8 de janeiro de 2016

Snack-Bar “Galeto”

O restaurante e snack-bar "Galeto" foi inaugurado em 30 de Julho de 1966, na Avenida da República, em Lisboa com a presença do subsecretário de Estado da Presidência do Conselho e de representantes do Comissariado do Turismo. Propriedade de um grupo de portugueses emigrados no Brasil, onde já possuíam vários restaurantes no Rio de Janeiro, foi da autoria dos arquitectos Joaquim Bento d’Almeida (1918-1997) e Víctor Palla (1922-2006). A “Sociedade de Restaurantes Galeto, Lda.” era constituída pelos sócios Arlindo Gonçalo, Isidro Moreira, Arlindo de Castro, António Ferreira, Manuel Grave e António de Oliveira.

Fachada do “Galeto” no ano da sua inauguração, em 1966

  

Arquitectos Victor palla e Bento d’Almeida junto aos sócios do “Galeto”, no dia da inauguração

«O grupo de capitalistas em questão, sabendo do desenvolvimento turístico do país, quis, também, prestar o seu contributo - e pode bem dizer-se que foi um contributo notável, a que corresponderá, num futuro tão breve quanto possível, propósitos mais latos: o erguer de um grande hotel, provavelmente em Lisboa.»

À altura da inauguração, no primeiro piso do "Galeto", construído pela “Sociedade de Construções Amadeu Gaudêncio”, situava-se o snack-bar com capacidade para 125 pessoas, e na cave o restaurante com 78 lugares.

   

«Estas belíssimas instalações, que importaram numa quantia de cerca de dez mil contos e são servidas por pessoal competentíssimo, vieram, na hora própria, proporcionando mais um restaurante de categoria na cidade de Lisboa, onde tdodas as iniciativas deste género não são de mais, atentas às responsabilidades turísticas da capital portuguesa.»

9 de Setembro de 1966

O “Galeto”, actualmente

    

      

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Arquivo Municipal de Lisboa, Hemeroteca Digital de Lisboa

1 comentário:

Manuel Tomaz disse...

Era um estilo de Restaurante diferente dos que haviam até então em Lisboa. O seu nome era conhecido por muitos Lisboetas desses anos que o frequentavam, o que eu bem recordo.
Os meus cumprimentos,
Manuel Tomaz