O "Avenida Palace Club" abriu no ano de 1923, e veio substituir o "Club Mayer" (aberto em 1919), no "Palácio Lima Mayer", localizado na esquina da Rua do Salitre com a Travessa do Salitre, em Lisboa. Era propriedade da firma "Júlio de Resende, Lda.", de Júlio César de Resende, fundador do "Majestic Club" em 1918.
"Palácio Lima Mayer" onde estava instalado o "Avenida Palace Club", avistando-se a entrada do "Avenida Parque" à esquerda
Construído em 1900 por Adolfo de Lima Mayer (1878-1919), o "Palácio Lima Mayer", projectado pelo arquitecto Nicola Bigaglia (1841-1908), viria a ser, em 1902, o primeiro "Prémio Valmor" a ser instituído. Após a morte de Adolfo de Lima Mayer, o palácio viria a ser alugado para aí funcionar o "Club Mayer", mui conhecido «do jogo, das danças e dos banquetes e jantaradas.».
1900
O espaço exterior do “Palácio Lima Mayer” viria a ser adquirido em 1920, por Artur Brandão, primeiro promotor do “Avenida Parque” (futuro "Parque Mayer"), tendo sido comprado no ano seguinte por Luís Galhardo (1874-1929). Jornalista, escritor e empresário e considerado um dos criadores da “Revista à Portuguesa”, com outros dez sócios, constituiu a “Sociedade Avenida Parque, Lda.”. Era, também, sócio gerente da firma "Ciclo Teatral" que explorava o "Eden-Teatro" desde a sua abertura em 25 de Setembro de 1914.
"Palácio Lima Mayer" em 1902
Entre o final da década de 10 e o final da década de 20 do século XX , o "Palácio Lima Mayer", era «considerado vagamente «perigoso», muitas senhoras de sociedade entram sob anonimato da mascarilha. Chega a dançar-se de mascarilha mesmo sob contrato para a sala de espectáculos, anexa ao salão de jogo.». Foi, entre 1919 e 1929, um dos mais conhecidos e badalados clubes nocturnos de Lisboa, onde além de muita e alta jogatana, havia espectáculos, dançava-se o tango e podia-se jantar e cear até tarde.
As «madames» com máscaras
8 de Fevereiro de 1929
O "Avenida Palace Club", viria a encerrar em finais de 1929. No ano seguinte de 1930, o "Palácio Lima Mayer" foi comprado pelo governo de Espanha para aí instalar o seu Consulado, e que ainda ali funciona actualmente. O negócio foi rodeado de escândalo. O intermediário espanhol terá metido dinheiro ao bolso, o que o levou à sua prisão em Espanha. Os contornos deste negócio levou a imprensa lisboeta a comentar: «A burla substituiu a batota no Palácio Mayer.» ...
(*) Bilhete de Identidade in: "Lisboa Desaparecida" Vol VIII, de Marina Tavares Dias

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