1928
1939
1948
1962
A primeira crónica escrita, sobre cinema, foi publicada em 12 de Julho de 1927, no jornal "Sempre Fixe", intitulada "Fitas Faladas" e assinada por Retardador, pseudónimo utilizado por António Lopes Ribeiro (1908-1995) - e que seria o seu primeiro emprego - considerado por muitos o “pai” do cinema português, tendo sido jornalista cinematográfico, realizador e produtor de cinema.
António Lopes Ribeiro (1908-1995)
Para ilustrar o aparecimento das primeiras revistas e jornais especializados na indústria e divulgação do Cinema em Portugal, de 1912 a 1941 recorri-me, basicamente, de um artigo publicado na revista "Animatógrafo" nº 57 de 8 de Dezembro de 1941, da autoria de Félix Ribeiro. A partir de 1941 da informação constante no “Cineclube do Porto”.
«Tão ràpidamente quando se desenvolveu no público o gôsto pelo espectáculo cinematográfico, começaram aparecendo no mundo as publicações dedicadas aos frequentadores e entusiastas das salas obscuras, aos amigos do cinema da primeira hora, àqueles cinéfilos ávidos de saberem coisas dêsse mundo novo que surgia nos écrans, mais ou menos alvos, das primeiras salas de projecção. (...)
(...) Portugal, se não foi dos primeiros países a ter imprensa cinematográfica, não alinhou, no entanto, como a seguir se verá nas últimas filas.» citação de Félix Ribeiro
1912 - Cine Revista - Revista originária da cidade do Porto, que cessaria a sua publicação em 1924.
1913 - O Foco - Revista de Torres Novas.
1917 - Cine Revista - Revista lisboeta mensal, dirigida por Fernando Mendes.
1919 - O Film - Folha lisboeta quinzenal fundado por José Figueiroa e Raúl Reis.
Porto Cinematografico - Revista mensal, originária da cidade do Porto e dirigida por Alberto Armando Pereira, e que cessaria a sua publicação em Março 1925.
1923 - Jornal dos Cinemas - Publicação lisboeta quinzenal, fundada por Augusto Claro, com o nº 1 a ser publicado e 1 de Janeiro. Cessaria a sua publicação em Agosto do mesmo ano.
Invicta Cine - Revista originária da cidade do Porto e dirigida por Roberto Magalhães Lino, que cessaria a sua publicação em 1933.
Cine Teatro - Publicação lisboeta quinzenal dirigida por Valentim da Cunha.
Cine Lisboa
Portugal Cinematografico
1924 - Cinema - Revista lisboeta que, após sair o 1º número a 1 de Setembro e dirigido por Valentim da Cunha encerrou de seguida.
1925 - De Cinematografia - Revista quinzenal portuense e dirigida por Fernando Pamplona e Rudolfo da Cunha Reis, que cessaria a sua publicação em Janeiro de 1926.
1926 - Cine Portugal - Revista originária da cidade do Porto e dirigida por José Lopes Gaia.
O Film - Revista originária da cidade do Porto.
Cine Jornal - Jornal originário da cidade do Porto.
1927 - Espectaculo - Revista lisboeta bisemanal fundada e dirigida por Alberto A. Pereira, que cessaria a sua publicação em 1929.
Cinéfilo - Revista lisboeta inicialmente quinzenal e depois semanal, dirigida por Avelino de Almeida teve a maior longevidade só encerrando em Setembro de 1939, com augusto Fraga como seu director.
1928 - Imagem - Revista lisboeta mensal dirigida por João Botto de Carvalho, tendo como redactores António Lopes Ribeiro, Chianca de Garcia e Carlos Alberto Ferreira.
Cine - Revista lisboeta mensal dirigida por Paulo Frazão.
De Cinêma - Revista lisboeta semanário dirigida por Américo Faria.
Cine-Notícia - Revista semanal tendo como redactor Jorge Simões.
Arte Muda - Revista originária da cidade do Porto.
Cinema - Revista de Angra do Heroísmo (Açores), dirigida por Elvino L. Andrade.
1929 - Cinegrafia - Revista lisboeta e quinzenal, dirigida por Jorge Pereira e Américo Faria, e que cessaria a sua publicação em Setembro de 1930.
Cine-Teatro - Revista lisboeta.
Cine-Jornal - Jornal originário da cidade da Covilhã.
Filmagem - Revista originária da cidade de Faro.
