Processo de electrodeposição em placas Planté" da autoria de Cláudio Ricardo Crispim Pedroso - IST - 2017

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Horácio Novais), Hemeroteca Digital de Lisboa, Biblioteca Nacional Digital, Fundação EDP

26 de outubro de 2022

Lâmpadas "Lumiar"

A fábrica de lâmpadas "Lumiar", propriedade da empresa "ENAE - Empresa Nacional de Aparelhagem Eléctrica, S.A.R.L.", foi inaugurada em 25 de Abril de 1933, na avenida 24 de Julho, 158 em Lisboa. Para gerente da empresa foi nomeado um dos sócios, Dr. António Ferreira Pinto Basto (1905-1968).


25 de Abril de 1933

O fabrico de lâmpadas eléctricas, a par de uma organização económica de absoluta segurança, exigia recursos técnicos de grande amplitude, pois só à base de um perfeito conhecimento e de enormes sacrifícios financeiros poderia ter possibilidades de concorrer com o artigo estrangeiro que abastecia o mercado interno. Muito embora o negócio mostrasse perspectivas lisonjeiras, durante muito tempo foi receado. A ideia da sua montagem surgiu no Porto e um grupo de portuenses chegou a constituir-se em sociedade e a obter o respectivo alvará, mas decorreram anos sem que se decidissem.

Nessa emergência refinaram-se alguns capitalistas mais ousados que, em 1932, formaram a  "ENAE - Empresa Nacional de Aparelhagem Eléctrica, S.A.R.L." , a qual foi dotada de condições financeiras que lhe permitiram não só comprar o alvará da sociedade do Porto, que se dissolveu, como montar uma fábrica dotada com todos os requisitos necessários a uma laboração moderna.

Veio ocupar os antigos armazéns da firma de materiais de construção civil "F. H. d'Oliveira, & C.ª, Lda.", fundada no ano de 1895 num edifício contíguo, e que entretanto tinha mudado de instalações. Tinha como vizinha a firma "Pinhol" que ali se instalara nos finais do século XIX.

Armazéns da "F. H. d'Oliveira, & C.ª, Lda.", dentro do rectângulo vermelho. "Pinhol" no edifício de esquina 


Quarteirão com: "Hotel Residencial Infante Santo", "F. H. d'Oliveira, & C.ª, Lda.", Fábrica "Lumiar", "Pinhol", em foto de 1957 - ano da inauguração do Hotel

A "ENAE" manteve a sua fábrica com entradas pela Avenida 24 de Julho, 158 e pelas traseiras, Rua Tenente Valadim, 6, onde, tinha a loja e assistência técnica aos motores eléctricos, transformadores e geradores, que a "ENAE" viria a comercializar sob licença da "Siemens, Schuckert-Werk, A.G." Manteve uma filial na cidade do Porto, na Rua Alferes Malheiro, 33

A "ENAE - Empresa Nacional de Aparelhagem Eléctrica, S.A.R.L.", foi a primeira fábrica de lâmpadas incandescentes do nosso País e empregava cerca de duzentos e cinquenta operários. Nessa altura o facto tinha de ser considerado uma ousada iniciativa e um empreendimento industrial arriscado, uma vez que as condições industriais, especialmente no sector da electrificação e seu desenvolvimento, não eram muito prometedoras: a actividade do País era essencialmente agrícola, a energia eléctrica não abundava e existiam ainda numerosas regiões não electrificadas, tudo isto com a agravante do preço da energia eléctrica ser, ao tempo, um dos mais elevados da Europa. A electricidade aplicada na iluminação constituía pois, ainda, quase um «luxo».


1934


1934


1934

1934

Todas essas condições adversas, contudo, não impediram a "ENAE" de, em 1933, tornar uma realidade o lançamento da lâmpada de fabrico português, a "Lumiar", no dia 1 de Abril de 1933.

A actividade da "ENAE" durante os anos da sua actividade fez-se notar, não só no Continente como também nas Ilhas Adjacentes e nas Províncias Ultramarinas. As lâmpadas "Lumiar", graças à sua rápida implantação, manteve uma posição definida no mercado de lâmpadas eléctricas no nosso País.

Representante da "ENAE" em Angola em 1934


Fabrico do envazamento e dos pés das lâmpadas


Fabrico dos pés das lâmpadas


Fabrico dos pés das lâmpadas e fecho das lâmpadas

«O edifício em questão ocupa a área de 5000m2, em 3 amplos andares, 110 operários, espalhados por diversas secções apetrechadas com a mais moderna maquinaria, fabricam sob o mais rigoroso controlo e processos científicos perfeitíssimos milhares de lâmpadas em todos os tipo usuais para todas as potencias.

