Restos de Colecção: "La Bécarre" Papelaria e Tipografia

11 de março de 2021

"La Bécarre" Papelaria e Tipografia

A Papelaria e Tipografia "La Bécarre", foi fundada em 20 de Maio de 1885, na Rua Nova do Almada, 47 em Lisboa, pela firma "Marques da Costa & C.ª", tendo sido a primeira a vender materiais para desenho e pintura artística na cidade.



Publicidade à sua inauguração em 20 de Maio de 1885

Realizando trabalhos, também, de litografia, foi igualmente, editora de vários livros e de postais. Em 1909 já era propriedade da firma "F. Carneiro & C.ª". Em 1915 o sócio maioritário, Francisco J. Carneiro, adquire a totalidade da empresa.


À direita na foto e em fundo a "La Bécarre" já no Largo da Boa-Hora


1899


1901

1 de Janeiro de 1905


1903


1908


1911


Gaveto da "La Bécarre" durante as Festas da Cidade em 1913

Em 1917 Francisco Carneiro junta-se a Emilio de Moraes e formam a firma "F. Carneiro & Morais".


7 de Abril de 1915

1917

Antes de encerrar definitivamente tive conhecimento conforme envelope de 1940 que publico, provavelmente por morte de Francisco Carneiro, o seu sócio Emílio de Moraes constitui a "Emilio de Moraes, Lda.".


1940

Na última década dos anos 40 do século XX, no nº 49, instalou-se a “Casa Peyroteo” que pouco mais tarde deu origem à “Socidel” que ainda lá se manteve por muitos anos. Aparentemente, a “La Bécarre” terá cedido o espaço do nº49 e estado ali até 1957 mas só no nº47. A “NEOFON”, essa deve ter estado por ali alguns anos mas não muitos, altura em que a “Socidel” se expandiu para o nº47.

Anos mais tarde "La Bécarre" encerra definitivamente e no seu lugar, em 1957, instalar-se-ia a firma de electrodomésticos "Neofon, Lda.".


Projectos de 1957 para a loja "Neofon, Lda."

 

7 comentários:

João Celorico disse...

Caro José Leite
Muito grato pelas suas palavras e por ter notado a minha falta que apesar de tudo é apenas aparente e se deve a que muito embora as suas ausências esporádicas também tenham contribuído para isso, o meu ecletismo não me permite intervir na panóplia de assuntos aqui versados de maneira tão interessante.
Portanto, creia que eu sou mais um dos que se vão deleitando com estas coisas dum país que existia, contrariamente ao que muitos nos querem fazer crer. Mas isso são outras “estórias”!
O que me traz aqui hoje é a estranheza entre o que aqui está escrito e a minha memória! Ora, no nº 47/49 existiu, então, essa tal “La Bécarre” e depois refere-se que em 1957 ali foi instalada a “NEOFON” e apresenta recorte publicitário e tudo!
A minha confusão está, então, no seguinte:
Em 1949 ou 1950, no nº 49, instalou-se a “Casa Peyroteo” que pouco mais tarde deu origem à “Socidel” que ainda lá se manteve por muitos anos. Aparentemente, a “La Bécarre” terá cedido o espaço do nº49 e estado ali até 1957 mas só no nº47. A “NEOFON”, essa deve ter estado por ali alguns anos mas não muitos, altura em que a “Socidel” se expandiu para o nº47.
Espero que não tenha sido muito confuso na minha explicação a qual apenas pretende aclarar mais um pouco o assunto.

Melhores cumprimentos e votos de boa saúde,
João Celorico

Tino Lourenço disse...

Mais tarde foi CASA PEYROTEU

José Leite disse...

Caro João Celorico

Muito grato pelas, não só pela sua amável resposta como pelas informações adicionais.

Os meus cumprimentos.

José Augusto

APS disse...

Caro José Leite

Lembro-me que nesta esquina estava instalada a "CASA PEYROTEO", tinha sido um jogador do "SPORTING" e por alcunha chamavam-lhe "O FURA REDES" (nessa altura as redes eram muito fracas). Esta eterna glória do SPORTING se fosse vivo fazia em 10.03.2021 - Cento e três anos.

Mais tarde aparece no mesmo local uma casa de Fotografias, fui lá algumas vezes.
De quando em quando lá vamos comunicando!

Despeço-me com amizade
Cumprimentos
APS-Agostinho Paiva Sobreira

José Leite disse...

Amigo Agostinho,

Reparei (como diria o actor António Silva) na sua aparição meteórica no seu belíssimo blog "Ruas de Lisboa com Alguma História", em 14 de Fevereiro ultimo.

Blogs de qualidade, como o seu, precisam-se !!

Grato pela informação e contente por o "rever".

Abraço

José Leite

João Celorico disse...

Caro José Leite
Sem pretender criar aqui uma discussão sobre tão momentoso “problema” e fazendo uso do que julgo ser a minha memória e “ecletismo”, cumpre-me dizer algo acerca do comentário do sr. Agostinho Paiva Sobreira, de cujo excelente blogue eu sou também frequentador.
Assim, a Casa Peyroteo (uma casa muito estreitinha) nunca foi na esquina da rua, foi sim no nº51 e não no nº49, ao contrário do que eu afirmei. Mea culpa, ou da minha memória. A SOCIDEL ainda aí esteve no nº51, conforme se pode ver no desenho do alçado, em 1957, para a instalação da “NEOFON”. Terá sido, então, já nos anos 60 ou 70 que a SOCIDEL se passou para a esquina nº47/49. No princípio dos anos 80 estava lá!
Quanto à loja de artigos fotográficos, presumo que se refira à INSTANTA que era sim, no nº55/57 ou nº61. Não me recordo que tenha sido à esquina, mas!
Por último, lá vem o Peyroteo! Salvo melhor opinião, nunca lhe ouvi chamar “Fura redes”, quando muito diziam ser um “Tanque”, por via da impetuosidade que punha na sua acção e dos golos que metia. Fazia parte duma “orquestra” de “5 violinos”!
“Fura redes” era, sim, Léon Mokuna, congolês que mais tarde viria a ser ministro do desporto do Congo (ex-belga) e que foi um dos muitos que se pretendia vir substituir o retirado Peyroteo. No entanto, poucas redes furou!

Melhores cumprimentos,
João Celorico

José Leite disse...

Caro João Celorico

A "Instanta" esteve instalada nos nos 55-57, como poderá verificar num artigo disponível neste blog no seguinte link:

https://restosdecoleccao.blogspot.com/2018/07/instanta-fotografia-e-cinema.html

Cumprimentos

José Leite