Restos de Colecção: "Teatro Dona Maria Pia" em Leiria

14 de janeiro de 2026

"Teatro Dona Maria Pia" em Leiria

O "Theatro Dona Maria Pia" foi inaugurado no dia 8 de Dezembro de 1880, no Campo de D. Luiz I, em Leiria - entre o antigo Convento de Sant`Ana e o jardim público Luís de Camões, - actual Largo de Goa, Damão e Diu. 

Foram seus fundadores: Alfredo de Ataíde Soares de Albergaria (2º Visconde de S. Sebastião), Dr.  Antonio Rino Jordão, Miguel Joaquim Leitão, José de Faria Pinho e Vasconcelos Soares de Albergaria (2º Barão do Salgueiro), Capitão João Lúcio Lobo, Thomaz de Aquino Victor, Francisco Pereira da Silva e Dr. Afonso Xavier Lopes Vieira. O «lançamento da primeira pedra» ocorreu a 3 de Outubro de 1878. Os "Estatutos do Theatro Dona Maria Pia" seriam aprovados em 1 de Janeiro de 1880.




Antes e após a construção do "Theatro Dona Maria Pia"



Prinicpal fundador do "Theatro Dona Maria Pia"



Ala lateral do "Theatro Dona Maria Pia"

Por ocasião da sua inauguração a revista "Occidente" de 1 de Fevereiro de 1881 noticiava:

«O theatro de D. Maria Pia foi edificado no campo de D. Luiz I, correndo parallelo ao antigo convento de Sant'Anna, com o qual fórma uma vasta e espaçosa rua.
A architectura externa do theatro é simples, em compensação o theatro por dentro e d'um luxo extraordinario, d'uma elegancia que o colloca acima de todos os theatros de provincia. No rés-do-chão ha um vasto salão que serve de vestibulo communicando com a casa do bilheteiro, o botequim e com as elegantes escadas que conduzem a parte superior do edificio, Entrando por esse salão encontra-se um bonito arco, e logo depois as escadarias amplns dos camarotes e ao fundo a porta quo abre para a platéa, tendo na parte superior o emblema da comedia, e escripto em letras abertas em talho dourado o nome do theatro. Na 1ª ordem ha 21 camarotes, largos, com bellas coxias que dão para um vasto salão de entreactos tendo nos topos a toilette e um botequim especial, Na segunda ordem ha egual numero de camarotes. A platea tem 132 cadeiras, e 100 logares de geral, e é circumdada por 10 frizas.
A sala é em feitio de ferradura, é elegantissima, perfeitamente illuminada por numerosos candelabros suspensos dos camarotes, todos gradeados em florões dourados e corrimãos estofados a carmesim vivissimo, d'um bello effeito. O tecto do theatro è cheio d'ornatos e arabescos dourados, e o panno de bocca, pintado em Milão, e offerecido no theatro pelo accionista de Lisboa o sr. José da Silva Bento e Sousa, é magnifico e representa uma cortina sobrepujada por um docel a que se abriga um grupo de creancas sob as bandeiras portuguezu e italiana, allegoria á caridade regia da augusta princeza de quem o theatro tem o nome.
O palco é vasto, tem camarins espacosos e ja possueum sofrivel numero de vistas pintadas pelos scenographos Roclmn e Barros.
O theatro foi edifcado por uma sociedade de que foi a alma, e o iniciador, o sr. Miguel Joaquim Leitão, aos esforços, e trabalhos infatigaveis dos quaes Leiria deve hoje o seu bello thestro. A sociedade e por accoes espalhudas por muitas pessoas influentes da localidade e de outros pontos do paiz. A primeira pedra para a edificacão do theatro foi lancada, com grande pompa, no dia 3 d'outubro de 1878, assistindo a esta solemnidade a commissão promotora, a camara municipal e outras auctoridades de Leiria.
A inauguracão realisou-se com todo o brilho na noite de 8 de dezembro, com um espectaculo desempenhado por curiosos, abrindo com o hymno de El-Rei D. Luiz, executado pela orchestra, e um hymno de saudacão a S. M. a Rainha escripto pelo sr. Xavier Rodrigues Cordeiro, poeta natural de Leiria, e cantado pela sociedade dramatica. A peça de inauguracão d'este theatro, construido em dois annos e um mez, fol o drama Abel e Caim do fallecido escriptor Antonio Mendes Leal.»