1930 - Kino - Jornal lisboeta semanal dirigida por António Lopes Ribeiro, sendo o seu editor Alfredo Vieira Pinto, e que se notabilizou pela «luta pelo estabelecimento em Portugal do cinema sonoro», e que cessaria a sua publicação em 1931, ao fim de 53 números.
Imagem - Revista inicialmente quinzenal e depois trisemanal dirigida por Chianca de Garcia, que cessaria a sua publicação em 1936.
Cronica Cinematografica - O primeiro diário português de cinema, dirigido por Manuel de S. Boaventura, com Mota da Costa como seu redactor principal que viria ser o diretor a partir do nº 18. Cessaria a sua publicação em 24 de Junho.
Sonarte - Revista lisboeta dirigida por Augusto Rodrigues.
Da Platéia - Revista lisboeta com Jorge Simões como redactor principal.
Portugal Cine - Revista originária da cidade de Coimbra.
1931 - Cinema - Jornal lisboeta semanário dirigido por Alberto Armando Pereira.
Filmes - Jornal portuense, propriedade da "Empresa Aquila" dirigido por Eugénio Andrade que ao fim de 5 números publicados se funde com o "Cinema" de Alberto Armando Pereira.
Cine-Scalabis - Jornal originário da cidade de Santarém.
Projecção - Revista originária de Coimbra.
A Legenda - Revista originária de Coimbra.
Ecran - Jornal mensal originário de Setúbal.
1932 - Cinema - Revista portuense semanal, resultado da fusão anteriormente descrita, dirigida pelo seu proprietário Alberto Armando Pereira. Foi publicada ininterruptamente durante 5 anos, desde 1932 a 1936, tendo sido publicados 137 revistas, desde o nº 1 de 23 de Janeiro de 1932 até ao nº 137 de 29 de Fevereiro de 1936. Cessaria a sua actividade em 27 de Fevereiro de 1937 com a publicação do nº 138.
Lusitania Film - Revista lisboeta dirigida por Alves Santos.
1933 -Animatógrafo - Revista lisboeta semanal, fundada por António Lopes Ribeiro, que viria a ser o seu director. Cessaria a sua publicação, já como jornal desde 30 de Dezembro de 1941, em Maio de 1942.
Movimento - Revista inicialmente mensal, originária da cidade do Porto e dirigida pelo seu proprietário Armando Vieira Pinto, que passou a quinzenal a partir do nº 3. Cessaria a sua publicação em Novembro de 1934.
1934 - Cine - Revista lisboeta semanal dirigida por António Fagim.
O Filme - Jornal semanário, originário de Setúbal, dirigido por Miguel Manjúa
1935 - Cine Jornal - Jornal lisboeta semanário dirigido por Fernando Fragoso. Durante 5 anos foi a única revista de cinema a ser publicada em Portugal. Cessaria a sua publicação em 1940.
1936 - Espectáculo - Jornal lisboeta semanário dirigido por Armando de Miranda. Cessa a sua publicação no ano seguinte 1937.
Estúdio - Jornal lisboeta dirigido pelo engenheiro Luiz Verol.
1937 - Objectiva - Revista lisboeta dirigida por Rodrigues da Fonseca e que cessaria a sua publicação em 1944.
1941 - Animatógrafo - António Lopes Ribeiro retoma a publicação desta revista que no seu editorial se poderia ler: «Hoje mais que nunca, é preciso cuidar do espectáculo cinematográfico. Hoje, mais do que nunca é necessário fabricar cinéfilos, conquistar amigos devotados para o cinema.»
Filmagem - Revista lisboeta dirigida por Mota da Costa, depois de ter exercido funções de secretário de redacção na revista "Animatógrafo".
1941 - Filmagem - Revista lisboeta dirigida por Mota da Costa e que cessou a sua publicação em 1948.
De seguida indico as principais revistas de Cinema, que se publicaram entre 1946 e 1959 em Portugal.
1947 - 7ª Arte - Revista lisboeta dirigida por Armando Aragão.
Cinema - Revista lisboeta dirigida Álvaro Baptista.
1953 - Visor - Revista de Rio Maior dirigida por Fernando Duarte. Cessaria a sua publicação em 1956.
Estúdio - Revista lisboeta.
1954 - Imagem - Revista lisboeta dirigida por Baptista Rosa e Frederico Kessler.
1957 - Celulóide - Revista de Rio Maior dirigida por Fernando Duarte. Cessaria a sua publicação em Dezembro de 1985.
1959 - Filme - Revista lisboeta que cessaria a sua publicação em 1962.
