Camisaria “Cotrim” na Rua Augusta
“Tutti Mundi”, na Avenida de Roma
Tabacaria “Adamastor” na Rua 1º de Dezembro
Camisaria “Cotrim” na Rua Augusta
“Tutti Mundi”, na Avenida de Roma
Tabacaria “Adamastor” na Rua 1º de Dezembro
“Junta Geral para a Desratização” no Funchal
«Packard» junto ao Hotel do Parque no Estoril em 1927
Seca do bacalhau na Figueira da Foz
fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Delcampe.net
Em 25 de Novembro de 1922 era inaugurada a "Patisserie Versailles", na Avenida da República, 15-A, no bairro da "Avenidas Novas" em Lisboa, e propriedade da firma “Antunes & Vinhais, Lda.” cujos sócios eram Salvador José Antunes e José Monteiro Vinhais.
“Patisserie Versailles” nos anos 20 do século XX
Salvador José Antunes Anúncio em “A Capital”
A “Patisserie Versailles” ocupou a loja do edifício mandado construir, em 1919, por João Antunes Lopes e projectado pelo arquitecto Manuel Norte Júnior. O edifício foi construído por José Tomás de Sousa.
No dia seguinte à inauguração o jornal “Diário de Lisboa” escrevia:
«É verdadeiramente notavel a nova casa de chá. Desde os lindos quadros do pintor Bemvindo Ceia, evocando os lagos maravilhososo de Versailles, até aos belos trabalhos de talha do construtor Fausto Fernandes, toda ela está rigorosamente no estilo de Luís XV.
A Patisserie Versailles, além de pastelaria, a cargo do conhecido pasteleiro madrileno Mariano Rey e do serviço de chá e de charcuterie, está plenamente habilitada ao fornecimento de qualquer serviço para fóra, para soirées, casamentos, etc. Assim qualquer pessoa que queira dar uma festa em sua casa será prontamente servida, sem as demoras que teria, não existindo no bairro tal estabelecimento.
O arquitecto Norte Junior, que delineou, de acordo com o sr. Salvador José Antunes, todo o plano, é digno dos maiores elogios. A «Patisserie Versailles» ficou sendo, de todos os estabelecimentos do genero, o melhor da capital e dos melhores da peninsula.»
1932
Exterior da “Versailles” e quarteirão na Avenida da República onde está inserida
Interiores da “Versailles” em 1978
O nome de “Patisserie Versailles”, manteve-se até 1926, ano em que foram proibidas designações com palavras estrangeiras. A “Versailles”, teve, desde início, fabrico próprio de bombons e de amêndoas, assim como vasto sortido de tabletes de chocolate, adquiridas nas melhores fábricas de chocolates do país.
«Este estabelecimento, além de pastelaria, de “charcuterie” e do serviço de chá, encarrega-se de qualquer serviço de casamento, “soirée”, etc. Basta para isso tocar para o 3219 Central.»
Edifício da “Versailles” antes da sua restauração em 1987
Em 1985 são efectuadas obras de alteração na pastelaria, adaptando a “Versailles” a restaurante e salão de chá, com restauro das pinturas e ornamentação. Substitui os balcões por um corrido, e instala de novas mesas e cadeiras na parte sobrelevada da sala, revestindo o seu pavimento com carpete. Cria, igualmente, novas instalações sanitárias, revestidas a mármore.
Detalhes da decoração interior
Em 1987 a proprietária do edifício, D. Angélica Nogueira das Neves, transforma o mesmo em regime de propriedade horizontal, e em 2004 são efectuadas obras de recuperação da fachada principal, com reboco e pintura a amarelo, limpeza das cantarias e reparação dos gradeamentos.
fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Hemeroteca Digital, Lisboa, Pastelaria Versailles