13 de maio de 2014

Antigamente (95)

Francisco Lázaro numa maratona em 1912

Francisco Lázaro obteve a sua primeira vitória em 1908, na dita Maratona Portuguesa, uma corrida de 24 km. Em 1909 não competiu, devido a problemas de saúde. Em 1910, triunfou na primeira verdadeira maratona realizada em Portugal numa distância próxima da olímpica (42,8 km), com 2h 57m 35s, com o 2.º classificado a cerca de 15 minutos. No ano seguinte, Lázaro venceu de novo, desta vez com o tempo de 3h 09m 57s, passando a ter uma enorme popularidade

O ano olímpico de 1912 começou uma nova vitória na maratona, com 2h 52m 08s um percurso de 42,2 km particularmente difícil que incluía estradas esburacadas e a subida da Calçada de Carriche. Quatro anos antes, nos jogos de Londres, o vencedor da maratona olímpica tinha registado um tempo de cerca de 2h55m. Havia confiança que Lázaro pudesse ter um bom resultado em Estocolmo.

Francisco Lázaro era carpinteiro de uma fábrica de carroçarias de automóveis na travessa dos Fiéis de Deus no Bairro Alto em Lisboa. Não tinha treinador. Após o trabalho, Lázaro corria diariamente de Benfica até S. Sebastião da Pedreira, desafiando, no percurso inverso, os transportes públicos eléctricos.

Viria a falecer durante os Jogos Olímpicos de Estocolmo de 1912. Após se ter sentido mal na prova da maratona, ao Km 29, no dia 14 de Julho de 1912, foi transportado para o hospital vindo a falecer no dia seguinte, apenas com 24 anos de idade, sendo a primeira vítima mortal dos Jogos Olímpicos até aquela data.

Governo Civil de Lisboa, carro celular à porta do Governo Civil,  e páteo interior dos calabouços em 1913

 

Reabastecimento de combustível, óleos e lubrificantes ao “Bornes” da “Soponata” pela “Socony Vacuum”  futura “Mobil”

Restaurantes no “Portinho da Arrábida

 

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Arquivo Municipal de Lisboa

2 comentários:

João Celorico disse...

Caro José Leite,
o reabastecimento de combustível ao navio, tudo parece indicar que se trata de reabastecimento de óleo combustível e de lubrificação (bidons)e que será da década de 50, uma vez que este navio da Soponata, o "Bornes", entrou ao serviço em fins de 1951 e foi transformado no "Monchique II" em 1964. Acresce que julgo vislumbrar nos bidons, ainda, o "Pegasus" da Socony Vacuum, antecessora da Mobil o que me parece reforçar a ideia de anos 50.

Melhores cumprimentos,
João Celorico

José Leite disse...

Caro João Celorico

Grato pela informação e esclarecimento adicionais.

Os meus cumprimentos

José Leite