Sala de espectáculos


Pano de boca desenhado por Luigi Manini (1849-1936)

Lembro que o primeiro teatro que existiu em Leiria foi o "Theatro do Relego" inaugurado em 1818. Acerca do mesmo, Sousa Bastos no seu "Diccionario do Theatro Portuguez" de 1908 escreveu:

«Foi construido no local onde depois esteve o cartorio do tabellião Ireno Roberto Dias, na rua que actualmente se chama de S. Braz.
Foi feito por subscripção, por iniciativa de William Ioung, official do exercito inglez, que viveu em Leiria durante 15 annos. Foi elle quem dirigiu a obra, que foi concluída em 1818, com a condição de só alli representarem amadores, os quaes eram escolhidos na primeira sociedade. Deram-se ali muitos e escolhidos espectaculos. 
Depois d'este theatro houve em Leiria outro chamado Theatro da Palha, armado na capella de S. Bartholomeu, á Portella, onde hoje existe um quintal; depois outro denominado do Farello, construido atraz da Misericodia, onde hoje ha um armazem de vinhos; ainda depois o Theatro de S. Pedro, na capella da mesma invocação, ao Castello. e mais tarde o Theatro do Cebo, no bairro dos Anjos, onde actualmente é a Escola Conde de Ferreira. Foi depois de todos estes que se edificou o Theatro Dona Maria Pia, de que tratamos n'outro logar.»

Em 14 de Setembro de 1889, o teatro de fantoches lisboeta "Theatro Pairet" dva «um salto» até Leiria ...

14 de Setembro de 1889

31 de Maio de 1909


2 de Janeiro de 1913


26 de Abril de 1914

Em 1915 o "Teatro D. Maria Pia" já exibia, no seu animatógrafo filmes mudos, como dava conta o "Jornal de Leiria" de 23 de Junho, na seguinte nota:

«Não se tem poupado a esforços para nos dar belos espectaculos a empreza exploradora deste teatro. No inverno tivemos o prazer de admirar no animatografo as melhores fitas da atualidade; ainda ha pouco se exibiu no palco deste teatro a companhia do Gimnasio de Lisboa. No passado domingo Fruzzi deliciou-nos com as transformaçoes, algumas tão rapidas e tao perfeitas que nos davam completa ilusao de ser mais dum actor que estaya no palco.
Na proxima 5.a feira, 24 novamente Fruzzi a coupletista madame Helene Mai e fitas sensacionais devem atraír ao elegante cinema numerosa concorrencia.
Bem hajam os emprezarios por trazerem a Leiria estas celebridades.»

O mesmo jornal em 21 de Janeiro de 1917, publicitava cinema, música e teatro no "Teatro D. Maria Pia"...

«Mais uma bela sessão cinematografica se realiza hoje neste teatro, com as interessantes peliculas 'Roubo da meia noite' e 'Roubo inexplicavel', em dois actos cada uma, a primeira da afamada marca Gaumont e a segunda da conhecida casa Seling O resto do programa é constituido por escolhidos films.
- Nos proximos dias 26, 27 e 28 do corrente, devem efectuar-se tambem neste elegante teatro, três récitas pela 'Tournée Elvira Baslos Ribeiro Lopes', que, segundo as noticias colhidas de varios jornais, tem obtido o maior sucesso nos palcos das principais terras do país. No primeiro espectaculo representar-se hão 'O dote', original do distinto escritor brazileiro Artur de Azevedo - e 'Como se escolhe um genro', engraçada comedia num acto, tradução de Antonio Carvalho. Na segunda noite, subirá á scena 'Chuva de netos', três actos adaptados da comedia americana, 'Baby Marry', por Gouveia Pinto, que nos dizem ser uma fabrica de gargalhadas. 
E finalmente na terceira, o programa é organizado com a peça em 2 actos de grande intensidade dramatica 'Ao telefone', original de Charles Foley e André de Lorde, tradução da atriz Elvira Bastos ; - e das peças em um acto, cada uma, 'Mobilização' e 'Furtar', respectivamente originais de Henrique Roldão e Bento Formosinho, e do ilustre dramaturgo Bento Mantua.
Os bilhetes encontram-se á venda no estabelecimento do nosso amigo Francisco Teixeira, sendo de esperar uma enorme concorrencia.»

