5 de fevereiro de 2017

Monumento ao Marechal Óscar Carmona

O monumento ao Marechal António Óscar de Fragoso Carmona (1869-1951), que exerceu  o cargo de Presidente da República entre 9 de Julho de 1926 e 18 de Abril de 1951, foi inaugurado no Campo Grande em Lisboa a 24 de Novembro de 1970, com a presença do Chefe de Estado, almirante Américo Thomaz, o Presidente do Conselho,  professor Marcello Caetano, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, engenheiro Santos e Castro, além de outras individualidades.

Recordo que Óscar Carmona exerceu o seu cargo de Presidente da República, no posto de General tendo sido elevado a Marechal, a título honorífico, em 1947. Faleceria em 18 de Abril de 1951

General Óscar Carmona (1869-1951), em foto de 1930

Chegada do Almirante Américo Thomaz, recebido pelo Presidente do Conselho, professor Marcello Caetano, e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, engenheiro Santos e Castro

       

 

A estátua foi da autoria do escultor Leopoldo de Almeida (1898-1975), sendo o projecto do monumento da autoria do arquitecto Jorge Segurado. O monumento de pedra vermelha e preta e de mármore branco, compunha-se de 3 partes distintas: a estátua de bronze, com 4,20 m de altura, pesando 2 toneladas, 2 pórticos laterias, sustentados, dcada um, por 7 colunas, e que se apoiam na parte central, uma parede curva.

Monumento ao Marechal Óscar Carmona, em foto de Julho de 1973

Podia-se na parede principal do monumento por detrás da estátua, além da frase «Por Portugal Uno e Indivísivel», também, inscrito o texto lembrando as palavras proferidas pelo Doutor Oliveira Salazar, por ocasião da morte do Marechal António Óscar de Fragoso Carmona em 18 de Abril de 1951:

«O povo tornou-o pela singeleza e afabilidade do trato, a bondade tanta, a gentileza do porte, a desfectação total, o desprendimento dos interesse e das situações, a elegância das atitudes morais. Em ninguém se viu mais perfeita essa difícil e rara conciliação da humildade na pessoa e na dignidade no poder. Tão frágil que a brisa ameaçava tombá-lo, tão forte que uma revolução o não podia subverter - nele claramente se via a imensa força dessa coisa delicada e inacessível que nos homens se chama a consciência.»

Almoço, oferecido pela CML, aos trabalhadores neste monumento, no restaurante do Parque de Campismo de Monsanto

 

Quanto à estátua despareceu após o 25 de Abril de 1974, mas presentemente encontra-se nos jardins do Museu da Cidade”, mesmo ao lado … A restante edificação lá permaneceu, uns bons anos á espera de alguma estátua de algum vulto proeminente do pós 25 de Abril, como, talvez, não tenham achado nem a figura proeminente, nem a estátua, demoliram o que restava.

Marechal António Óscar de Fragoso de Carmona nos jardins do “Museu da Cidade”, em Lisboa

Pelo menos a ponte que liga Vila Franca de Xira ao Porto-Alto na outra margem do rio Tejo, lá conseguiu conservar o nome de “Ponte Marechal Carmona” … Acerca desta ponte consultar neste blog o seguinte link: “Ponte Marechal Carmona” .

Fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa

8 comentários:

Victor Nogueira disse...

"Carmona" ainda persiste na toponímia por esse Portugal fora, como no Parque em Cascais, perto da Cidadela.de que falo em http://kantophotomatico.blogspot.pt/2014/10/cirandando-por-cascais.html

José Leite disse...

Assim como a Ponte de Vila Franca de Xira, etc.

É natural, pois faz parte da História de Portugal, ou não?

Alvaro Pereira disse...

Meu caro José Leite

Se me permite, eu vou aproveitar este seu espaço para falar de um monumento que devia existir em Lisboa, mas nunca existiu: uma estátua de Vasco da Gama.

Não se compreende como é que uma figura tão importante da nossa História não tenha uma estátua em Lisboa, quando existem estátuas do grande descobridor em Hamburgo ou na ilha de Moçambique!

Eu já lhe disse que a minha família é alentejana, e somos da zona de Sines, a terra natal de Vasco da Gama! Sim, também tenho um desejo pessoal de ver essa estátua em Lisboa, o que será totalmente justo e lógico.

Lugar para essa estátua já existe: o mais lógico será o Jardim Vasco da Gama, em Belém.

Sei também que existe um depósito de estátuas da CM Lisboa em Figo Maduro; quem sabe não estará lá perdida uma estátua de Vasco da Gama!?

Sei que me vai compreender.

Um grande abraço!

Álvaro Pereira

José Leite disse...

Caro Álvaro Pereira

Tem toda a razão no que diz.

Pelo menos lembraram-se de atribuir nome de Vasco da Gama à ponte Lisboa-Montijo.

Um abraço
José Leite

Majo Dutra disse...

Gostei de ler e saber.
Dias felizes.
Abraço.
~~~

Victor Nogueira disse...

Caro José Leite
Aprecio o seu blog e limitei-me a referir um espaço em Cascais onde Carmona está presente e por supor que poderia ser objecto dum post seu. Nada mais. Foi um juízo de facto, não de valor.
Saudações
VN

José Leite disse...

Caro Victor Nogueira.

Entendi perfeitamente o que disse.

Aproveitei a minha resposta para evitar ter que responder a outros, que não entendem que antes de 1974 Portugal teve história, com os seus defeitos e virtudes, que também existiram.

Não foi o seu caso e fico grato pela amabilidade do seu comentário.

José Leite

José Leite disse...

Caro(a) Majo Dutra

Dias felizes também para si

Cumprimentos
José Leite