Restos de Colecção

11 de dezembro de 2022

Teatro Sousa Bastos em Coimbra

O "Teatro Sousa Bastos" foi inaugurado em 15 de Junho de 1914, na Rua Joaquim António de Aguiar, na Alta de Coimbra. Era seu proprietário Manuel Francisco Esteves, sobrinho do escritor, dramaturgo jornalista e empresário de teatro António de Sousa Bastos (1844-1911).


Entrada do "Teatro Sousa Bastos", à esquerda na foto


Manuel F. Esteves

Nota: Foi muito difícil, para não dizer praticamente impossível, obter fotos exteriores e interiores deste teatro. Talvez devido à sua localização muito escondida e apertada ... Restam a primeira foto (da entrada), e os projectos que já dão uma ideia dos exteriores e interiores.

Este Teatro teve origem no "Theatro D. Luiz I", ex- "Theatro de S. Cristovão", que tinha sido inaugurado em 22 de Dezembro de 1861, com a peça "O Dia da Redempção" e edificado no mesmo terreno. Era um teatro «com más condições defeituoso, desprovido de elegância, e suas dependência são muito acanhadas». E Sousa Bastos, no seu "Diccionario do Theatro Portuguez" acrescentava: «era um bom teatro bastante bem frequentado (...). Nunca foi restaurado e por isso foi mandado fechar como perigoso á segurança pública. Alli representaram os nossos melhores artistas e todas as grandes celebridades que nos visitaram na epocha em que o theatro funcionava»

"Gazeta de Coimbra" em 15 de Janeiro de1913, título do artigo: Teatro D. Luis

«Chamemos-lhe assim, visto não sabermos ainda se ele ficará sendo ou não Teátro Sousa Bastos. As obras vão adiantadas, esperando-se que a inauguração se faça ainda nesta época. O pano de bôca foi pintado por um pintor de Lisboa, 
sendo o sr. Antonio Elisêu encarregado da pintura da sala, que terá só duas cores: branco e dourado.
Dizem-nos ter sido comprada pela emprêsa do teatro a casa contigua, que pertenceu ao sr. Monteiro de Figueiredo, para café e salão.
Este teatro ficará com uma lotação superior a 1:200 pessoas e com logares para todos os preços.
Teatro confortável, o publico espera ancioso pela sua inauguração.»


Fachada inicial com que foi inaugurado o "Teatro Sousa Bastos"

"Gazeta de Coimbra" em 26 de Janeiro de 1913, título do artigo: Teatro D. Luis

«Temos de chamar-lhe assim emquanto não tiver nome oficial.
Vizitamos ha dias esta nova casa de espectáculos, que provavelmente não poderá ser inaugurado antes de Outubro.
Estão já sendo rebocadas as paredes do palco e dados os primeiros traços de pintura no tecto.
Deve ficar um teatro muito bonito e muito comodo e com lotação talvez para 1:200 pessoas.
Não se trata de uma obra de fancaria, porque os trabalhos de carpinteiro são bons, a principiar pelo tecto do átrio da entrada principal, com enquadramentos de madeira.
As grades dos camarotes são de ferro forjado e muito elegantes.
Haverá logares para todos os preços, ficando a gerai junto ao tecto e aos lados dela alguns camarotes para preços mais  inferiores. Haverá também uns logares de varandas para preços mais baratos.
Na plateia três ou quatro ordens de logares; retretes e saídas em todas as ordens; magníficos camarins, etc.
O teatro bem iluminado, pintado a branco e dourado e com um bonito pano de bôca deve ficar lindíssimo.»

"Gazeta de Coimbra" em 19 de Março de 1913: Teatro Sousa Bastos

0 sr. António Èlisêu está pintando já o tecto do Teatro Sousa Bastos, que deve ser inaugurado em meados de Outubro.
Tivemos ocasião de ver o projecto dessa pintura, bem como do arco do proscénio e podemos garantir que ficará um trabalho de incontestável merecimento e de muito gosto.
O pano de bôca, pintado em Lisboa, e uma vista de jardim, já se encontram em Coimbra. Brevemente chega a esta cidade um maquinista do Teatro da Républica, da capital, para a montagem do palco.»



