Restos de Colecção: Resultados da pesquisa para duas nações
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22 de outubro de 2015

Hotel Duas Nações

O "Hotel Duas Nações" foi fundado em 23 de Fevereiro de 1879, no 1º andar do edifício na Rua da Victoria esquina com a Rua Augusta, em Lisboa. O seu primeiro proprietário foi Felizardo da Lima Sertã, e em 1907 já era propriedade de José Marques que, viria a promover uma transformação radical, modernizando-o e reinaugurando-o em finais de 1908.

“Grande Hotel Duas Nações”, com a primitiva “Casa Africana” nas lojas do edifício

Anúncio da inauguração do “Hotel Duas Nações”, em 23 de Fevereiro de 1879

Publicidade em 16 de Abril de 1879

Anúncio em 1888

Nas fotos anteriores pode-se avistar a já desaparecida “Casa Africana”, instalada nas lojas do edifício desde 1872, e que em 14 de Dezembro de 1905 inauguraria a suas novas instalações num edifício no outro lado da Rua Augusta.

O "Grande Hotel Duas Nações" ocupava os cinco pisos do edifício - à excepção do piso térreo ocupado pela "Alfaiataria Ribeiro & Silva" - servidos por elevador e sobrados forrados a corticite. Os seus 58 quartos, todos com janela, tinham luz eléctrica, «casas de banho frios, quentes e de chuva». Quanto às comodidades o hotel oferecia sala para visitas, sala de piano e sala de leitura, «e todas mobiladas com extrema elegancia e ao mesmo tempo simplicidade, afim de que não haja acumulação de poeiras - e quem diz poeiras diz microbios - o inimigo que tão descuidadamente se deixa viver em muitas habitações entre os estofos, cortinados e outras decorações pelas paredes.»

“Grande Hotel Duas Nações” e a alfaiataria de “Ribeiro & Silva” e respectiva publicidade em 1910

    

A sua grande sala de jantar tinha capacidade para 80 pessoas, servidas em pequenas mesas, à francesa, «havendo almoço que é servido das 10 horas da manhan á 1 hora da tarde, e jantar das 5 ás 8 horas da noite, sendo a cosinha á francêsa e á portuguêsa, conforme os hospedes preferem.»

7 de Janeiro de 1926


«Para maior comodidade ainda, o proprietário sr. José Marques, estabeleceu um serviço de carruagens e de automoveis que facilita qualquer passeio a seus hospedes.
Tem ainda empregados habilitados a tratarem dos serviços de caminho de ferro, e que falam as línguas estrangeiras.
Tem telefone, tanto para a rêde geral como para o serviço interno do hotel.
Atendendo à parte economica devemos ainda dizer, que a diaria para os hospedes póde regular desde 1$300 a 2$500 réis por pessoa.»

25 de Dezembro de 1931

30 de Janeiro de 1932

Quanto à história deste “Grande Hotel Duas Nações” no período entre 1909 até ao século XXI, pouco sei dos seus proprietários, sendo que em 1914, já pertencia a Francisco Brito das Vinhas e em 1954 a Victor Marques Simões, segundo os anúncios abaixo publicados.

Almoço de confraternização da “Vacuum Oil” no “Grande Hotel Duas Nações”, em 30 de Agosto de 1938

                       1911                                                             1913                                                              1914

 

1933

1934

“Grande Hotel Duas Nações”, nos finais dos anos 40 do século XX e etiqueta de bagagem

               

                                           1941                                                                                       1954

 

O actual “Hotel Duas Nações”, funcionando em sistema de hotel residencial de 2 estrelas - “Hotel Duas Nações Residence” - e com 54 quartos, com os seus 140 anos de idade, é o hotel mais antigo de Lisboa, em actividade, seguido do actual  “Hotel Borges Chiado” na Rua Nova do Almada e inaugurado como “Grande Hotel Borges” em 29 de Outubro de 1882.

