Sidónio Pais, do Partido Nacional Republicano, liderou uma insurreição protagonizada por uma Junta Militar Revolucionária, da qual era Presidente, entre 5 e 8 de Dezembro de 1917, da qual saiu vitorioso
Major Sidónio Pais Tropas revoltosas em Campolide, em 1917
Bernardino Machado foi deposto, e a 11 de Dezembro de 1917, Sidónio Pais tomou posse como Presidente do Ministério, acumulando as pastas de Ministro da Guerra e de Ministro dos Negócios Estrangeiros e, já em profunda ruptura com a Constituição de 1911, que ajudara a redigir, a 27 de Dezembro do mesmo ano, assumiu as funções de Presidente da República, até nova eleição.
Enquanto presidente da República, exerceu o cargo de forma ditatorial, suspendendo e alterando por decreto normas essenciais da Constituição da República Portuguesa de 1911, razão pela qual ficou conhecido com o Presidente-Rei.
Com a derrota humilhante das tropas do Corpo expedicionário Português na Batalha de La Lys em Abril de 1918, e sem que o Governo português conseguisse os necessários reforços e a manutenção de um regular aprovisionamento das tropas, a situação política atingiu um extremo tal que, após o armistício, que marcou o final da guerra, o Estado português não foi capaz de trazer de imediato as suas forças de volta ao país. A contestação social no país aumentou ao ponto de se viver uma permanente situação de sublevação.
Nas fotos seguintes, prisioneiros portugueses de La Lys em 1918, e regresso dos prisioneiros em 1919 a bordo do navio inglês “Nortwestern Miller”
3 fotos anteriores in: Arquivo Municipal de Lisboa
A violência instala-se e o Presidente após sofrer uma primeira tentativa de assassinato em 5 de Dezembro de 1918, durante a cerimónia da condecoração dos sobreviventes do do navio de guerra “Augusto Castilho”, é assassinado dias depois na Estação do Rossio em Lisboa a 14 de Dezembro de 1918. É morto a tiro por José Júlio da Costa um militante republicano.
Gravura do assassinato de Sidónio Pais na Estação do Rossio
Foto in: Torre do Tombo
A descrição do assassinato no jornal sidonista “A Situação” e postal alusivo ao acontecimento
clicar para ampliar fotos in: Ephemera
No cargo de presidente da república sucede-lhe João do Canto e Castro também do Partido Nacional Republicano. O país não mais recuperou deste acontecimento e a crise instalou-se e foi permanente, facilitando o golpe de estado de 28 de Maio de 1926, liderado pelo General Gomes da Costa, que poria fim à I República, e dava inicío a uma ditadura militar.
1 comentário:
Boa tarde,
tenho um poster A3 com a foto de Sidónio Paes, que está no jornal, q noticia o seu assassinato, a mesma encontra-se assinada por Alvaro da Fonseca e com a inscrição "Um Grande Homem para um Paiz tão pequeno" - "Drº Sidonio Paes" - "Edição LIT.MATTA: Rua da Madalena 69 - LISBOA-".
Será possivel darem me mais informações?
Grata
Cmp
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