29 de novembro de 2011

Laboratório Normal

Em 1904 a “Farmácia Costa”, na Rua da Prata, foi adquirida pela sociedade Pires & Mourato Vermelho em 1904, a qual mudou o nome da farmácia para “Farmácia Normal”. Pouco tempo depois iniciou a produção de medicamentos, principalmente injectáveis.

                                                        “Laboratório Normal”, em Mem Martins

                                          

Em 1908, já a “Farmácia Normal” anunciava o seu “Laboratório Normal” de produtos assépticos, onde se fabricavam pensos em geral em caixas hermeticamente fechadas, vaselinas, tópicos em tubos de estanho puro, ampolas hipodérmicas de todos os medicamentos injectáveis, artigos de sutura, soros, etc.

Durante a guerra de 1914-18, o corte do fornecimento de ampolas de vidro neutro alemãs, obrigou à criação da primeira oficina nacional para o fabrico de ampolas, o que permitia à firma, em 1917, exportar ampolas hipodérmicas. Em 1918, a “Farmácia Normal” possuía dois laboratórios, um laboratório farmacêutico de que Mourato Vermelho era director técnico e que preparava especialidades farmacêuticas, ampolas hipodérmicas e pensos esterilizados, e um de análises clínicas, de que o médico Vítor Fontes era director.

Em 1919, o “Laboratório Normal” inicia um processo de mudança de instalações, depois de uma primeira ampliação para os primeiros andares do edifício da farmácia e de um prédio fronteiro. Esteve durante algum tempo instalado no edifício da Sociedade Farmacêutica Lusitana e depois na Av. Duque de Loulé, até que se instalou na Rua Bernardo Lima, onde permaneceu de 1922 a 1970.

                                                      “Laboratório Normal”, na Rua Bernardo Lima

                                                 

                                                                            Fotos de 1947

 

 

Depois da II Guerra Mundial, já após a morte do fundador em 1946, o “Laboratório Normal” procura acompanhar as tendências da indústria farmacêutica internacional, investindo no serviço de investigação e desenvolvimento de forma totalmente inédita em Portugal. Para o dirigir foi convidado em 1947 o professor de química da Escola de Farmácia, Alberto Ralha, que viera há pouco da Suíça, onde se doutorara e estudara com os professores Karrer e Reichstein.  Em 1951, o laboratório iniciou uma nova fase da sua história, desenvolvendo os contactos com os Laboratórios Eaton, EUA, sob cuja licença passou a fabricar e comercializar várias especialidades farmacêuticas, como a "Furadantina".

  

 

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

Em 1981 o “Laboratório Normal” foi vendido à empresa farmacêutica suiça “Ciba-Geigy”.

4 comentários:

Peralta disse...

Foi com alegria e satisfação que descobri fotografias do meu pai quando ainda jovem, solteiro e bom rapaz.
A quem disponibilizou as
fotografias um muito obrigado.
Alfredo Peralta

José Leite disse...

Caro Peralta

Não tem que agradecer, é para isso que este blog existe.

Cumprimentos

J. Leite

Peralta disse...

Olá mais uma vez,

Vi que a fonte das fotografias eram a Fundação Gulbenkian e o Arquivo Municipal.. sabe se existem mais algumas em arquivo ? Fiquei com curiosidade em descobrir mais. Eu possuo algumas do quotidiano no Laboratório e estou interessado em descobrir mais.

Grato pela informação

Alfredo Peralta

José Leite disse...

Caro Peralta

Na Biblioteca Arte da FCG existem mais 4 fotos disponíveis além das que publiquei.

É consultar o seguinte link:

http://www.flickr.com/photos/biblarte/with/5145246147/#photo_5145246147

No Arquivo Municipal só existe a que publiquei.

Os meus cumprimentos

José Leite