A "Perola da China" foi fundada como armazém de chá e café, por Francisco Manuel Pereira, em 1 de Janeiro de 1880, na Rua Nova da Palma, 123, em Lisboa. Tinha como vizinhos na porta 125 a ourivesria e relojoaria de José Eduardo da Silva Gomes e nas portas 129 a 137 o armazem de vinhos de Jose Manoel de Sousa.
"Perola da China" à esquerda na foto
A rua Nova da Palma que tinha sido aberta entre 1554 e 155, tornando-se numa das principais vias de saída da cidade pela forma como permitia um mais direto acesso da zona do Rossio a norte, em direção à Estrada de Sacavém. Viria nudar a sua denominação para Rua da Palma, por edital de 8 Junho de 1889.
A "Perola da China" estava para a Rua da Palma como o "Jerónimo Martins & Filho", na Rua Garrett, estava para o Chiado. Era uma mercearia fina, charcutaria, casa de chás e cafés, loja de brindes e novidades.
O registo do nome "Perola da China", foi concedido em 20 de Fevereiro de 1896 ao seu proprietário Francisco Manuel Pereira.
22 de Dezembro de 1907
A "Pérola da China" enquanto propriedade de Francisco Manuel Pereira, por altura do Natal, oferecia um prato diferente todos os anos, aos seus fregueses mais dedicados. O prato mais antigo que tive conhecimento da sua existência (mas não imagem) foi de 1889 e que celebrava a Exposição Universal desse ano, e que penso ter sido o ano de fundação deste estabelecimento.
31 de Dezembro de 1928
No final de 1934 o seu proprietário, Amadeu Teixeira inicia obras de remodelação e modernização na sua "Perola da China" e que viriam a ser inauguradas em 27 de Janeiro de 1935.
27 de Janeiro de 1935
Na ocasião o jornal "Diario de Lisbôa", em 31 de Janeiro visitou as novas instalações e publicou um artigo do qual retirei a seguinte passagem:
Os cafés da «Perola da China» gozam de grande fama, devido aos seus lotes especiais, sendo igualmente apreciadíssimos os seus esplendidos chás, que têm tanta procura como as massas alimentícias, entre elas italianas, tão preferidas pela sua grande clientela.
O seu proprietário sr. Amadeu Francisco Teixeira, a cuja inteligencia, proficiencia e dedicação está confiada a Gerencia, recebeu-nos com a mais franca cordialidade. Na sua modestia, que bem caracteriza o seu extraordinario valor, visto o que é bom não precisa de reclamo, pois se enaltece por si, disse-nos após uma minuciosa visita a todas as secções:
- Como vê, não se trata dum estabelecimento de luxo exterior. O que apresentamos é bom e procuramos por todos os meios tornar os nossos artigos acessiveis a todos os clientes. Roupamos em ostentação e beneficiamos a qualidade e os preços.
- Efectivamente assim era: Tudo o que ali se vende em genero de mercearia e especiarias é tudo de primeira qualidade e por preços mais que razoaveis.
- E porquê? Tão sómente porque «Perola da China» tomou por lêma sortir-se dos melhores artigos e ganhar pouco para vender muito.
Durante esta semana, a «Perola da China» oferece um brinde a todos os clientes cujas compras atinjam 50$00. (…)»
José Loureiro abonou a quantia exigida e pouco depois, por acaso, passou pela Perola da China e foi encontrar o cenografo em frente de uma montanha de compras.
- Mas que é isso? Então os cem mil réis eram para material e você está para ai a gastar o dinheiro em comestiveis?
- Então ... isto tambem é material.
- Mas não é para pintar.
- Não é para pintar, mas é para alimentar ...
E' material interno.»
Com as demolições na Rua da Palma, a "Perola da China" seria transferida, em 1952, para um dos novos pavilhões na nova Praça Martim Moniz, o "Pavilhão 3".
Novas instalações da "Perola da China" no "Pavilhão nº 3" (rectangulo a vermelho)
6 de Julho de 1952
Ficaria ali por muito pouco tempo, pois em 31 de Maio de 1953, Amadeu Francisco Teixeira noticiava a mudança de instalações para a Avenida de Roma, nº 8-A, em Lisboa.
31 de Maio de 1953

%20-%20C%C3%B3pia.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.1.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.2.jpg)
.1.jpg)
Sem comentários:
Enviar um comentário