Restos de Colecção: Estádios de Futebol
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3 de julho de 2016

Estádio do Restelo

O Clube de Futebol “Os Belenenses” foi fundado em 23 de Setembro de 1919, num banco de jardim da Praça Afonso de Albuquerque, em Belém, na cidade de Lisboa, apadrinhado por Afonso de Albuquerque, Artur José Pereira, seu irmão Francisco Pereira, Henrique Costa, Carlos Sobral, Joaquim Dias, Júlio Teixeira Gomes, Manuel Veloso, e Romualdo Bogalho.

O “Belenenses” começou por treinar nas Terras do Desembargador, onde o extinto clube de futebol “Sport Lisboa” jogava, e logo depois numa nesga de espaço junto à Praça Afonso de Albuquerque, onde está o banco de jardim da fundação do clube.

Depois, devido à súbita e inesperada afluência de curiosos, adeptos e novos jogadores, começaram a ocupar um novo espaço contíguo às Terras do Desembargador, junto ao casario de Belém. Nascia assim o “Campo do Pau de Fio”, assim chamado porque estava ali «plantado» um poste telegráfico, junto à linha divisória do terreno de jogo. Porém, uma vez que o “Campo do Pau de Fio” não reunia as condições próprias, o Belenenses passou a realizar os jogos oficiais em campo emprestado: o “Stadium do Lumiar”.

O primeiro grande jogo da equipa do “Belenenses” - constituída pelos jogadores: Mário Duarte (guarda-redes), Romualdo Bogalho, Carlos Sobral, Francisco Pereira, Artur José Pereira, Arnaldo Cruz, Aníbal dos Santos, Edmundo Campos, Manuel Veloso, Alberto Rio e Joaquim Rio -  realizou-se no dia 8 de novembro de 1919, no “Stadium do Lumiar”, com a formação de Belém a perder com o “Vitória de Setúbal” por 1-0 na disputa da “Taça Associação de Lisboa”

Porém, uma coligação de clubes representados na “Associação de Futebol Lisboa” levou esta a determinar que os clubes deveriam possuir as suas próprias instalações e o próprio Estádio. Entre os visados estavam o “Belenenses” e o “Casa Pia”, as equipas lisboetas mais prestigiadas. O “Casa Pia” não demorou muito até inaugurar um campo cedido pela própria Associação, a que se chamou “Campo do Restelo” . Refira-se que este “Campo do Restelo” ficava junto à parte ocidental das traseiras do “Mosteiro dos Jerónimos”, não coincidindo com qualquer parte do que viria a ser o complexo do “Estádio do Restelo”.

Todavia, perante o imbróglio de não poder jogar no seu próprio estádio e em Belém, o “Belenenses” colocava a hipótese de apresentar o “Campo do Pau de Fio” como campo próprio. Até que a 15 de Dezembro de 1926 foi finalmente estabelecido um acordo, sob os auspícios do Ministério das Finanças como a seguir se transcreve:

«Considerando que ao Governo da República não pode ser alheio o interesse pela causa desportiva do país.
Considerando que o Clube de Futebol ‘Os Belenenses’ por várias vezes tem pedido a cedência de terrenos anexos ao Asilo Nun’Alvares para ali instalar o seu campo desportivo;
Considerando que em nada o referido asilo é prejudicado por tal cedência:
Em nome da Nação, o Governo da República Portuguesa, sob proposta do Ministro das Finanças, decreta para valer como lei o seguinte:
Artigo 1º: É cedida a título precário ao Clube de Futebol ‘Os Belenenses’, com sede na Rua Vieira Portuense, nº 48- 1º, em Belém, desta cidade de Lisboa, uma faixa de terrenos, constante da planta anexa ao processo arquivado na respectiva Repartição, para nela serem instalados a sede e o campo de desporto do referido clube.
Artigo 2º: Reverterá para a posse do referido Asilo a referida faixa de terreno, com todas as benfeitorias ali feitas, e sem indemnização, quando deixar de ser utilizada para o fim a que agora é destinada.
Artigo 3º: O Clube de Futebol “Os Belenenses” entregará ao Asilo Nun’Álvares a percentagem de 6 por cento sobre a receita bruta de todos os desafios de futebol ou festas desportivas, ali realizadas, bem como a receita líquida duma festa desportiva anual.
Artigo 4º: Fica revogada a legislação em contrário.»

