De 1938, “Aldeia da Roupa Branca” realizado por Chianca de Garcia
De 1943, “O Grande Elias” do grande realizador Arthur Duarte
De 1949, “Cantiga da Rua” de Henrique Campos
De 1952, “Os Três da Vida Airada” de Perdigão Queiroga
De 1938, “Aldeia da Roupa Branca” realizado por Chianca de Garcia
De 1943, “O Grande Elias” do grande realizador Arthur Duarte
De 1949, “Cantiga da Rua” de Henrique Campos
De 1952, “Os Três da Vida Airada” de Perdigão Queiroga
Republico um texto do meu post de 28/05/2010 “Banco de Portugal”, acerca da implementação do Escudo:
“O Escudo foi criado em 22 de Maio de 1911, cinco meses após a Proclamação da República, por decreto do Governo Provisório. O ministro das Finanças era, então, José Relvas. A nova moeda renovou o sistema monetário português, colocou a unidade monetária portuguesa ao nível das dos outros países e evitou as desvantagens práticas do real (moeda da monarquia), cujo valor era muito pequeno, o que obrigava ao emprego de grande número de algarismos para representar na escrita uma quantia.”
A taxa de conversão foi estabelecida em 1.000 Réis = 1 Escudo. Entre 1913 e 1920, o Banco de Portugal emitiu notas de 50 centavos, 1$00, 2$50, 5$00, 10$00, 20$00, 50$00. Até 1974 a nota de maior valor emitida foi de 1.000$00. A nota de 5$00 (cinco escudos) foi a 1ª nota emitida, em escudos, pelo Banco de Portugal em 13 de Julho de 1913.
Entre 1913 e 1920 imagens das primeiras emissões, de todas as quantias emitidas até 1920 inclusivé
Todas as notas tinham a designação da quantia em “OURO” o que significava que a nota poderia ser trocada no Banco de Portugal pelo valor equivalente em ouro.
Criada em 1756 a produção de Vinho do Porto, na região do Douro, é a terceira região demarcada mais antiga do mundo a seguir à região Tokaj-Hegyalja na Hungria de 1730 e a de Chianti de 1716.
Em 1756 por imposição do Marquês de Pombal, foi fundada a Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro, com o fim de garantir a relação qualidade preço do vinho do Porto. Esta Companhia também tinha como função definir quais os vinhos para consumo interno, e os destinados à exportação, assim como a gestão e definição das demarcações geográficas.
Em 1880 o jovem Adriano Ramos Pinto, com apenas 21 anos de idade decidiu fundar uma empresa para comercializar o chamado Vinho do Porto.
A sua meta era alcançar o mercado brasileiro, que consegue rapidamente, e em 1896 dá sociedade ao seu irmão António Ramos Pinto, proprietário de uma casa de fotografia no Porto. Pelo que a empresa se passa a chamar Adriano Ramos Pinto & Irmão, Lda. com escritórios e sede em Vila Nova de Gaia. A este fica a tarefa da gestão comercial da firma enquanto Adriano se ocupará da divulgação e promoção da marca.
«Produtor, produto e consumidor encontram-se aqui encadeados pela tentação que é a alma do negócio.» (José-Augusto França, in "Ramos Pinto 1880-1980")
Homem muito viajado, deslocava-se frequentemente a Paris e começou a visitar os grandes ateliers de artistas consagrados. Nessa época cartazes publicitários proliferavam pelas ruas de Paris quer colados nas paredes dos edifícios, restaurantes, bares, cafés, quer nas vitrinas das lojas e grandes armazéns. Fazia-se publicidade a tudo.
1899
Engarrafamento e encaixotamento, em 1899
Publicidade, em 1899
A esses cartazes estavam associados os grandes artistas da altura. Adriano Ramos Pinto, influenciado e apoiante dessa cultura publicitária, aproveitou essa ideia para dar a conhecer os seus vinhos, promove-los e distingui-los dos seus concorrentes.
Homem de bom gosto, especialmente apreciador da beleza feminina e de mulheres sedutoras, aproveitou para ,apoiado nessa faceta da sua personalidade, encomendar cartazes publicitários capazes de, pelo seu estilo arrojado com figuras femininas cheias de beleza, sensualidade e até erotismo,chamarem a atenção e capazes de promover o seu Vinho do Porto .Contratou os melhores desenhadores de cartazes e rótulos de Portugal e estrangeiro. destacando-se entre eles, Matteo Angello Rossotti, Leonetto Capiello e Leopoldo Metlicovitz. Os seus cartazes reproduziam cenas da mitologia grega, cenas exóticas e ainda enalteciam a beleza e a sensualidade da mulher.
“Adriano Ramos Pinto & Irmão, Lda”, em 1957
A imagem que era transmitida era de que, os vinhos seriam também eles o néctar irresistível e tentador aos quais nem os próprios deuses resistiam. O êxito das suas vendas foi de tal ordem que poucos anos depois mais de 50% do mercado sul americano e especialmente brasileiro de Vinho do Porto era dominado pelos Vinhos Ramos Pinto.
O primeiro LBV (Late Bottled Vintage) , ou seja vinho que foi engarrafado com intenção de vir a ser um “Vintage”, e que há registo no Instituto do Vinho do Douro e Porto (IVDP) pertence à Casa Ramos Pinto e data de 1927.
O sucesso no mercado brasileiro dos vinhos Ramos Pinto, foi de tal ordem que quando se pedia um vinho do Porto em terras brasileiras, era o mesmo que pedir um “Vinho Adriano”. Nos postais seguintes mostra-se a penetração da Adriano Ramos Pinto & Irmão, Lda. no mercado brasileiro, em 1928.
O vinho do Porto tornou-se popular na Inglaterra depois do Tratado de Methuen em 1703, quando os importadores conseguiram importar estes vinhos com taxas alfandegárias bastante baixas, enquanto por outro lado a guerra com a França os privava de beber vinho francês. O contínuo intercâmbio do Vinho do Porto com Inglaterra reflectiu-se na sediação de diversas empresas inglesas exportadoras em Vila Nova de Gaia, como: Cockburn, Croft, Dow, Gould, Graham, Osborne, Offley, Sandeman, Taylor e Warre para mencionar as mais importantes. Exportadores holandeses e alemães tambem tiveram o seu papel como : Niepoort e Burmester.
Pela profusão dos seus postais publicitários, achei por bem em tom de homenagem , contar a história desta grande empresa de vinhos com 130 anos de existência, recorrendo aos postais ilustrados que serviram de veículo publicitário a ela própria.
A designação de Cais das Colunas deve-se à existência de dois pilares monolíticos erguidos nos extremos e que são parte integrante do projecto da Praça do Comércio, da autoria do arquitecto Eugénio dos Santos, para a reconstrução da cidade após o terramoto de 1755.
Não existem documentos escritos relativos ao ano da sua construção, sabendo-se apenas que foi concluído nos finais do século XVIII, aparecendo já neste quadro a óleo pintado durante a reconstrução do Terreiro do Paço após o terramoto de 1755
com as Fragatas do Tejo atracadas … com os “Cacilheiros” atracados
A quando da visita de Isabel II de Inglaterra a Lisboa em Fevereiro de 1957 e recebida pelo Presidente da República Marechal Craveiro Lopes
Recepção ao Presidente do Brasil Epitácio Pessoa, em 1919
Chegada do General Óscar Carmona de uma visita oficial ao Ultramar, em 1939, no navio Colonial também na foto
fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian