Restos de Colecção

14 de novembro de 2010

Antigos Aviões Militares (4)

                      Nieuport Ni.10, de 1916                                                      Tellier T3, de 1918

 

                    Nieuport Ni.21 E1, de 1919                                                 Airspeed Oxford, de 1943

 

  De Havilland DH 115 Vampire, de 1952                                             Noratlas LTG 62, de 1965

 

Fotos in: Força Aérea Portuguesa

A "FAP - Força Aérea Portuguesa" só foi criada em 27 de Junho de 1952, pelo que para informação mais completa aqui fica:

Até 27 de Junho de 1952, o ramo aéreo das forças armadas portuguesas estava dividido em dois ramos:

Aeronáutica do Exército

1914 - 1918: Serviço Aeronáutico Militar
1918 - 1924: Serviço da Aeronáutica Militar
1924 - 1952: Arma de Aeronáutica Militar

Aeronáutica Naval

1917 - 1918: Serviço de Aviação da Armada
1918 - 1931: Serviços da Aeronáutica Naval
1931 - 1952: Forças Aéreas da Armada
1952 - Força Aérea Portuguesa (fusão das Forças Aéreas da Armada e da Arma de Aeronáutica Militar)

11 de novembro de 2010

Que “Ordem Nova” mais confusa ….

Este foi o Volume I do Ano I da revista “Ordem Nova” publicada em 1926.

                         Revista Ordem Nova 1926

Foram editados doze exemplares, entre Março de 1926 e Fevereiro de 1927. A revista tinha quarenta páginas, de periodicidade mensal, e alguns anúncios que a sustentavam. A assinatura anual custava 24$00. A Redacção era na cidade de Coimbra e a Administração em Lisboa.

"Violou-se a lei [Constituição de 1911, derrubada pelo 28 de Maio de 1926] sem hipocrisia, sem máscara. Ninguém pode negar aos ditadores uma coragem moral e um desassombro que os partidos políticos nunca tiveram (...) É por isso que aplaudimos a violação de quantas leis sejam necessárias violar, conquanto que se faça justiça ..." [Marcello Caetano, nº 11, Janeiro de 1927]

Nota: Dr. Marcello José das Neves Alves Caetano foi Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa,  ministro das Colónias (1944-1947), da Presidência (1955-1958), Presidente do Conselho de Ministros (1968-1974) em substituição do Dr. Oliveira Salazar. Deposto com a revolução do 25 de Abril de 1974, viria a falecer no Rio de Janeiro em 26 de Outubro de 1980.

Vivendo dificuldades financeiras, a direcção mandou distribuir panfletos publicitando esta revista, em que se podia ler: “a revista-panfleto mais reaccionária que hoje se publica em Portugal”.

Foto e citação de Marcello Caetano in: Almanaque Republicano

7 de novembro de 2010

Campanhas de Fundos …

Em anos que já lá vão, os partidos colocavam cartazes nas ruas, também, para angariar fundos, com alguns prémios bem tentadores para a altura, desde automóveis, motos, televisões ( a cores !!) e até viagem à URSS ….

 

 

                         

  

De outros partidos não encontrei, até hoje, propaganda de angariação de fundos.

Hoje em dia, pelo menos os partidos com assento na Assembleia da República, não precisam de gastar dinheiro, em propaganda e sorteios para angariar fundos, o Estado atribui subvenções a  esses, além de outros generosos donativos provenientes de outras fontes …..

6 de novembro de 2010

Antigos Jornais de Lisboa

O jornal “O Século” foi fundado em 1881 por Magalhães Lima e seu primeiro director. Esteve instalado no antigo palácio que pertencera à família Berderode, na Rua do Século antiga Rua Formosa. O segundo director foi, a partir de 1896, José Joaquim da Silva Graça, tendo o jornal sob sua orientação conhecido tempos áureos. É propriedade deste jornal a famosa revista “Ilustração Portugueza”..

O jornal “O Século” representava a vanguarda da imprensa. Foi de José da Silva Graça o palacete, na Av. Fontes Pereira de Melo, onde se viria a instalar o Hotel Aviz, onde viveu Calouste Gulbenkian.

Jornal de cariz monárquico, sofreu bastante com a implantação da República, tendo sido adquirido em 1922 pela Companhia Portugal e Colónias. O sucesso de “O Século” foi reerguido por João Pereira Rosa, novo director logo a seguir ao golpe de 28 de Maio de 1926.

Nos anos 70’s este jornal foi comprado por Jorge de Brito dono do Banco Intercontinental Português, altura em que a banca investiu forte na imprensa, tendo sido nacionalizado indirectamente em virtude da nacionalização da banca em 1975. O 1º governo constitucional de 1976 suspendeu a publicação e não voltou mais às bancas.

                                                  Jornal “O Século” na Rua do Século

 

O jornal “O Mundo” foi fundado em 16 de Setembro de 1890 por França Borges. Defensor dos ideais republicanos, e tendo dirigido anteriormente os jornais dirigiu as redacções do “Vanguarda”, de “O Paíz”, do jornal “A Lanterna” e do periódico “A Pátria”, dirigiu “O Mundo” até à sua morte, e que utilizou como forma de luta contra o regime monárquico.

