Restos de Colecção

7 de janeiro de 2026

"Stand Moderno" - Concessionário "Ford"

Um dos grandes concessionários da marca de "Ford" em Lisboa, na segunda metade do século XX, o "Stand Moderno" foi fundado em 1931, na Rua Actor Taborda, 13 A-B, em Lisboa. Começou a sua actividade por compra e venda de automóveis e «camionettes» usados de várias marcas.

Primeiras instalações da "Stand Moderno" na R. Actor Taborda, 13 A-B, em foto actual


30 de Abril de 1931


12 de Setembro de 1933

Aqui fica o stand do antigo agente oficial para Lisboa da "Ford", a "Auto-Aero, Lda." , na Rua Augusta


Julho de 1928


Ambas as fotos de 10 de Outubro de 1929

Em 1935, o "Stand Moderno" é nomeado agente da marca de automóveis a dois tempos alemães "D.K.W", - "Dampf Kraft Wagen" (ou "carro de força a vapor") fundada em 1916 - e que em 1932 se tinha unido a outros três fabricantes, a "Audi", "Horsch" e "Wanderer" para formarem a "Auto Union". Esta viria a ser adquirida, em 1957, pela "Daimler-Benz" e, em 1964 pela "Volkswagen", passando a utilizar a marca "Audi".


16 de Fevereiro de 1935

29 de Setembro de 1936

O "Stand Moderno", em 1938, é nomeado representante oficial da marca francesa de automóveis "Chenard-Walcker" (1898-1946).

15 de Novembro de 1938


Automóvel "Ford" Anglia em 1948

Em Fevereiro de 1955 o, já, "Stand Moderno (F. Nunes de Carvalho)", representante das furgonetas britânicas "Commer", camiões autocarros britânicos "AEC" , "Karrier" e "Vulcan", inaugura, o seu stand de vendas na Avenida Fontes Pereira de Melo, 5 A-B, em Lisboa.

stand de vendas na Avenida Fontes Pereira de Melo, 5 A-B, em fase de acabamentos


Exterior e interior do stand, em fotos de 1962


27 de Fevereiro de 1955


3 de Abril de 1955

10 de Abril de 1955

E se quiser ganhar uma gratificação, possívelmente ainda vai a tempo ...

15 de Abril de 1966

Quanto ao seu edifício-sede, oficinas e estação de serviço na Rua João Saraiva, 15 A-D, no bairro de Alvalade, em Lisboa, a sua construção teve lugar entre 1949 e 1950. O pedido de licençenciamento para actividade industrial neste edifício foi entregue em 1 de Setembro de 1951. Terá iniciado as suas funções ainda nesse ano. 

O edifício-sede e oficinas já construído em foto de 15 de Abril de 1950 (elipse vermelha)


O edício-sede por altura do início da entrada em funcionamento

Neste mesmo ano anuncia a venda dos automóveis "Vedette" que já era importado para Portugal desde Julho de 1949 pela "Ford Lusitana". A marca "Vedette", era uma sub marca do grupo "Ford", e os seus modelos o "Regence" e "Versailles", apenas fabricado em França (Poissy). Após a II Grande Guerra Mundial (1939-1945) esta fabrica comeca a produzir um "Ford Vedette", e logo depois,em 1955, passa para a francesa "Simca". O Vedette (um carro com motor V8)  acabou por se tornar num modelo da francesa "Simca", dando origem aos modelos "Chambord" e "Beaulieu".

18 de Abril de 1955

Aproveitando este artigo para dar uma imagem da "Ford" em Portugal - e que terá continuação do próximo artigo "Lincuri, Lda - Concessionário "Ford" - de referir que neste ano de 1955, eram os seguintes principais modelos de automóveis "Ford" importados pela "Ford Lusitana", e distribuídos aos seus concessionários ...






Em 1958 o "Stand Moderno Sociedade de Representação de Automóveis F. Nunes de Carvalho, S.A.R.L.", já concessionário da "Ford" - presente em Portugal desde 1909 importada pela "Garage Americana" - é nomeado, também, concessionário da marca "Taunus". De 1952 a 1968, todos os "Ford" alemães eram chamados de "Taunus", utilizando as designações de modelo 12M, 15M, 17M, 20M e 26M. Diz-se que o "M" significava "Meisterstück", em inglês "Masterpiece", mas verificou-se que essa palavra já estava registada por outro fabricante automóvel alemão. A "Taunus" foi também por vezes adoptado como nome de marca nos mercados de exportação, particularmente naqueles onde os Ford britânicos e norte-americanos também estavam disponíveis.