A capacidade fabril actual, é de 8.000 lâmpadas diárias. O cristal é ali produzido, o que sucede em muito poucas fábricas congéneres, em fornos aquecidos a óleos pesados, merecendo especial referência o perfeito processo de moldes mecânicos onde é moldada a ampola - uma inovação no nosso País. Toda a lâmpada «LUMIAR» é inteiramente fabricada ali, excepção feita ao filamento e casquilho.» in: "Notícias Ilustrado" Abril  de 1933.

Em 16 de Novembro de 1940, constituí o seu Grupo Desportivo com a denominação de "Grupo Desportivo da Empresa Nacional de Material Eléctrico", cuja sede era a mesma da empresa. No sentido de proteger as condições físicas do seu pessoal, a empresa auxiliava moral e financeiramente o grupo desportivo, tendo chegado a pensar na organização de um serviço de refeições económicas a fornecer pela F.N.A.T.

Cartazes das "CRGE - Companhias Reunidas de Gaz e Electricidade, S.A.R.L.", em 1937


A actriz Milú (1926-2008) num cartaz da "Lumiar"

Em 1945, e com um capital de 2.000 contos, gozava de crédito e bom nome em todas as zonas do país, tendo contibuído para essa situação os seus Conselhos de Administração e Fiscal. O primeiro constituído por: engº Fernando Ennes Ulrich (Presidente), Dr. António Bacelar Cravelhas, DR. Fausto Lopes de Carvalho e Pierrre de Saleon; o segundo está a cargo do Dr. Armando Cancela de Abreu, António Correia de Figueiredo e D. José de Lencastre e Távora.

Com a intenção de acompanhar e adoptar continuamente os mais modernos processos técnicos de fabrico a bem dos consumidores dos seus produtos, a "ENAE" apoiou a sua actividade, na assistência técnica da empresa alemã "OSRAM Licht AG ", do Grupo "Siemens, A.G.", uma das maiores empresas de lâmpadas eléctricas e com fábricas espalhadas por todo o Mundo, o que foi permitindo manter um actualizado nível de qualidade de acordo com a permanente evolução técnica correspondente à dos principais concorrentes internacionais.

1940

1941


1943


1961

A partir da entrada em vigor do acordo firmado com esta importante empresa alemã, foram renovados e automatizados os métodos de trabalho e aperfeiçoada a qualidade das lâmpadas fabricadas, em conformidade com os padrões técnicos da "Osram". 


Máquina de corte das ampolas


Grupo de máquinas de fecho de vácuo


Contador do gás


Máquina de fazer vácuo no interior da lâmpada


Picagem dos suportes de molibdénio

Dentro desta linha de orientação "ENAE", iniciou por volta de 1964 a fabricação de lâmpadas fluorescentes e arrancadores também nas marcas "Osram" e "Lumiar". 

Como pioneira do fabrico de lâmpadas eléctricas em Portugal, e contando com a colaboração e assistência técnica da sua parceira "Osram", mundialmente reconhecida, a "ENAE" reunia todas as condições necessárias para continuar a ser em Portugal uma das empresas industriais do futuro de referência. Mas, infelizmente assim não aconteceu, como a muitas outras ...


1969

1973

A "ENAE" , não só remunerava os operários com salários acima da tabela, como tinha à disposição um pôsto clínico privativo, com médico e enfermeiro, para serviço local e nas casas dos doentes, aos quais fornecia gratuitamente os medicamentos.

A seguir a Abril de 1974, primeiramente foi substituída pela "Osram", que foi utilizando as suas instalações para continuar a fabricação de lâmpadas, agora vendidas sob a sua marca. Depois encerrou as sua instalações fabris, e os seus produtos passaram a ser importados directamente da casa-mãe na Alemanha, pela subsidiária "Osram - Empresa de Aparelhagem Eléctrica, Lda.", sediada em Carnaxide.

1981

As suas antigas instalações, não foram demolidas e, na primeira década do século XXI, foram transformadas num condomínio de luxo, projectado pelos arquitectos Raúl Abreu e Miguel Varela Gomes. A antiga fábrica foi completamente restaurada sob a responsabilidade do engenheiro João Appleton, tendo sido mantidas as fachadas dos anos 20 do século passado. Numa das fachadas existe um painel de azulejos, da "Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego, Lda.", fundada em 1848, no Largo do Intendente, em Lisboa.