A sede inicial ficava na Rua das Gáveas, num edifício que foi englobado na nova edificação, cuja fachada principal ficava na Rua da Misericórdia. Por altura da aquisição do edifício pelo “Diário da Manhã”, em 1931, o globo em pedra da fachada desapareceu depois de ter sido retirado. Jornal matutino, tinha a concorrência de outros três matutinos republicanos “A Lucta”, “O Paíz” e “A Capital”. Estes quatro jornais republicanos por sua vez competiam com os “grandes” jornais informativos “O Século” e o “Diário de Notícias”.

Em 1922, já depois da morte do seu fundador em 1915, Urbano Rodrigues assumiu a direcção substituindo Carlos Trilho, consequência de várias crises que este jornal passou, tendo mesmo interrompido a sua publicação em diversos momentos. Com o golpe de 28  de Maio de 1926, o jornal pró-regime, “Diário da Manhã” comprou este edifício. Mais tarde o jornal “A Época” sucessor do “Diário da Manhã”, viria a ser extinto após o 25 de Abril de 1974.

                                                  Jornal “O Mundo” na Rua da Misericórdia”

 

O Jornal “República” foi fundado a 15 de janeiro de 1911, por António José de Almeida, tendo-se destacado  a par do “Diário de Lisboa”, na luta, possível, oposicionista ao regime de Salazar. Jornal republicano, ligado desde o início a figuras de relevo da maçonaria portuguesa, sobrevive à instauração do regime do Estado Novo. As suas instalações estiveram na Rua Garrett e na Largo da Trindade e finalmente na Rua da Misericórdia. Os seus últimos directores foram: Carvalhão Duarte (republicano) José Magalhães Godinho (socialista) e Raúl Rego (socialista)

Em Maio de 1975 um conflito entre jornalistas e tipógrafos, não querendo os últimos imprimir o que os jornalistas escreviam, ditou a saída destes  do jornal. Após o 25 de Novembro de 1975 encerrou definitivamente.

                                                     Jornal “República” na Rua da Misericórdia            

      

Fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa

5 de novembro de 2010

O Telefone em Portugal (2)

Na sequência do post de 5 de Junho de 2010 com o título “O Telefone em Portugal (1)”, na qual fiz uma breve resenha histórica da introdução do telefone em Portugal, publico mais umas fotos alusivas ao assunto.

                       Central da APT em Lisboa                                        Casa das Máquinas da Estação Norte

  

                      Pilar telefónico de rua, em 1932                                 Cabine Telefónica de rua

          

                                 Novas viaturas da APT junto ao Pavilhão dos Desportos de Lisboa

                        

  fotos in: Fundação Portuguesa  das Comunicações

3 de novembro de 2010

Antigos Cinemas de Lisboa (3)

Cinema / Teatro  Monumental, na Praça Duque de Saldanha         Cinema Central, nos Restauradores

 

O Cine-Teatro Monumental, foi projectado pelo arquitecto Raúl Rodrigues Lima, e inaugurado em 14 de Novembro de 1951. Foi demolido em 1982. Além da sala de cinema principal e da sala de teatro, mais tarde foi criada uma pequena sala de cinema no mesmo edifício, e no último piso, de seu nome “Satélite”,  á semelhança da sala “Estúdio” no antigo cinema Império. Possuía 1848 lugares distribuídos por plateia e 2 “balcões”. Albergou na ala lateral da Av. Fontes Pereira de Melo, o famoso café-restaurante Monumental.

O Cinema Central  foi inaugurado em 1908. Era na altura a sala de cinema mais luxuosa de Lisboa. Foi construída na capela do Palácio Foz. A partir de 1917 o cinema foi equipado com uma orquestra para acompanhar os filmes, que eram mudos na altura. Albergava 425 espectadores. Em 1958 foi reformado e passou a albergar a Cinemateca Portuguesa até ao ano de 1980. A partir de 1980 passou a funcionar como Cinemateca Júnior até hoje, com a denominação de “Salão Foz”.

           Cinema Lumiar, na Calçada de Carriche                                Cinema Odéon, na Rua dos Condes

 

O Cinema Lumiar, situado na Calçada de Carriche, foi inaugurado em 1967, e depois de encerrado em 1977, ainda hoje se encontra devoluto.

O Cinema Odéon, situado na Rua dos Condes, foi inaugurado em 1927,  e modernizado em 1931 recebendo as galerias metálicas. Albergava 691 espectadores distribuídos por plateia, 2 balcões e camarotes. No piso térreo teve um restaurante-cervejaria de seu nome também “Odéon” . Este cinema encerrou em 1993.

 

                 Cinema “Salão Portugal”, na Ajuda                                    Cinema Capitólio, no Parque Mayer

 

O Salão Portugal foi inaugurado em 1928. Tinha capacidade para 510 espectadores. Encerrou em 1972. Hoje depois de recuperado e remodelado é sede do Comité Olímpico de Portugal desde o ano 2000.

Cinema Capitólio, projecto do arquitecto Luís Cristino da Silva, foi inaugurado em 1931, e era o único cinema do Parque Mayer, onde abundavam os teatros de revista. A sua sala de cinema albergava 1391 espectadores sendo o cinema de maior lotação da época. Possuía um terraço cujo acesso era por escadas rolantes uma novidade na altura. Encerrou em 1980.

Fotos in: Arquivo Municipal de LisboaBiblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian