3 de março de 2011

Edifício-Sede do Banco de Portugal

Recordando um excerto do post de 28 de Maio de 2010 com o título “Banco de Portugal” :

«O Banco de Portugal foi criado por decreto régio em 19 de Novembro de 1846, tendo a função de banco comercial e de banco emissor. Surgiu da fusão do Banco de Lisboa e da Companhia Confiança Nacional (ver post de 26 de Maio de 2010), uma sociedade de investimento especializada no financiamento da dívida pública.

Este banco recém criado não era mais que uma sociedade de investimentos, especializado no financiamento da dívida pública, que começou por ser apenas mais um banco, sem o monopólio da emissão de notas, continuando apenas as emissões do Banco de Lisboa, impressas a uma só cor sobre fundo branco. Para aproveitar o papel existente em armazém no Banco de Lisboa, o Banco de Portugal imprimiu até 1875, durante mais de 28 anos, as suas notas com a marca de água do extinto Banco de Lisboa.»

O Banco de Portugal funcionou no edifício do antigo Banco de Lisboa, na  Praça de Pelourinho (Praça do Município desde 1886), que devido a um  incêndio ocorrido em 19 de Novembro de 1863 (já como Paços do Concelho), foi destruído e no seu lugar foi construído o actual edifício da Câmara Municipal de Lisboa.

                                          Primeiro edifício do Banco de Portugal no Largo do Pelourinho

                              

Em 1913 é desenhado pelo arquitecto Adães Bermudes o primeiro projecto para o edifício do Banco de Portugal na Rua do Ouro. Este arquitecto viria a projectar as agências deste banco em Bragança, Coimbra, Évora e Faro.

                                                   

O arquitecto Porfírio Pardal Monteiro chegou a fazer um projecto para um novo edifício em 1938, a pedido do Estado português, no lugar do edifício e Igreja de S. Julião já existentes no quarteirão da Rua do Ouro, mas o projecto não teve sequência prática..

                                                       Projecto da nova sede do Banco de Portugal, em 1938

 

                              

Com a expansão do Banco de Portugal, no entanto, tornou-se necessária a aquisição de novas casas contíguas às anteriores, num processo de sucessiva integração que só se concluiu em 1933, com a compra da Igreja de S. Julião e respectivos anexos. É nessa altura que a sede do Banco de Portugal adquire a fisionomia e dimensão actuais e atinge os limites da sua capacidade de expansão, naturalmente confinados ao quarteirão definido pela Ruas do Ouro, do Comércio e de S. Julião.

                                                        Sede do Banco de Portugal, em 1891

                              

                                       Sede do Banco de Portugal, em 1902 (vista da Rua do Ouro)

                                           

                                                         Exterior do edifício-sede actualmente

                               

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Hemeroteca Digital

O projecto de remodelação, ampliação e adaptação deste edifício, foi igualmente do arquitecto Porfírio Pardal Monteiro.

Dois antigos anúncios publicitários do Banco de Portugal

                                          1910                                                                                 1914

 

Nestas anúncios pode-se observar que a rua onde se situa a sede do Banco de Portugal, mudou de designação uma vez. Inicialmente Rua de El-Rei, mudou para Rua do Comércio ambas conhecidas por Rua dos Capelistas .

Para ver Caixas-Filiais ou Agências do Banco de Portugal aceder ao post de 19 de Outubro de 2010 com o título “Agências do Banco de Portugal” na etiqueta ‘Bancos’

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