"Grarage Americana", primeira firma importadora "Ford" em Portugal em 1909 (preços em réis)


Edifício-sede e oficinas, na Rua João Saraiva (Alvalade), em 1961


1958


7 de Novembro de 1961


14 de Maio de 1967


26 de Novembro de 1967


11 de Dezembro de 1967


"Stand Moderno" em 1969, com o edifício do "BIP - Banco Intercontinental Português" em construção

Lembro que a "Ford" era importada pela "Ford Lusitana, S.A.R.L." fundada em 22 de Junho de 1932, em Lisboa, com a sua sede na Rua Castilho. Acerca da história desta empresa consultar nest blog o seguinte link: "Ford Lusitana". Um dos ex-libris da "Ford Lusitana, S.A.R.L." foi a fabrica de montagem de automóveis "Ford" na Azambuja, inaugurada em 6 de Janeiro de 1964, por Henry Ford II. O seu custo ascendeu a 90.000 contos (noventa milhôes de escudos) para uma produção de 5.000 veículos anuais e 20 unidades diárias, empregando 300 funcionários. O primeiro carro a ser montado foi o "Anglia Fascinante", ao que lhes seguiram os modelos "Cortina" e "Taunus". Esta fábrica encerraria definitivamente em Julho de 2000.

"Ford Lusitana" na Rua Castilho

Imagens do exterior e interior da fábrica "Ford" na Azambuja"








Na linha de montagem da foto anterior, em anúncio de 1965


Concessionários "Ford" de Lisboa, em 1970

Em 2 de Dezembro de 1987, o "Stand Moderno - Sociedade de Representação de Automóveis F. Nunes de Carvalho, S.A.R.L." passa a designar-se "Stand Moderno, S.A." com o seguinte conselho de administração: presidente, Maria do Rosário Nunes de Carvalho Teixeira; vogais, Sociedade de Representacão de Automóveis F. Nunes de Carvalho, S. A., representada pelo Sr. Engenheiro Martiniano Nunes Goncalves, Joao Maria de Lemos Sant'Ana Leiria.

Lembro que o "Stand Moderno", tinha outro stand na Avenida de Roma, 104, no Bairro de Alvalade junto à Escola Eugénio dos Santos.


1970



17 de Janeiro de 1971


1974

Os modelos do anúncio publicitário anetrior em exposição no concessionário "J. Mendes Coelho, Lda." na Rua Alexandre Herculano, 8-A em Lisboa ...


Ambas as fotos do concessionário "J. Mendes Coelho, Lda."


1975

O conselho de administração do "Stand Moderno, S.A." para o quadriénio 2005-2008. foi presidido por Joaquim José dos Santos d'Oliveira. A "Stand Moderno, S.A." viria a iniciar o processo de insolvência em 2013 e finalizado em 2018.


Antigo edifício-sede e oficinas da "Stand Moderno, S.A.", actualmente (via "Google Maps")

Antigo stand na Avenida Fontes Pereira de Melo, actualmente (via "Google Maps")

Em Cabo Verde existe, desde 1989, um concessionário "Ford" , também denominado "Stand Moderno". Esta empresa também é concessionário das seguintes marcas: "Toyota", "Fiat", "Kia", "Renault" e "Audi".

fotos in: Hemeroteca Digital de LisboaArquivo Municipal de LisboaBiblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Horácio Novais), Casa ComumArquivo Nacional da Torre do Tombo

4 de janeiro de 2026

Paul Plantier - Relojoeiro, Livreiro, etc.

O livreiro, relojoeiro, fotógrafo, gastrónomo, etc., Paul Henry Plantier, nasceu em Lisboa em  20 de Agosto de 1840 e faleceu, em 7 de Julho de 1908. Era um dos 6 filhos (cinco rapazes e uma rapariga) de Paul Jean Jacques Plantier, natural de Bourbonne-les-Bains (França), e de Maria do Carmo Justiniana Plantier, natural de Lisboa. Casou com Emília Adelaide Pinheiro, por volta de 1881. Tinha residência na Rua da Victoria 73 - 1º andar, na Freguesia da Conceição Nova, em Lisboa.

