18 de julho de 2014

Exposição “A Rainha Dona Leonor”

A exposição "A Rainha Dona Leonor", organizada pela “Fundação Calouste Gulbenkian”, e que teve lugar no “Mosteiro da Madre de Deus”, foi inaugurada em 6 de Dezembro de 1958, pelo Presidente da República General Craveiro Lopes e pelo presidente da Fundação Calouste Gulbenkian”, Dr. Azeredo Perdigão.

 

 

 

Em 1958 comemoravam-se os 500 anos do nascimento da Rainha D. Leonor (1458-1525), esposa do Rei D. João II, mecenas e fundador das Misericórdias em Portugal. A Fundação Calouste Gulbenkian que tinha sido fundada em 1956, decidiu organizar esta Exposição comemorativa, no “Mosteiro da Madre de Deus”, fundado por D. Leonor em 1509. Para tal, foram efectuadas reparações no Mosteiro, com o intuito não só de albergar esta Exposição como, futuramente, ali instalar-se  o “Museu do Azulejo”.

«A Fundação Gulbenkian restaurando completamente o edifício que parecia condenado, gastou com as obras e a organização do certame, cerca de 3.000 contos, sendo de apontar uma comparticipação de 700 contos do Ministério das Obras Públicas. Eis aqui uma exposição que o público deve ver porque constitui uma lição de Arte e de História.» in: Diário de Lisboa.

A exposição "A Rainha Dona Leonor" foi projectada e criada pelos arquitectos Francisco Conceição Silva, José Daniel Santa-Rita e Raúl Santiago Pinto, com a colaboração do decorador Manuel Rodrigues, tendo articulado peças de diversa natureza (pintura, escultura, ourivesaria, manuscritos, livros, tapeçarias, etc.), reproduções fotográficas e em modulações em gesso, painéis informativos, etc.

 

 

 

 

Esta Exposição assentou no estudo histórico e na recolha iconográfica da "obra" da Rainha, sob uma dupla perspectiva, a criação das Misericórdias e o apoio às Artes. Para tal foi reunido um grupo de colaboradores, que apoiaram, entre outras tarefas, o trabalho de localização e requisição de peças de diversa natureza a instituições estrangeiras e nacionais: João Couto (director do “Museu de Arte Antiga”) - estudo do papel da Rainha no campo das artes plásticas; Fernando Correia (director do “Instituto de Higiene Dr. Ricardo Jorge”) - análise das Misericórdias e recolha iconográfica; Manuel Estevens (director da “Biblioteca Nacional de Lisboa”) - recolha e análise de códices e incunábulos encomendados pela Rainha; Jorge Moser - estudo da genealogia da Rainha e da sua heráldica.

 

Esta Exposição, aberta todas as tardes e nas noites de terças, quintas e sábados, com iluminações especiais e concertos de música gravada com composições da segunda metade do século XV e da primeira do século XVI, encerraria a 11 de Janeiro de 1959.

Bibliografia: Revista de História de Arte: A Exposição "A Rainha D. Leonor" no quadro das exposições evocativas do Estado Novo - Leonor de Oliveira - Instituto de História de Arte, FCSH/UNL

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

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