1910
1914
1926
«Studebaker» President de 1936
1959
A sucursal companhia de seguros de Paris, “L'Urbaine-Vie” estabeleceu-se em Lisboa em 17 de Maio de 1883, na Rua Nova de El-Rei (Rua de El-Rei a partir de Junho de 1889 e Rua do Comércio após 5 de Outubro de 1910). A partir de 1885 passou também a segurar contra incêndios.
Sede na Rua Mova de El-Rei (actual Rua do Comércio)
1891 1897
Em 1964 a “L’Urbaine-Vie” muda de designação para “L'Urbaine - Companhia Anónima de Seguros da Vida Humana”. Neste ano era René Cornemillot, o Director Geral da desta Companhia em Portugal. É neste ano que é publicado o primeiro “Boletim da L’Urbaine”, assim justificado por René Cornemillot:
«quando uma família aumenta é cada dia mais difícil manter-se o contacto entre os seus membros numerosos e dispersos. Era pois necessário criar um elo (…)». Terminando com «votos pela prosperidade do “Boletim” e para que os seus leitores encontrem sempre nas suas linhas o eco da nossa grande alegria: a alegria de trabalharmos todos unidos para a obra de engrandecimento da Companhia que aceitámos servir».
Em 29 de Maio de 1963, é inaugurado o novo edifício-sede, em Portugal, da “L'Urbaine - Companhia Anónima de Seguros da Vida Humana”, num dos edifícios da Praça Marquês de Pombal, esquina com a Avenida Duque de Loulé, em Lisboa…
… e a propósito podia-se ler no segundo “Boletim de L’Urbaine” de 1964 :
“No velho sítio do Andaluz, em chãos de quintas sem história, projectou-se por 1880 uma grande rotunda, mas, como o local era afastado e a frequência perigosa, a urbanização levou anos a fazer. Por isso em 1898, quando da Feira do Centenário da Índia (de que nos resta uma pitoresca litografia que a nossa vizinha «B.P.» aproveitou com felicidade para o seu mural) existiam no vasto círculo apenas dois prédios: o que faz ângulo para o que seria a Rua Braamcamp (T.A.P.) e, do outro lado, a uma teórica esquina da futura Fontes Pereira de Melo, no meio dum jardim, o palacete do Conde de Sabrosa, naquele estilo novo-rico do último quartel do século XIX, meio renascença francesa, meio ridotto italiano, onde vivia em 1910 o Dr. Miguel Bombarda e de onde saiu o seu funeral. À ilharga da inexistente Duque de Loulé, ficava o anexo destinado às cocheiras, ostentando na fachada uma lápide comemorativa de aí se haver instalado o hospital de sangue quando da proclamação da República. É exactamente nessa esquina que se ergue hoje a grandiosa mole do edifício da L’Urbaine.
Quando ao subir as escadas do metropolitano se vê crescer aquela enorme bisarma com os seus 7 andares cheios de elevadores, monta-cargas e telefones, tão proficientemente funcional que até faz aflição, todos os veteranos, todos os que têm mais de 20 ou 25 anos de casa, devem, como eu, sentirem enevoar-se-lhe os olhos ao pensar no longo tempo decorrido, uma vida inteira gasta em trabalho quotidiano, e naqueles que ficaram pelo caminho. E quantas vezes me surpreendo a pensar na L’URBAINE de outrora!... Nas salinhas acanhadas da Rua do Comércio; no alargamento progressivo das instalações da Rua Augusta e, mais ainda, com ternura e saudade, em nomes e rostos desaparecidos, tenham sido eles figuras de proa ou humildes colaboradores…..Todos ajudaram a construir esta URBAINE que conhecemos agora! Ergue-se, repito, a materialização desta nova URBAINE; mas, quando a contemplo, não é a montanha de mármore, ferro e vidro que eu admiro: é a lembrança dos que, dando todo o seu esforço para que se levantasse, a não chegaram a ver, dos que nos transmitiram o exemplo a seguir… E, dentre eles, recordo principalmente o Homem que foi a pedra sobre que ela se edificou: o Sr. Pereira Sampaio, «verte vieillesse» impecável, impulsionador principal desta «Mãe dos seguros de vida…» e que foi muito justamente evocado pelo Sr. Montel aquando da inauguração (…)». in: Periscópio - Revista Blogue, a quem desde já agradeço.
fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
Em 1968 a “L'Urbaine” passa a integrar uma vasta rede seguradora de nível mundial, a “UAP - L'Union des Assurances de Paris” - (resultado da fusão entre L'Urbaine, L'Union e La Séquanaise). Posteriormente, em Portugal, transforma-se na “Aliança UAP”, aquando do processo de fusão das companhias “Companhia de Seguros Aliança Seguradora, EP” (resultado da fusão das 5 seguradoras Douro, Tagus, Argus, Mutual, Ourique em 1979), “Companhia de Seguros Garantia” (1853) e “UAP”.
1903 1920
1909
1925
1909 1958
Em 1989 as delegações gerais da UAP passam a sociedades de direito local, surgindo as designações “UAP Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A.” e a “UAP Portugal, Companhia de Seguros, S.A.”, com sede em Lisboa.
A “Aliança Seguradora S.A.” é privatizada a 51%, em 1991. É então que os maiores acionistas da Aliança Seguradora, da Garantia e da UAP Portugal (Vida e Não Vida) decidem juntar as suas atividades e estabelecem um protocolo para a criação do Grupo Segurador Aliança UAP. No ano seguinte a “UAP Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A.”, aumenta o seu capital e altera os estatutos, passando a designar-se como “Aliança UAP, Companhia de Seguros de Vida, S.A.”. iniciando-se as operações conducentes à fusão das três Companhias.
