6 de novembro de 2018

Escola Primária do Vale Escuro

A “Escola Primária do Vale Escuro” - actual “Escola Básica Arquitecto Víctor Palla” - foi inaugurada pelo Ministro da Educação Nacional, professor engenheiro Francisco Leite Pinto e pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Luís Pastor de Macedo, em 26 de Maio de 1956. Está localizada na encosta acidentada do Vale Escuro, entre a Penha de França e o Alto de São João, em Lisboa.

Inauguração em 26 de Maio de 1956

 

Esta escola, localizada na encosta acidentada do Vale Escuro, entre a Penha de França e o Alto de São João, em Lisboa, e cujo custo só de construção civil orçou em 2.100 contos, foi projectada pelo arquitecto Joaquim Cardoso Bento de Almeida, do gabinete de arquitectura Victor Palla e Bento d'Almeida A empreitada de edificação foi entregue a José da Conceição Lopes e Manuel Lopes, com a fiscalização e responsabilidade da obra a cargo do engenheiro Eduardo Cansado de Carvalho.

Enquadramento da “Escola Primária do Vale Escuro” no Vale Escuro

 

Maquetas

 

Durante a construção

 

A “Escola Primária do Vale Escuro”, era composta por duas secções, uma masculina e outra feminina com 8 salas de aula cada e respectivo refeitório, dois recreios, um coberto e outro descoberto, instalações sanitárias, gabinetes para professores, arrecadação, vestiário, etc.

 

 

 

 

Esta Escola seria enriquecida com as seguintes obras de arte:  uma escultura da autoria de Maria Gonçalves Barreira; motivo decorativo da autoria do pintor Júlio Pomar; e dois painéis de azulejo figurativos, da autoria do pintor Rolando de Sá Nogueira aplicados nos dois refeitórios do grupo escolar.

De referir que á data da sua inauguração a direcção desta "Escola Primária do Vale Escuro", estava a cargo de D. Maria Emília da Fonseca Henriques de Matos.

Actualmente, “Escola Básica Arquitecto Victor Palla”

 

No mesmo dia seria, também, inaugurado outro grupo escolar na Rua Padre Manuel da Nóbrega, ao Areeiro.

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa

1 comentário:

P. Sousa disse...

É um lugar-comum dizer-se que antigamente nem tudo era mau. Com efeito, creio que assim foi apesar de não ter nascido e vivido sob a égide de Salazar. Esta escola é, como outras edificações da altura, um espectacular exercício de criatividade e bom-gosto, que muito faz falta nos dias que correm em Portugal. Se se gastassem milhões - como se gastam! -, e tivéssemos arquitectura pública de qualidade, não seria talvez tão importante referir as derrapagens orçamentais e a má qualidade construtiva: tínhamos obra para as gerações futuras e, mais que tudo, obra com valor artístico digna de ombrear com o que de melhor se vai fazendo na velha Europa. Mas não, temos sim edifícios que com um ou dois anos estão anquilosados, cheios de vícios, que são muitas vezes visualmente ofensivos, e que custaram ao erário público mais do dobro ou triplo do valor neles incorporado...
Os meus parabéns ao autor deste sítio.