Restos de Colecção

6 de maio de 2013

Estalagem da Guia

A Senhora da Guia que é a padroeira dos navegantes e cuja festa é celebrada a 15 de Agosto, deu nome à Estalagem instalada na antiga “Casa da Guia” situada entre o lugar de Oitavos e Cascais, no início dos anos 50 do século XX.

                                                                   Exteriores da “Estalagem da Guia”

 

                                        

 

                                                                        Interiores da “Estalagem da Guia”

 

 

 

A “Estalagem da Guia”, desde 1983 foi propriedade da família Ornelas Monteiro, até ser vendida em 2010, aos actuais proprietários.

Actualmente com  a designação de “Senhora da Guia Cascais Boutique Hotel”, é uma unidade hoteleira de 5 estrelas, composta por 41 quartos, divididos em três edifícios, ligados por jardins e pinhais.

«O edifício principal, no seu tom laranja soalheiro, incorpora a recepção, o vestíbulo, o restaurante, o SPA e parte dos quartos de categoria superior. O edifício contíguo, na sombra calorosa de um amarelo radioso, está rodeado de pinheiros e todos os seus quartos dominam o relvado pontuado de palmeiras. O terceiro complexo, colorido em terra cotta, contorna um pátio com uma pequena fonte. O conjunto está interligado por terraços e frondosos jardins.».

                                                               “Senhora da Guia Cascais Boutique Hotel”

 

                                       

 

fotos in:  Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Senhora da Guia Cascais Boutique Hotel

5 de maio de 2013

Antigamente (69)

                                   “Douglas” C-54 Skymaster dos “Transportes Aéreos da Índia Portuguesa

                                    

                                                                      Posto de combustível da “Sacor

                                     

                                                              Matadouro Municipal de Lisboa nas Picoas

                                      

                                                  “Pensão Espadarte” (futuro “Hotel Espadarte”) em Sesimbra

                                       

3 de maio de 2013

Teatro-Cine da Covilhã

No início dos anos 10 do século passado, surge um efémero Hermínia Terrasse, que deu lugar, em 1924, a um edifício mais consistente, o “Teatro Covilhanense”, inaugurado  pela Companhia Lucília Simões-Erico Braga,  com a peça “A Casa da Boneca” de Ibsen, notável para a época e para a sociedade local.

O “Teatro-Cine da Covilhã” foi inaugurado em 11 de Janeiro de 1954, com um espectáculo pela Companhia Amélia Rey Colaço - Robles Monteiro, iniciativa de João Ferreira Bicho

 

Este teatro, projecto do arquitecto  Raul Rodrigues de Lima, - o mesmo que tinha assinado os projectos do Cinema-Teatro Monumental e do Cinema Cinearte ambos em Lisboa - foi construído pela iniciativa dos empresários José Cristóvão Corrêa e António Copeiro,  com capacidade para 560 pessoas. A obra foi realizada de modo a inserir-se no conjunto arquitectónico composto pelo Edifício Municipal, Correios, Caixa Geral de Depósitos.

          Conjunto composto pelo Edifício Municipal (á direita), Correios (ao fundo à direita) e Caixa Geral de Depósitos

                                

                                                   Projecto assinado pelo arquitecto Raúl Rodrigues Lima

                                

                                

José Manuel Fernandes analisa a implantação no contexto da renovação do  centro cívico da cidade: «na sua época, a mais forte  renovação do lugar central de uma pequena cidade portuguesa». E evoca, na estrutura interior e na polivalência do terraço, o modernismo do Cine-Teatro Capitólio de Cristino da Silva, cujo projecto é de 1925 tendo sido inaugurado em 1931.

                                                                  Interiores do “Teatro-Cine da Covilhã”

 

                                             

 

Encerrou em meados dos anos 80, reabrindo em Outubro de 1992, através de um contrato de utilização que a Câmara vem mantendo desde então. Em Abril de 2001, ganhou novo fôlego, graças a um protocolo assinado pela Câmara e pelo Cineclube da Beira Interior, que permitiu que a partir dessa data pudesse ter uma programação variada e diária.

Em Março de 2003, a Câmara Municipal da Covilhã reassumiu de novo a direcção directa da programação do “Teatro-Cine da Covilhã”, tendo-se realizado durante esse ano 60 espectáculos, 141 sessões de cinema, exposições, lançamentos de livros, numa opção de programação aberta à participação activa das várias associações do Concelho.

                                

Com as obras de restauro empreendidas em 2001, foi instalado um novo sistema eléctrico, montado um novo ecrã de cinema, instalado um sistema de som Dolby Digital e uma máquina de projecção moderna. Permitiu assim que o velhinho teatro voltasse a ter cinema depois de mais de 20 anos de ausência.

Actualmente, com capacidade para 984 espectadores, é uma das maiores salas de espectáculos da Beira Interior. Tendo uma programação diária e variada de cinema independente e comercial, tem também todo o tipo de espectáculos (desde musicais, peças de teatro, saraus culturais, festivais, óperas, feiras do livro, lançamentos de livros, etc.).

Em 2011 a autarquia covilhanense consegue finalmente comprar o imóvel à família Pina Bicho, a quem arrendava o espaço há cerca de 20 anos e anunciou que o agora Teatro Municipal se preparava para uma nova vida. O Teatro vai ter as obras que há tanto tempo merece. Não se sabe quando terão início, sabe-se sim que a maior parte dos elementos que fazem do edifício aquilo que é, se manterão (nomeadamente a sua fachada). No entanto, no interior, as alterações serão de monta.

fotos in:  Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

2 de maio de 2013

Porto de Lisboa (8)

       Barcaça de sondagens geológicas “Emídio Navarro”  (1946) da AGPL (Administração Geral do Porto de Lisboa)

                              

                                              Atelier da AGPL                                                                              1956

   

Na foto seguinte o rebocador “Serra da Arrábida” e  o guindaste flutuante "Engenheiro Manuel de Espregueira” de 60 toneladas de capacidade de elevação, à entrada da doca da Rocha do Conde d’Óbidos

                                

                                     Estação fluvial de Belém (inaugurada em 1940) e o cacilheiro “Um de Abril”

                                 

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

1 de maio de 2013

Mercearias e Mini-Mercados

As “Mercearias” tal como existiam até aos anos 70 do século XX, vendendo a grande maioria dos seus artigos avulso e a peso, tal como grão, feijão açúcar, bolachas, manteiga, café, vinho em garrafões, etc. foram desaparecendo ou transformando-se dando lugar aos mini-mercados, com o aparecimento dos artigos embalados e normalizados.

                                                                               Antigas Mercearias

                              

  

  

                                                Mercearia “Favorita” na cidade da Horta nos Açores em 1964

                                                   

                                                   E em Oliveira de Frades em 1953, além de mercearias …

                                      

       

                                

                                                                                           1958

                                             

Foi célebre a cadeia de mercearias “Val do Rio”,espalhadas pelos bairros lisboetas. Tratou-se de uma rede de mercearias, inicialmente de 25 estabelecimentos, adquirida pela  Sociedade Comercial Abel Pereira da Fonseca”, nos anos 50 do século XX. Além de serem lojas de atendimento ao público também faziam distribuição ao domicílio num pequeno raio, dentro do respectivo bairro, feita pelos “marçanos”, funcionários da loja que carregavam uma cesta às costas com o pedido do cliente entregando em casa do cliente. Nos anos 70 a rede já contava com 140 lojas, sendo pioneira no seu segmento. Estas lojas passaram a ser os primeiros mini-mercados self-service no país.

                           1911                                                      Loja “Val do Rio” na Rua dos Fanqueiros em Lisboa

1911 Val do Rio   

Os “Mini - Mercados”, apareceram no início dos anos 70 do século XX, sendo alguns  resultado da modernização de antigas mercearias,  e que se foram transformando e modernizando, permitindo aos seus clientes servirem-se, com o terminar da venda avulso e a peso de muitos artigos. Com o aparecimento dos balcões e arcas frigoríficas diversificaram-se os produtos como  peixe, gelados, etc.

Nas fotos seguintes imagens de alguns mini-mercados, nas quais se poderão observar (ampliando as imagens) algumas marcas já desaparecidas, de bebidas, chocolates, gelados, etc.

                                                                                        Mini-Mercados

 

 

 

                              Loja Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, Lda.” na Rua Garrett em Lisboa

                                

As mercearias não acabaram, resistindo aos novos tempos principalmente na província, e os mini-mercados ainda, e felizmente, existem um pouco por todo o país.

No início dos anos 70 apareceram os supermercados como hoje os conhecemos. O primeiro grande supermercado em Lisboa foi o “Pão de Açúcar” na Avenida Estados Unidos da América, em 1 de Maio de 1970, ocupando uma área coberta de 2.000 m2. Seguiu-se-lhe outro maior ainda no bairro de Alcântara e pertencente à mesma empresa. Já considerado de “hipermercado” e com o triplo da área do primeiro (6.000 m2), foi inaugurado no mesmo ano a 1 de Outubro.

                                         Supermercado “Pão de Açúcar” inaugurado em 1  de Maio de 1970

                                 

                                  

                                     Alguns preços (em escudos) e produtos à data da inauguração para recordar

                                   

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Imagens do Funchal