Restos de Colecção

7 de março de 2014

Concurso Hípico Internacional em 1928

Teve início em 19 de Maio de 1928, em Lisboa, no hipódromo da Palhavã, o "Grande Concurso Hípico Internacional" promovido pela "Sociedade Hípica Portuguesa".

À cerimónia de inauguração estiveram presentes o Ministro da Guerra, Coronel Morais Sarmento, o adido militar espanhol D. Carlos de Rivera, e o capitão de cavalaria Francisco Coutinho e Castro.

  

 

O júri da prova foi presidido por Manuel da Câmara, tendo-se realizado a apresentação de cavalos e éguas estrangeiras de sela, assim como as provas de "Discípulos" e de "Inauguração" (civil e militar).

No dia seguinte dia 20 de Maio, teve lugar a prova "Omnium" (civil e militar) com 12 obstáculos. O "Grande Concurso Hípico Internacional" prosseguiria nos dias 22, 24, 26 e 27 de Maio.

 

 

 

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

6 de março de 2014

Antigamente (92)

Furo num pneu dum automóvel «Berliet» na estrada de Sintra em 1914

Aeródromo em Moçambique

Cadeia de Sintra em 1909

Fotógrafo Joshua Benoliel no Observatório Astronómico da Ajuda em 1912 e no Chiado em 1918

 

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Hemeroteca Digital

5 de março de 2014

Sociedade de Construções ERG

A “Sociedade de Construções ERG, Lda.” foi fundada em 12 de Janeiro de 1920, na Rua da Boavista em Lisboa. Foram seus sócios fundadores, o engº Melo e o Sr. VirgÍlio Lopes. Em 1954 estes sócios fundadores convidaram o engº José Fernando Pinto Lampreia para sócio. Mais tarde, e a convite do engº Lampreia entrariam, também, para a sociedade, o engenheiro José da Costa Jacinto e António Nunes Moreira de Almeida.

Os seus escritórios centrais estavam localizados na Rua Ferreira Chaves, os estaleiros e oficinas centrais em Telheiras, a oficina de carpintaria mecânica na Azinhaga das Galhardas, todas estas em Lisboa. Tinha a oficina de serralharia localizada em Carcavelos. Tinha uma delegação na região Norte em S. João da Madeira. Fora do Continente possuía uma delegação na Madeira, num conjunto composto por oficinas de carpintaria, manutenção de equipamento, armazém e apoio técnico-administrativo, em S. Martinho no Funchal.

Imagens actuais, das antigas instalações da “Sociedade de Construções ERG, Lda.”

Antigas instalações centrais, na Rua da Boavista

Edifício que albergou os escritórios centrais, na Rua Ferreira Chaves

A “Sociedade de Construções ERG, Lda.”, dedicou-se à construção de edifícios destinados a habitação, hotéis, sedes de bancos, companhias de seguros, comércio e edifícios públicos. Dedicou-se também à construção de instalações escolares, industrias e hospitalares. Alargou a sua actividade, também às urbanizações e arranjos paisagísticos.

Geograficamente, esta empresa que já em 1984 contava com 1.083 funcionários, desenvolveu a sua actividade, fundamentalmente em Portugal Continental, principalmente em Lisboa, Porto, S. João da Madeira e Algarve. Também teve uma importante presença e actividade nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. No estrangeiro, foi  em Moçambique, que iniciou a sua internacionalização.

Oficinas de carpintaria mecânica

 

Serviços administrativos

                      Sala de desenhadores e projectistas                                                   Oficina de serralharia

 

1943

Algumas obras de referência da “Sociedade de Construções ERG, Lda.”:

Companhia Portuguesa de Trefilaria (1944/1945)
Fábrica da Companhia Previdente (1946)
Pavilhão de Rádio do IPO de Lisboa (1930)
Hospital distrital da Horta (1980)
Liceu D. Filipa de Lencastre em Lisboa (1930)
Hotel do Mar em Sesimbra (1963)
Lisboa Penta Hotel (1973)
Hotel Madeira Hilton (1969)
Edifício dos Serviços Postais dos CTT do Funchal (1980)
Casino Park Hotel do Funchal (1976)