O “Campo das Salésias” seria inaugurado em 29 de Janeiro de 1928 com um jogo entre o “Belenenses” e o “Carcavelinhos” a contar para o “Campeonato de Lisboa” . «A obra que o Belenenses fez nas Salésias não tinha comparação com a de qualquer outro clube Português. Estava a “anos-luz” de distância. Era o melhor complexo desportivo do país! Foi o primeiro campo a ser arrelvado, o primeiro a ter uma bancada coberta, o primeiro a ter iluminação artificial, o primeiro a ter bancadas de cimento, o primeiro a ter um campo de treinos complementar… a que ainda acresciam pistas de atletismo / ciclismo, recinto para modalidades, um ginásio e instalações condignas. Por algum motivo, foi a casa da Selecção Nacional durante vários anos.»

           Comemoração dos 20 anos do CFB em 1939                                    Portugal- Suiça em 1939 (2-4)

 

Reportagem da “Emissora Nacional”

 

Devido à construção deste monumento ao futebol e também às elevadas rendas que tinha que pagar à CML, o “Belenenses” viu-se envolvido em dívidas que não podia suportar. Foi devido a esses endividamentos que alguns anos depois o estádio passou a ser propriedade da Câmara Municipal de Lisboa, pagando o “Belenenses” aluguer para a sua utilização. Estes encargos diminuíram a capacidade competitiva do clube.

Mais tarde, e após um grande movimento dos sócios e adeptos dos clubes, quer dentro e fora do país (grande destaque para os adeptos residentes no Brasil), o Estádio voltaria a pertencer ao clube.

Em 21 de Junho de 1931 foram inauguradas bancadas em cimento armado - obra pioneira que os outros grandes clubes haveriam de esperar vários anos para ter igual (as suas bancadas eram ainda feitas de madeira). As melhorias nas Salésias, contudo, multiplicavam-se - qual recrudescida reacção perante a adversidade. Entretanto, o clube passou a nomear as Salésias por “Estádio José Manuel Soares”, em 1937, em memória de uma das lendas de maior relevo do futebol português, «Pepe».

Presidente da República, General Óscar Carmona na inauguração do “Estádio José Manuel Soares”

Assistência no mesmo dia

No final da década de 30, o “Estádio José Manuel Soares” era a «sala de visitas» do futebol português. Era, com toda a naturalidade, a «casa» da Selecção Nacional. E em 25 de Junho de 1939 coube-lhe nova e grande honra: jogou-se ali a primeira final da “Taça de Portugal” , vencida pela “Académica de Coimbra”.

Ainda em 1940, a pista de atletismo foi beneficiada e o Belenenses chegou a acordo com a “Associação de Atletismo de Lisboa” para que todas as suas provas oficiais se passassem a realizar exclusivamente no “Estádio José Manuel Soares”.

Em Maio de 1946 - quase em simultâneo com a conquista do Campeonato Nacional de futebol - o “Clube de Futebol Os Belenenses” remeteu à Câmara Municipal de Lisboa um pedido de autorização para efectuar melhorias no complexo, onde se incluía a construção de um ginásio coberto. A resposta da edilidade chegou através de despacho publicado no Diário Municipal, no dia 17 de Junho seguinte em que a Câmara Municipal de Lisboa notificaria o “Belenenses” de que só poderia dispor das instalações desportivas das Salésias por mais seis anos, findos os quais teria de abandoná-las. Pouco depois veio a saber-se qual era a real intenção da Câmara Municipal era urbanizar a zona.

Em consequência e troca, a Câmara Municipal de Lisboa cedeu ao “C.F. Os Belenenses” um terreno onde tinha existido uma pedreira, terreno esse onde viria a ser construído o “Estádio do Restelo”.

Para poder construir o seu novo Estádio, partindo do zero, e num terreno cheio de dificuldades (de referir os gastos de dinamitagem), o “Belenenses” teve que vender jogadores, ou que deixar de adquirir alguns dos mais valiosos, para reforçar a sua competitividade e, repetidamente, durante anos, os seus sócios e adeptos fariam contribuições sucessivas (em dinheiro ou em géneros) para juntar fundos. Finalmente o “Estádio do Restelo”, projectado pelos arquitectos Jorge Viana e Carlos Oliveira Ramos, seria inaugurado em 23 de Setembro de 1956, na data do 37º aniversário do “Clube de Futebol Os Belenenses”.

Maquetas das propostas para o complexo desportivo do “Estádio do Restelo” em 1953

 

 

 

 

No jogo de inauguração, o “Clube de Futebol Os Belenenses” venceu o “Sporting Clube de Portugal” por 2-1 e, dois dias depois, no primeiro jogo nocturno, para estrear a iluminação, venceu por 2-0 o “Stade de Reims”, que poucos meses antes tinha sido finalista da “Taça dos Campeões Europeus”. No 1º jogo oficial, o “Belenenses” venceria o “Vitória de Setúbal” por 5-1.

