Restos de Colecção

22 de junho de 2016

Casa de Fados “Nau Catrineta”

O restaurante típico e casa de fados "Nau Catrineta", foi inaugurada em 12 de Dezembro de 1952, na Travessa de São Miguel, ao Chafariz de Dentro, no Bairro de Alfama em Lisboa. O projecto foi da autoria do arquitecto Moreira Santos e a sua decoração ficou a cargo do artista Manuel Caldeira.

A "Nau Catrineta" - nome de um poema anónmo e romanceado - foi fundada pelos irmãos João e Manuel Patrício, que encomendaram o projecto do edifício ao arquitecto Jorge Segurado (1898-1990) e cuja construção ficaria a cargo do construtor Diamantino Tojal.

   

Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama avistando-se o letreiro indicativo do restaurante

  

O "Diario de Lisbôa" noticiava a sua inauguração com entusiasmo:

«Há hoje festa na Alfama, com colchas nas janelas da Travessa de S. Miguel e alegria no bairro, todo orgulhoso pela inauguração da "Nau Catrineta", casa de castiça fachada e lusitano interior evocando o mar.

Em tempos que já lá vão
A fome tornou-se preta.
Fizeram da sola pão,
na velha “Nau Catrineta”

Hoje, porém é diferente:
Nem fome nem sacrifício.
Toda a gente está contente
Na nova nau do Patrício

Estas são duas quadras da ementa da "Nau Catrineta", e os irmãos Patricio, que embarcaram na aventura, convidaram para o almoço inaugural amigos e jornalistas, olissiponenses e enamorados da tradição que manifestaram o seu entusiasmo pela iniciativa, realmente digna de ser festejada pelo bom gosto que revela.»

Ao almoço de inauguração presidiu o famoso olissipógrafo e jornalista Gustavo Matos Sequeira (1880-1962). De referir que a direcção artística desta casa ficou a cargo de Filipe Pinto, que já tinha desempenhado idênticas funções noutra casa típica o "Luso", sendo descrito como «fadista clássico conhecido pelo "Marialva do fado" e bem experimentado na direcção dos elencos da canção nacional».

10 de Dezembro de 1952

                                  10 de Dezembro de 1952                                             30 de Dezembro de 1952

       

Postal com vistas do Interior da “Nau Catrineta” antes da primeira remodelação de 1955

29 de Dezembro de 1954

Pouco tempo depois da sua inauguração, a "Nau Catrineta"  encerraria para remodelações. Reabriria em 21 de Outubro de 1955, com nova decoração da responsabilidade de Manuel Lima e Jorge de Sousa, enriquecida com um painel decorativo de Manuel Lima e outros da autoria Dário Vidal e Octávio Clérigo.

“Nau Catrineta” após a primeira remodelação de 1955

«(...) reabre com remodelações que tornam a casa mais acolhedora, bem aquecida por revestimento de madeira, "a camara de bordo" e "a ponte de comando" está em plano mais alto, no 1º andar, onde se podem efectuar almoços e jantares particulares, ou continuar os iniciados cá em baixo. (...)
Aos cultores da tradição do Fado e aos apreciadores de boa mesa e do puro sumo de uva, recomenda-se a visita à "Nau Catrineta", que, como poderão ver, traz muito que contar nesta sua triunfal reabertura.» in "Diario de Lisbôa"

                     5 de Dezembro de 1959                                                     23 de Janeiro de 1960

      

Capa de “EP” gravado ao vivo na “Nau Catrineta”

Depois de encerrada, novamente, a “Nau Catrineta” reabre em 1 de Julho de 1961, podendo-se ler a propósito no “Diario de Lisbôa”:

«Em toda a decoração, bem imaginada em momento de feliz inspiração pelo arquitecto Moreira Santos e pelo artista Manuel Caldeira, o mar profundo, esse mar bem português, está sempre presente. (...)
Da velha "Nau Catrineta" de Alfama, nada resta, a não ser o nome. A nova gerência da casa, que nada tem a ver com a s anteriores, caprichou em apresentar um ambiente inteiramente novo e conseguiu-o plenamente.»

