Restos de Colecção

22 de fevereiro de 2014

Propaganda do Estado Novo (9)

1952

União Nacional.4

 

1957

Colecção de postais circulados em 1948

                                             1936                                                                  Advento do culto mariano em Fátima

 

cartazes in: Ephemera

21 de fevereiro de 2014

Festa da Batalha das Flores

Uma das festas da “Batalha das Flores” teve lugar a 11 de Junho de 1928, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Esta festa promovida pela Câmara Municipal de Lisboa,  inseriu-se nas Festas da Cidade e festejos dos Santos Populares, e que incluiu, igualmente, o evento da “Semana da Criança”. O desfile foi presidido pelo Chefe de Estado General Óscar Carmona.

 

 

 

 

Apesar e o táxi na foto anterior, ter volante à direita lembro que, tinha sido no dia 1 do mesmo mês e ano - 1 de Junho de 1928 -  em que teve lugar esta Festa, que a circulação automóvel passou a efectuar-se pela direita, facto que pode ser testemunhado na última foto deste artigo. Esta alteração foi adoptada em todo o território nacional e colónias com a excepção de Goa, Macau e Moçambique.

 

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

20 de fevereiro de 2014

Antigamente (91)

“Hotel das Arcadas” no Estoril

 

O “Hotel das Arcadas” no Estoril, foi desactivado, creio nos anos 80 do século XX, tendo, posteriormente, o edifício sido aumentado com mais um piso, assim como o seu gémeo no lado oposto do jardim, e o espaço reconvertido em apartamentos .

Setembro de 1872

Veículo de propaganda ao “Cine parque” do Funchal, em 1941

Quiosque no Terreiro do Paço em Lisboa, em 1935

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Old Portugal

19 de fevereiro de 2014

Messe de Oficiais de Lisboa

O edifício da “Messe de Oficiais de Lisboa”, também conhecido por “Palácio de Barbacena”, situado no Campo de Santa Clara, em Lisboa, remonta a finais do segundo quartel do século XVIII, cujo risco se deve ao arquitecto Manuel da Costa Negreiros.

Foi mandado levantar por Luís Xavier Furtado de Mendonça, 4º Visconde de Barbacena, em cujos descendentes permaneceu até à extinção da família com o 7º visconde Francisco Furtado de Castro Rio Mendonça e Faro, falecido em 1854.

Em 1864 foi a leilão, sendo adquirido pelo patriarcado com destino a residência dos prelados de Lisboa, ficando desde então conhecido por “Palácio da Mitra”. Pouco tempo esteve na posse do patriarcado, tendo apenas um dos prelados, D. Manuel Bento Rodrigues, nele residido algum tempo.

No final do século XIX foi adquirido pelo Ministério da Guerra, tendo servido durante algum tempo como “Hospital Militar de Emergência”.

Em 1925 foi nele instalada a primeira “Messe de Oficiais do Exército”, a cargo da Manutenção Militar, sendo na altura director o Tenente Coronel de Administração Militar, Linhares de Lima.

Interiores da “Messe dos Oficias de Lisboa” em fotos dos anos 60 do século XX

 

 

No interior merece destaque o património azulejar setecentista da portaria, da escadaria principal e de algumas salas, onde estão representadas cenas de género, de paisagem e de caça, uma figura recortada, de capa e espada, para além dos tectos com pinturas de Vieira Portuense e de José António Narciso.

Presentemente dispõe de um total de 57 quartos, dos quais 2 suites e 12 com WC privativo, contando  ainda com um restaurante, sala de refeições, bar e salão de estar.

Exterior da “Messe dos Oficias de Lisboa” , actualmente

   

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

18 de fevereiro de 2014

16 de fevereiro de 2014

Hotel São Cristóvão

O “Hotel São Cristóvão”, em Lagos no Algarve, abriu as suas portas pela primeira vez, em 20 de Fevereiro de 1955, ainda como “Estalagem São Cristóvão”, propriedade de Hermano do Nascimento Baptista (1907-2000), e foi projectada pelo arquitecto António Vicente de Castro (1920-2002).