26 de Setembro de 1925


Maio de 1932

Mas nem tudo sempre correu bem neste teatro, como atesta a seguinte nota publicada no "Jornal de Leiria" de 11 de Julho de 1917 ...

«Tournée Teodoro Santos e Tomaz Vieira

Mais uma companhia dramatica nos visitou, e, diga-se em abono da verdade, deixou bôa impressão. Estamos habituados a vêr tournées espalhafatosas, com muitos reclamos, muito barulho, etc., e afinal temos sido a maior parte das vezes ludibriados, pois os seus artistas supôem que na provincia ninguem sabe o que é teatro. Enganam-se e a grande actriz Angela Pinto que o diga quando se inaugurou o Teatro Moderno, desta cidade.
O publico e só o publico é que é o culpado, porque tolera tudo que os de fóra lhe veem impingir.
De passagem diremos que o publico para mostrar que tem auctoridade para se manifestar, é preciso que saiba estar no teatro com decencia e que tenha em atenção que um teatro não é uma praça de touros; o que se passou nestes espectaculos é uma vergonha e apenas atesta claramente que ha a mais completa falta de educação daqueles que supõem que estar no teatro é o mesmo que assistir a uma toirada na Moita ou a discutir politica no Barba-Azul ou no Magrinho.
Não sabemos para que existe um camarote que se diz ser da auctoridade. Onde está essa auctoridade? Quando está é só para assistir ao espectacuļo? Mais vale não aparecer.
Em Leiria atura-se tudo e aguenta-se uma bofetada de luva branca como a que deu o actor Teodoro Santos na recitação do Rei Lear. Que ideia irá fazer esta gente de nós? E' preciso que a auctoridade se saiba pôr no seu logar em noutes de espectaculo e que cumpra com a sua missão: manter a ordem - é para isso que lá vai.
O trabalho desta companhia foi aceitavel, havendo mesmo numeros bons e dum bélo desempenho, como fôsse o Agulheiro, o Alcoolico, a Morta e outras.
Esperaremos por novos espectaculos, e aguardaremos as providencias que a auctoridade tomará para a manutenção da ordem, e que compreênda duma vez para sempre que os que pagam querem ouvir e não pódem estar sujeitos ás incorreções de engraçados pretenciosos, de meninos a tossir, cadeiras a arrojar e tudo emfim que mais parece estar numa aldeia sertaneja do que numa capital de districto.»

Por ocasião da comemoração do 60º aniversário do "Teatro D. Maria Pia", a 8 de Dezembro de 1940 ...


«Como se vê, tudo se prepara para que a comemoração do 60.° aniversário do Teatro D. Maria Pia, resulte o mais brilhante possivel, revertendo o produto do espectáculo a favor da Sopa dos Pobres de Leiria.»

