A “CUF - Companhia União Fabril”, possuía os seus próprios corpo de Bombeiros nas suas instalações fabris no Barreiro.
Quartel dos Bombeiros da CUF
Auto-Maca, de 1940
Dois carros auto-bomba de combate a incêndios de épocas diferentes
A “CUF - Companhia União Fabril”, possuía os seus próprios corpo de Bombeiros nas suas instalações fabris no Barreiro.
Quartel dos Bombeiros da CUF
Auto-Maca, de 1940
Dois carros auto-bomba de combate a incêndios de épocas diferentes
Mercedes M 949 em 1929 na cidade do Funchal
Dodge de 1937 da Empresa Rodoviária
Maudslay, de 1952 da Sintra-Atlântico
DAF da mesma empresa, numa foto de 1963
Hotel Peninsular Cª de Seguros “A Mundial”, em 1914
Hotel Bragança, na Rua do Alecrim
Hotel L’ Europe
Hoje em 2010 quando se fala de SUV (Sport Utility Vehicle) vem logo á ideia um tipo recente de veículo automóvel tipo "station-wagon" construído num chassis "light-truck". Perdoem-me estes "inglesismos" mas quando nós portugueses tentamos traduzir termos genuinamente ingleses (ou americanos...) saí-mo-nos mal.
Mas ... em 1975, a sigla SUV tinha outro significado no nosso país ... SUV era sigla de: "Soldados Unidos Vencerão". Em pleno "Verão quente" realiza-se o II Congresso da LCI (Liga Comunista Internacionalista), no qual surgem quatro tendências e são apresentadas cerca de meia centena de moções. Vence a corrente liderada por Francisco Vale, que é favorável à integração da LCI na FUR (Frente de Unidade Revolucionária), grupo que inclui também o MES (Movimento da Esquerda Revolucionária), o PRP (Partido Revolucionário do Proletariado) e a LUAR (Liga Unitária de Acção Revolucionária).
Em Agosto, a LCI constitui os SUV (Soldados Unidos Vencerão), grupos de militares clandestinos, que actuam no interior dos quartéis com vista a promover a auto-organização política dos militares. Os SUV actuam sob a direcção de Ferreira Fernandes, Manuel Resende, José Carvalho e Heitor de Sousa, entre outros.
Manifesto de Setembro de 1975 ...
Foto in: Biblioteca Nacional Digital
Depois da manifestação em Lisboa em 25 de Setembro de 1975...
... a 1ª Conferência de imprensa no Porto em 6 de Outubro 1975
Foto in: esfcastro.pt
O engenheiro Duarte José Pacheco (1899-1943) nasceu em Loulé a 19 de Abril de 1899, quarto filho (de onze) de José Azevedo Pacheco e Maria do Carmo Pacheco. Orfão de mãe aos seis anos de idade e orfão de pai aos catorze anos, frequentou o ensino em Loulé até ao terceiro ano do liceu. No ano lectivo de 1916-17 transitaria para o Liceu de faro, cocluindo o 7º ano com 17 valores.
Formou-se em engenharia electrotécnica pelo IST em 1923 com 19 valores. Características como a inteligência, o raciocínio rápido e matemático e a invulgar capacidade de trabalho de Duarte Pacheco e que a máquina do Estado Novo foi hábil em transformar num ícone do regime, não explicariam a obra, apenas a glorificaram num jogo de propaganda.
Na foto seguinte o "Instituto Superior Técnico", em Maio de 1948 durante a "Exposição de Obras Públicas". No lado oposto da Alameda Afonso Henriques viria a ser construída a "Fonte Luminosa" também iniciativa deste estadista.
Instituto Superior Técnico (1942)
Fonte Luminosa (1948)
Em Outubro de 1925 Duarte Pacheco ingressou no corpo docente do IST como professor da disciplina de Matemáticas Gerais e dois anos depois tomou posse como director da mesma escola. Aos 28 anos foi Ministro da Instrução Pública e com 32 anos Ministro das Obras Públicas e Comunicações. Com 38 anos foi Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Emissora Nacional, em Pegões (1938)
É autor de projectos dos bairros sociais de Alvalade, Encarnação, Madredeus, e Caselas em Lisboa.
Bairro de Caselas Bairro de Alvalade
O Instituto Nacional de Estatística, a Casa da Moeda, Emissora Nacional, a Fonte Luminosa na Alameda Afonso Henriques, a Gare Marítima de Alcântara, a Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, Estádio Nacional, Aeroporto da Portela, Aeroporto Marítimo de Cabo Ruivo, Parque Florestal de Monsanto, etc …são muitas das obras mandadas construir por Duarte Pacheco.
