24 de julho de 2018

Instanta - Fotografia e Cinema

A primeira loja “Instanta”, de artigos fotográficos e de cinema amador, propriedade da firma “Instanta, Lda.”, e projectada pelo arquitecto Luís Cristino da Silva (1896-1976), foi fundada em 1937 na Rua Nova do Almada, em Lisboa, da qual era sócio Luís Serra. Este viria a fundar em 14 de Maio de 1949 a “Fotocolor”, na Rua do Ouro, em sociedade com Miguel Ferreira Martins.

Primeira loja “Instanta”, na Rua Nova do Almada

 

Localização da “Instanta” na Rua Nova do Almada (na foto, à esquerda do candeeiro “nabo”)

                                             1942                                                                                          1943

                             

 

                                             1943                                                                                          1948

 

1953

A “Instanta”, nos primeiros anos da sua existência, representava as marcas “Leica” (que ainda hoje mantém), “Contax” e “Retina”, a par da distribuição dos artigos “Kodak”, cuja sede, em Portugal e desde 1919, era na Rua Garrett.

Sede da “Kodak Portuguesa, Limited” na esquina da Rua Garrett com a Rua Ivens, desde 1919, e publicidade de 1941

 

Exposição de pinturas de Fred Kradolfer na “Instanta”

Porta-fotos

 

 

1963

Em 2004 mudaria de instalações para a Rua Garrett, comercializando diferentes marcas de prestígio, com destaque para “Olympus”, “Leica”, “Canon”, “Nikon”, “Fuji” e “Gopro”. Com sede social em Linda-a-Velha, onde também possui os serviços administrativos, comerciais e armazém central, a empresa possui 7 lojas, abrangendo os principais pontos comerciais de Lisboa, Oeiras, Cascais e Odivelas.

Actual loja da “Instanta”, na Rua Garrett

fotos in: Delcampe.net, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Mário Novais), Hemeroteca Municipal de Lisboa

3 comentários:

Vítor Frade disse...

Bom dia,

Mais uma vez, muitos parabéns pelo excelente trabalho de levantamento do nosso património!!!

Fiquei curioso com a "instalação" à frente do Instituto Pasteur. Tem mais alguma informação sobre porque é que tinham os sacos (suponho que de areia) à porta?

Graça Sampaio disse...

O meu pai foi empregado na Instanta no tempo da Guerra, onde conheceu refugiados de várias nacionalidades que o obrigaram a puxar pela sua inteligência prática aprendendo a falar inglês, francês e algumas frases de alemão. Outros tempos!

Repito o que já aqui disse recorrentemente: este blog é um verdadeiro manancial de conhecimento! Parabéns!

José Leite disse...

Caro Vítor Frade

Devem-se a um exercício que o Ministério da Guerra fez, creio em 1943, para um possível ataque aéreo dos alemães a Lisboa. O mesmo aconteceu no Terreiro do Paço e No Cais do Sodré.

Os meus cumprimentos