«O velho teatro D. Maria Pia serviu de palco a artistas de reputação mundial como os pianistas Nikita Magaloff, Arthur Rubinstein, a violoncelista Guilhermina Suggia, Sérgio Varella-Cid, Gaspar Cassadó e Pablo Casals. (...)
A vida cultural da pequena cidade desenvolvia-se à volta de três ou quatro eventos organizados pelo casal Tinoco. Ele, Agostinho de nome, era o reitor do antigo Liceu de Leiria, edificado junto à ponte Hintze Ribeiro, ela, Maria Carlota, era uma exímia pianista que haveria de ser docente no Orfeão de Leiria. Nos anos 30, ainda antes de se adivinharem no horizonte as nuvens negras da II Guerra Mundial, o Teatro D. Maria Pia acolhia as Horas de Arte, evento dedicado aos artistas locais e não só, organizado por Agostinho, com o apoio da Associação de Estudantes do Liceu de Leiria e onde Maria Carlota também tinha uma palavra a dizer.
Eram galas no Teatro Maria Pia, com as capas dos estudantes nos frisos e tinham a duração exacta de uma hora. Na primeira parte, havia conferências e declarações, na segunda, havia recitais de música de solistas, de câmara... e era transmitido em directo na rádio, até para o estrangeiro, com locução de Fernando Pessa”, recorda o arquitecto,  pintor, músico, compositor e poeta, José Luís Tinoco, filho do casal. Nascido em Leiria a 27 de Dezembro de 1932, recorda uma infância e adolescência vividas entre a praça Rodrigues Lobo, centro nevrálgico da capital do distrito, e o Teatro D. Maria Pia.» in: "Jornal de Leiria".


26 de Março de 1947

"Teatro D. Maria Pia" em foto dos anos 50 do século XX


5 de Julho de 1950

Segundo o "Centro de Estudos de Teatro", a última peça a ser representada no "Teatro D. Maria Pia", foi "Os Novos Patrões" representada pelo grupo teatral "Os Seis Novos", e estreada a 11 de Agosto de 1951. 

A difícil situação financeira do "Teatro D. Maria Pia" e o adiantado estado de degradação do edifício, começam a por em causa a continuidade cultural do mesmo.

Até que, o surgimento de uma nova administração, através de «um punhado de homens válidos», salva a situação. Entretanto, com o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), começa a germinar a ideia da construção de um novo teatro, acompanhado pelo facto de a Inspecção dos Espectáculos, alegando falta de segurança, encerrar por várias vezes o teatro.

Sala de espectáculos do "Teatro D. Maria Pia" antes do seu encerramento definitivo

Em 25 de Outubro de 1957, o "Diario de Lisbôa" noticia a adjudicação para a construção do novo Teatro:

«Foi adjudicada, finalmente, a empreitada de construção (1.° fase) do novo edifício do Teatro D. Maria Pia, desta cidade, que compreende as fundações, paredes, estrutura interior, cobertura e acabamento exterior. Os trabalhos foram adjudicados ao eng. João Monteiro da Conceição, das «Industrias Lena».
A notícia da adjudicação das referidas obras causou, como e natural, justificado regozijo em Leiria, que vai ter, num futuro muito próximo, um teatro modelo que muito prestigiará a cidade do Lis.
No entanto, é com bastante saudade que muitos Leirienses vêem desaparecer o velho Teatro D. Maria Pia, onde viveram noites inolvidáveis de arte e por onde passaram todos os grandes artistas da cena portuguesa de há meio século a esta parte.
Mas, em contrapartida, dentro de algum tempo surgira uma nova sala com todo o conforto, em que o publico sentirá, além da comodidade da plateia e do balcão, o conforto do aquecimento e, se possível, do ar condicionado. São também de considerar outros melhoramentos, tais como a luz da projecção, a luminosidade da nova tela panoramica e o sistema de som.
O novo edifício disporá de um salão para festas e conferências, com palco privativo, camarins anexos, etc. A lotação total da sala de espectáculos será de 949 lugares, assim distribuidos: plateia, 462; 8 frisas, 48; 1º balcão, 210; e 2º balcão, 229. Este terá bilheteira privativa, e acesso independente.
Na parte do edificio voltada a Poente, confrontando com a Rua Dr. Correia Mateus, ficará, no rés-do-chão, uma ampla sala que poderá destinar-se a «café».
A empresa do teatro já adquiriu um barracão desmontável que va instalar num dos largos da cidade a fim de não privar o publico, de sessões de cinema, durante o tempo que durarem as obras. Esta montagem será um tanto demorada, pois torna-se necessária construção, em alvenaria, da cabina para a máquina de projecção a colocação dos esgotos para a instalações sanitárias.
E' neste barracao que vão fazer-se os primeiros ensaios de programas em «cinemascope», «vista vision» e tela panoramica, dado que, no velho edifício, pelas suas reduzidas dimensões, se tornava impossível a montagem da tela necessária.»