Paul Henry Plantier (1840-1908)

Seu pai Paul Jean Jacques Plantier (1812-1884) começou por livreiro com a sua "Librairie Française de P. Plantier" instalada na Rua do Ouro, 62 e 63. A primeira referência publicitária a este estabelecimento foi no "Diario do Govêrno" de 27 de Maio de 1838. 


27 de Maio de 1838

Em 1839, Paul Plantier foi nomeado livreiro da Casa Real, e outorgado pela Rainha D. Maria II, aqui 
mencionado, no seguinte cabeçário de anúncio publicitário no "Diario do Govêrno" ...


11 de Fevereiro de 1845


27 de Julho de 1943

Entre a sua fundação e o final dos anos 40 do século XIX, a "Librairie Française de P. Plantier", também chegou a editar algumas partituras de música. Mas pouca coisa.


30 de Outubro de 1850


Loja "Cardoso, Ltd." de esquina, nº 63 da rua do Ouro, onde funcionou a "P. Plantier". Ao lado a joalharia "Baeta"

Teria outra livraria na mesma rua no nº 106 que, em 16 de Outubro de 1857 a colocaria para trespasse a fazer fé no próximo anúncio.

16 de Outubro de 1857

Com o falecimento de sua esposa D.Maria do Carmo Justiniana Plantier ...


6 de Julho de 1860

Penso que Jean Jaques Plantier, terá iniciado o negócio de relojoaria em 1869, com a  primeira importação publicada no "Diario do Govêrno" de 15 de Novembro do mesmo ano e que disponiblizo de seguida. A partir dessse ano começam a surgir anúncios publicitários à sua relojoaria, assim como peças de ourivesaria, tornando-se fornecedor da Casa Real.

15 de Novembro de 1869



Relógios da "P. Plantier Fils"

Em Dezembro de 1867 Paulo Jean Jaques Plantier é agraciado com o grau de "Cavaleiro da ordem militar de Nosso Senhor Jesus Christo", e listado como Paulo Plantier, «subdito de Sua Majestade o Imperador dos francezeses.»

Em 15 de Janeiro de 1870 Paul Jean Jaques Plantier é acometido de um grave percalço de saúde mental, descrito no seguinte anúncio publicado no "Diario do Govêrno"...

15 de Janeiro de 1870

Entretanto seu filho, Paul Henry Plantier, faz publicar o seguinte aviso ...


12 de Agosto de 1874

Faleceria em 2 de Junho de 1884, em Lisboa e sepultado no cemitério dos Prazeres, no dia seguinte.

Seu filho Paul Henry Plantier além de possuir a redenominada "Livraria Françeza de P. Plantiers Fils" na Rua do Ouro, 154, esquina com a com a Travessa da Victoria, 72, em Lisboa, era relojoeiro e ourives e fotógrafo amador. Fazia retratos em que a cabeça enchia toda a imagem, utilizando chapas 18×24 e, a partir de 1887, passou a expor as suas obras na montra da sua relojoaria e ourivesaria Montava as fotografias em todo o tipo de cartões e expunha-as entre duas ou três rosas, conjuntamente com as jóias e as peças de ouro que vendia.

1 de Setembro de 1878

Paul Henry Plantier aparece pela primeira vez na imprensa no "Diario do Govêrno" na «Relação nominal dos contribuintes omissos no pagamento da contribuiçao industrial do anno de 1861, e que por isso são seus nomes publicados, na conformidade do artige 94 .. das instrucções de 12 de outubro de 1860 ». Era mencionado como «Paulo Plantier, filho», e o valor a pagar era de 5$238 réis.

O primeiro artigo jornalístico acerca de Paulo (Paul) Plantier, foi publicado no jornal "Occidente" em 11 de Março de 1888, do qual passo a transcrever parte dele:

«A relojoaria de Paulo Plantier na rua do Ouro, á esquina da travessa da Victoria, a relojoaria mais elegante e artistica de Lisboa, onde nas montres se agrupa tudo que ha de mais bello e de mais luxuoso em relogios, em ourivesaria, esmaltado aqui e ali por photographias magnificas, e rosas deslumbrantes, e o ponto de reunião dos homens de lettras mais distinctos, dos jornalistas mais conhecidos, dos elegantes mais em evidencia, todos os dias das 3 ás 5 horas da tarde.
Paulo Plantier encostado á porta da loja, com a sua magnifica boutonniere de rosas, a sua cara intelligentissima de parisiense, preside ao cavaco, que varia de momento a momento, conforme varia successivamente a qualidade dos cavaqueadores.
Todos os dias se encontram ali á porta, Lopes de Mendonca, o laureado auctor do Duque de Vizeu, Jayme Victor, Moura Cabral, Albino Pimentel, José Sassetti, o marquez d'Angeja, o fidalgo mais original que tem Lisboa e que conta com uma graça inimitavel pela sua seriedade cheia de bonhomia, as historias mais funambulescas, Antonio d'Oliveira, o Freitas Rego, o Mello Fininho, os Rosas, o Valle, ás vezes o Clemente dos Santos um jornalista que teve ha muitos annos grandes successos litterarios na Revolução de Setembro em uns magnificos folhetins causticos e umas parodias soberbas, e que depois se deixou de lettras para se dedicar exclusivamente á sua clinica de medico la para a outra banda, o Pedro Vidoeira, e cito ao acaso, na impossibilidade de me lembrar de todas as caras conhecidas, de todas as personalidades mais em evidencia na vida quotidiana de Lisboa, que todos os dias por ali passam e fazem da loja do Plantier o centro do bom cavaco da nossa terra.
Ali conversa-se de tudo: d'arte, de litteratura, raras vezes de politica, quasi sempre de rosas, porque Plantier é o mais ardente, o mais enthusiasta, e o mais artistico cultivador de rosas que ha no nosso paiz.
Artista até a raiz dos cabellos, Paulo Plantier tem um enthusiasmo doido por tudo quanto e bello, uma bella rosa, um formoso quadro, uma soberba estatua. um grande artista, uma nobre acção fazem vibrar extraordinariamente o seu temperamento previlegiado e impressionavel. (...)»


1882

Do "Almanach Bertrand" para 1903, retirei os seguintes trechos:

«E' uma das figuras mais conhecidas, mais relacionadas e mais estimadas da sociedade lisbonense, sobretudo do mundo artistico, litterario, e elegante. Em toda a parte onde
se presta culto a Arte, ou a um artista, é certo ver-se Plantier, animando a festa com a sua presenca, aquecendo-a com o seu enthusiasmo. E' de todas as premières no theatro, nao falta a abertura de nenhum salão, não ha homenagem, de qualquer especie, a individualidade distincta, a que Plantier nao seja um dos primeiros a associar-se. As rosas magnificentes da sua bella quinta do Pombal, no outro lado do Tejo, são brinde permanente com que elle, na estação propria, adorna ateliers, camarins e salas. Com ellas alegra e enfeita os gabinetes de prosadores e poetas; com ellas enche de frescor e de perfume os mais elegantes boudoirs; com ellas enriquece as mesas dos festins litterarios e artisticos; com ellas, tanta vez, tem coberto, como ultimo preito. os leitos de morte e os esquifes d'aquelles que em vida foram summidades nas espheras purissimas da Arte. (...)
Este finissimo artista, que cultiva nos seus rosaes as rosas mais bellas de Portugal; que tem no seu estabelecimento de ourivesaria as joias mais caras e de melhor gosto que a opulencia se lembre de appetecer; que possue preciosamente conservada uma bibliotheca tao numerosa quanto rica de bons livros; que soube e poude encher de preciosidades mobiliarias, de quadros, de pratas, de porcelanas e de crystaes. a sua esplendida residencia junto a Almada; se não é um profissional das letras, um militante da arte, vale tanto como se o fosse, e n'esse conceito o veneram todos os que com elle teem convivido.
São innumeros os livros que tem editado, innumeras as peças modernas cuja propriedade tem adquirido, para as fazer representar aqui, e no Brazil. Francez de origem, e portuguez de coraçao, e, como tal, tem prestado ás letras portuguezas do seu tempo incontestaveis servicos.» 