1 de Julho de 1961

Notícia da inauguração no “Diario de Lisbôa” em 2 de Julho de 1961

A partir desta data não consegui saber mais nada acerca desta casa de fados. Numa lista de casas de fado lisboetas, editada em Dezembro de 1970 no “Diario de Lisbôa”, a “Nau Catrineta” já lá não figurava. Depois de encerrada uma série de anos, reabriria, em 14 de Setembro de 1981, com nova designação: “O Poeta”. Neste novo estabelecimento, com gerência de Fernanda do Carmo,  reaparceria depois de uma longa ausência,  a famosa fadista Berta Cardoso (1911-1997), que, por motivos de doença, em finais dos anos setenta do século XX, deixara a “Viela” - ex “Casa da Celeste” - outra casa de fados, na Rua das Taipas, e propriedade do fadista Sérgio Dâmaso.

Maria Pereira e Berta Cardoso na “Nau Catrineta”

23 de Junho de 1965

14 de Setembro de 1981

Pelo que consegui saber, “O Poeta” encerraria poucos anos depois e o edifício seria demolido, nos anos 90 do século XX.

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Arquivo Municipal de Lisboa, Delcampe.net, Fadocravo

20 de junho de 2016

Cinema Europa

Em 14 de Fevereiro de 1931 foi inaugurado o “Europa Cinema”, depois de inicialmente se ter pensado em chamar de Cinema “Astória” , localizado na esquina da Rua Almeida e Sousa com a Rua Francisco Metrass no Bairro de Campo de Ourique, em Lisboa. Era propriedade de José Dionísio Nobre, e o seu projecto ficou a cargo do arquitecto Raúl Martins, e viria a ser uma das grandes salas de cinema de Lisboa.

O “Europa Cinema” inaugurado em 14 de Fevereiro de 1931

  

A sua sala, traçada em forma trapezoidal e dotada de tectos de masseira pintados em azul e prata, que contrastavam com os tons das paredes em verde mate e ouro, possuía uma boa acústica que se exigia dos espaços que aderiam ao cinema sonoro. A boa visibilidade também estava incluída no desenho da sala de projecção, que se desenvolvia por três pisos, sendo o primeiro a plateia; o segundo correspondia ao primeiro balcão e seis camarotes de cada lado, como também o bar; e por fim, o terceiro piso que correspondia ao segundo balcão e onde se encontrava a cabine. Ao todo esta sala conseguia acomodar 878 pessoas.

 Cinema Europa.9

Este Cinema, foi projectado de modo a poder ser ampliado, o que aconteceu em 1936 quando sofreu grandes alterações, com a supervisão do arquitecto João Carlos Silva, quer na fachada como também no interior, vendo reduzida a lotaçãopara 812 lugares+ lugares de camarote, de modo a acomodar melhor o público.

Sala inicial do “Europa Cinema” ainda com cadeiras de madeira

 

Sala de cinema já alterada, redecorada e com cadeiras mais confortáveis

Planta deste primeiro “Europa Cinema” e preçário de 1953

Programa para a temporada 1953-1954


gentilmente cedido por Carlos Caria

Em 1957 este cinema foi demolido, e no seu lugar foi construído um novo Cinema, agora chamado simplesmente de “Europa” propriedade da “Sociedade Administradora de Cinemas, Lda.”, do major Horácio Pimental, proprietária, igualmente oCine-Teatro Monumentale doCinearte”. Desenhado pelo arquitecto Antero Ferreira, foi inaugurado em 28 de Março de 1966, e a sua fachada incluía uma escultura em alto-relevo de autoria do escultor Euclides Vaz.

Novo “Europa” em fase de acabamentos e escultura em alto-relevo de autoria do escultor Euclides Vaz

   

 

O novo Cinema “Europa”, com 843 lugares, foi oficialmente inaugurado a 28 de Março de 1966, com a presença do Ministro das Corporações e do Secretário Nacional de Informação,  com a estreia do “III Festival de Arte Cinematográfica de Lisboa” e “I Festival de Animação” com a exibição do filme “Muriel” de Alain Resnais.

Depois de terminado o Festival seria exibido o filme“O Evangelho Segundo S. Mateus” de Pasolini, filme este, que só seria exibido durante 3 dias. Seguir-se-ia, em 10 de Abril, a estreia do filme do filme “3º Dia” e seleccionado para a inauguração ao público do “Europa”.