Em Janeiro de 1958, tem lugar o último espectáculo no "Teatro D. Maria Pia". A projecção de filmes passa a realizar-se num barracão, adquirido no Montijo, por 100 contos (180.000$00). Instalado ao fundo do jardim, perto das escadas de acesso ao Marachão, o barracão de cinema, é inaugurado em 12 de Janeiro de 1958, com a exibição do filme "A Leste do Paraíso", realizado por Elia Kasan em 1955 e com James Dean como protagonista. O teatro viria a ser demolido de seguida.

Em 23 de Abril de 1962 iria à praça o terreno para a implantação do cine-teatro de Leiria, mas sem polémica ...

« A superfície do terreno é de 1900 metros quadrados; fica delimitado, a Norte e Poente, pelo Largo 5 de Outubro, a Sul pelo Jardim Público, e a Nascente pela Alameda do Marachão. A base de licitação é de 464 contos.
Segundo se prevê, haverá apenas um concorrente, a empresa do antigo teatro D, Maria Pia, desprovido do velho edifício em que estava instalada por demolição efectuada em 1958. Desde então, continuou a explorar um cinema, instalado «provisóriamente», na antiga praça das Sardinhas.
A' volta da construção do novo e indispensável cine-teatro levantou-se, nesta cidade, uma polémica conduzida pelo semanário local. Esta visa alterar a decisão da Câmara Municipal de construir o teatro nesse local. Muitas pessoas pensam que não seria de facto o mais indicado, mas o presidente do Município declara que só uma ordem governamental será capaz de alterar a decisão tomada por aquela entidade.» in: "Diario de Lisbôa"

E em virtude desta polémica, em 12 de Dezembro de 1963, ficou decidido o novo local para o novo cine-teatro de Leiria:

«O local que estava anteriormente previsto para a construção daquele cine-teatro foi posto de parte, tendo sido escolhido em seu lugar e aprovado já pelo sr. eng. Arantes e
Oliveira, o terreno situado ao fundo da Av. Herois de Angola, em local amplo e desafogado, pertencente aos herdeiros da familia Marques da Cruz.
O sr. arquitecto Carlos Ramos vai proceder agora á elaboração do projecto, prevendo-se que o lançamento da primeira pedra se efectue entre Abril e Maio próximos.
Com esta escolha ficou arrumado um assunto cuja solução se previra demorada, pois a grande maioria da população leiriense discordava do local inicialmente proposto.
A escolha agora feita foi agradávelmente acolhida por todos, visto que, dessa forma, o novo cine-teatro se erguerá por forma condigna com a grandiosidade e localização desafogada que todos desejavam.
O benemérito sr. José Lucio da Silva custeará, sózinho, toda a despesa inerente a construçao da nova sala de espectáculos que Leiria há muitos anos pedia e ambicionava, despesa que ultrapassará os 5 000 000$00 (5 mil contos) inicialmente doados para o efeito.
A população da cidade, que não esconde o seu regozijo pela solução encontrada, louva mais uma vez o gesto benemérito, agora ampliado de sr. José Lucio da Silva.» 
in: "Diario de Lisbôa"

Projectado pelo arquitecto Carlos João Chambers de Oliveira Ramos (1897-1969), o novo cine-teatro, "Teatro José Lúcio da Silva", viria ser inaugurado, em 15 de Janeiro de 1966, que passou a exibir peças teatrais e cinema. A sala de espectáculos oferece um total de 729 lugares sentados, distribuídos por: Plateia: 382+6 lugares para cadeiras de rodas; 1º Balcão: 150 lugares; 2º Balcão: 152 lugares;  Balcão Lateral: 9 lugares; Camarotes: 18 lugares.


fotos in: Hemeroteca Digital de LisboaArquivo Nacional da Torre do Tombo, Arquivo Digital de Leiria, Biblioteca Nacional Digital, Jornal de Leiria, Teatro José Julio da Silva, Blog Leiria, Leiria Tamanho e Desenho

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