Restos de Colecção

27 de dezembro de 2020

Ourivesaria J. N. Cunha, Lda.

A ourivesaria, relojoaria e joalharia "J.N. Cunha, Limitada" terá sido fundada por volta de 1884, na Rua da Palma, em Lisboa, por Joaquim Nunes da Cunha.



1884


6 de Março de 1885


1894

O olissipógrafo Norberto de Araújo (1889-1952), fazia referência a este estabelecimento no seu livro "Peregrinações em Lisboa", vol. IV, na página 25, como se pode ler no seguinte excerto:

«[...] foi rua sempre estreita, muito mais do que hoje é, bastante mercantil, caracterizada pelos negócios de ourives e prateiros. Houve aqui, até há dois anos, na esquina de S. Vicente à Guia, uma assinalada «Ourivesaria do Cunha» que desapareceu para demolição do extremo do troço que encosta ao decrépito Palácio do Marquês do Alegrete.




1915

Em 1900 Joaquim Nunes da Cunha e seu irmão J.F. da Cunha, e que já tinha aberto em 1885 uma ourivesaria na Rua Áurea, 119, abrem um novo estabelecimento na mesma Ruas e passam para os nos. 199-201 com a designação de "Cunha & Irmão". Em 1915, esta loja já aparece na publicidade como "J.N. Cunha, Lda." Com as demolições na Guia, nos finais dos anos 50 do século XX, a ourivesaria inicial desaparece e restará apenas esta na Rua Áurea.

"Nova" Ourivesaria "J.N. Cunha, Lda" inaugurada em 2 de Abril de 1937, na Guia (Socorro)

Na foto anterior pode-se avistar na esquina oposta do mesmo quarteirão da "J.N. Cunha, Lda.", - na esquina da Rua da Mouraria com a Rua Martim Moniz - outra ourivesaria famosa, a "Ourivesaria da Guia", (fundada em 1875) cuja história poderá ser consultada neste blog no  seguinte link: "Ourivesaria da Guia".


"Ourivesaria da Guia", na esquina da Rua da Mouraria com a Rua Martim Moniz


1900

19 de Dezembro de 1915


Foto após 1975

Em 1998, a ourivesaria "J.N. Cunha, Lda." já era a "Jorser Jóias". No mesmo ano, e no 193, existia a "Coralina Jóia", fundada em 1975 mantendo-se no mesmo ramo que o anterior inquilino o "Ourives Silva". No 203, a "Casabela", fundada nos anos 50 do século XX e que se dedicava ao artesanato. Ocupou a loja duma antiga pelaria "Confepeles" (que passou a ocupar apenas o 1º piso) e que por sua vez tinha vindo substituir o cambista "Coelhos & Cunhago".

Actualmente o espaço que era ocupado pela "Jorser Jóias", é uma loja que se intitula "loja artesanal com bebidas" e "mini supermarket com bebidas" , ou seja loja tipo de conveniência. Onde funcionava a loja de artesanato continua no mesmo ramo, e que me parece pertencer ao mesmo dono da anterior - as duas juntas perecem-me assemelhar-se a mais uma «loja do chinês» - mas não consegui saber o nome ...

Imagem actual, a partir do "Google Maps"

fotos in: Arquivo Municipal de LisboaHemeroteca Digital

19 de dezembro de 2020

Boas-Festas

Entre os anos 40 e 70 do século XX, foram publicados uma série de cartazes de "Boas-Festas" pelos CTT, que a "Fundação Portuguesa das Comunicações" tem a gentileza de os disponibilizar no seu "Flicr", e que aqui reproduzo.







 


  

Aproveito para desejar a todos os visitantes, seguidores, amigos e a todos que ao disponibilizarem, fotos, documentos, (entidades oficiais ou particulares) etc, permitem a continuidade deste blog, os meus votos de Feliz Natal e um Ano-Novo no mínimo melhor que este que está a findar e que foi decerto difícil para todos.


Rua Garrett, em Lisboa numa foto disponibilizada pelo Arquivo Fotográfico da CML

12 de dezembro de 2020

Feira de Agosto em Lisboa

Em 28 de Julho de 1910 o jornal "A Capital" noticiava a propósito da “Feira de Agosto” :
«O sr. Ventura Terra, propoz que a feira de Agosto se inaugurasse no próximo sabado, 30; satisfazendo assim o pedido dos feirantes, visto os trabalhos já estarem muito adiantados, a feira de Alcantara já ter terminado e a camara não ser prejudicada com semelhante resolução.»

A "Feira de Agosto” inaugurou-se mesmo a 30 de Julho de 1910, nos terrenos do futuro Parque Eduardo VII, em Lisboa, apesar de o mesmo  jornal,  neste mesmo dia, ir avisando que: «Parece, porem, que nem todas as casas de diversões conseguirão inaugurar ainda, esta noite, conforme tambem hontem ficou dito.»




Notícia da inauguração, no jornal “A Capital” em 29 de Julho de 1910

Feira de Agosto.7 

Referência à “Feira de Agosto”, na Revista “Illustração Portugueza”

Informações úteis no jornal “Diario Illustrado”

 

   



Companhia do "Theatro Chalet"

Na "Feira d'Agosto" de 1907

Recordo a propósito do anúncio anterior, que foi nesta “Feira de Agosto” de 1910 que a então famosa actriz Júlia Mendes (1885-1911), representou a sua última revista de seu nome “Zig-Zag”. Viria a falecer muito nova, apenas com 26 anos, em 1911. Tal como Maria Vitória (1888-1915), também desaparecida muito jovem, com ela se formou um dos grandes mitos dos tempos do Fado do início do século.



 

Em Agosto de 1911 teria lugar nova “Feira d'Agosto”

Em 15 de Agosto de 1911 o jornal "O Zé" (ex-"O Xuão") descrevia as várias barracas de divertimentos e de "comes e bebes" da feira com o artigo intitulado "O Zé na feira".



A “Feira de Agosto” de 1911, já contaria com o teatro “Chalet Júlia Mendes”, com a revista “Sáude e Bichas”, após a morte desta fadista e actriz em Março do mesmo ano. A seguir, foto do já "Theatro Julia Mendes" igualmente instalado na "Feira de Agosto".


Em 1912 outro theatro ...


gentilmente cedidos por Victor Rodrigues

1912


Planta para a "Feira d'Agosto" de 1914

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Hemeroteca Digital

6 de dezembro de 2020

Estabelecimentos Comerciais de Lisboa (63)

 



1913


1915




1913

A chapelaria e artigos militares "Calleya", veio ocupar o espaço outrora a loja de discos e gramofones "Odeon", a  "J. Castello Branco" - como poderá observar no passeio ainda a marca "Odeon" desenhada - e cuja história poderá ler neste blog no seguinte link: "Phonographo e Grampophone em Portugal".




1904

Gelados e Cassatas "Itália" de Alfredo Tarlattini, na Avenida da Igreja. Ao seu lado a "Farmácia Alentejo"


fotos in: Arquivo Municipal de LisboaHemeroteca Digital de Lisboa