Restos de Colecção

22 de dezembro de 2011

Antigamente (24)

    Stand «Chevrolet» da “Alexandre de Mendonça, Lda.”, em 1928 na Rua Eugénio dos Santos em Lisboa

                            

                                                   Pavilhão de Exposições da Tapada da Ajuda

                             

                   Ambulância «Chevrolet» Fleetmaster de 1946, dos Bombeiros Voluntários da Amadora

                              

                                      Abastecimento duma aeronave “Caravelle” da TAP, pela Sacor

                               

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

21 de dezembro de 2011

Escola Industrial Afonso Domingues

Foi no dia 24 de Novembro de 1884, numa casa alugada a João Cristiano Keil, na Calçada do Grilo, n.º 3-1º, que abriu, com 53 alunos, a “Escola de Desenho Industrial Afonso Domingues”. O nome de Afonso Domingues foi dado em memória deste importante arquitecto quatrocentista do Convento da Batalha. Os cursos diurnos, de Desenho Elementar, eram frequentados por 16 alunos, sendo 9 do sexo feminino; nos cursos nocturnos, de Desenho Industrial, com uma frequência de 37 alunos, apenas um era do sexo fe­minino.

A partir de 7 de Janeiro de 1887, a Escola foi transferida para o rés do chão do palacete de D. Gonçalo Pereira da Silva de Sousa e Meneses, 3º Conde de Bertiandos, na Calçada da Cruz da Pe­dra, n.º 10.

    No rés do chão do palacete de D. Gonçalo Pereira da Silva de Sousa e Meneses, na Calçada da Cruz da Pedra  

                                       

A partir de 1892, começaram as obras para adaptação de alguns edifícios anexos ao Asilo Dona Maria Pia, nas traseiras do Convento da Madre de Deus. A inauguração, agora em edifício do Estado, ocorreu em 24 de Dezembro de 1897, passando a dispor de boas instalações.

Em 1900, a "Escola Afonso Domingues" encontrava-se perfeitamente estabelecida, com relevo para o curso de desenho elementar, de arquitectura e de máquinas. Contava com oficinas de pintura, de fundição, carpintaria e serralharia, pelo que se transformou num importante centro de estudos dos filhos dos mestres operários da região de Xabregas.

         

Como director desta escola, já frequentada por 800 alunos, foi nomeado provisoriamente o professor e es­cultor João Vaz, cargo que exerceu até Setembro de 1926. Em 1931, sucedeu-lhe na direcção o enge­nheiro mecânico João Furtado Henriques a quem o Ensino Técnico e esta Escola muito ficaram a dever, a ponto de, entre os professores do Ensino Técnico de todo o País, a Escola Afonso Domingues ser conhe­cida pela «Universidade de Xabregas»...

No ano lectivo de 1956/1957, a "Escola Industrial Afonso Domingues, já se encontrava instalada na Quinta das Veigas, em Marvila. Era seu director Avelino Marques Poole da Costa. O pessoal docente tinha aumentado e aos cursos existentes foram acrescentados os de Electricidade e de Condução de Máquinas.

                                              Já em edifício próprio na Quinta das Veigas, em Marvila

       

No curso de Pintura Decorativas, o objectivo era não só «a aplicação do desenho a decoração pela pintura», mas ainda «dar aos alunos conhecimento prá­tico dos estilos mais característicos nestes ramos das artes decorativas, promovendo o desenvolvimento desta indústria», assim como «iniciar o Ensino Profissional de alguns aprendizes». As Oficinas de Pintura Decorativa eram frequentadas por duas classes de alunos: ordinários ou artistas e voluntários ou aprendizes. A admissão dos alunos Artistas dependia de habilitação no curso completo de Desenho Elementar e no curso de Desenho Industrial, de Ornato ou de Figura, e de mostrar o domínio prático dos trabalhos da arte de pintura. As habilitações poderiam no entanto, ser substituídas por provas práticas realizadas na Escola.

        

Nas oficinas de Trabalhos em Madeira (I Secção) a construção de modelos iniciava-se pelos sólidos geométricos e entalhes usa­dos «ou que seja útil introduzir na prática»; os exercícios com­preendiam os trabalhos de serrar, aplainar, esquadrejar e sutar; modelar, tornear e polir; execução de molduras, ferragens, espigarnentos, en­talhes e ajustamentos; construção de modelos e moldes; obras de talha e torno, etc.

         

Nas oficinas de Trabalhos em Metal (II Secção), começava-se pela execução de sólidos geométricos e objectos forjados de uso comum. Os exercícios compreendiam trabalhos de lima e torno; cortar e furar chapa; brunir e envernizar; fazer parafusos; trabalhos de forja; construção de ferramentas, objectos de uso comum e mecanismos.