           “Hotel do Mar” em Sesimbra (1963)                                     Pavilhão de Rádio do IPO de Lisboa (1930)

 

Liceu D. Filipa de Lencastre (1930)

A “Sociedade de Construções ERG, S.A.”  foi  liquidada e dissolvida em Fevereiro de 2016.

fotos in: colecção pessoal, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

28 de fevereiro de 2014

Exposição Histórica do Ministério das Finanças

A "Exposição Histórica do Ministério das Finanças" foi inaugurada em 5 de Julho de 1952, no novo edifício do Ministério das Finanças situado na Avenida Infante Dom Henrique, a Oriente da Praça do Comércio, em Lisboa.

Ao mesmo tempo desta Exposição forma inauguradas, também, a escadaria monumental, o pátio interior aclaustrado, e algumas dependências do andar superior do edifício do Ministério das Finanças em ligação com a escadaria, tudo da autoria arquitecto Porfírio Pardal Monteiro. O amplo edifício do Ministério já tinha, em suas alas, havia alguns anos a funcionar secretarias e serviços.

 

O átrio que precede a escadaria de entrada, foi decorada com baixos relevo de Leopoldo de Almeida, e duas esculturas em pedra situadas no alto da escadaria monumental, foram da auto ria do escultor de Álvaro Brée. Parte  das paredes desta escadaria seriam revestidas de frescos de A. Rebocho.

No centro do pátio interior, ou claustro, dentro de um lago foi implantado um obelisco, traça de pardal Monteiro, coroado por uma esfera armilar, e assente sobre uma base arquitectónica, com figuras escultóricas de dragões e grifos, da autoria de Maximiano Alves.

Este edifício veio ocupar a área da velha alfândega pombalina, concluída em 1772, e que por sua vez substituiu as casas da alfândega provisória levantada depois do terramoto, e que ardeu em 1764.

«Lembremo-nos de que assentou ali cerca, antes do Terramoto, a velha alfandega de D. Manuel e D. João III, com a Casa dos Contos, o Tribunal das Sete Casas, Mesa Grande, o Paço da Madeira. Tudo afinal evocações do comércio e da fazenda dos tempos velhos.»

Quanto à "Exposição Histórica do Ministério das Finanças" ...

«A exposição patenteada em dezenas de salas e camaras oferece um alto interesse. Ela pretende comemorar o século e meio que passam sobre a criação do Ministério da Fazenda, e os vinte anos que distam da investidura do sr. dr. Oliveira Salazar, já ministro das Finanças na Presidência do Conselho.
Mas a exposição recua a muito mais do que a 1801, tempo do príncipe regente D. João.»

Auto de inauguração da Exposição Histórica do Ministério das Finanças

in: Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças

O coche setecentista, exibido na entrada, veio do Museu dos Coches, tapeçarias do Museu de Arte Antiga e do Palácio da Ajuda, Quadros famosos vindos do Museu da Cidade ainda no Palácio da Mitra,etc.

«Depois vêm os gráficos da evolução da dívida pública, evolução de saldos orçamentais, receitas, impostos, etc., etc., que é o livro aberto dos nossos dias.»

 

 

 

Todos os departamentos do Ministério das Finanças, ou com ele relacionados, tiveram representação gráfica e documental, nomeadamente a Fazenda Pública, as históricas alfândegas, os impostos, a contabilidade, a Junta de Crédito Público, os serviços geográficos e cadastrais, o Instituto Nacional de Estatística, a Casa da Moeda, etc.

 

 

 

«Em volume oferecem um interesse distinto as salas relativas aos serviços alfandegários e fiscais, com maquinaria curiosa. Uma balança em bronze da casa da Índia (1803), padrões de pesos e medidas, apetrechos náuticos, a miniatura de uma das famosas galeotas reais. Tudo isto, e muito mais, se relaciona com o Ministério da Fazenda ou serviços que o precederam.» 

  

 

 

Bibliografia: todos os textos entre comas, foram retirados do jornal “Diário de Lisboa”

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Arquivo Municipal de Lisboa