Estreado em 7 de Abril de 1966

Estreado em 10 de Abril de 1966

Mais tarde, a sala deste Cinema seria melhorada, com o projecto do arquitecto Raúl Rodrigues Lima, e com alterações significativas que se estenderam até ao bar, como também na importância atribuída ao átrio com um painel de azulejos de Fred Kradolfer, expressamente concebido para o local.

  

A cabine de projecção estava equipada com quatro máquinas, das quais duas do modelo mais recente da “Philips”, o  DP-70. O ecrã gigante tinha 16 metros de largura.

 

Estreia a 1 de Setembro de 1967

Funcionou como sala de cinema até 30 de Novembro de 1981, - ano em que comemorava o seu cinquentenário -  data em que deu por encerrada a sua actividade, com a exibição do filme “Annie Hall” de Woody Allen. Mas só duas décadas mais tarde o espaço foi desafectado dessa função. Durante a década de 80 do século XX funcionou, também, como estúdio de televisão, principalmente para concursos televisivos. 

A sua actividade cessaria em definitivo, na sequência de um pedido do proprietário - “Sociedade Administrativa de Cinemas, Lda” - em 2004, que se propunha construir no local um novo edifício, dividido entre espaços de comércio e apartamentos de luxo.

   

Em consequência desta pretensão formou-se um grupo de cidadãos o "SOS Cinema Europa". Foi um movimento informal de cidadãos, maioritariamente moradores no bairro de Campo de Ourique, que nasceu no início de 2005. Este movimento lutou pela criação de um espaço cultural público (biblioteca multimédia, auditório e sala para actividades diversas) no piso térreo do novo edifício a ser construído no local onde existiu o antigo cinema “Europa”.

                    Cartaz do movimento                                              Projecto inicial do “Edifício Cinema Europa”

 

Em Dezembro de 2010 o cinema “Europa” foi demolido e, no seu lugar. começaria a ser construído, em 2011, um edifício de 25 apartamentos, promovido pela empresa “Granvale”, actualmente concluído como se pode ver na foto seguinte.

Bibliografia: foi consultado, também, o blog “Cinemas do Paraíso”

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Horácio Novais), IÉ-IÉ

16 de junho de 2016

Estádio José Alvalade

O primeiro campo do “Sporting Club de Portugal”, fundado em 1 de Julho  de 1906, começou a funcionar em 8 de Maio de 1906, no nº 73 da Alameda do Lumiar - hoje Alameda das Linhas Torres - no chamado Sítio das Mouras. Os terrenos foram cedidos pelo Visconde de Alvalade, que correspondeu à vontade do neto, José Alvalade, de consolidar um novo clube depois da cisão do “Campo Grande Football Club”. A cedência incluiu, ainda, um edifício na mesma Alameda, para funcionar como a primeira sede do “Sporting Club de Portugal”.

“Stadium do Lumiar” com as bancadas em construção

 

 

José Alfredo Holtreman Roquette conhecido por José Alvalade (1885-1918)

 

No ano seguinte, a 4 de Julho de 1907, houve uma remodelação que melhorou substancialmente as condições desportivas: além de um campo de futebol, o segundo campo dos leões passava a contar com uma pista de atletismo, dois courts de ténis, pavilhão com vestiários e armários pessoais, chuveiros e banhos de imersão, sala de estar e de jogos, sem esquecer a cozinha equipada para a preparação de refeições ligeiras. Este complexo ficou a ser o melhor de então em Portugal e situava-se no mesmo local do primeiro campo, ao lado do Chafariz das Mouras.

“Estádio do Campo Grande”

Entrada para o Estádio e o restaurante “Campo Grande”

2º Encontro de futebol Lisboa-Madrid em 22 de Abril de 1928. Resultado 2-2

O “Sporting Club de Portugal” saiu do Sítio das Mouras para ocupar o Campo Grande 412, no dia 1 de Abril de 1917, data da sua inauguração. Este campo, anteriormente arrendado ao “Lisboa Football Club”, que entretanto se extinguiu, sofreu amplas melhorias levadas a cabo pelo arquitecto António do Couto que só foram possíveis graças ao dedicado dirigente Mário Pistacchini, que adiantou os quase 53 mil escudos necessários para as obras, na condição de o SCP lhe pagar quando pudesse, o que se veio a verificar uns anos mais tarde. Na sequência de acordos patrimoniais com a Câmara Municipal de Lisboa, o Sporting em 1940, num gesto de boa vontade, cedeu este campo ao eterno rival “Sport Lisboa e Benfica” quando este clube foi obrigado a abandonar o “Campo nas Amoreiras” para realização das obras  de construção do “Viaduto Duarte Pacheco” e da “Auto-Estrada Lisboa-Estádio Nacional”. Este estádio ficaria conhecido como a “Estância de Madeira” por ser totalmente construído em madeira.

