12 de julho de 2013

Viaduto de Duarte Pacheco

O “Viaduto de Duarte Pacheco”, projectado em 1937 pelo Eng. João Alberto Barbosa Carmona, foi inaugurado em 28 de Maio de 1944, pelo Presidente da República General Óscar Carmona e pelo Presidente do Conselho Dr. Oliveira Salazar.

                                 

  

                                 

Esta inauguração coincidiu com a inauguração da auto-estrada Lisboa-Estádio Nacional, (futura Lisboa-Cascais concluída em 1991), e que seria a Primeira Auto-Estrada em Portugal, e uma das primeiras a nível mundial. Seguir-se-ia a de Lisboa- Vila Franca inaugurada em 28 de Maio de 1961.

                                 

                                  Auto-Estrada Estádio Nacional.2

 

                                 

O “Viaduto de Duarte Pacheco”, era, na época, um dos maiores viadutos da Europa, com 471 metros de comprimento, 24 metros de largura e 27 metros altura máxima. A sua construção foi feita de forma a poderem ser instalados elevadores de passageiros que permitissem o transporte entre a Avenida de Ceuta e o pavimento da pilastra que fica por baixo do tabuleiro.

                     

 

 

 

Os 4.100 operários que na totalidade trabalharam nesta obra foram seguros na “Companhia de Seguros Comércio e Indústria”, fundada em 1907, a qual montou no local um posto de socorros privativo.. O custo da obra ascendeu a 16.691 contos a valores da época.

O “Viaduto de Duarte Pacheco” foi objecto de alterações em 1965, tendo o seu perfil transversal sido remodelado. Assim, no sentido Lisboa-Cascais (lado Norte) foi reduzido o passeio de 3.00 m para 1.80 m envolvendo o corte da continuidade da laje do passeio, para introdução de 3 vias nessa faixa. Nessa data, ou em data posterior, foi também removido o separador central inicial e introduzido um perfil tipo "Jersey".

 

 

  

Por ocasião das comemorações deste 28 de Maio de 1944, em que estas inaugurações se inseriram, de referir que …

 «Para comemorar o 18º aniversario do 28 de Maio, a União Nacional, por intermédio das comissões políticas de freguesia, com a colaboração das respectivas juntas, distribuíu hoje donativos de 25$00 a 14.000 pobres de Lisboa e a 5.000 do Porto.» in Diário de Lisboa.

                                 

fotos in:  Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Arquivo Municipal de Lisboa

4 comentários:

Paulo disse...

Curiosidade engraçada: na foto tirada do Aqueduto para o estaleiro de construção (penúltima foto a preto e branco, do lado esquerdo) vê-se uma pessoa montada num burro (não me parece que seja um cavalo) que aproveita o viaduto da linha férrea para atravessar o ribeiro...

De resto, parabéns pelo excelente trabalho, nesta e noutras publicações!

José Leite disse...

Caro Paulo

Bem observado.

Grato pelo seu comentário, e pelas suas amáveis palavras.

Os meus cumprimentos

José Leite

Manuel Tomaz disse...

1937, já lá vão 76 anos! Curiosamente, lá tenho passado milhares de vezes, e muitas vezes me ocorre como ela ainda está atualizada, ao invés de outras obras que, passado meia dúzia de anos, já não respondem às necessidades...
Cumprimentos,
Manuel Tomaz

José Leite disse...

Caro Manuel Tomaz

Tem toda a razão.

Caso da Ponte Sobre o Tejo, que foi pensada a longo prazo, de modo a poder suportar o comboio e mais 2 faixas de rodagem. Inclusivé foram deixados viadutos nos acessos para futura utilização ... E isto tudo sem derrapagens orçamentais ...

Os meus cumprimentos

José Leite