Um apontamento biográfico de Paulo Plantier publicado na revista "Brasil-Portugal" de 1 de Julho de 1908, era menos romântica e mais objectiva:

«Estava ja na typographia o meu ultimo artigo, quando correu em Lisboa a noticia da morte de Paulo Henry Plantier, o Plantier da rua do Ouro, que toda a gente conhecia pelo menos de vista.
Foi um homem muito singular, esse Paulo Plantier. Era um excentrico, d'aquella raça de excentricos que se podem aturar: era assim porque nascera assim. Facilmente irascivel, era, no fundo, uma excellente creatura, incapaz de fazer mal a alguem. E era um gentil espirito de artista, tendo devoção pelo bric-à-brac, pela pintura, pelas faianes, pelas joias, pelos esmaltes, pelo mobiliario ... Passou a vida comprando, vendendo, trocando, tornando a comprar, tornando a vender, tornando a trocar ... Mas a sua grande paixão era a jardinagem: os seus amores eram as rosas, que ninguem tinha como elle.
As rosas do Plantier! As famosas rosas d'essa linda quinta do Pombal, na Outra Banda, onde annualmente o seu bizarro e excentrico proprietario dava uma festa que era das mais chics, das mais encantadoras festas a que temos assistido.
Gastronomo a valer. Comia bem e muito bem; isto é, comia muito e bom. Lisboa não tem um restaurante, um hotel, uma simples casa de pasto que o Plantier nao tivesse frequentado.
-Onde se come agora regularmente, Plantier?
- Olha voce: ha um pargo assado no Vigia, que e uma delicia.»

Depósito de 2 volumes deste livro na "Biblioteca Nacional Portuguesa" em 13 de Outubro de 1890

Quanto à sua veia gastronómica de realçar o célebre livro "O Cozinheiro dos Cozinheiros", com receitas, «usuaes, faceis e economicas, de cozinha, copa, salsicharia, pastelaria e confeitaria», em prosa, em verso, em carta ou notícia. Perto de 800 páginas, das quais 700 são dedicadas à conservação e preparação dos alimentos, o que faz com muito detalhe. Mais de 1.500 receitas e contributos de três dezenas de intelectuais, portugueses e estrangeiros, a grande maioria poetas e escritores, como poderão comprovar na figura seguinte. 



A sua primeira edição data 1870. Em 3 de Dezembro de 1870, a "Bilblioteca Nacional de Lisboa" faz saber no "Diario do Govêrno"«Em cumprimento do disposto no artigo 605.° do codigo civil se faz publico, que no mez de novembro ultimo foram depositados n'esta bibliotheca, para gosarem do direito de propriedade litteraria, dois exemplares de cada uma das seguintes publicações: (...)  O Cozinheiro dos cozinheiros. Lisboa, typographia Luso-Britannica, 1870, 1 vol. com gravuras in-8.°- Depositado pelo editor Paul Plantier.»


No jornal "O Commercio de Guimaraes" em 18 de Julho de 1897

1906

23 de Fevereiro de 1910

Paul Plantier, tambem tinha a façeta de vitivinicultor. Na exposição de vinhos portugueses em Berlim, em 1889, ganha um 2º prémio com um vinho branco de 1887.


Rótulos

Paul Henry Plantier faleceu, em 7 de Julho de 1908. Aqui fica o Edito de Trinta Dias relativo à sua herança.


23 de Dezembro de 1908

Depois de encerrada definitivamente a relojoaria de "Paul Plantiers Fils", no número 63 funcionou a loja de músicas de "Raul Venancio", desde 1901, e a ourivesaria  de Alberto Seabra Baeta que ocupava as portas nº 63, 65 e 67 da Rua do Ouro. Alberto Baeta viria a ceder, em 1933 o número 63 à casa "Cardoso, Lda" que se instalou nos números 61 e 63. Constituída em 29 de Dezembro de 1933, dedicava-se a negociar títulos, cupões, ouro, prata e moedas nacionais, e moedas e notas estrangeiras.

Localização da "Cardoso, Lda.", na loja de esquina nº 63, onde funcionou a "P. Plantier Fils"

fotos in: Hemeroteca Digital de Lisboa, Estação Chronographica, DIGIGOVArquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca Nacional Digital