Restos de Colecção: Hospital Cruz Vermelha

13 de setembro de 2026

Hospital Cruz Vermelha

O actual "Hospital Cruz Vermelha", em Lisboa, foi inaugurado em Lisboa, a 1 de Fevereiro de 1965, com a denominação de "Casa de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa", tendo sido projectada pelo arquitecto Sebastião Formosinho Sanchez (1922-2004). Era propriedade da "Cruz Vermelha Portuguesa" fundada, pelo médico militar José António Marques (1822-1884), em 11 de Fevereiro de 1865, com a denominação de "Comissão Portuguesa de Socorros a Feridos e Doentes Militares em Tempo de Guerra" e posteriormente, a partir de 1877, denominada "Sociedade Portugueza da Cruz Vermelha", comemorando, portanto, o seu 1º centenário dez dias depois da inauguração da sua Casa de Saúde.

Este hospital tem a sua génese em 1904, quando médico Dr. Gomes de Amorim, adquire um terreno com 30.000 metros quadrados, num lugar denominado "Santo Antonio da Convalescença" no Bairro Heredia, à Estrada de Bemfica, com a ideia de ali construir a "Casa de Saude Portugal e Brazil". Par tal constitui com outros accionistas a empresa "Casa de Saude Portugal e Brazil, S.A.R.L.", e encomenda o projecto da casa de saúde ao arquiteto Alvaro Machado, sendo o mesmo apresentado em 1904. Era um projecto arrojado para a época, e contemplava quatro edifícios: "Edificio Central", "Edificio dos Alienados", "Maternidade" e "Hotel de Saude". Apenas foi construído o edifício denominado no projecto inicial de "Hotel de Saúde" - no desenho mais abaixo, e de 1906, o primeiro edifício ao subir a rua. 

 

Projecto inicial em 20 de Setembro de 1904

«Demos-lhe este nome porque ella se destina aos dois paises. A propaganda intensa que fazemos de norte a sul do Brazil, principalmente no Pará, Manaus, Pernambuco e Rio de Janeiro, onde teremos agentes nossos e na Africa Portuguêsa, esta propaganda, repetimos, intensa, permanente, profusa, conjugada com a necessidade que brasileiros e portuguêses do Brasil ou da Africa, teem, de, quando doentes, quer do foro cirurgico ou do foro medico, vir para a Europa, asseguram-nos que poderes recrutar ali uma grande clientela. (...)
Não podemos no momento actual estabelecer já uma tabela de preços, o que desde já podemos afirmar é que não serão excessivos. Os accionistas, é claro, terão, como é de uso, um desconto certo.
Na escolha do pessoal seremos meticulosíssimos exigindo que seja, material e moralmente perfeito, tanto quanto possivel, de sorte que, não haja a minima rasão de queixa. A questão alimentar mereceu nos especial attenção tendo encarado o assumpto sob todas as faces O leite, por exemplo, é fornecido por vaccas que são propriedade da casa de saude, permittindo-nos portanto uma fiscalização rigorosa. Os legumes, fructas, etc., como temos bastante terreno para plantar, não precisaremos compra-los, servimos assim melhor os clientes, e, ponto de vista economico, é preferivel.» in: "A Construcção Moderna" de 20 de Setembro de 1904.


"Casa de Saude Portugal e Brazil"


13 de Maio de 1906

Em 1906, era constituida a "Casa de Saude Portugal e Brazil, sociedade anonima de responsabilidade limitada", Bairro Heredia, Estrada de Bemfica, e com sede provisoria na Calçada da Estrela, 131 r/c, em Lisboa.

Mas só em Março de 1907 era lançada «a primeira pedra», e a revista "Brasil-Portugal" nessa data iniciava a notícia do seguinte modo:

«Lisboa vae ser dotada com mais um estabelecimento hospitalar.
Foi ja ha dias lançada a primeira pedra para esse edificio. No alicerce da fachada ficou encerrada uma caixa de folha com as moedas de prata, nickel e cobre actualmente em circulação e um auto assignado pelas pessoas presentes.
Assistiram a ceremonia o director da futura casa de saude, que sera denominada Portugal e Brasil, dr. Gomes de Amorim, o vice-presidente e o secretario da assemblea geral, rev. Alves Diniz e Silva Diniz, o conselho de administração, sr. visconde de Barreira, Pacifico de Sousa, Carlos Gomes, muitas senhoras e jornalistas.
O terreno destinado a edificação é n'uns terrenos adjacentes á estrada de Bemfica e com entrada pelo bairro Heredia.»


Imagens de 16 de Março de 1907


Dr. Gomes de Amorim no uso da palavra, na cerimónia da «primeira pedra»

A "Casa de Saude Portugal e Brasil", viria a abrir logo nos primeiros meses de 1909.




Imagens de 16 de Março de 1909

O jornal "Occidente" de 20 de Junho de 1910, num extenso artigo acerca desta casa de saúde, e donde retirei as fotos seguintes, relatava:


«Ali estivemos de visita, muito amavelmente recebido pelo sr. dr. Gomes de Amorim, que nos franqueou todo o edificio, para o qual se entra por um espaçoso vestibulo cujas paredes revestidas de lambris de marmore, sobrepondo se lhes apainelados de estuque, é fechado por um guarda vento envidraçado, deixando ver a ampla escadaria que dá acesso ao primeiro andar.

No pavimento terreo esta a residencia do diretor gerente, á direita, e na ala esquerda as instalações hidroterapica, refeitorio do pessoal, dispensa, rouparia, farmacia, gabinete do fiscal, e uma sala de espera, comodamente mobilada, que se depara logo á entrada. Ao fim desta ala um balniario para douches e banhos de agulheta e a cosinha. Todas estas instalações são irrepreensiveis de asseio e ordem.


Subindo ao primeiro andar pela ampla e elegante escada, a que nos referimos, e que se desdobra em dois lances de suave acesso, entra se num longo corredor de setenta e dois metros de comprido, que abrange toda a estensão do edificio, e para o qual abrem suas portas 24 quartos, alguns com ante camara, inundados de luz que entra pelas janellas a iluminar as paredes de estuques claros, revestidas até certa altura de lambris de marmore artificial de facil limpesa, sendo o chão de lanitite.
Desoito destes quartos tem mobilia de nogueira perfeitamente acabada. Os restantes quartos tem moveis de ferro invernisados a branco e doirado. Em todos elles nada falta a comodidade das pessoas que ali habitarem, tendo em vista que tudo tem um aspeto alegre, que impressiona bem o espirito, fazendo esquecer completamente que se está numa casa para tratamento de doentes.
Foi esta a impressão que nos fez e parece que fará a quantos ali vão.




Os quartos deste primeiro andar são destinados a homens; os do segundo andar, em tudo eguaes áquelles, são destinados a senhoras. Nestes pavimentos ha casas de banho assim como retretes. Entre o primeiro e o segundo pavimento, há a secção de operações, perfeita e amplamente instalada, compondo se de tres salas: a de esterilisações, a de operações e a de observações, com todo o material mais moderno, fornecido pelo Instituto Pasteur.


Os grandes corredores, que atravessam todo o edificio, oferecem um estenso passeio aos doentes, tendo o corredor do ultimo pavimento uma béla galaria em cada um dos seus extremos, com terraço onde se gosa o bom ar assim como um esplendido panorama até á serra de Cintra, de que se ve o Castelo da Pena.
Ao centro deste pavimento fica uma sala luxuosamente mobilada, para as senhoras, iluminada por uma ampla janella, da qual se desfruta tambem o lindo panorama de edificios e campos que se estendem para o nascente.
Resta nos referir a sala de jantar guarnecida de mesas independentes para cada doente ou familia, e que está mobilada com extrema elegancia e comodidade.
Ha tambem uma sala de bilhar.


Todo o edificio é iluminado a luz eletrica, com instalação propria, em uma casa de tijolo situada no parque, Neste ha tambem um reservatório para 50 metros cubicos de agua, que uma bomba eletrica eleva a 122 metros de altura, na encosta, onde ha outro reservatorio de 300 metros do qual se reparte, por meio de canalisação, a agua para todos os serviços do edificio.


Um estabelecimento modelar, com acomodações para cincoenta doentes, que além de receber estes, tem a vantagem de receber também as pessoas de familia que os queiram acompanhar, para o que tem todo o serviço como o dos melhores hoteis.
Não obstante a casa de saude ter os seus medicos, principiando pelo diretor-gerente da mesma, os doentes tem completa liberdade de se tratarem com clinicos da sua escolha e em que mais confiem, podendo realisar ali todas as operações de que possam carecer, para o que nada falta.
A media das pensões regula de 28$500 a 68$000 réis diarios, conforme os quartos que os doentes ocupam, pensão bastante moderada em relação ao que lá fóra se paga, se somarmos o que custa separadamente cada serviço.»


1910


28 de Fevereiro de 1911

Não funcionou muitos anos como "Casa de Saude Portugal e Brazil", e em 1919 é adquirida pela "Cruz Vermelha Portuguesa", que arrenda o espaço e cujos arrendatários mudam a denominação para "Casa de Saude de Benfica" que veio substituir a anterior. Sob a direção do Dr. Lopo de Carvalho, viria a ser profusamente remodelada em 1930. Na ocasião o jornal "Diario de Lisbôa" relatava:

«Não contentes, ainda, com as suas esplendidas condições, os proprietários da Casa de Saude de Benfica remodelaram-na completamente, introduzindo-lhe grandes melhoramentos.
Desses melhoramentos, devem destacar-se as enormes e admiraveis galerias de repouso, situadas nos extremos do edificio, que oferecem o maior conforto, tendo as melhores condições de higiene. (…)
No rés-do-chão, fica a sala de estar e a sala de jantar, ambas com estilo moderno e com todas as comodidades exigidas. Junto à copa, procede-se á lavagem e a desinfecção de louças, copos e talheres, feitas sempre com todo c cuidado, como os proprios doentes pódem verificar. E, ha, além disso, no mesmo pavimento, as diversas instalações dos serviços internos.
Os aposentos destinados aos hospedes e aos doentes ficam no primetro andar e no segundo, sendo na parte norte o consultorio, o gabinete de tratamentos, as copas e os quartos de servico e havendo nos extremos as confortaveis e amplas galerias de repouso.




Todos os quartos têm luz electrica, sistema especial de ventilação e de aquecimento central, permitindo uma lemperatura média permanente de 15.° centigrados. (…)
As salas de operacões, modernissimas e cheias de luz, estão instaladas entre o primeiro e o segundo andar, sendo o chão de mármore.
A instalação da cosinha mereceu tambem a maior atenção porque todos sabem como é desagradavel o cheiro resultante da preparacão dos alimentos. Por isso, foi construída isoladamente do resto do edifício. (…)
A Casa de Saude de Benfica é dirigida pelo ilustre professor dr. Lopo de Carvalho, e tem como médico interno o sr. dr. Nuno dos Santos, que reside no estabelecimento. Mas quasi todos os medicos de Lisboa enviam para lá doentes, seja para operações, seja para outros tratamentos. E qualquer doente póde escolher para seu medico assistente o clinico que entender, sendo-lhe dadas na Casa de Saude todas as facilidades necessarias, e havendo três enfermeiros que tomam a seu cargo as prescrições e indicações do medico do doente. O medico interno prestará todos os serviços de urgencia e os que lhe indicar o medico assistente do enfermo.
Um detalhe que convem fixar: São admitidos, na Casa de Saude de Benfica, os doentes de medicina Interna não contagiosos; os que necessitem de qualquer intervencão cirurgica, e as pessoas fracas ou esgotadas que desejem submeter-se a uma cura de repouso num clima de planicie. E' recusada a admissão aos doentes atacados de alienação mental e aos doentes contagiosas, exceptuando-se os que necessitem de qualquer intervenção cirurgica, havendo para eles três quartos especialmente reservados.
A pensão oscila entre 60 e 100 escudos, incluindo quarto, alimentação luz, aquecimonto e serviços de enfermagem fazendo-se descontos a quem pernanecer durante mais dum mes.
Em resumo: os portugueses têm, em Lisboa, a dois passos do electrico e a dois quilometros do Rossio, uma Casa de Saude magnifica, especialmente construida para esse fim, em condições que rivalizam com as dos melhores estabelecimentos estrangeiros do genero.»