A estrutura do “Estádio do Restelo” apresentava-se naquela época como algo verdadeiramente impar. À excelência da construção, adicionava-se umas magníficas instalações sonoras e luminosas, um excelente campo de futebol relvado, uma pista de atletismo e uma lotação para cerca de 44.000 espectadores, divididas por quatro bancadas unidas de forma oval, com duas bancadas cobertas e três delas com dois anéis, um inferior e outro superior.

  

 

 

Na altura da inauguração o Estádio tinha apenas duas bancadas - as centrais - cobertas, mas desde logo nasceu e ficou lá a estrutura necessária para o aumento da capacidade do recinto para cerca de 60.000 lugares, com a construção de uma bancada superior no topo sul, e para a construção de uma cobertura, no topo norte, conforme veio a verificar-se cerca de 50 anos depois.

Iniciado em 1958 o pagamento da renda à Câmara  - nesse ano, 83 304$70 por mês - verificou-se a impossibilidade de o “Clube de Futebol Os Belenenses” suportar tal encargo. Pagaram-se os primeiros quatro meses. E nada mais. Daí ter a direcção presidida pelo Dr. Santos Pinto, depois de consciencioso e detalhado exame à situação do Clube, tomado a iniciativa de, em fins de 1958, propor à Câmara a suspensão das rendas ou o resgate do Estádio e o seu subsequente arrendamento. As direcções que se lhe seguiram chegaram à mesma conclusão e renovaram por isso junto da Câmara aquela proposta. Em 29 de Junho de 1961, em sessão pública deliberou a Câmara resgatar o Estádio, tendo na tarde desse mesmo dia celebrada a respectiva escritura, passando o Estádio a designar-se por “Estádio Municipal do Restelo” .

“Estádio do Restelo” actualmente

 

 

Recentemente, o Estádio foi remodelado, cobrindo-se o Topo Norte, o que estava previsto desde a inauguração. Poucos anos antes, a Câmara Municipal de Lisboa impediu o clube de fazer um novo Estádio, mais adaptado aos novos tempos.Numerosos concertos musicais realizaram-se no Restelo. Porém, foi a visita do Papa João Paulo II que mais marcou historicamente o estádio, onde mais de cem mil pessoas assistiram à missa celebrada pelo pontífice.

 

“Campo das Salésias” ao abandono ….

Recuperado e inaugurado a 26 de Maio de 2016 com piso sintético

Bibliografia: Wikipédia: Estádio do Restelo
                   “29 de Junho de 1961 - Resgate do Estádio do Restelo - Site oficial “Os Belenenses”
                   “História do Estádio do Restelo - Site oficial “Os Belenenses”

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Mário Novais), Global Média (artigo de José Milheiro), Os Belenenses

16 de junho de 2016

Estádio José Alvalade

O primeiro campo do “Sporting Club de Portugal”, fundado em 1 de Julho  de 1906, começou a funcionar em 8 de Maio de 1906, no nº 73 da Alameda do Lumiar - hoje Alameda das Linhas Torres - no chamado Sítio das Mouras. Os terrenos foram cedidos pelo Visconde de Alvalade, que correspondeu à vontade do neto, José Alvalade, de consolidar um novo clube depois da cisão do “Campo Grande Football Club”. A cedência incluiu, ainda, um edifício na mesma Alameda, para funcionar como a primeira sede do “Sporting Club de Portugal”.

“Stadium do Lumiar” com as bancadas em construção

 

 

José Alfredo Holtreman Roquette conhecido por José Alvalade (1885-1918)

 

No ano seguinte, a 4 de Julho de 1907, houve uma remodelação que melhorou substancialmente as condições desportivas: além de um campo de futebol, o segundo campo dos leões passava a contar com uma pista de atletismo, dois courts de ténis, pavilhão com vestiários e armários pessoais, chuveiros e banhos de imersão, sala de estar e de jogos, sem esquecer a cozinha equipada para a preparação de refeições ligeiras. Este complexo ficou a ser o melhor de então em Portugal e situava-se no mesmo local do primeiro campo, ao lado do Chafariz das Mouras.