“Estádio do Campo Grande” mais conhecido pela “Estância de Madeira”

Novo “Estádio do Campo Grande” mais conhecido pela “Estância de Madeira” já em remodelação

O quarto campo foi como que um regresso às origens. O “Stadium de Lisboa”, ou “Estádio do Lumiar”, tinha campo de futebol, pista de atletismo e velódromo, embora um pouco degradado. Este recinto, que viria a ser o cenário de tempos gloriosos do futebol leonino - caso do aparecimento dos “Cinco Violinos” - foi arrendado a 30 de Abril de 1937. Na sequência de acordos patrimoniais com a Câmara Municipal de Lisboa, o “Sporting Clube de Portugal”  tomou posse do Stadium, remodelando-o em 1947 com arrelvamento do terreno de jogo, a regularização da pista de atletismo e de ciclismo e a construção de bancada de cimento nos topos. Após esta transformação, o quinto campo de jogos leonino foi inaugurado em 13 de Junho de 1947, com um jogo de futebol entre os leões e o Atlético de Bilbau (4-4, no final da partida), ficando este recinto com um marco histórico: seria o primeiro campo de jogos do “Sporting Clube de Portugal” conhecido por “Estádio José Alvalade”, como viria a acontecer aos dois recintos desportivos que lhe seguiram.

“Stadium de Lisboa” ou “Estádio do Lumiar”

 

O edifício fabril que se vê ao fundo na foto anterior da esquerda, era pertença da “Fábrica Metalúrgica do Lumiar”, antecessor do edifício da “General Electric” que passaria, anos mais tarde, a fazer parte do complexo de Estúdios da RTP, os chamados Estúdios do Lumiar”.

Primeiro estádio com o nome de “Estádio José Alvalade” inaugurado em 13 de Junho de 1947

O sexto campo do “Sporting Club de Portugal”  viria a ser o “Estádio José Alvalade”  inaugurado a 10 de Junho de 1956, nos terrenos da Quinta das Mouras, propriedade de José Alfredo Holtreman Roquette, neto do visconde de Alvalade, Alfredo Augusto das Neves Holtreman. Relembro o que referi no início, que José Alfredo Holtreman Roquette, mais conhecido por José Alvalade (1885 - 1918) tinha sido o fundador e primeiro sócio do “Sporting Club de Portugal “ em 1 de Julho de 1906, juntamente com os irmãos Stromp, Henrique de Almeida Leite Júnior e os irmãos Gavazzo.

Cartaz do “Sporting Club de Portugal” de 1955

A construção do novo Estádio, cujo projecto dos arquitectos Anselmo Fernandez e António Augusto Sá da Costa, foi autorizado em 18 de Dezembro de 1954,  foi financiada em parte pelos sócios do clube, incluindo as comissões Central do estádio, do Cimento e das Festas, e do Concurso Publicitário. Através de rifas e donativos, obtiveram-se 7.716.539 escudos. O início da sua construção teria lugar em 27 de Março de 1955.

Maquetas das diferentes propostas para o novo “Estádio José Alvalade”

 

Estádio em construção

No mesmo ano que comemorava o “Sporting Clube de Portugal” as suas bodas de ouro, na cerimónia de inauguração do novo recinto desportivo leonino, esteve presente o então Presidente da República, General Craveiro Lopes, que assistiu a um desfile de 1.500 atletas leoninos. Estiveram, igualmente, representadas nesta inauguração 31 federações e associações, 200 clubes e 70 filiais do SCP.

