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14 de fevereiro de 2019

Antigamente (147)

Torre do submarino “NRP Golfinho” e seus oficiais, na doca do Bom Sucesso em 1918

I Volta a Portugal em Automóvel organizada pelo “Automóvel Club de Portugal” em Setembro de 1927. Fotos da chegada na Avenida da República, em Lisboa, e o automóvel vencedor «Overland” em exposição

 

“Peões por favor transitem pelos passeios” . Campanha do “ACP” na Rua Garrett, em 1935

Café e Restaurante “Caravela” em Algés em 1961

 

12 de fevereiro de 2019

Cartazes Publicitários (29)

Cafeteira “Edza” - “Estabelecimentos Edza” (Porto)

“Herminios” (Porto)

Compahia de Seguros “Atlantica”

Festival Mundial de Circo (1958)

11 de fevereiro de 2019

“Casa Memoria” de Santos Beirão

A “Casa Memoria” da firma “Santos Beirão & C.ª” foi fundada em 1880, no gaveto da Praça D. Pedro IV com o, então, Largo do Príncipe, em Lisboa, por José Pereira dos Santos Beirão (1856-1917).

“Casa Memoria” à esquerda na foto

Dentro da elipse desenhada a loja (no Rocio, 15) onde a “Casa Memoria” se instalaria em 1880

José Pereira dos Santos Beirão, nasceu em Lajeosa, Tondela, em 25 de Novembro de 1856, e tal como seus irmãos António e Marciano, veio novo para Lisboa, onde se lançou com grande sucesso na actividade comercial. Aos 24 anos era já proprietário da “Casa Memória”, que representava e comercializava em Portugal as máquinas de costura “Memoria”, as bicicletas “Clement” e “Gritzner” e as motocicletas “FN”, com magneto e forquilha elástica.

José Pereira dos Santos Beirão (1856-1917)

Anúncio seguintes de 1905

    

A actividade da “Casa Memoria” que a tornou mais conhecida, foi a comercialização de bicicletas, nos finais do século XIX e princípio do século XX. Num artigo que relembrava as origens do desporto velocipédico em Portugal, a revista “Tiro e Sport”, em 1906, referia José Beirão nos seguintes termos:

«A bicyclette começava a despontar em Portugal com a sua cohorte de admiradores e o seu juvenil grito de progresso. Foi moda então ter-se bicyclette e foi enorme e enthusiastico o recebimento d'esse 'cavallinho de ferro' que veio dar, especialmente a Lisboa, um cunho d'alegria e de coisa original a que não estavamos habituados.
E era ver a cara apalermada d'alguns habitantes da 'Lisbia' embascados n'aquella engenhoca, que elles não sabiam como caminhava só com duas rodas e com um homem em cima. Fez-se grande gasto do aparelho e que o confirme ainda o José Beirão com aquella patriarchal figura, que a rapaziada ainda hoje conhece, na venda desnumerada que elle fez n'aquelles tempos das suas reclamadas 'Clements'.
Chegou ao delirio a febre pela bicyclette e quem era do bom tom, quem se prezava de ser fino e ter alguma cotação na sociedade tinha uma bicyclette.»

1909

 

1910

Quando em 1895 surgiram os primeiros automóveis em Portugal, José Beirão passou a dedicar-se também ao seu comércio. Foi, igualmente, accionista, nomeadamente, da “Sociedade Portuguesa de Navegação” propriedade de seu  cunhado Artur Augusto de Oliveira, da Companhia de Seguros Comércio e Indústria e da “Companhia Cinematographica de Portugal” e membro da “Sociedade de Geografia de Lisboa”. Foi, também, um dos sócios fundadores da “Sociedade de Recreios Lisbonense”, proprietária do Colyseo dos Recreios, e da Praça de Touros do Campo Pequeno, dispondo nestes  dois estabelecimentos de um camarote vitalício.

Catálogo e tabela de preços de bicyclettes da “Santos Beirão” (clicar para aumentar)

Refira-se, que foi Santos Beirão o percursor dos postais ilustrados para fins comerciais, datando de 1895 a edição de um postal publicitário da firma “Santos Beirão & C.ª ”, proprietária da “Casa Memória”.