Aquando da inauguração do "Teatro Sousa Bastos", a "Gazeta de Coimbra" em 17 de Junho de 1917 escrevia:

«O Teatro Sousa Bastos, é uma explendida casa de espectáculos que faz honra ao seu proprietário o nosso amigo sr. Manuel Francisco Esteves, que não se poupou a sacrificios para dotar a nossa terra com um teatro belo, confortável e elegante, satisfazendo a todas as condições de segurança.
São tão raros os homens de iniciativa que, quando aparece um, como Manuel Francisco Esteves, arrojado e empreendedor, são poucos os elogios que possam fazer-lhes. Conhecedor dos segredos do teatro, extremamente delicado e atencioso, o sr. Esteves não se importou de demorar por muito tempo a inauguração do seu teatro, só pelo empenho de que saisse uma obra perfeita, onde o publico se sinta bem pela vista e comodidade.
E conseguiu-o.
O teatro, profusamente iluminado a luz electrica, é dum efeito deslumbrante.
Poucos teatros da provincia o poderão igualar e até mesmo em Lisboa e Porto não ha muitos que o suplantem.
A inauguração foi feita, como devia ser, pela companhia do Teatro Avenida, de Lisboa, de que faz parte Palmira Bastos, a  primeira artista portuguesa de opera cómica e viuva de Sousa Bastos, que deu o nome ao novo teatro.
Foi uma noite de festa, de brilho e de animação. O publico que enchia completamente a casa, estava radiante, sentia-se ali bem.»


Anúncios publicitários de 13 e 17 de Junho de 1914


António de Sousa Bastos (1844-1911)

Após a inauguração do "Teatro Sousa Bastos" entra em concorrência direta com o "Teatro Avenida", que monopolizava os espectadores. O animatógrafo, seria explorado por uma empresa constituída por Juvenal Paiva e Manuel Ferreira Carvalho, a "Carvalho & C.ª ".

Os preços das entradas, destinados a competir com o "Teatro Avenida", não possibilitavam grandes lucros e, assim, a empresa "Carvalho & Cª " é extinta apenas quatro meses após a sua constituição. Consumada a dissolução a 16 de Fevereiro de 1915, logo a 6 de Março seguinte o "Teatro Sousa Bastos" retomava o tipo de  programação que caracterizara a sua inauguração cerca de um ano antes. Era novamente o proprietário, Manuel Francisco Esteves, que geria os destinos da casa. A 24 de Março retomavam-se as sessões de cinematógrafo, com filmes distribuídos pela "Empreza Cinematographica Internacional".


1913

Em 1 de Janeiro de 1916 José Guilherme dos Santos, sócio de Manuel Esteves fica como único proprietário do "Teatro Sousa Bastos", e reabre em 17 de Fevereiro de 1916. Pouco tempo depois a gerência fica entregue a Luís Lomas. Quarta gerência em dois anos !... E não ficou por aqui, já que em 20 de Maio de 1917 reabria , de novo, com nova gerência: a firma "G. Lemos & Santos" era a nova concessionária. E a propósito o jornal "A Gazeta de Coimbra" informava:

«Uma nova empreza sob o nome G. Lemos & Santos principia a explorar o Teatro Sousa Bastos.
Sabemos que ela está resolvida a oferecer ao publico os melhores films e os mais notaveis numeros de variedades.
Resta que auxiliem a nova empreza para que ela possa arcar com as dificuldades que vai assumir. Doutro modo o referido teatro terá de fechar as suas portas e deixará de haver a concorrencia de oficiais do mesmo oficio, que se torna precisa para que o publico não seja explorado e mal servido.»


29 de Março de 1916


2 de Maio de 1917


20 de Maio de 1917

Em Maio de 1920, José Guilherme dos Santos morre e a propriedade do teatro passa para a viúva Emília Augusta dos Santos, depois de adquirir as quotas aos restantes herdeiros, o que aconteceria em Fevereiro de 1921.