Em 1993 a carteira do Ramo Vida da “Aliança Seguradora, S.A.” passa para a recém-constituída “Aliança UAP, Companhia de Seguros Vida S.A.”, em 1995 é constituída a “Aliança UAP, Companhia de Seguros, S.A.”.
Finalmente em 1997 a “Aliança UAP” muda de nome e de imagem depois da fusão entre a AXA e a UAP, em França e passa a chamar-se “AXA Portugal”, fazendo parte do “Grupo AXA”.
"As Capas Negras" de 1928 realizado por Gennaro Dini
Este filme “As Capas Negras” foi realizado em 1928 ainda na época do cinema mudo. Em 1947 foi realizado por Armando Miranda outro filme intitulado “Capas Negras” protagonizado por Amália Rodrigues e Alberto Ribeiro, cujo cartaz aqui recordo.
"A Revolução de Maio" de 1937 realizado por António Lopes Ribeiro
"Duas Causas" de 1953 realizado por Henrique Campos
"Sangue Toureiro" de 1958 realizado por Augusto Fraga
Em 1948, com representação da “Administração Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones”, o sector das telecomunicações participou activamente na Exposição “15 anos de Obras Públicas”.
No início de 1948, com os últimos preparativos para a abertura da Exposição “15 Anos de Obras Públicas 1932-1947” instalada no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, fechava-se o primeiro ciclo da política de “grandes obras” do Estado Novo iniciada em 1932. Nesta data fora criado o Ministério das Obras Públicas e Comunicações que, ao longo dos anos 30, concebeu diversos planos de renovação e ampliação das infra-estruturas do País, onde se incluiu a remodelação da rede telefónica nacional.
Coincidindo com a separação, em dois Ministérios, das Comunicações e das Obras Públicas em 1947, a iniciativa de realizar a Exposição no ano seguinte partiu do ministro das Obras Públicas, José Frederico Ulrich. Antevia-se então um conjunto de stands alusivos às diversas áreas abrangidas por acção dos quinze anos ali celebrados. Os trabalhos de exibição dividiram-se em três grandes parcelas expositivas: Urbanização, Hidráulica e Comunicações, pertencendo a esta última a Administração Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones (CTT).
A participação dos CTT foi requerida pelo MOP - Ministério das Obras Públicas com um ano de antecedência, sob o anúncio de que este pretendia celebrar em 1948 congressos de engenharia e arquitectura bem como uma exposição das mesmas técnicas para relembrar o que se tem feito nos 15 anos de existência do antigo Ministério das Obras Públicas e Comunicações. Para esta mostra deveriam contribuir todos os recursos, como gráficos, mapas, fotografias e filmes, planificando-se, ao longo dos meses seguintes, a imagem do respectivo stand.
O lugar encontrado no I.S.T. para acomodar o espaço das telecomunicações situava-se no lado poente do complexo de edifícios, último bloco a norte, todo ele entregue aos meios de Comunicação. Aproveitando todo o recinto, armaram-se várias montras em redor da sala, disposta com um corpo central circular, à entrada do qual se podia ler a legenda “Correios, Telégrafos e Telefones”. Do lado direito enquadrava-se um diagrama referente à actividade do organismo entre 1932 e 1947, destacando as fases principais de reforma dos serviços. Seguiam-se 22 gráficos a cores, indicadores de evolução geral dos CTT e 24 fotografias de instalações de telecomunicações. No centro do corredor exibia-se um gráfico animado, onde três ampulhetas de líquido colorido simulavam as velocidades de escoamento do tráfego telefónico para os anos de 1935, 1942 e 1947. No escaparate seguinte viam-se troços de cabos e miniaturas de postes telefónicos, montados com travessas e esquadros, ao lado dos quais se apresentavam outros 3 diagramas que desenhavam os contornos de Portugal Continental e a evolução da automatização pelos vários pontos do país.
Preenchendo o aparato de imagens e maquetas indicavam-se as despesas realizadas na sequência do plano de remodelação da rede nacional. Directamente acessível ao público encontrava-se material telefónico com uma estação semi-automática de 50 linhas ligadas a 4 telefones que, colocados sobre o balcão, podiam ser experimentados pelos visitantes. Entre os aparelhos expostos destacavam-se os telefones “ATM” (sistema automático), os teleimpressores «Creed» (recentemente introduzidos) e material radioeléctrico. Um quadro iluminado por efeitos de luz simulava uma comunicação local através de uma estação automática. A exposição terminava então com um conjunto vasto de fotografias dos edifícios dos CTT e a frase do engenheiro Duarte Pacheco: «É bem mais fácil passar do agora existente ao óptimo, que do herdado ao que já temos».
Os anos seguintes, embora pautados por dificuldades financeiras, permitiram ao sistema automático expandir-se para novas áreas rurais do país, fazendo crescer significativamente o peso das comunicações telefónicas em Portugal.
Fases do embarque, no interior da doca de Alcântara - «Doca do Espanhol» - de uma carruagem “Budd – Flecha de Prata” fabricada pela “Sorefame”. O transporte desta carruagem foi efectuado por uma grua flutuante da AGPL com destino ao navio “Arraiolos” (1948) da “Sociedade Geral”, acostado na cais exterior da mesma doca. Estas carruagens destinavam-se a equipar os caminhos de ferro de Angola.