         

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

A seguir a 25 de Abril de 1974 Foi instituída uma via unifi­cada para o ensino, compreendendo o 7.º, 8.º e 9.º anos, terminando com a ramificação Ensino Liceal/Ensino Técnico, que marcara o futuro de tantas gerações. Consequentemente uma portaria de 22 de Novembro de 1979 transforma a designação da “Escola Industrial Afonso Domin­gues” em “Escola Secundária Afonso Domingues”.

                                                                Escola Secundária Afonso Domingues

                                     

No decorrer dos tempos a Escola sempre primou por lecionar cursos com cariz técnico, tendo formado diversos alunos nas áreas da mecânica, desenho industrial, eletrónica, electricidade e mais recentemente informática, tendo tido nas suas últimas instalações diversas oficinas e laboratórios especializados.

Em 1984, ano em que se comemoraram os cem anos, a “Escola Afonso Domin­gues”  pode na verdade dizer, que sempre se caracterizou por realizar, no panorama do Ensino em Portugal, uma tripla função: preparar traba­lhadores qualificados que, ao longo de tantos anos se tem afirmado, dar preparação para o acesso a graus superiores de Ensino, desde Engenhei­ros Técnicos Superiores até Engenheiros Universitários; procurar ser um instrumento de valorização humana e não meramente tecnocrática, aspecto que foi sempre considerado não menos determinante e decisivo que os outros.

20 de dezembro de 2011

Aeroporto de Lisboa (8)

                 Trabalhos de terraplanagens para o Aeroporto de Lisboa, na Portela de Sacavém

                       

                             Interior do edifício das partidas e chegadas do Aeroporto de Lisboa

                        
                          fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

                          Locheed Super Constelation L-1049 G da “Panair do Brasil” (1945-1965)

                         

                                                       Restaurante do Aeroporto de Lisboa

                          

19 de dezembro de 2011

Hotel Mundial

O “Hotel Mundial”, localizado na Praça Martim Moniz em Lisboa, foi inaugurado em 3 de Dezembro de 1958. Propriedade da “Sociedade Hoteleira de Turismo Sotelmo” , foi projectado pelos arquitectos Porfírio Pardal Monteiro e Elísio Summavielle. Edifício inicialmente concebido para ser a  sede da Companhia de Seguros "A Mundial",  foi em 1958 adaptado para hotel, continuando o edifício propriedade desta companhia de seguros.

Na altura da sua inauguração, possuía 150 quartos todos com casa de banho privativa , telefone, rádio, televisão e ar condicionado.

Contava também com dois bares: o Bar "Americano" no rés-do-chão, e o "Oriental" instalado no terraço com solário ajardinado.

                                      Bar “Americano”                                                                   Bar “Oriental”

 

Prato em louça

                                    Sala de Reuniões                                                                 Sala de jantar

 

Publicidade no dia da inauguração, a 3 de Dezembro de 1958

Depois de ter passado ao longo destes anos por várias fases de remodelação e ampliação, tendo sido a última em Maio de 2004. Hoje em dia oferece 350 quartos, incluindo 3 suites e 5 júnior suites.

O “Hotel Mundial” continuando propriedade da “Sotelmo, S.A.”, presentemente de 4 estrelas, dispõe de 2 restaurantes, o restaurante «Varanda de Lisboa» no 8º andar, com uma magníficia vista panorâmica sobre a cidade de Lisboa e o restaurante Jardim do Mundial, no 1º piso. Dispõe igualmente de 6 salas de reuniões.

Dispõe também de um Bar e uma Cave de Vinhos, com visitas guiadas por experientes escanções.

“Hotel Mundial” actualmente, na também renovada Praça Martim Moniz

 

 

A “Sotelmo, S.A.” adquiriu, em Abril deste ano, o Hotel Portugal, situado ao lado do Hotel Mundial. Num investimento que ronda os 10 milhões de euros, a Sotelmo vai abrir a unidade no segundo semestre de 2012, com a classificação de quatro estrelas. O Hotel terá 54 quartos, bar e sala de pequenos-almoços e vai usufruir de alguns serviços do Hotel Mundial, como o estacionamento e os restaurantes.

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

18 de dezembro de 2011

Canções Antigas (3)

Capas de partituras de canções, algumas do cinema e teatro de revista, do início do século XX.

                           

                           

                            
                            fotos in: Ephemera

Panfletos Políticos (5)

                                                                 Frente Nacional em 1959

                               

                                               Partido Socialista em Londres no ano de 1973

                                

                                    Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista) em 1977

                                 

panfletos e cartazes in: Biblioteca Nacional Digital, Ephemera