26 de julho de 2009

Regicídio do Rei D. Carlos

O regicídio do Rei D. Carlos e do Príncipe Real Luís Filipe, ocorreu no Terreiro do Paço, a 1 de Fevereiro de 1908, marcando o fim da ultima tentativa séria de reforma da Monarquia Constitucional, e consequentemente, uma nova escalada de violência na vida pública do País.

                                                

                                    

Quando a carruagem real circula junto ao lado ocidental da Praça do Comércio ouve-se um tiro e desencadeia-se o tiroteio. Um homem de barbas, passada a carruagem, dirige-se para o meio da rua, leva à cara a carabina que tinha escondida sob a sua capa, põe o joelho no chão e faz pontaria. O tiro atravessou o pescoço do Rei, matando-o imediatamente. Começa a fuzilaria: outros atiradores, em diversos pontos da praça, atiram sobre a carruagem, que fica crivada de balas.

Os populares desatam a correr em pânico. O condutor, Bento Caparica, é atingido numa mão. Com uma precisão e um sangue frio mortais, o primeiro atirador, mais tarde identificado como Manuel Buiça, professor primário expulso do Exército, volta a disparar. O seu segundo tiro vara o ombro do rei, cujo corpo descai para a direita, ficando de costas para o lado esquerdo da carruagem. Aproveitando isto, surge a correr de debaixo das arcadas um segundo regicida, Alfredo Costa, empregado do comércio e editor de obras de escândalo, que pondo o pé sobre o estribo da carruagem, se ergue à altura dos passageiros e dispara sobre o rei já tombado.

A Rainha Dona Amélia, já de pé, fustiga-o com a única arma de que dispunha: um ramo de flores, gritando “Infames! Infames!” O criminoso volta-se para o príncipe D. Luís Filipe, que se levanta e saca do revólver do bolso do sobretudo, mas é atingido no peito. A bala, de pequeno calibre, não penetra o esterno (segundo outros relatos, atravessa-lhe um pulmão, mas não era uma ferida mortal) e o Príncipe, sem hesitar, aproveitando porventura a distracção fornecida pela actuação inesperada da rainha sua mãe, desfecha quatro tiros rápidos sobre o atacante, que tomba da carruagem. Mas ao levantar-se D. Luís Filipe fica na linha de tiro e o assassino da carabina atira a matar: uma bala de grosso calibre atinge-o na face esquerda, saindo pela nuca.

                                A foto do assassino morto após o seu acto . Seu nome Manuel Buiça 
                   
                                                 

                                                “Le Petit Journal” francês noticiava, o regicídio

                                          

Estádios do Sporting Clube de Portugal

                         Em 1906 o 1º Campo de futebol, e sede do SCP ficava no Campo Grande

                             

                               Já em 1939 já como estádio de futebol, também no Campo Grande

                             

                  Inauguração, em 1956,  do Estádio José de Alvalade, continuando no Campo Grande

                             

25 de julho de 2009

Duas Grandes Garagens de Lisboa

Nos primeiros anos do comércio automóvel, em Portugal as empresas que vendiam automóveis eram chamadas simplesmente de Garagens e não existia o termo de Stand de Automóveis. Dois exemplos de grandes e famosas garagens de automóveis no início do século em Lisboa.

              Representante da Peugeot: A. Beauvalet & Cª na Praça dos Restauradores em 1906

                             

                         Portuguese Motor & Machinery Company ou melhor a Auto Palace em 1912

                             

Na foto acima, o primeiro autocarro da Companhia Carris Ferro de Lisboa.

Uns Anúncios Publicitários

                                                                               1899

                                  

                                                                                 1910       

                                         
 
                                                                                  1905

                                          

                                                                                  1905

                                          

Quadros de Maluda (1)

                                                                                  Lisboa

                                             Lisboa.25

                                                                                   Olhão

                                             Olhão.7

                                                                                Ilha de Faro

                                            

Sport Lisboa e Benfica

A fundação do grupo Sport Lisboa teve lugar em 28 de Fevereiro de 1904 na Farmácia Franco em Lisboa, local onde viria e funcionar a sede deste clube nos primeiros tempos. O seu primeiro presidente foi José Rosa Rodrigues.

A estreia do clube, ainda que num simples jogo de treino deu-se a 1 de Janeiro de 1905, o qual foi disputado nas Salésias, em Belém, contra o Campo de Ourique e o terminou com uma vitória do Sport Lisboa por 1–0

                                                           Foto da sua 1ª equipe da Futebol em 1906
        
                                        

Na época 1906/1907 iniciou-se o “Campeonato de Lisboa”. Nessa primeira edição participaram o Sport Lisboa, o Carcavelos, o Lisbon Cricket, e o Internacional. O torneio foi ganho pelo Carcavelos, tendo o Sport Lisboa ficado em segundo lugar.

Entretanto a 26 de Julho de 1906 é fundado um outro clube em Lisboa – o Sport Clube de Benfica. Em 1908 este é um pequeno clube recém formado, do qual também são sócios alguns dos fundadores do Sport Lisboa, entre os quais Cosme Damião. Este é um clube dedicado a algumas modalidades, especialmente ao ciclismo. Este tem um grupo de apoiantes bem mais pequeno que o Sport Lisboa, contudo tinha algo de muito valioso - um campo de futebol, ainda que arrendado, o campo da Feiteira.

Assim, em assembleia geral, o Sport Lisboa aprova a junção ente os dois clubes. Esta fusão foi protagonizada sobretudo por Cosme Damião e Felix Bermudes por parte do Sport Lisboa e por Luis Carlos Faria Leal e António Sobral, por parte do Sport Benfica. A partir desta data o clube passou a chamar-se Sport Lisboa e Benfica, tal como é conhecido nos dias de hoje.