«Pelo que se acaba de escrever pode, supomos ficar-se fazendo uma ideia - desde que pela primeira vez em Portugal uma revista consagrada a assuntos de cinema veio falar, defender, vulgarizar o espectáculo cinematográfico - do panorama da Imprensa portuguesa da especialidade.
Das mais luxuosas revistas às mais modestas publicações, os que as conseguiram pôr de pé - quantas vezes sabe-se lá à custa de que sacrifícios e de que esforços - tiveram em mira, exclusivamente, poderíamos sem receio afirmá-lo, a luta pela expansão e pelo prestígio duma Arte que a todos nos é querida - o Cinema.» citação de Félix Ribeiro.
De referir que além do aparecimentos destas revistas e jornais, dedicados exclusivamente ao Cinema, também os jornais diários publicavam as suas páginas cinematográficas caso dos: “Diario de Lisbôa”, “Diário de Noticias”, “Diário da Manhã”, “República”, “O Secúlo”, “Diário da Noite”, “Primeiro de Janeiro” (Porto) e ainda o bisemanário “Sport”.
fotos in: Hemeroteca Digital, Do Porto e não só, Cineclube do Porto
Garagem e posto de combustível “Atlantic”, no Fundão
“EVA - Empresa de Viação Algarve” de Faro
Engraxador no Cais do Sodré, em 1965
Torre de Controle do “Aeroporto de Faro” aquando da sua inauguração em 11 de Julho de 1965
O restaurante, bar, salão de chá e dancing (a partir de 1946) de luxo “Negresco”, - que veio ocupar as instalações de um salão de bilhares - foi inaugurado em 5 de Março de 1937, na Rua Jardim do Regedor, em Lisboa. Foi projectado pelo arquitecto Jorge Segurado (1898-1990) e decorado por Venancio Nascimento.
Postal (frente e verso) de 1937
Primeira publicidade em 5 de Março de 1937 Publicidade “colateral” a 6 de Março de 1937
O “Negresco” que se intitulou «o melhor e mais luxuoso restaurante do país», foi inicialmente propriedade de Ângelo Pereira, que já era proprietário do “York Bar”, igualmente projectado pelo arquitecto Jorge Segurado, e «o bar mais luxuoso da capital», inaugurado em 14 de Novembro de 1929, na Rua Serpa Pinto, 23 em Lisboa.
“York-Bar” na Rua Serpa Pinto
1935 1943
Entre 1941 e 15 de Fevereiro 1942, data da sua reabertura, o “Negresco” sofre profundas alterações interiores segundo projecto do arquitecto Amílcar Pinto, com mobiliário fornecido pelos "Móveis Olaio" e a decoração da responsabilidade de Pedro Nogueira.
24 de Dezembro de 1944
O restaurante de luxo “Negresco” foi frequentado por boémios, fadistas e gentes do teatro como Amália Rodrigues, Laura Alves,e tantas outra pessoas como, Arquiduque de Austria, etc. Foi, igualmente, neste local onde tocaram pioneiros do jazz português como Almeida Cruz, Carlos Menezes e o maestro Jorge Costa Pinto.
6 de Outubro de 1946
Ementa de 5 de Maio de 1954
Em 1971, encerraria definitivamente, já como pastelaria e restaurante. Mais tarde as suas instalações seriam ocupadas por muitos anos pelo “Bonjardim”, que mantinha um self-service no rés-do-chão e restaurante de luxo no 1º andar. Mais recentemente, depois de encerrado seria substituído pelo “Valentino - Ristorante e Pizzeria”, que por sua vez seria substituído pelo actual restaurante pizzeria, “Da Vinci”.
24 de Dezembro de 1970
A actual Pizzeria e Ristorante “Da Vinci”
fotos in: Hemeroteca Digital, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Delcampe.net
A Câmara Municipal de Lisboa, em 1963 pôs em praça o lote 879 da Avenida Frei Miguel Contreiras, com a obrigação de nele se construir uma sala de teatro em edifício misto. A empresa arrematadora do lote foi a “Sociedade Imobiliária Olívia” encabeçada por António Filipe, ex-emigrante que tinha feito fortuna no Norte de África nas pescas e na indústria conserveira.