“Estádio do Campo Grande”

Entrada para o Estádio e o restaurante “Campo Grande”

2º Encontro de futebol Lisboa-Madrid em 22 de Abril de 1928. Resultado 2-2

O “Sporting Club de Portugal” saiu do Sítio das Mouras para ocupar o Campo Grande 412, no dia 1 de Abril de 1917, data da sua inauguração. Este campo, anteriormente arrendado ao “Lisboa Football Club”, que entretanto se extinguiu, sofreu amplas melhorias levadas a cabo pelo arquitecto António do Couto que só foram possíveis graças ao dedicado dirigente Mário Pistacchini, que adiantou os quase 53 mil escudos necessários para as obras, na condição de o SCP lhe pagar quando pudesse, o que se veio a verificar uns anos mais tarde. Na sequência de acordos patrimoniais com a Câmara Municipal de Lisboa, o Sporting em 1940, num gesto de boa vontade, cedeu este campo ao eterno rival “Sport Lisboa e Benfica” quando este clube foi obrigado a abandonar o “Campo nas Amoreiras” para realização das obras  de construção do “Viaduto Duarte Pacheco” e da “Auto-Estrada Lisboa-Estádio Nacional”. Este estádio ficaria conhecido como a “Estância de Madeira” por ser totalmente construído em madeira.

“Estádio do Campo Grande” mais conhecido pela “Estância de Madeira”

Novo “Estádio do Campo Grande” mais conhecido pela “Estância de Madeira” já em remodelação

O quarto campo foi como que um regresso às origens. O “Stadium de Lisboa”, ou “Estádio do Lumiar”, tinha campo de futebol, pista de atletismo e velódromo, embora um pouco degradado. Este recinto, que viria a ser o cenário de tempos gloriosos do futebol leonino - caso do aparecimento dos “Cinco Violinos” - foi arrendado a 30 de Abril de 1937. Na sequência de acordos patrimoniais com a Câmara Municipal de Lisboa, o “Sporting Clube de Portugal”  tomou posse do Stadium, remodelando-o em 1947 com arrelvamento do terreno de jogo, a regularização da pista de atletismo e de ciclismo e a construção de bancada de cimento nos topos. Após esta transformação, o quinto campo de jogos leonino foi inaugurado em 13 de Junho de 1947, com um jogo de futebol entre os leões e o Atlético de Bilbau (4-4, no final da partida), ficando este recinto com um marco histórico: seria o primeiro campo de jogos do “Sporting Clube de Portugal” conhecido por “Estádio José Alvalade”, como viria a acontecer aos dois recintos desportivos que lhe seguiram.

“Stadium de Lisboa” ou “Estádio do Lumiar”

 

O edifício fabril que se vê ao fundo na foto anterior da esquerda, era pertença da “Fábrica Metalúrgica do Lumiar”, antecessor do edifício da “General Electric” que passaria, anos mais tarde, a fazer parte do complexo de Estúdios da RTP, os chamados Estúdios do Lumiar”.

Primeiro estádio com o nome de “Estádio José Alvalade” inaugurado em 13 de Junho de 1947

O sexto campo do “Sporting Club de Portugal”  viria a ser o “Estádio José Alvalade”  inaugurado a 10 de Junho de 1956, nos terrenos da Quinta das Mouras, propriedade de José Alfredo Holtreman Roquette, neto do visconde de Alvalade, Alfredo Augusto das Neves Holtreman. Relembro o que referi no início, que José Alfredo Holtreman Roquette, mais conhecido por José Alvalade (1885 - 1918) tinha sido o fundador e primeiro sócio do “Sporting Club de Portugal “ em 1 de Julho de 1906, juntamente com os irmãos Stromp, Henrique de Almeida Leite Júnior e os irmãos Gavazzo.

Cartaz do “Sporting Club de Portugal” de 1955

A construção do novo Estádio, cujo projecto dos arquitectos Anselmo Fernandez e António Augusto Sá da Costa, foi autorizado em 18 de Dezembro de 1954,  foi financiada em parte pelos sócios do clube, incluindo as comissões Central do estádio, do Cimento e das Festas, e do Concurso Publicitário. Através de rifas e donativos, obtiveram-se 7.716.539 escudos. O início da sua construção teria lugar em 27 de Março de 1955.

Maquetas das diferentes propostas para o novo “Estádio José Alvalade”

 

Estádio em construção

No mesmo ano que comemorava o “Sporting Clube de Portugal” as suas bodas de ouro, na cerimónia de inauguração do novo recinto desportivo leonino, esteve presente o então Presidente da República, General Craveiro Lopes, que assistiu a um desfile de 1.500 atletas leoninos. Estiveram, igualmente, representadas nesta inauguração 31 federações e associações, 200 clubes e 70 filiais do SCP.

