Restos de Colecção: O Apito e a Segurança em Lisboa

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21 de novembro de 2010

O Apito e a Segurança em Lisboa

Retirado do “Roteiro do Viajante no Continente e nos Caminhos de Ferro de Portugal”, publicado em 1865 por João António Peres Abreu, em Coimbra pela Imprensa da Universidade, transcrevo um texto em que se aconselha o viajante a adquirir um apito para sua segurança, ao visitar a cidade de Lisboa.

" O viajante que,chegando a Lisboa comprar um apito, e o trouxer sempre comsigo, póde-se reputar em completa segurança. A razão é muito simples.
Se por acaso é aggredido e toca o seu apito, ouve logo tocar outros em diversas direcções. A polícia corre ao ponto aonde tocaram, para cumprir com o seu dever, e o povo corre tambem para o mesmo sítio, a fim de saber o que foi.
Como são os que correm, convergindo a um centro, fórma-se uma rede, de que o aggressor difficultosamente escapa.
Prevenimos por isso algum travêsso, que se lembre de tocar por brincadeira, para não cahir em tal, porque tem toda a probabilidade de ir dormir ao quartel municipal.”

De referir que o texto foi transcrito fielmente, pelo que poderá observar o português escrito da época.

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