14 de fevereiro de 2014

Revolução de 20 de Julho de 1928

A Revolução que teve lugar entre 20 e 27 de Julho de 1928, também chamada de “Revolução do Castelo”, não foi mais que a revolta do Batalhão de Caçadores 7 do Castelo se S. Jorge em Lisboa, sob o comando do capitão João Augusto Gonçalves, apoiado por Jacinto Simões e Agatão Lança.

Na reportagem publicada na revista “Ilustração” de 1 de Agosto de 1928, a que as fotos seguintes se referem, lia-se:

«A sedição do Castelo de S. Jorge levada a efeito por Caçadores 7, em 20 do mês passado, foi tão rapidamente sufocada e teve um aspecto tão restricto e episódico que a sua reportagem tem de ser, forçosamente rápida e modesta, como rápida foi a alteração da ordem jugulada pelas autoridades. No entanto, supomos que o nosso esfôrço informativo será apreciado devidamente.»

Tropas fiéis ao governo no cerco aos revoltosos

 

Canhões dos revoltosos na esplanada do Castelo de S. Jorge

 

Praça D. Pedro IV (Rossio) no dia 20 de Julho de 1928

Forças da Guarda Republicana durante o rancho e material abandonado pelos revoltosos

 

Bombeiros transportando um soldado abatido e prisão dos soldados revoltosos em Caçadores 7 no Castelo de S.Jorge

 

O comando pertencia ainda ao “Reviralho”, visando repor a situação derrubada pelo golpe militar de 28 de Maio de 1926, sendo activa na conspiração a chamada Liga de Paris. O inspirador parece ter sido o antigo ministro da guerra, coronel José de Mascarenhas. Jugula a revolta o coronel Farinha Beirão, em Lisboa, e o major Lopes Mateus em Viseu.

Revolução 20-7-1928.2.1 Revolução 20-7-1928.0

Recordo que o “Reviralho”, ou “Reviralhismo”, o conjunto de movimentos resultantes directa e indirectamente da acção política desenvolvida pela oposição republicana, democrática e liberal, entre os anos de 1926 e 1940, mas mais fortemente entre 1926 e 1931.

Ocorreram, igualmente,levantamentos conjugados em Pinhel, Setúbal, Castelo Branco, Guarda, Entroncamento e Barreiro. Estava para ser lançada uma proclamação assinada por José Mascarenhas, Filémon de Almeida e Sarmento Beires. Outros implicados foram Maia Pinto, Aquilino Ribeiro, Neves Anacleto, António Gomes Mota, Amâncio Alpoim e o capitão Carlos Vilhena.

Nesta revolução registaram-se 7 mortos, 20 feridos e 240 prisões. Governo emitiria o Decreto nº 15 790, em 27 de Julho, sancionando os implicados. Em 31 de Julho cria uma Intendência Geral de Segurança Pública, integrando a Guarda Nacional Republicana, a Polícia de Segurança Pública, a Polícia internacional e a Polícia de Informações. Para o comando seria nomeado, em 22 de Agosto de 1928, o coronel Fernando Mouzinho de Albuquerque.

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Casa Comum (Fundação Mário Soares)

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