Em 30 de Março de 1932 o, já, "Cine-Teatro Sousa Bastos", já na posse da "Sociedade Instrutiva Ozanan", é vendido à empresa "Coimbra-Films". A 2 de Junho de 1932 é debatido na Assembleia Municipal o pedido de licença para efectuar obras no edifício para adaptação ao cinema.


28 de Abril de 1934


Janeiro de 1936

24 de Janeiro de 1946 a sociedade proprietária do "Cine-Teatro Sousa Bastos" pede licença para fazer obras de modernização naquela sala de espectáculos e, a 21 de Novembro, para fazer alterações ao projecto que havia apresentado. Esta reforma é dirigida pelo arquitecto alemão Willi Braun, e tem como objectivo modernizar o edifício, actualizar o seu formulário estético e adaptar a sua sala de cinema.


Exterior e fachada renovados

Em termos de ornamentação e elementos decorativos, pequenos pormenores sofreram alteração. Na fachada desaparecem as máscaras teatrais que se encontravam no topo das bandas laterais e o pequeno frontão com indicação da data em numeração romana. A platibanda de linhas curvas é alisada e os vãos centrais de modulação radial e curva também são substituídos por linhas rectas. No rés-do-chão, a porta para o café, à esquerda, é tapada.


Vista aérea da localização do "Teatro Sousa Bastos" (dentro das elipses desenhadas)


O interior sofreu remodelações mais amplas e estruturais ficando o teatro equipado com plateia, balcão, e alguns camarotes em vez das três ordens que anteriormente possuía. As paredes das escadas de acesso ao balcão são substituídas por grades de ferro e é dada uma nova localização às instalações sanitárias dos homens. Na plateia, é aumentada a distância entre as filas, e o tecto da cabine de projecção é elevado para colocação da máquina a nível mais alto. No bar do primeiro andar, verifica-se o «desaparecimento das escadas de serviço interno para maior largueza (...), rectificação da parede do lado da rua; desaparecimento da Tabacaria devido à sua má localização».

Após 1974 passa a exibir filmes westerns e pornográficos ... Em 7 de Março de 1982 o "Cine-Teatro Sousa Bastos" é trespassado à "A Bonifrates - Cooperativa de Produções Teatrais e Realizações Culturais, C.R.L.", que tinha sido fundada em Coimbra, em 1980.

Devido a dificuldades de vária ordem o "Cine-Teatro Sousa Bastos" encerraria, definitivamente, em 1984, já que a empresa proprietária não tinha possibilidades de fazer obras de restauro, manutenção e conservação.


Em 1992 uma sociedade composta por um promotor imobiliário de Leiria - Joaquim Pereira Órfão – e Mendes da Silva, que tinha sido Presidente da Câmara Municipal de Coimbra entre 1983 e 1986, compra o edifício com vista à construção de um empreendimento comercial e imobiliário e ainda nesse ano entra na autarquia o primeiro projecto de reformulação do edifício. Nada ficou decidido e até hoje ainda não foi tomada nenhuma decisão quanto ao fim a dar ao mesmo ...


Aspecto actual, em imagem deste ano, via Google Maps

Bibliografia: Foi, também, consultada (e de onde foram retiradas algumas passagens e os projectos) a Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitectura "Sousa Bastos - Recupoeração e Conversão do Antigo Teatro", da autoria de Rui Filipe Alves Ferreira - FCTUC - Coimbra 2011


7 de dezembro de 2022

Livraria Avelar Machado

A "Livraria Avellar Machado", foi fundada por Augusto Aníbal de Avellar Machado, em 1876 , na Rua do Poço dos Negros, 19-21, em Lisboa. Foi a livraria e alfarrabista mais antiga do país, ao encerrar em 2016 comemorando os 140 anos de existência.


