O “Cinema-Teatro Monumental”, localizado na Praça Duque de Saldanha em Lisboa, e propriedade da “Sociedade Administradora de Cinemas, Lda.”, do major Horácio Pimentel, foi inaugurado no dia 8 de Novembro de 1951.
No alçado lateral do edifício, sobre a Avenida Fontes Pereira de Melo, era inaugurado em 17 de Setembro de 1955, o café, casa de chá, snack-bar e restaurante “Monumental”, igualmente propriedade “Sociedade Administradora de Cinemas, Lda.”, e explorado por Amadeu Dias, que já detinha a exploração dos 3 bares do “Cinema-Teatro Monumental".
“Café Monumental” ainda em construção
A propósito, o “Diário de Lisboa” , neste dia, noticiava:
«O novo estabelecimento marca, indiscutivelmente, uma nova fase na vida comercial de Lisboa, pelo arrojo da iniciativa e os moldes modernos com que o seu proprietário sr. Amadeu Dias, o instalou. Homem de invulgar capacidade realizadora, espírito verdadeiramente empreendedor e cheio de mocidade, conseguiu com o seu Café Monumental dotar aquela zona da cidade com um estabelecimento de categoria e modelar organização, em todos os aspectos.
1961
O projecto inicial da obra era da autoria de sr. arquitecto Rodrigues Lima, pois fazia parte do bloco das casas de espectáculo. O seu proprietário confiou, porém, o seu desenvolvimento, dentro das novas exigências funcionais da exploração, ao notável decorador José Espinho e a Fred Kradolfer, outro artista de extraordinários méritos, que resolveram, com inteligência e gosto, os problemas de decoração, construção e mobiliário.
Mas muito contribui para o encantador ambiente do novo e elegante estabelecimento o excelente mobiliário fornecido pela consagrada casa Olaio, da Rua da Atalaia.»
Ementa, copo e talão gentilmente cedidos por Carlos Caria
De referir que no edifício à direita do “Cinema-Teatro Monumental”, na lateral da Avenida Fontes Pereira de Melo, inaugurar-se-ia no ano seguinte, em 29 de Novembro de 1956, o café, salão de chá, restaurante e pastelaria “Monte Carlo”. Este café era propriedade da empresa “A Caféeira”, fundada em 1866 e sediada em Matosinhos, Porto, que já era proprietária da “Casa Chineza”, na Rua Áurea e do café “Ribatejano”, na Rua dos Anjos, em Lisboa.
29 de Novembro de 1956
fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Mário Novais), Rua dos Dias que Voam