3 de Maio de 1930


6 de Junho de 1930


10 de Setembro de 1957

A "Casa de Saude de Benfica", localizada na, já, Rua Duarte Galvão, 54 em "Santo António da Convalescença", encerraria definitivamente em 1958, e seria demolida em Março do mesmo ano, em resultado de um processo de aumento rendas pretendido pela Cruz Vermelha, e posterior acordo na desocupação do imóvel por parte dos inquilinos. No seu lugar a "Cruz Vermelha Portuguesa" construiu a "Casa de Saúde de Santo António da Convalescença", cuja construção teve início em Maio de 1958 e sob o projecto do arquitecto Sebastião Formosinho Sanches (1922-2004).

11 de Fevereiro de 1960

Num artigo do "Diario de Lisbôa" de 30 de Novembro de 1961, quando o novo hospital já estava em fase de acabamentos, e a propósito da visita do Ministro das Obras Públicas, engenheiro Eduardo de Arantes e Oliveira (1907-1982) ...

«O novo estabelecimento hospitalar compõe-se de um edifício de 6 pisos, tendo no ultimo andar um amplo terraço, de onde se desfruta um excelente panorama, abarcando a serra de Monsanto, Amadora, Queluz e parte da cidade. Neste andar ficam instalados 80 quartos, dispondo de casas de banho privativas. Este novo edifício possui todas as condições técnicas apropriadas a uma casa de saude, e encontra-se num ponto privilegiado para o fim a que se destina. (...)
Todas as obras do edifício importaram em cerca de nove mil contos, faltando ainda os acabamentos do edifício e o respectivo equipamento, que está orçado em cerca de seis mil contos. (…)
Dispondo de uma cave, com cem metros quadrados, destinada a casa de máquinas, o edifício - que terá a altura de 21 metros - disporá de cinco ascensores, entre eles dois montacargas e um para condução de camas No primeiro piso, ficarão instalados os serviços de secretaria, arquivos, tesouraria, cozinha, refeitorio, dispensa e armazens, vestuário, eabina eléctrica, instalações de aquecimento, dependências arrumações e instalações sanitárias, tendo ainda um bar.
O segundo piso disporá de sala de visitas, de uma série de quartos, de agentes físicos, de farmacia, de instalações para médico e pessoal de enfermagem, de copas e de instalações sanitárias.
No terceiro piso, destinado a maternidade, ficará série de quartos. casas de banho, arrecadações, salas de visitas e dormitórios para crianças, com instalações independentes para recem-nascidos prematuros, biberons e tratamentos, desinfecção e sala de partos.
O quarto piso será constituído por duas salas de operações com salas independentes de anestesia e reanimação, quartos, sala de visitas, copa, instalações sanitárias, dependências para pessoal de enfermagem e uma capela.
O quinto piso destina-se a internamento geral, dispondo também de uma série de quartos, com central de esterilização, sala de operações, também com dependências para anestesia e reanimação, sala de visitas, copa e instalações para clínicos e enfermeiras.
O sexto piso é constituído quartos particulares, dispondo cada um de casa de banho e instalações sanitárias privativas, e dispõe também de sala de visitas, copa e instalações para vigilantes e mais pessoal.
O ultimo piso, o sétimo, que fica no terraço coberto. disporá de um amplo refeitório de acompanhantes, de uma sala de estar, de copa e de serviços sanitários.
É arquitecto da obra o sr. Formosinho Sanches, e construtor o sr. Carlos Eduardo Rodrigues.»


A "Casa de Santo António da Convalescença", mais conhecida por "Casa de Saúde da Cruz Vermelha" viria a ser inaugurada a 1 de Fevereiro 1965, «para dar resposta na avaliação, diagnóstico e tratamento dos doentes com graves ferimentos sofridos na guerra colonial através do desenvolvimento das áreas da traumatologia e neurocirurgia.» Muitos serviços e especialidades foram entrando em funcionamento ao longo desse mesmo ano. Em 1 de Abril de 1965 aquando da vista da imprensa o "Diario de Lisbôa" noticiava:

«A Casa de Saude de Santo António da Convalescenca, da Cruz Vermelha Portuguesa, edifício que se ergue precisamente no local onde existiu a conhecida Casa de Saude de Benfica, ao topo da Rua Duarte Galvão e rodeada por arvoredo, foi durante a manhã de hoje, visitada pelos representantes da Imprensa, da Rádio e da Televisão.
Os visitantes foram recebidos pelo sr. coronel Mateus Cabral, secretário-geral da Cruz Vermelha Portuguesa: dr. Lopes da Costa, director clinico; dr. Fernando Caldeira, D. Maria da Graça Silva Dias, enfermeira superintendente e chefes de servicos. O sr. coronel Mateus Cabral, antes do começo da visita ao importante imóvel que se encontra já devidamente apetrechado e, em parte, já a funcionar, agradeceu em nome do presidente nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, prof. dr. Castro Freire, a presenca dos representantes dos órgãos de informação. Depois fez uma breve descricao do notavel empreendimento.
Afirmou que a Casa de Saude da C. V. P. pode e deve ser utilizada por todos, pois não é privativa de qualquer sociedade. E' para todos e não apenas para alguns. Em virtude dos grandes investimentos - pois a sua construção e o respectivo equipamento custou cerca de 20 mil contos - é justo que ali os que podem paguem, os que podem pouco paguem menos, mas haverá casos em que não se pagará nada.
Não há corpo clínico privativo, mas sim o director clínico e o médico residencial, de clínica geral. As enfermeiras que ali servem foram formadas na Escola de Enfermeiras da C. V. P.
Foi depois percorrido todo o grande e moderno imóvel, que abrange uma área de 1140 metros quadrados. Com a altura de 21 metros, dispõe de cinco ascensores..»

Três anos depois da sua abertura, a 6 de Setembro de 1968 esta Casa de Saúde ficaria «nas bocas do mundo» quando o Presidente do Conselho, Dr. António de Oliveira Salazar (1889-1970), ali foi internado.

«Do Hospital de S. José, o doente é conduzido para a Casa de Saúde de Benfica: chega pelas onze e meia da noite, é conduzido ao elevador de serviço, na parte de trás do edifício: parece acordado e consciente, mas é nitida a sua dificuldade em mover os membros direitos: e fica logo internado no quarto 68.
Mota Veiga, vindo de Cascais, e Paulo Rodrigues já se encontram em Benfica. Na ala que foi entretanto desocupada no sexto andar, e além do quarto para Salazar, estão preparados outros compartimentos contiguos: para os médicos, entidades oficiais, agentes de segurança, visitas: e ao fundo do corredor, no outro extremo, um quarto para a governanta, que acaba de chegar noutro automóvel com Maria Lívia Nosolini. Pelo país, não há ainda um rumor e nada transpirou nas redacções dos jornais, sem embargo do que Manuel Figueira surpreendera; mas apesar disso o subsecretário de Estado dá ordem aos serviços de censura para cortarem qualquer noticia sobre a saúde do presidente do Conselho. É uma hora da madrugada de 7 de Setembro.» in: "Salazar O Último Combate" VI Vol. (1964-1970) de Alberto Franco Nogueira (1918-1993).

À espera para assinar o livro de cumprimentos ao presidente do Conselho, em 22 de Setembro de 1968

O actual "Hospital Cruz Vermelha" desenvolve a sua atividade com o propósito de prestar cuidados de saúde especializados, tendo em conta as necessidades do setor em que se insere. O hospital tem como eixo prioritário da sua missão, a melhoria contínua da qualidade clínica e da segurança do doente, visando a obtenção de resultados suportados nas melhores práticas médicas.


Este hospital é, desde Novembro de 2022, detido pela "Santa Casa da Misericórdia de Lisboa" (54,79%) e pelo Estado português, através da "Parpública - Participações Públicas, SGPS, S.A." (45%). Tem como Presidente do Conselho de Administração Luís Filipe Pereira e Vice-Presidente Maria do Carmo Neves.

Localizada em Lisboa, numa área superior a 10 mil metros quadrados, o "Hospital Cruz Vermelha" tem mais de 60 camas de internamento, realiza por ano mais de 100 mil consultas, cinco mil cirurgias e seis mil atendimentos urgentes, e conta com uma equipa de quase 700 pessoas, integrando o corpo clínico mais de 500 profissionais.



fotos in: Hemeroteca Digital de Lisboa, Arquivo Municipal de LisboaBiblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Mário Novais), Delcampe.net, Hospital Cruz Vermelha, Fotold, Casa Comum

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