Inauguração do novo “Estádio José Alvalade” em 10 de Junho de 1956

De entre as várias instituições presentes destaca-se as do “Clube de Futebol Os Belenenses”, com mais de 300 atletas. O estandarte do “Sporting Clube de Portugal” desfilou poucos minutos depois de ter recebido a Ordem de Mérito Desportivo pelo Presidente da República, tendo sido transportada por Oliveira Duarte, Afonso Salcedo e Oliveira Martins, tendo José Travassos transportado a bandeira da “Federação Portuguesa de Futebol”. Este foi o maior desfile desportivo até então realizado em Portugal, abrilhantado mais ainda pelo facto de ao público ter sido pedida a presença com vestuário com as cores do clube, ao que a grande maioria aderiu. Até o presidente da mesa do “Sport Lisboa e Benfica”, Ribeiro dos Reis disse: «Tenho muito prazer em prestar homenagem ao nosso rival de sempre, compreendendo perfeitamente a maré alta de entusiasmo que vive neste momento a sua massa associativa, ao ver de pé uma obra de tamanha envergadura».

O jogo de inauguração do novo estádio do “Sporting Clube de Portugal”  disputado entre este e o “Vasco da Gama” do Rio de Janeiro, terminou com a vitória do “Vasco da Gama”, por 3-2. Este jogo teve, ainda, a particularidade de Juca (médio leonino) ter sido o autor do 1º golo marcado no novo estádio, mas …. marcado na própria baliza defendida por Carlos Gomes mas que não deixou de ser o 1º golo apontado no “Estádio José Alvalade”.

Uma das principais características do novo “Estádio José Alvalade”, com capacidade para 52.411 espectadores, era a sua pista de atletismo feita em tartan. Pista que antes de ser colocado o piso sintético também serviu muito o ciclismo, inclusive as famosas chegadas da “Volta a Portugal em Bicicleta”.

   

  

 

 

Mais tarde, em 1983, por força do presidente João Rocha, concretizou-se uma velha ambição de todos os sportinguistas, para que as instalações do Estádio fossem melhoradas. Assim foi feito o “fecho” do mesmo através da construção da chamada “Bancada Nova”, que substituiu o peão herdado do recinto anterior, aumentando a capacidade do “Estádio José Alvalade” para 75.000 espectadores. O espaço por debaixo da bancada foi muito bem aproveitado entre outras coisas para a construção de uma piscina e de um pavilhão para as restantes modalidades desportivas, a chamada “Nave de Alvalade”.

Em 1984, com esta bancada, o “Sporting Clube de Portugal” possuía no estádio e imediações 40 ginásios, sete pavilhões, uma pista de gelo, dois campos de treinos relvados, pista de tartan e o Estádio com capacidade para 75.200 espectadores.

Antigo Pavilhão Desportivo do SCP que viria a ser demolido para no seu lugar ser construída a Estação de Metro

Este Estádio viria a ser demolido e substituído pelo novo estádio do “Sporting Clube de Portugal” inserido no complexo “Alvalade XXI” , e inaugurado a 6 de Agosto de 2003, no âmbito das construções de novos estádios para o Campeonato da Europa de Futebol de 2004.

Novo “Estádio José Alvalade” no complexo “Alvalade XXI”

 

Principais características do actual “Estádio José Alvalade” :

Arquitecto - Tomás Taveira

Empresas construtoras - Alves Ribeiro, Novopca, Martifer, Tecnovia, Efacec, IBM e Siemens

Arranque da obra - 15 de Janeiro de 2001

Inauguração do Estádio - 6 de Agosto de 2003 (abertura de portas às 18h 30m)

Dimensões do relvado - 105 x 68 metros

Capacidade Total - 50.095 espectadores

Principal Distinção - Estádio “5 Estrelas’”da UEFA em Maio de 2005

Foi publicado, neste blog, em 7 de Junho de 2013 um  artigo acerca da história do “Estádio da Luz”  inaugurado em 1 de Dezembro de 1954 e pertença do “Sport Lisboa e Benfica”  e que pode ser consultado no seguinte link: Estádio da Luz

Brevemente será publicado um outro artigo acerca da história do “Estádio do Restelo” , inaugurado em 23 de Setembro de 1956 e pertença do “Cube de Futebol Os Belenenses”.

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Bibliografia: Site oficial do Sporting Clube de Portugal

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Mário Novais), Sporting Clube de Portugal