Inauguração do novo “Estádio José Alvalade” em 10 de Junho de 1956

De entre as várias instituições presentes destaca-se as do “Clube de Futebol Os Belenenses”, com mais de 300 atletas. O estandarte do “Sporting Clube de Portugal” desfilou poucos minutos depois de ter recebido a Ordem de Mérito Desportivo pelo Presidente da República, tendo sido transportada por Oliveira Duarte, Afonso Salcedo e Oliveira Martins, tendo José Travassos transportado a bandeira da “Federação Portuguesa de Futebol”. Este foi o maior desfile desportivo até então realizado em Portugal, abrilhantado mais ainda pelo facto de ao público ter sido pedida a presença com vestuário com as cores do clube, ao que a grande maioria aderiu. Até o presidente da mesa do “Sport Lisboa e Benfica”, Ribeiro dos Reis disse: «Tenho muito prazer em prestar homenagem ao nosso rival de sempre, compreendendo perfeitamente a maré alta de entusiasmo que vive neste momento a sua massa associativa, ao ver de pé uma obra de tamanha envergadura».

O jogo de inauguração do novo estádio do “Sporting Clube de Portugal”  disputado entre este e o “Vasco da Gama” do Rio de Janeiro, terminou com a vitória do “Vasco da Gama”, por 3-2. Este jogo teve, ainda, a particularidade de Juca (médio leonino) ter sido o autor do 1º golo marcado no novo estádio, mas …. marcado na própria baliza defendida por Carlos Gomes mas que não deixou de ser o 1º golo apontado no “Estádio José Alvalade”.

Uma das principais características do novo “Estádio José Alvalade”, com capacidade para 52.411 espectadores, era a sua pista de atletismo feita em tartan. Pista que antes de ser colocado o piso sintético também serviu muito o ciclismo, inclusive as famosas chegadas da “Volta a Portugal em Bicicleta”.

   

  

 

 

Mais tarde, em 1983, por força do presidente João Rocha, concretizou-se uma velha ambição de todos os sportinguistas, para que as instalações do Estádio fossem melhoradas. Assim foi feito o “fecho” do mesmo através da construção da chamada “Bancada Nova”, que substituiu o peão herdado do recinto anterior, aumentando a capacidade do “Estádio José Alvalade” para 75.000 espectadores. O espaço por debaixo da bancada foi muito bem aproveitado entre outras coisas para a construção de uma piscina e de um pavilhão para as restantes modalidades desportivas, a chamada “Nave de Alvalade”.

Em 1984, com esta bancada, o “Sporting Clube de Portugal” possuía no estádio e imediações 40 ginásios, sete pavilhões, uma pista de gelo, dois campos de treinos relvados, pista de tartan e o Estádio com capacidade para 75.200 espectadores.

Antigo Pavilhão Desportivo do SCP que viria a ser demolido para no seu lugar ser construída a Estação de Metro

Este Estádio viria a ser demolido e substituído pelo novo estádio do “Sporting Clube de Portugal” inserido no complexo “Alvalade XXI” , e inaugurado a 6 de Agosto de 2003, no âmbito das construções de novos estádios para o Campeonato da Europa de Futebol de 2004.

Novo “Estádio José Alvalade” no complexo “Alvalade XXI”

 

Principais características do actual “Estádio José Alvalade” :

Arquitecto - Tomás Taveira

Empresas construtoras - Alves Ribeiro, Novopca, Martifer, Tecnovia, Efacec, IBM e Siemens

Arranque da obra - 15 de Janeiro de 2001

Inauguração do Estádio - 6 de Agosto de 2003 (abertura de portas às 18h 30m)

Dimensões do relvado - 105 x 68 metros

Capacidade Total - 50.095 espectadores

Principal Distinção - Estádio “5 Estrelas’”da UEFA em Maio de 2005

Foi publicado, neste blog, em 7 de Junho de 2013 um  artigo acerca da história do “Estádio da Luz”  inaugurado em 1 de Dezembro de 1954 e pertença do “Sport Lisboa e Benfica”  e que pode ser consultado no seguinte link: Estádio da Luz

Brevemente será publicado um outro artigo acerca da história do “Estádio do Restelo” , inaugurado em 23 de Setembro de 1956 e pertença do “Cube de Futebol Os Belenenses”.

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Bibliografia: Site oficial do Sporting Clube de Portugal

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Mário Novais), Sporting Clube de Portugal