Instituto Nacional de Estatística (1935) Casa da Moeda (1941)
Gare Marítima de Alcântara (1943) Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos (1948)
Estádio Nacional (1944) Aeroporto de Lisboa (1942)
Mandou construir as auto-estradas Lisboa-Estádio Nacional e Lisboa-Vila Franca de Xira, pioneira da A1. Projectou a actual Av. de Roma, em Lisboa, e o bairro de Alvalade da forma como ainda hoje permanece, do ponto de vista imobiliário. Portugal deve-lhe a modernização dos serviços dos correios e telecomunicações.
Mandou construir a Estrada Marginal Algés-S.João do Estoril em 1934 tendo ficado concluída em 1940.
Duarte Pacheco dando início aos trabalhos de florestação de Monsanto (Lisboa) em 1938
Auto-Estrada Lisboa-Estádio Nacional (1944)
No desempenho dos cargos públicos que lhe foram confiados, foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, em 29 de Junho de 1933, e com a Grã-Ordem de Santiago da Espada, a 9 de Dezembro de 1940. A 9 de Junho de 1941 foi homenageado pelos municípios do País, como forma de agradecimento pela pronta resposta como reagiu aos prejuízos causados pelo ciclone de 15 de Fevereiro desse mesmo ano.
Escritório particular de Duarte Pacheco
Morreu no Hospital de Setúbal, consequência de hemorregias internas causadas pelo esmagamento de uma das pernas, a 16 de Novembro de 1943 na sequência de um acidente de automóvel, ocorrido na véspera, no regresso da visita às obras da estátua de D. João IV em Vila Viçosa, e a caminho de um Concelho de Ministros. O acidente ocorreu na estrada nacional 4 em Montemor-o-Novo, perto das instalações da Marconi. Quando o «Buick Roadmaster» se despistou na Nacional 4, a 15 de Novembro de 1943 ….. Portugal perdeu o melhor Ministro das Obras Públicas e Comunicações até hoje. Tinha apenas 44 anos de idade.
Carro acidentado de Duarte Pacheco
Da acção política de Duarte Pacheco resultou um enorme edifício que compõe uma obra vasta. A mesma obra que, na sequência de uma morte brutal e prematura, o regime político tornou mito.
Funeral de Duarte Pacheco
Em 16 de Novembro de 1953, com a presença do Presidente do Conselho Dr. Oliveira Salazar, foi inaugurado em Loulé um monumento em memória do engenheiro Duarte Pacheco
«É complicado tentar descrevê-lo usando frases que não terminem em pensamentos de como seria Portugal, hoje, se tal não tivesse acontecido. Duarte Pacheco era progresso, era vontade de fazer e de melhorar e foi vitima da sua força e paixão de viver a vida.»
Fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Arquivo Municipal de Lisboa, Old Portugal
Em Abril de 1933, o Ministro das Obras Públicas e Comunicações engenheiro Duarte Pacheco entregara a Alfred Agache «a traça a que haveriam de obedecer no futuro todos os elementos de aproveitamento e valorização da magnífica faixa marginal a ser servida pela nossa primeira estrada de turismo». O Ministro recorrera aos serviços do vice-presidente da Sociedade Francesa de Urbanistas, para que se procedesse ao estudo preliminar de urbanização da zona de Lisboa ao Estoril e Cascais.
Em Setembro de 1934 a "JAE - Junta Autónoma das Estradas", criada em 1932, ficava encarregue de realizar o levantamento topográfico da região entre Algés e cascais, de modo a demarcar com rigor a rede de estradas que serviam a região. Segundo o plano original, esta "Estrada Marginal da Costa do Estoril" deveria prolongar-se num troço, nunca construído, que circundaria Lisboa, entre Algés e Moscavide, seguindo, aproximadamente o actual itinerário da CRIL.
Em 26 de Junho de 1942 está concluída a construção desta Estrada Marginal e do primeiro troço da Auto-Estrada Lisboa-Cascais ao Jamor. Em fase de conclusão estavam também a Gare Marítima de Alcântara, Aeroporto de Lisboa.
O bloco de imagens seguinte é referente ao troço desde o Algés até Carcavelos, nos anos 40 e 50
Estrada Marginal junto às esplanadas de Algés
O “Alto da Boa-Viagem”. Aqui confluíam a Estrada Marginal de quem vinha de Algés e o acesso à auto-estrada Lisboa-Jamor. Nesta confluência existia um restaurante de seu nome “Restaurante Boa Viagem”, inaugurado em 1948 sob o projecto do arquitecto João Faria da Costa, que se poderá ver do lado direito da foto.
Continuando em direcção a Caxias …
… a descida para a praia de Santo Amaro de Oeiras …
… e em Carcavelos junto ao Sanatório Doutor António José d’Almeida