Fachada em Junho de 1942

Letreiro  anunciando: "Musica e Livros em todos os generos Compra e Vende" (à esquerda na foto)


"Alamanch do Professor Primario" para 1903, e editado em 1902


10 de Janeiro de 1907

Augusto Sá da Costa, fundador da "Livraria Sá da Costa", veio para Lisboa em 1897, com 14 anos de idade e tendo interrompido os estudos por motivos de saúde, foi trabalhar para a "Livraria Avellar Machado". Começou por empregado e chegou a gerente e administrador da mesma, até à sua saída para se estabelecer por conta própria. Em 10 de Junho de 1913, abriria a sua "Livraria Sá da Costa", no Largo do Poço Novo, 24 em Lisboa. A ligação entre as duas livrarias havia de se manter por muitos anos.  Acerca desta livraria histórica de Lisboa, e já desparecida, pode  consultar neste blog, no seguinte link: "Livraria Sá da Costa".

"Livraria Sá da Costa" no Largo do Poço Novo

"Livraria Avelar Machado", durante os 100 anos de existência, vendeu todo o tipo de livros novos e usados, livros escolares, - muitos deles edições próprias - partituras de músicas para todos os instrumentos, etc. Chegou a comercializar artigos de papelaria, pastas, malas e material escolar. Para comodidade dos seus clientes enviava encomendas à cobrança para todo o país, serviço para o qual eram editados catálogos de livros escolares.

Interior da "Livraria Avellar Machado" em Junho de 1942


Partitura dos anos 80 do século XIX


4 de Março de 1933


1940

«Pertence ao número das boas livrarias a Livraria Avelar Machado, devido ao seu vasto e valioso sortido e á correcção como efectua as suas transacções. Conta uma grande seleccionada clientela que muito aprecia as suas obras, em que figuram os mais reputados autores, tanto em livros de estudo, novos e usados, para todos os estabelecimentos de ensino como em livros novos e usados também, sobre tôdos os assuntos. Apresenta ainda esta casa o maior sortimento em músicas para tôda a espécie de instrumentos.» in: "Século Ilustrado" de 5 de Junho de 1942.




1946

1953

Em 2012, a "Livraria Avelar Machado" criou, em parceria com a agência de publicidade "DraftFCB"  uma campanha que trazia Mark Twain, Agatha Christie e James Joyce «e outros clássicos quase tão bons quanto novos». As gravuras apresentavam os célebres autores com pequenos remendos e «acidentes». Em resultado desta campanha esta agência, ao concorrer ao concurso internacional "Canes Lions", em Imprensa, conquistou dois Leões de Bronze.



Não consegui saber se a "Livraria Avelar Machado", após a morte do seu fundador Augusto Aníbal de Avellar Machado, continuou a pertencer à família. Apenas consigo afirmar que, aquando do seu encerramento definitivo em 4 de Abril de 2016, ano em que comemorou os 140 anos, pertencia à firma "Orlando, Figueiredo & André, Lda." havia 35 anos. Os seus proprietários tinham criado, em 2000, a primeira livraria alfarrabista online, em Portugal.





fotos in: Pra LerHemeroteca Digital de LisboaBiblioteca Nacional DigitalArquivo Municipal de LisboaArquivo Municipal de Lisboa 

4 de dezembro de 2022

Hotel do Toural em Guimarães

O "Grande Hotel do Toural" foi inaugurado em 3 de Outubro de 1886, como "Grande Hotel de Guimarães", no, ainda, Campo do Toural (futuro Largo do Toural), sendo seu proprietário Joaquim José Pereira. Com a sua fachada pombalina, o edifício desenvolvia-se para o quarteirão das traseiras, por cima de uma viela estreita, rematando num pátio de serviço.