Terreno onde viria a ser implantado o conjunto Hotel, Teatro e Cinema (indicado com a elipse desenhada)
Esta empresa entregou a elaboração dos projectos, do futuro conjunto cinema+teatro+hotel aos arquitectos Aníbal Barros da Fonseca, Adriano Simões Tiago, Eduardo Paiva Lopes e J. Alves Ferreira. Do enorme edifício faria parte o Cinema "Vox" ,“Teatro Maria Matos” e o "Hotel Lutécia", além de um «snack-bar» anexo ao teatro e de um restaurante panorâmico no décimo terceiro andar. Como engenheiros responsáveis foram nomeados Luís Filipe Frazão, Fernando Gameiro, António Gameiro. Ainda a referir a intervenção dos seguintes artistas plásticos: António Paiva, J. Martins Correia, Maria Manuela Madureira, António Charrua e Espiga Pinto.
A edição deste artigo, que tentei não ser exaustiva, teve em conta a ordem cronológica das inaugurações dos três diferentes equipamentos do conjunto, pelo que começarei pelo Cinema “Vox” seguido do “Teatro Maria Matos”, e finalizando com o “Hotel Lutécia”. Nem todas as fotos estão dentro do padrão e qualidade habituais, mas foi o possível …
---- CINEMA “VOX” ----
O cinema "Vox", cuja construção foi promovida pela "Sociedade Imobiliária Olívia", e projectado pelos arquitectos Aníbal Barros da Fonseca e Eduardo Paiva Lopes, foi inaugurado a 24 de Abril de 1969, com o filme "Jogos Perigosos".
A exploração desta sala de cinema ficou entregue à empresa "Filmes Lusomundo", cuja direcção era partilhada por João Ildefonso Bordalo e o tenente-coronel Luís Augusto Silva. A sua sala dispunha de 537 lugares todos em plateia, podendo exibir filmes até 70 m/m com som stereo. Bilhetes eram de preço único: 15$00 à tarde e 25$00 à noite.
Programa de 4 de Fevereiro de 1971, referente à exibição do filme "Um Homem e a sua História", de Albert Finney
bilhetes gentilmente cedidos por Carlos Caria
A segunda película a ser exibida nesta sala de cinema foi o filme "Helga-O segredo da Maternidade" que muita polémica gerou na altura, tendo mesmo sido objecto de um despacho especial, autorizando a sua visualização apenas a maiores de 21 anos ... «o filme será dobrado em português devido ao seu interesse científico, que poderia prejudicar-se com a gravação de legendas.» in: “Diario de Noticias”.
O “Vox” encerraria em 31 de Janeiro de 1985 com a última exibição do filme “Os Goonies”.
Antes de se tornar no “King Triplex”, o “Vox” passou por uma fase intermédia - o “Espaço Voxmania”, vocacionado para concertos de diversas bandas, como os “GNR” ou os “Heróis do Mar”.
O “King Triplex” foi inaugurado em 27 de Outubro de 1988, substituindo o “Vox”. Espaço com 3 salas tendo a sala 1 capacidade para 162 espectadores, e as salas 2 e 3, 113 e 109 espectadores respectivamente, vê a sua exploração, em 1990, entregue à "Medeia Filmes" do realizador Paulo Branco. Na cave deste cinema depois de aí ter funcionado uma discoteca, em 1995 a "Assírio & Alvim" abriria uma livraria, projectada pelos arquitectos Manuel Graça Dias e Egas Vieira e onde se podia saborear doçaria alentejana.
Este espaço, ultimamente já só com 2 das 3 salas iniciais, viria a encerrar, definitivamente, em 24 de Novembro de 2013, em virtude da empresa proprietária do espaço ter exigido um aumento para o triplo da renda até então vigente, ao abrigo duma lei de 2011, que viria a inviabilizar a sua sustentabilidade. Em 26 de Junho de 2014 o edifício seria vendido em leilão por 1,2 milhões de euros.
Actualmente
---- “TEATRO MARIA MATOS” ----
O "Teatro Maria Matos", foi inaugurado em 22 de Outubro de 1969, com a presença do Chefe do Estado, Almirante Américo Thomaz, o Ministro da Educação Nacional, Doutor José Hermano Saraiva e o Ministro das Corporações e Previdência Social, Dr. José João Gonçalves de Proença . A exploração e direcção artística foi entregue ao actor, e empresário Igrejas Caeiro que criou para o efeito, a nova empresa teatral “Tablado - Promoção de Artes Cénicas, Limitada”. O Teatro abriu as portas ao público com a estreia da peça "Tombo no Inferno" da autoria de Aquilino Ribeiro, e encenada por Igrejas Caeiro.