“Estalagem São Cristóvão” nos anos 60 do século XX

“Estalagem São Cristóvão” nos anos 50 do século XX

Hermano Baptista começou a vida profissional como motorista nas carreiras de autocarros da “Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses”, cuja gestão passou, posteriormente, para a empresa “Palmelense”; que devido à reduzida rendibilidade, os serviços cessaram, e os maquinistas, despedidos.

Hermano do Nascimento Baptista (1907-2000)

Hermano Baptista regressou, então, a Lagos, onde iniciou um negócio de frutos secos, e, posteriormente, passou para os combustíveis, tendo instalado um posto da “Sonap”. Pouco depois, aproveitando a quase inexistência de estabelecimentos de acolhimento para viajantes em Lagos, institui um abrigo para motoristas à entrada da cidade, que se tornou, posteriormente, numa estalagem, a “Estalagem São Cristóvão”.

O projecto apresentado era composto por dois volumes e dois programas distintos: uma Estalagem com um pequeno stand anexo e um posto de abastecimento de combustível. Implantado na entrada da cidade de Lagos, o edifício foi orientado de modo a que as fachadas principais ficassem a nascente e a sul, viradas para a baía e para Lagos. A "Estalagem São Cristóvão",  era dividida em dois pisos. Contendo, no piso térreo, um restaurante, bar, zona de estar, instalações sanitárias masculinas e femininas, cozinha e copa, instalações sanitárias para funcionários, quarto do guarda e arrumos. Junto às fachadas sul e nascente encontrava-se uma ampla esplanada que iluminava o restaurante, o bar e a zona de estar, separados por tabiques de madeira, prolongando o interior para o exterior. Anexo a este programa encontrava-se ainda um Stand com escritório. No piso superior, o programa era composto por: 10 quartos, 9 com varanda privada, 5 virados a nascente, 3 a sul e 2 a poente; duas casas de banho; uma instalação sanitária com lavabo independente; arrumos; e uma varanda com escada exterior que fazia a ligação entre pisos.

 A "Estalagem São Cristóvão", foi considerada, na época, um projecto moderníssimo e futurista, e era direccionada, aos viajantes, daí o nome de São Cristóvão, o Santo protector dos motoristas e dos viajantes.

“Estalagem São Cristóvão” antes da ampliação e conversão a “Hotel São Cristóvão”

Nos finais dos anos 60 do século XX, Hermano Baptista, amplia significativamente a Estalagem transforma-a no “Hotel São Cristóvão”. Passa a oferecer 76 quartos com a classificação de 3 estrelas.

Devido a dificuldades económicas, no entanto, vê-se obrigado a vender o hotel à empresa Torralta, instalando-se Hermano Baptista então, já um prestigiado cozinheiro, na Quinta das Palmeiras, que se tornou, posteriormente, num pólo da cultura gastronómica portuguesa.

Depois de adquirido pela “Torralta” e, depois desta ter sido adquirida pelo “Grupo Sonae” em 1998, o “Hotel São Cristóvão” encerrou definitivamente anos mais tarde, juntamente com o “Hotel Golfinho” na Praia da D.Ana.

Em 9 de Agosto de 2010, o Presidente da Câmara Municipal de Lagos, dr. Júlio Barroso, em entrevista ao jornal e rádio “Litoralgarve”, ao ser questionado acerca do futuro dos “Hotel São Cristóvão” e “Hotel Golfinho”, há muito  encerrados, respondia:

«Esses dois hotéis, entraram num âmbito da Torralta e no âmbito da negociação que o Estado fez no processo da falência da Torralta e esses hotéis foram cedidos ao Grupo Sonae. Para ambos os hotéis apresentou projectos de novos hotéis, mas sabemos que o Grupo Sonae vendeu esses dois activos. Existem projectos na Câmara aprovados e em condições de evoluir, são dois grupos nacionais o Grupo do Hotel Golfinho é de um Grupo algarvio que nos garante que o projecto vai avançar, mas como deve calcular o timing dos investimentos cabe aos investidores e não à autarquia. O Hotel São Cristóvão é de um outro grupo algarvio, mesmo aqui de Lagos, que também está a preparar um projecto para este espaço, mas este momento de crise não é o melhor para o arranque decisivo destes dois projectos.»

fotos in: Delcampe.net