                                                                Campo de futebol do SLB nas Amoreiras 
      
                                       

O Estádio das Amoreiras foi inaugurado a 13 de Dezembro de 1925 num ambiente de festa com 15 000 adeptos nas bancadas. No jogo de apresentação do Estádio o Benfica jogou contra o Casa Pia e acabou por perder por 3–1. A compra e construção de um estádio foi uma operação arriscada que pôs o clube debaixo de grandes dívidas e sem margem de manobra para fazer outros investimentos, nomeadamente a nível desportivo.

O jogo de despedida do Estádio das Amoreiras foi realizado contra o Barreirense a 23 de Junho de 1940, o qual o Benfica venceu por 5 – 2. O jogo inaugural do Estádio do Campo Grande foi jogado a 5 de Outubro de 1940 contra o Sporting e também aí o Benfica saiu vitorioso, desta vez por 3–2.                                                                          

                                                           1955 SLB

A 14 de Junho de 1953 iniciou-se a construção do novo Estádio do Benfica, o que ficou a cargo da construtora Alves Ribeiro. O estádio, designado então Estádio da Luz foi inaugurado a 1 de Dezembro de 1954 num jogo amigável contra o Porto, no qual o Benfica perdeu por 3–1.

                                                                  Dia da inauguração do Estádio da Luz

                                     

                                                                        Antigo Estádio da Luz em 1958

                                            

                                

O estádio foi inaugurado com uma capacidade para 40.000 adeptos, em dois anéis completos, mas o continuado êxito desportivo do Benfica durante os anos 1950 e, especialmente, 60 (os "anos de ouro"), a necessidade de aumentar a capacidade tornou-se evidente.
 
A primeira fase de construção do famoso "Terceiro Anel" foi concluída em 1960, e incrementou a capacidade para 70 000. A iluminação artificial havia sido introduzida em 1958.

                                
 
O "fecho" do terceiro anel foi concluído em 1985, passando a capacidade oficial do estádio para 120.000. Dada a inexistência de lugares individuais até meados dos anos 1990, este número foi mesmo ultrapassado em algumas ocasiões. O "jogo do título", realizado frente ao F.C. Porto a 4 de janeiro de 1987, teve uma assistência estimada de 135 000 espectadores, a semi-final da então Taça dos Campeões Europeus contra o Marselha em 1990 com cerca de 130.000 espectadores e a final do Campeonato Mundial de Júniores de 1991, entre Portugal e Brasil, teve uma assistência oficial de 127.000 espectadores.

A introdução de assentos individuais, em meados dos anos 1990, reduziu a capacidade do estádio para cerca de 78 000.


                                

Foi também no ano de inauguração do Estádio da Luz que custou 12.000 contos (60.000,00 €), que o Benfica adquiriu o seu primeiro autocarro para transportar a equipa e que tinha pertencido ao famosíssimo grupo liderado por Igrejas Caeiro "Os Companheiros da Alegria". Este era um autêntico veiculo de luxo, o qual incluía bancos reclináveis, sistemas de som, mini-cozinha, casa de banho. do clube por nove anos até ser adquirido um novo.

                                  Autocarro do SLB da marca «Somua», em 1954 (Ex- Companheiros da Alegria)

                                       

Texto baseado na história do SLB no site: Casa Benfica ao qual desde já agradeço.

Aeroporto de Lisboa (0)

Agora que se fala da construção do novo aeroporto de Lisboa aqui vão umas fotos dos primeiros tempos do actual Aeroporto de Lisboa, na Portela de Sacavém nos anos 40

                             

                             

                             

Transportes de Lisboa do Antigamente

                                                                  Em 1873, o "Americano"

                             


                                     "Chora", de 1900 que pertencia à Empresa Eduardo Jorge

                             

                 1º Carro Eléctrico da Carris, em 1901. Carreira que ia do Cais do Sodré até Belém

                             

                                                             O Elevador da Bica, em 1921

                                           

                                                  1º Autocarro de passageiros da Carris, em 1912

                               

                1944 Inauguração do serviço de autocarros em Lisboa. Ainda eram conduzidos à direita

                                

                             1947 Primeiros autocarros de 2 pisos da Carris. Ainda com volante à direita 

                                

19 de julho de 2009

Paquetes Portugueses (1)

                                      “Vera Cruz” (1951-1973), da Companhia Colonial de Navegação

                                    

                               Da mesma companhia e um pouco mais cedo, em 1905, o paquete “Guiné”

                                  

Sob a bandeira desta “Companhia Colonial de Navegação” de lembrar ainda os paquetes: Mouzinho, Santa Maria, Infante D. Henrique, Império, Uíge.

                           Paquete “Funchal” (1961 - …) da Empresa Insulana de Navegação, até 1974

                                    

                                              Desta companhia ainda o “Carvalho Araújo” (1930-1973)

                                   

                                      Príncipe Perfeito (1961-1976) Companhia Nacional de Navegação

                                   

Ainda de lembrar na “Companhia Nacional de Navegação” os paquetes: Portugal, Moçambique, Índia, Niassa e S.Tomé

Ambulâncias Bedford

Retirado dum catálogo da Bedford publico uma página em que se pode ver com pormenor duas ambulâncias Bedford da época .... moderníssima .... para os anos 50 do século XX. 

                             
                             

Um Barbeiro em Lisboa

Antigamente, em Lisboa era frequente encontrarmos estes barbeiros de rua. Veja como até fazem fila para cortar o cabelo ou fazer a barba ...
             


Até um cliente já adormeceu de tanto esperar …