Proposta de assinatura para o “Teatro Maria Matos”
gentilmente cedida por Carlos Caria
O “Teatro Maria Matos”, á altura da sua inauguração, possuía uma sala com 760 lugares distribuídos por plateia e balcão, apetrechado com todos os requisitos para realizar qualquer género de espectáculos teatrais: palco elevatório e rotativo, equipamento de luzes que o colocava na vanguarda de todos os teatros portugueses, camarins espaçosos para os actores e equipados com ar condicionado e instalações sonoras representativas da última palavra em tecnologia sonora em Portugal.
gentilmente cedidos por Carlos Caria
Quanto aos espectadores retardatários, este Teatro inovou:
«Uma inovação que nos parece digna de aplauso: dado que será posta em vigor a proibição de entrada na sala, seja a quem for, uma vez iniciado o espectáculo, um circuito fechado de TV permitirá aos retardatários assistir ao que entretanto se passa no palco, através de um "écran" instalado no átrio. Nos intervalos de mudança de cena, a entrada será permitida.» in revista Flama
Quanto à avaliação das suas instalações:
«O Teatro Maria Matos foi evidentemente prejudicado pelo facto de se incluir no conjunto mais um hotel e um cinema: os "foyers" são reduzidos ao mínimo, acanhados e não podem, assim, desempenhar as funções que lhe são inerentes: funções de convívio social (aqui a pequena sala do bar apresenta uma solução positiva), mas também uma função mais importante, de elo de ligação entre os vários tempos de representação, e não uma quebra no ritmo do ritual que se desenrola antes e continuará depois do intervalo, no "santuário".» in revista "Binário"
Estreada em 16 de Março de 1974 Estreada em 13 de Setembro de 1977
Estreada em 13 de Setembro de 1977 Estreada em 2 de Fevereiro de 1978
O «foyer» antes das obras de remodelação
Em 1982, o “Teatro Maria Matos” foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa, deixando de ter companhia residente e passando para um regime de acolhimento de projectos independentes e de companhias mais pequenas de Teatro, de Dança e de Música. Em 2003, a gestão deste Teatro transita para a empresa municipal “EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural”.
Dado o seu estado de degradação, em Agosto de 2004, deu-se início a uma intervenção de profunda remodelação deste espaço cultural, conferindo-lhe uma nova identidade e dotando-o de melhores condições para a apresentação de espectáculos. O projecto incluiu a remodelação da sala e dos bastidores, a melhoria da acústica, da iluminação, da climatização, o reforço da segurança e a eliminação das barreiras arquitectónicas. O “Maria Matos Teatro Municipal” reabriria a 27 de Março de 2006, com a sala principal, com capacidade para 447 lugares, e dotado de um lounge, de um café e de uma sala de ensaios.
---- HOTEL LUTÉCIA ----
O "Hotel Lutécia" foi inaugurado em 8 de Dezembro de 1969, com a presença do director-geral do turismo, engenheiro Álvaro Roquete. Propriedade da empresa "Sociedade Imobiliária Olívia, Lda." e exploradora desta unidade hoteleira, teve como seu primeiro director João Fernandes.
Este hotel, apesar de inaugurado oficialmente a 8 de Dezembro já se encontrava em funcionamento desde o dia 1 do mesmo mês, oferecendo 151 quartos e suites. Equipado com ar condicionado em todas as dependências do hotel, como as salas de jantar e de estar incluindo os "snack-bar" e salão de banquetes para 300 pessoas, dispunha de um parque automóvel privativo para 200 carros, estando prevista, na altura, a construção de uma garagem subterrânea com três pisos e capacidade para várias centenas de automóveis.
Fotos aquando da sua inauguração em 1969
Hall de entrada e sala de estar
Snack-bar e quarto duplo
«Um moderno e compacto monobloco EFACEC de 13 celas, com 3 transformadores de 315 kVa a 1 de 125 kVa alimenta em energia eléctrica o complexo urbano onde está integrado o hotel ora inaugurado».
O actual "Lutécia Smart Design Hotel", com 175 quartos e classificado com 4 estrelas, foi reformado em 2014 dispondo de 9 andares temáticos, bem como um restaurante "In Fusion" que serve cozinha portuguesa e indiana. Os quartos estão dispostos pelos pisos “Indigo”, “Aqua Garden”, “Sunflower”, “Rising Sun”, “White Space”, “Funky”, “Kiss me” e “Disco”, e incluem mobiliário moderno e de design, com televisões de ecrã plano interactivas. Todos os quartos têm máquina de café expresso e a maioria dos quartos oferecem vistas panorâmicas da cidade.
fotos in: Hemeroteca Digital, Arquivo Municipal de Lisboa, Maria Matos - Teatro Municipal, Lutécia Hotel, IÉ-IÉ