1902

A propósito da sua inauguração o jorna "O Commercio de Guimarães" de 4 de Outubro de 1886 noticiava:

«Abriu-se hontem o Grande Hotel de Guimarães, installado no predio 15 a 18 no campo do Toural.
Surprehendem o aceio e limpeza que se notam em todos os compartimentos d'este novo estabelecimento.
Os quartos são amplos, bem arejados e mobilados, e em excellentes condições hygienicas, principalmente os de 1ª classe.
A sala de jantar é esplendida, podendo comportar cerca de 90 pessoas. A meza, elegantemente disposta, é aproximadamente rectangular, e de serviço central e peripherico.
Em quasi todas as salas e quartos ha campainhas electricas.
O proprietario do Grande Hotel de Guimarães o snr. Joaquim José Pereira não se tem poupado a despezas, offerecendo hoje um bello estabelecimento ao publico.»

Em 1902 já tinha mudado de nome para "Grande Hotel do Toural" e de proprietário. O novo proprietário era Domingos José Pires que também era dono do "Hotel Avenida" na estância termal de Vidago. O Largo do Toural também viria a mudar de nome para Praça D. Afonso Henriques.




1907


1913

Este hotel encerrou e reabriu por várias vezes assim como mudou de proprietários, sem que muito do que importante se passou com a monarquia e a república, tenha passado por lá. Manteve a designação de "Grande Hotel do Toural" até ser encerrado em 1926, e reabrir com o novo dono, Paulino Ferreira Leite. Em 1934, este já era proprietário do "Hotel da Penha" (Guimarães) e do "Café Toural" que, entretanto instalara nas lojas e galeria do edifício do hotel.

1934

Em 1939, no guia de "Hotéis e Pensões de Portugal", já aparecia Rodrigo Silva como novo proprietário e designado como "Pensão do Toural". Isto porque a "Comissão Nacional de Turismo", não o reconhecia com a categoria de Hotel, não deixando de referir que tinha «excelente vinho» (antes isso!...). Oferecia 37 quartos e diárias desde 20$00 a 40$00.




Interior do "Hotel do Toural" depois de «ampliado e completamente remodelado»


"Café Toural"


1 de Julho de 1945

Entretanto o "Hotel da Penha", que como mencionei atrás que tinha sido do mesmo dono do "Hotel do Toural", passa para a posse de D. Antónia Teixeira Mendes Duarte, que era igualmente dona da "Pensão Império", também em Guimarães.

"Hotel da Penha"

O mesmo guia de "Hotéis e Pensões de Portugal" de 1939 referia este hotel, com 25 quartos e diárias entre 30$00 e 60$00, da seguinte forma:

«O único Hotel classificado em Guimarães, pelo C.N. de Turismo, montado com confôrto, reunindo todas as comodidades de higiene. Amplo terraço com longes admiráveis para servir refeições, sala de jantar, de visita e recreio. Serviço de 1ª ordem. Ares muito puros. Aberto todo o ano
Estância de repouso. Não se aceitam pessoas com doenças pulmonares.
Recomenda-se em Viana do Castelo a Pensão Aliança.»


25 de Julho de 1937


1 de Julho de 1945

1950

De referir que foi no 2º andar do edifício do ainda "Grande Hotel de Guimarães", que em 19 de Julho de 1889 nasceu o célebre médico, professor e investigador, Abel de Lima Salazar. Viria a falecer no Porto, onde vivia, a 29 de Dezembro de 1946.

Entrada para o Hotel do Toural", com referência ao Doutor Abel Salazar, em Agosto de 1967


"Hotel do Toural" nos anos 50 do século XX


1950


Etiqueta de bagagem


"Hotel do Toural" nos anos 50 do século XX

Hotel, Restaurante, Bilhares e Café, em 1965

Aquando das últimas obras de que foi objecto, creio que em 2013, por parte dos actuais proprietários do renovadíssimo "Hotel Toural" Residencial, de 4 estrelas, foi retirada a entrada pelo Largo do Toural, tendo a mesma sido transferida para o Largo António Leite de Carvalho.

Imagens do actual "Hotel Toural" Residencial de 4 estrelas




fotos in: Memória de AraducaJosé Castelar (Facebook)Fototeca de GuimarãesHemeroteca Digital de Lisboa, Sociedade Martins Sarmento (Hemeroteca Vimaranense), Casa Comum, Hotel Toural