Actual “Hotel Duas Nações Residence”

 

 

 

fotos in: Hemeroteca Digital, Arquivo Municipal de Lisboa, Hotel Duas Nações

24 de abril de 2015

Hotel Borges

O "Grande Hotel Borges", propriedade de António Borges, abriu as suas portas em 29 de Outubro de 1882 na, então, Rua das Portas de Santa Catharina, actual Rua Garrett, em Lisboa. Inicialmente este hotel oferecia 100 quartos, e era um dos principais hotéis de Lisboa no final do século XIX. Após a morte do seu fundador passou a ser propriedade da firma “Viuva Antonio Borges & Cª.”

Notícia e anúncio publicitário em 31 de Outubro de 1882

    

Entrada do “Grande Hotel Borges”, ao lado da “Pâtisserie Benard”  (1868), e o edificio ocupado pelo mesmo, com a extinta “Livraria Sá da Costa” (1913)

 

1888

1903

“Hotel Borges” nos anos 60 do século XX

 

                                       1906                                                                                        1911

  

Aqui fica a lista dos principais hotéis de Lisboa no final do século XIX.

Hotel Central - Praça Duque de Terceira - inaugurado por volta de 1842
Hotel de l'Europe - Rua do Carmo - inaugurado em 1845
Hotel Itália - Largo do Chiado - inaugurado por volta de 1850
Hotel Braganza - Rua Víctor Cordon - inaugurado por volta de 1850
Hotel Alliance - Rua Garrett - inaugurado em 1864
Hotel Francfort - Rua de Santa Justa - inaugurado em 1867
Hotel Duas Nações - Rua da Vitória - inaugurado em 1875
Hotel das Nações - Rua da Betesga, esquina com a Rua Augusta - inaugurado em 1880
Grande Hotel Borges - Rua Garrett - inaugurado por volta de 1884
Hotel das Nações - Largo da Magdalena - inaugurado em 1887
Avenida Palace Hotel - Rua 1º de Dezembro - inaugurado em 1892
Francfort Hotel - Praça D. Pedro IV (Rossio) - inaugurado em 1894

Dos oito hotéis que existiam no Chiado em 1884, restavam quatro em 1913.

«Foi fundador do Hotel Borges que o installou primeiro no predio onde hoje é a Casa Ramiro Leão. Na sua actual séde o Borges está ha mais de 30. Ao todo o magnifico hotel que é no Chiado, uma verdadeira instituição, possue 170 optimos quartos, 75 dos quaes possuem salas annexas, casa de banho, installações hygiennicas as mais aperfeiçoadas, etc.
O balneario do Hotel Borges é esplendido, e não ha hotel em Lisboa onde se respire atmosphera do mais conforto como outro não ha com ar mais aristocratico e distincto.
Os actuaes gerentes do Borges, srs. Horta e Costa e Humberto Zenoglio, teem sabido acumular n'este hotel tudo o que pode representar um melhoramento, por pequeno que seja e contribuir para o impor cada vez mais à sua clientella. Brevemente contam elles inaugurar os seus jantares-concertos, os quaes constituirão festas esplendidas, profundamente aristocraticas, que darão brado em Lisboa.» in “A Capital” ano 1916.

Etiquetas de bagagem

   

No edifício contíguo ao “Hotel Borges” esteve instalado, desde 1864, o “Hotel Alliance”, assim como a centenária Casa Havaneza”, fundada entre 1855 e 1861.

“Hotel Alliance” no edifício contíguo ao “Hotel Borges”

E respectiva publicidade em 1913

O antigo “Hotel Borges”, - actual “Hotel Borges Chiado” - é segundo  mais antigo hotel de Lisboa, ainda em actividade. O hotel de Lisboa mais antigo, em actividade, é oHotel Duas Nações”, inaugurado em 1875 na Rua da Victória esquina com a Rua Augusta, e cuja história poderá ler neste blog no seguinte link: Hotel Duas Nações

1933

O “Hotel Borges Chiado” , classificado de três estrelas, e após a última renovação em 2014, dispõe de 114 quartos, salas de reuniões e conferências, bar e restaurante.

 

 

fotos in: Arquivo Nacional Torre do Tombo, Hemeroteca Digital, Hotel Borges Chiado