3 de julho de 2013

Navio “Nampula”

O lançamento à água do navio de carga “Nampula” (1950-1973) da “Companhia Colonial de Navegação”, ou na gíria marítima o «bota-abaixo», teve lugar em 3 de Abril de 1950.

                                                           

A cerimónia, que teve como madrinha de baptismo do “Nampula” a Sra. D. Ana Leontina de Silva Ramos, teve lugar em Grangemouth na Escócia, nos estaleiros “The Grangemouth Dockyard Cº. Ltd.” onde foi construído.

 

 

                                              

 

 

Este estaleiro escocês, que também construiu para a CCN, o gémeo “Chaimite”, foi fundado em 1885 por William Miller e Samuel Popham Jackson para construção de navios cargueiros e mistos de carga e passageiros, de médio porte. Depois de cessar a actividade de construção naval em 1972, e ter passado apenas a concentrar a sua actividade na reparação, viria a encerrar em 1987.

 

 

                              

 

 
As fotos anteriores foram gentilmente cedidas por Sotero Ribeiro

O “Nampula”, foi gémeo de outro navio, o “Chaimite”, e foi um navio cargueiro costeiro destinado á cabotagem na costa de Moçambique. A sua propulsão era assegurada por duas máquinas alternativas de vapor, de tríplice expansão.

                                        Postais da Companhia Colonial de Navegação pintados por Gordon Ellis

                                         “Nampula”                                                                                 “Chaimite”

 

Características:

Construtor :  The Grangemouth Dockyard Cº. Ltd. - Grangemouth - Escócia
Ano de construção:  1950
Registo:  Capitania do porto de Lisboa, em 26 de Julho de 1950, com o número H 392
Comprimento :   90,84 m
Boca máxima:    12,86 m
Calado à proa:    4,33 m
Arqueação bruta:    2.043,26 Toneladas
Capacidade:  3.218 m3
Porte bruto :  2.108 Toneladas
Máquinas:  Duas máquinas de triplice expansão, de 3 cilindros cada, “Aichison, Blair, Ld.”, com duas caldeiras, com 3 fornalhas cada.
Potência:  1.750 cavalos
Velocidade máxima: 12,0 nós
Velocidade de cruzeiro:  10,5 nós
Tripulantes:  25

Este navio fez a sua ultima viagem a caminho do sucateiro, a reboque do Paquete "Santa Maria" entre Lourenço Marques e Port Louis (Ilhas Maurícias) a leste da Ilha de Madagáscar, em 1973.

Já agora, uma vista aérea da cidade que deu nome a este navio, Nampula em Moçambique nos anos 60 do século XX.

                                                                  

fotos  in: The Delagoa Bay World, Ships Insulana

2 comentários:

Carlos José dos Santos disse...

Recordar os anos em que tinhamos uma imensa frota, em que todos estes navios navegavam, davam trabalho a muita gente e eram de facto um património nacional de valor.
Faz alguma pena a pessoas como eu, que além de tripulante do Vera Cruz, naveguei por outras razões no Uíge, Santa Maria, e Funchal, sinto uma certa nostalgia/saudade.
Claro que os tempos são outros, mas abateram-se muitos navios de ânimo leve, para servir os interesses de alguém que não o interesse nacional.

José Leite disse...

Caro Carlos dos Santos

Muito grato pelo seu comentário cheio de propriedade.

Os meus cumprimentos

José Leite