Por morte de José Pereira dos Santos Beirão em 25 de Outubro de 1917, sucede-lhe nos destinos dos negócios, seu filho Mário de Oliveira Beirão (1889-1973) que já o acompanhava na gerência dos mesmos. 

Mário de Oliveira Beirão (1889-1973)

 

A “Casa Memoria”, mudaria a sua designação para “Santos Beirão, Lda.”, passando, a dedicar-se à comercialização de instrumentos musicais tendo funcionado até 1985.

Casa de instrumentos musicais “Santos Beirão, Lda.”, atrás do burrito (na foto à esquerda) e dentro da elipse (fofo à direita)

 

1957

fotos in:  Arquivo Municipal de Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Hemeroteca Municipal de Lisboa, Ephemera, Beirões da Lajeosa do Dão

1 de fevereiro de 2019

Estabelecimentos Comerciais de Lisboa (57)

“Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro”, na Praça dos Restauradores em 1929



Casa de Penhores “Bento, Silva, Pinto, Lda.”, na Rua de São José


“Papelaria Camões”, no Largo de Camões em 1929


Escritórios e balcão de vendas da companhia aérea americana “TWA - Trans World Airlines”, na Avenida da Liberdade


16 de janeiro de 2019

Restaurante “Boa Viagem”

O restaurante-dancing e casa-de-chá “Boa Viagem”, localizado na “Quinta da Boa Viagem” no cruzamento da Estrada Marginal com o acesso à, então, Auto-Estrada Lisboa-Estádio Nacional, terá sido inaugurado na primeira semana de Setembro de 1949.

O ante-projecto deste edifício foi apresentado em 1947 e definitivo em 1948, elaborado pelo arquitecto João Faria da Costa (1906-1971), e viria ser construído entre 1948 e 1949, nos terrenos do engenheiro agrónomo Vasco Alcobia.

Arquitecto João Guilherme Faria da Costa (1906-1971) e seu ante-projecto do restaurante “Boa Viagem”

   

Segundo li, este restaurante terá encerrado, e definitivamente, por volta de 1955. Na parte que me toca, quando passava lá no início dos anos 60, diáriamente,  já o “Boa Viagem” estava fechado e com aspecto de o estar havia alguns anos.  Em 1 de Agosto de 1968, seria aberto ao trânsito o novo nó do “Alto da Boa Viagem” que incluía uma passagem desnivelada na Estrada da Marginal frente ao antigo restaurante “Boa Viagem”.

Enquadramento paisagístico do restaurante “Boa Viagem” e as suas traseiras com um amplo parque de estacionamento

 

                             10 de Setembro de 1949                                                            23 de Dezembro de 1949

                             

Depois da inauguração da passagem desnivelada no novo entroncamento da Auto-Estrada com a Estrada Marginal

 

1 de Agosto de 1968

Quanto ao seu estado actual, e continuando ao abandono, li num post de Isabel de Almeida Paula, de 29 de Setembro de 2017, no “Facebook” de “Lisboa Antiga” o seguinte texto:
«Esteve na posse do grupo Jerónimo Martins. Foi vendido por este grupo aos donos da Valouro/ Persuinos/ Imotorres. Passou para accionistas, num empreendimento imobiliário denominado "Lisboa Mar",que criou um grande projecto que incluía um aparthotel, Business Park, apartamentos turisticos, centro de apoio desportivo e auditório. Foi feito o estudo paisagístico e de viabilidade. Não me recordo se o projecto chegou a ser aprovado pela autarquia, só sei que não se concretizou e voltou a ser vendido a um grupo estrangeiro. A partir daí, nada mais sei, a não ser que continua ao abandono.»

Ao analisar as fotos seguintes, obtidas no blog “Ruin’Arte”, pode-se ficar com uma noção da configuração do seu interior, e do estado de abandono total em que se encontra.

 

  

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Hemeroteca Municipal de Lisboa, Ruin’Arte